segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Pacto de Dilma

Parece que Dilmão matou a cobra e mostrou... a que veio? Sinceramente observando ainda não tivemos nenhum presidente que tivesse feito as propostas que a amarelada fez hoje, inclusive incluindo plebiscito, ou seja, a gente.

Tenho a impressão que a estrutura dos poderes deve ser tão viciada e emaranhada em comportamentos que começam na falta de ética e terminam na roubalheira descarada, comportamentos estes que devem estar tão estabelecidos por décadas de inescrupulosidade e impunidade, que achar as pontas do enorme novelo não deve ser fácil.

Assim como fomos (eu não) às ruas pedir participação nesse barraco, parece que nossa presidenta também está se apoiando no tal "gigante desperto" para tentar fazer faxina. Quer se respaldar nessa força popular que manifesta insatisfação generalizada. 

A reforma política é uma das iniciativas mais difíceis de serem sustentadas pois nosso legislativo e judiciário estão sentados na sombra com água de coco faz tempo. E são eles que comandam, num país democrático, ao ponto da presidenta ficar pedindo repetidamente o dinheiro do petróleo pra educação e a droga do Congresso não dar.

De boa? Tô achando que essa brincadeira tá ficando bem legal. Nossa história está mudando dia-a-dia a olhos vistos. Cada dia nesse Brasil tá sendo um novo dia. Estamos todos despertos, refletindo, discutindo e a Presidente do Brasil parece que topou subir na prancha pra surfar nessa onda que levantamos.

Agora que a Dilma propôs esse pacto ela encurralou todo mundo e as máscaras vão despencar que nem figo podre......... Chamei a fofa de covarde ontem, hoje vou acreditar que o amarelo da pessoa possa ser da luz solar, meio beje, só que menos petista e mais brasileira. É, pode ser.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ato Médico

Agora é decidir contra o que vamos lutar..... acho importante distinguir que não vamos conseguir tudo o que queremos indo caminhar na Paulista todos os dias. O movimento contra o reajuste era unânime. A causa contra a Cura Gay está longe de ser. E no momento apesar da ridícula aprovação na CDHM ainda tem chão até virar Lei. Já o ATO MÉDICO foi sancionado e só falta a assinatura da Dona Dirluma. E pouquissima gente sabe do que se trata e a quem serve. Na verdade só os diretamente e profissionalmente afetados é que entraram nessa luta que já dura 10 anos. Mas de fato é uma importantíssima conquista da classe médica no sentido de FORTALECER SEU MONOPÓLIO SOBRE O SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO. Todos nós que utilizamos serviços de medicinas alternativas, a começar pela ACUPUNTURA, entramos pelo buraco: a aplicação e manipulação de agulhas são de competência exclusiva de pessoas formadas em medicina no Brasil, ou seja, seu acupunturista formado na china não pode usar agulhas, seu tatuador não pode, a clinica de estética onde vc faz seu botox ou seca suas veias, etc. Assim como só os fofoletos vão poder dar diagnóstico de qualquer coisa.... sua dor nas costas que vc tratava no quiroprata, ou na massoterapeuta, ou na fisioterapeuta, ou no pilates, não pode mais ser diagnosticada por estes profissionais, SÓ MÉDICOS podem fazer diagnósticos mesmo não sendo especializados no seu problema e só eles podem receitar tratamentos, que a gente já sabem que são kilos de remédios. Já não vivêssemos amordaçados numa máfia inescrupulosa chamada classe médica, agora eles estão sustentados legalmente em seu monopólio. Isso é de uma gravidade que acho que poucas pessoas se dão conta....... 70% dos atendimentos em hospitais públicos hoje são de sintomas de baixa gravidade que poderiam ser facilmente resolvidos por diversas medicinas alternativas, melhorando a saúde da população e diminuindo a dificuldade nos atendimentos. Mas com isso quantos remédios deixariam de ser vendidos e quantas consultas inúteis deixariam de ser pagas. E a máfia dos seguros de saúde que está por detrás disso tudo????? É uma pena que essa luta não tenha sido suficientemente organizada.....

CURA GAY

Não pense você meu caro ingênuo amigo, que a Cura Gay tão veementemente proposta pelos evangélicos e correlatos, é uma iniciativa do pensamento conservador que tenta preservar os “bons costumes”; ou uma tentativa de salvaguardar os desígnios divinos de preservar o casal perfeito; ou ainda uma vontade do Feliciânus de demonstrar seu poder impondo a mais surrealista proposta dos últimos tempos. Não, meu amigo você não tá entendendo.

A proposta da Cura Gay nada mais é do que uma nova versão da antiga tática tão desenvolvida pela Indústria Médica e Farmacêutica: cria-se a doença para depois enriquecer vendendo a cura.

Se instituída a Cura Gay fica estabelecido que a homoafetividade É uma doença curável e sendo assim um novo nicho mercadológico vai explodir, principalmente nas igrejas evangélicas e afins. Aliás, parece que essas igrejas dedicam mais tempo criando novos produtos comercializáveis do que orando. Se até o cheiro de Cristo é negociável, que dirá a tua opção sexual. Os feliciânus da vida buscam postos de poder justamente para implantar as facilidades para seu enriquecimento financeiro.

Isso é fichinha perto da megalomaníaca criação que a indústria farmacêutica faz do câncer, que ainda não cria tumores na alma para não contradizer a própria medicina, mas já vendendo tumores futuros; ou a industria alimentícia que incentiva a gente comer plástico achando gostoso pra depois passar o resto da vida tratando o coitado do estomago que não produziu enzimas pra dissolver o que nem a natureza-mãe consegue....

Mas essa tática de criar o problema pra lucrar com a solução foi profundamente, ardilosamente e eficazmente desenvolvida pela Igreja Católica e afins: criou-se o diabo para vender o exorcismo, seja ele com passes ou oração.

Na versão política cria-se o inimigo terrorista pra vender a guerra.

E assim caminha a humanidade. Para trás.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Chão do Brasil vai tremer.

Linda movimentação pelo Brasil todo. Não me emociona mas acho legal, acho importante que a gente sinta o quanto de coisa é possível ser feita em grupo.

O que mais acho legal é como essa onda se estruturou pela internet, pelas ruas, pelas vontades. É assim a democracia: da gente pra gente. Com a soma de tantos corpinhos no espaço das ruas amanhã vamos acordar mais confiantes. E essa confiança é fundamental pra tomar decisões.

20 centavos foram suficientes pra provocar essa união; 20 centavos e muitas balas de borracha foram o estopim contra uma presidenta MUDA, que se movimenta sorrateira e nunca assume publicamente nada. Começamos gritando por nossos índios que continuam abandonados, depois pelos direitos humanos fora das mãos dos reacionários que vem fazendo a festa na política, Belo Monte, Copa do Mundo, e nossa paciência muito esgotada. A turma do oba oba no Congresso, gente condenada assumindo cargos, a ÉTICA no lixo. E a presidenta não fez nada. Ah, fez sim, foi torrar dinheiro público em viagens pessoais. Isso só pra falar dela e não gastar o teclado listando do topo ao chão o bando de políticos inúteis enriquecendo.

Agora estão aí os brasileiros nas ruas como há muito não se via. A política brasileira hoje vai ter pesadelos porque essa onda não termina agora. É uma tsunami que está se formando e o país do futuro está despertando. A kundalini do planeta está debaixo da America Latina e nosso chão vai tremer. Sem guerras.

Amanhã seremos um país diferente. NOVO BRASIL.


sábado, 15 de junho de 2013

Onde está nosso poder?

Tá, a movimentação é extremamente importante.

Importante como exercício de uma democracia, em verdade, nunca experimentada.

Importante sair às ruas e gritar protestando contra todos os abusos, e contra cada um deles.

Importante arrancar à força os véus da hipocrisia democrática e revelar que nossa liberdade termina na esquina de onde surge o pelotão de fuzilamento dos nossos sonhos.

Um protesto é muito, mas não é nada.

Pode-se quebrar uma turquia inteira e não se tira o poder do poder!!

Protestos de rua, marchas e catazes tem validade se forem entendidos como expressão, mas não são poder. O que causa mudanças não é gritar na rua, isso é expressão e sintoma; tá aí o Feliciano no cargo e continuam matando indios e gays!!!

O que causa mudanças não é abaixo-assinado, e nem votar nas eleiçōes já que as opçōes nos são "oferecidas"!!

Não somos livres. Como disse mestre Mujica: somos comandados pelo proprio sistema que criamos.

Reclamar na rua, apesar da importância didádica, é a prova de que aceitamos nossa condição de comandados. Nosso poder não é do grito, do voto, nem da paralizaçao completa; isto tudo está previsto na democracia liberalista consumista protofascista!!!! Achar que o berro muda alguma coisa sobre as estruturas do poder é santa a ingenuidade!!! Expressão não é ação eficaz.

Poder se enfrenta com poder!!!

A passeata é uma herança do sistema paternalista em que ainda estamos afundados. Somos adolescentes reclamando pros papais que não gostamos das regras e pedimos mudanças. Pedimos? Exigimos?? rs. Isso é assim aqui e no mundo. De fato nosso senso de coletividade mundial é imaturo.

As mudanças vem das mudanças de comportamentos; nosso poder é o economico, o poder de consumo. As bocas vão gritar e tomar pedrada até emudecer e nada vai mudar nada se continuarmos alimentando o poder com o dinheiro e a força do nosso trabalho, da nossa potencia. Quer gritar na rua? Grita, ajuda a provocar questionamentos e TALVEZ provoque mudança de comportamento.

Mas sem assumir as rédeas da propria vida conseguindo controlar seus vicios, suas dependencias, suas violencias, sem isso estaremos alimentando o poder desses que decidem os 20 centavos que estamos devendo!!! O dia que conseguirmos que duas mil, cem mil ou 3 milhōes de pessoas (como numa passeata gay) deixem de consumir um produto ou um serviço, ai sim os ratos sentados em tronos vão começar a se mexer!! Mexe no bolso deles. Não dos politicos porque são uns abobados, mas dos donos da nossa vida que não se incomodam nem um pouquinho com kilos de pessoas carregando cartazes!!!

Não, não acho que estamos mudando nada além de assunto no facebook.

Tomemos o poder mas não à moda da Revolução Francesa por favor!!! Trocar quem senta no trono?? Rsrs.

Vamos nos tornar adultos nos responsabilizando por nossas açōes individuais, porque é como individuos unicos que nos tornamos coletivos. Em grupo nas ruas somos massa e coletividade é bem diferente disso.

Haddad vai quebrar as pernas do movimento dando voz a ele, já que o Alckimim burro fez ele crescer com a repressão. Mas de fato nada vai mudar, nem nós mesmos. Estamos na ditadura ainda, não só pela reação policial mas pela nossa postura inocente que fortalece o paternalismo o tempo todo. 

Não é para os governantes nossos gritos e cartazes, tem que ser pra nós mesmos, ou a passeata é uma palhaçada infantil.

Não queria estragar a brincadeira mas o buraco é bem mais embaixo. Sair nas ruas é fácil, e não me venha com esse papinho de vamos tirar a bunda da cadeira. Tirar a bunda da cadeira não é sair do facebook pra av paulista. É sair da zona de conforto criada para alimentar o sistema. Zona de conforto mental, comporta-mental!!

Vamos entender ONDE está nosso poder e aí sim conseguimos dominar o mundo!! 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

INDIOS BRASILEIROS E A DEFESA DA CULTURA


Quem dá sua vida pra preservar sua Cultura sabe o valor de existir!!! Quem vende sua cultura pra sustentar sua vida não conhece o sentido da sua existência!! Na sociedade de consumo nossa cultura vira produto, e como tal é submetida às regras do mercado; já não é mais cultura, é entretenimento, palhaçada, picaretagem, qualquer outra coisa menos Cultura. Na sociedade de consumo ficamos paralisados, estamos mortos, porque um povo que não pode expressar sua cultura não existe. É disso que os indios estão falando, é contra isso que estão lutando. Podem se adaptar, claro que podem. Mas não podem se desculturalizar, ou percebem que vão morrer. Não estão brigando por "terra" no sentido de propriedade econômica como a vemos hoje. Estão brigando por terra no sentido de propriedade cultural. Os índios brasileiros são hoje a mais contemporânea manifestação social dos conflitos éticos ( e não apenas etnicos) a que a sociedade de consumo chegou!!! Conseguir INCLUIR esses povos nessa sociedade confusa e desorientada em que vivemos é nosso grande desafio. Estar surdos aos seus reclames é infertilizar nosso futuro. PRECISAMOS PERCEBER A GRAVIDADE DO CONFLITO PORQUE NOS AFETA A TODOS DIRETAMENTE. E, PIOR, PRECISAMOS ENFRENTAR NÃO APENAS O AGRO-NEGÓCIO E O GOVERNO MAS O PRECONCEITO CONSERVADOR QUE ESTÁ INFILTRADO ENTRE NÓS. ESCLARECIMENTO É A MELHOR ARMA CONTRA O PRECONCEITO.






domingo, 21 de abril de 2013

HIPÓCRATES

QUE TEU ALIMENTO SEJA TEU REMÉDIO,
QUE TEU REMÉDIO SEJA TEU ALIMENTO.



MEDO DE OLHAR PRA SI MESMO - Leo Cavalcanti

Pare de sofrer de antemão
- não se julgue um cão -
Saiba que é difícil, sempre no início dá muito medo de olhar
pra si mesmo
Saiba que o ego é ilusão
- é um falso chão -
O verdadeiro ofício é se livrar do vicio
de se por um titulo e viver a esmo
Pra que se machucar com tão inútil contradição
Esse jogo insaciável de apego e aversão
Se desvalorizar é o mesmo que se super-amar
Ambos querem excluir o resto do mundo
Enquanto o seu tesouro fica preso lá no fundo






quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Disputa pela Presidência em 2014


Briga entre peçonhentas: a bancada evangélica percebeu que tem força política e base econômica suficientes para disputar a presidência do Brasil.

(não acredito que estou tendo que escrever isso!!)

Como em toda disputa pelo poder na democracia imunda de modelo norte americano, uma dança de jorros venenosos tem inicio. A pornografia só não vai ser pior agora porque a dita bancada sabe que só tem força se permanecer unida, então as cobras peçonhentas como esses homens sem escrúpulos que temos visto se apoderando da fama política, vão ter que brigar entre si mantendo sorrisos.

Claro que a falta de escrúpulos é uma tendência na política brasileira independente de credo, mas a bancada evangélica se supera no fundamentalismo religioso dando "valor" a essa inescrupulosidade.

Evangélico brasileiro já está sendo comparado a fundamentalista talibã,
sem exageros.

Só depois de mais poder consolidado é que veremos a verdadeira face dessa onda (que de buena não tem nada) quando os assassinatos, corrupções, golpes e estupros começarem a pular feito telecine pipoca!!!!

Quem tem lido, como a idiota aqui, a imprensa gospel e anti-gospel especializada já assiste a disputa pela representação dessa bancada. Malafaia candidato natural está sendo ameaçado pela súbita fama de Feliciano patrocinada por nós, os anti-anti. O jogo de dossiês é que vai decidir que nome será lançado (como é de praxe no país) com a diferença que nessa disputa veremos um show de retórica (especialidade evangélica) na qual Feliciano saiu em disparada.

Qualquer pessoa que teve um mínimo ímpeto esquerdista
ou humanitário
se arrepia com os discursos infantis e perigosos felicianeses
de quinta categoria lógica.
E se entristece na alma com o empobrecimento humano
inspirado por esses comandos
e reverberados numerosamente
feito funk carioca.

E nesse sistema de democracia burra seremos obrigados a nos "coligar" entre os que sobram pra não afundar o Brasil do futuro na idade média revisitada. Que perspectiva temos de coligação se a promessa de renovação (simbolizada por Marina Silva e sua Rede) já é encabeçada por uma frequentadora do encontro anual da Assembleia de Deus???????????? Que promete separar seu credo da conduta religiosa como se a opção de fé não fosse já uma atitude politica perante a vida??

Não é a Dilma que está sendo engessada, somos nós diversidades desarticuladas.

Como diz o ditado: o ruim sempre pode piorar, mas tenho fé (não em deus mas em Espinoza) que a Natureza encontra sempre um caminho para se auto-regular e TUDO que excede se esgota. À custa da dor, mas se esgota.

Portanto essa corja um dia vai encontrar seu fim (até que outra floresça), mas nosso problema é: o quanto vamos pagar até esse dia chegar!!!
Como um bom sábio chinês não resistir seria a melhor conduta para que se destruam sozinhos, mas haja bambu pra envergar vendo e ouvindo tanta barbaridade!!!

Boa fortuna pra todos!!!





quarta-feira, 27 de março de 2013

A REAL DEMOCRACIA VIRTUAL


Quem acredita que a “vida real” é APENAS aquela que acontece fora do computador perdeu a noção de realidade!!! Quem entende que uma rede social como o Facebook é APENAS um painel de compartilhamento de fofurices não saiu do mundo infantil. A internet transformou todos os conceitos que existiam antes de sua chegada. Eu disse todos. Nossas relações afetivas, econômicas, culturais, geográficas, linguísticas, psicológicas, extratosféricas, todas foram redimensionadas a partir da internet. E quanto mais ela cresce mais transformações somos obrigados a fazer. OBRIGADOS.

A internet não é somente um novo meio de comunicação, tipo um telefone expandido. Ela é um novo meio de comunicação que modificou nossa percepção da realidade.

Para quem insiste que a internet não é vida real e que a vida propriamente dita é a que acontece na rua, exclusivamente, vamos a exemplos.

1.  A mocinha tunisiana, Amina, expôs os seios no seu perfil de facebook, não na rua, nem numa mesquita, nem na festinha de aniversário do primo; apenas no facebook. No momento está foragida, escondida para não ser morta, e por morta quero dizer a perda das funções vitais do seu corpo físico e não a perda do seu perfil no facebook (isso já fizeram os hackers que se sentiram agredidos por suas fotos);

2.  A partir desse evento, ao invés de discutir o assuntos com minhas amigas na balada de sábado, eu passei a discutir o assunto diretamente, a qualquer momento,  com pessoas de todo o mundo: pude refletir sobre argumentos de mulheres e homens muçulmanos contrários a atitude da mocinha, que conversaram comigo, assim como dialogar com pessoas em outras línguas (árabe, basco, italiano, francês e inglês) sobre nossas semelhanças. Ampliei meu espectro de compartilhamento de reflexões do meu bairro pro mundo todo!!! Fui chamada de irmã por uma mulher que nem conheço, que usa véus, fala em árabe mas que traz no seu coração algo muito semelhante ao que trago no meu. Somos a Humanidade;

3.  A escolha do deputado Feliciano para a CDHM antes da internet teria sido uma noticia de jornal. Em casa ficaríamos revoltados com o absurdo, reclamaríamos nas rodas de amigos ou no trabalho. Qualquer movimentação conjunta de protesto dependeria da liderança de uma Ong, um diretório universitário ou um sindicato de qualquer coisa. Decidida a passeata a divulgação seria feita por folhetos impressos a serem distribuídos pessoa a pessoa, e obviamente só meia dúzia ficaria sabendo do evento e muitos dias depois. Pela internet a informação chega na mesma hora em que acontece e em dois dias uma passeata para 2 mil pessoas estava montada em São Paulo e outras tantas em várias capitais.  Essas passeatas deram força popular para que deputados (nossos representantes) gerassem uma frente parlamentar que sem o respaldo social seria uma piada. Essa movimentação pela rede social tornou o assunto internacional trazendo o apoio tanto de entidades ligadas ao tema quanto de cidadãos de outras nacionalidades, brasileiros residentes em outros países e etc. Teve resultado político? Alguns vão dizer que não porque o tal deputado eleito continua no cargo, mas essa visão é imediatista. O resultado é assustador, pois a manutenção do cidadão no cargo tornou-se uma afronta contra a vontade popular, ou seja, anti-democrática, e também ajustou a saia vermelha da Presidência da República; além disso mostrou para o cidadão como é fácil e proveitoso reinvindicar algum direito que antes parecia tão trabalhoso e que, aos poucos, vai ser comum em nossas vidas;

4.  Outro caso marcante foi o movimento em prol da proteção dos índios Guarani-Kaiowás. Índios são mortos e exterminados a pelo menos 500 anos. Todos os governos até então fizeram muito pouco, ou nada, para modificar esse quadro de extermínio. Por causa da internet, os próprios índios tornaram sua causa internacional e passaram a conseguir algum apoio de ONGs especializadas e estrangeiras. No evento em que alguns poucos índios ficaram isolados e ameaçados de morte em defesa de sua terra, uma explosão de manifestações tomou conta do facebook. Nesse caso a passeata de rua nem teve a mesma importância do que a manifestação online pelas próprias características do evento. O mundo olhou para aquele pequeno alqueire de terra e prestou atenção ao que estava acontecendo ali. O mundo se questionou sobre qual é a relação entre o índio e a civilização atual, pois as informações dos livros de historia estavam desatualizadas. O Brasil pode conhecer em que condições os proprietários de terra vem crescendo seu patrimônio; descobrimos de quem são as terras do Brasil e o quanto dezenas de deputados vem investindo nessas terras colaborando para esse extermínio;

5.  Através da internet passamos a ter acesso (ou a possibilidade de) a todas as informações que antes ficavam escondidas do conhecimento público: quanto ganham e o que ganham nossos deputados, como é distribuída a renda do país, enfim todo o esquema que sustenta a sociedade de consumo, a política econômica e social, falcatruas, mensalões,  subornos de políticos e juízes, etc, etc, etc, todas essas informações são distribuídas como rastilho de pólvora entre cidadãos. Tornamo-nos jornalistas (assim como nos tornamos cantores, modelos, atores, produtores musicais, advogados, políticos...);

6.  Pelas redes sociais temos servido eficazmente para encontrar pessoas desaparecidas, animais desaparecidos, encontrar criminosos de vários tipos, a ponto de que todos os sistemas de investigação e policiamento já estarem presentes e atuantes nas redes. Se antes podíamos ler o caso do rapaz que saiu de casa para ir ao cursinho e desapareceu, nos jornais e lamentarmos em casa, hoje colaboramos na procura e, como nesse caso que terminou com o falecimento do menino, pudemos ir diretamente dar nossos pêsames à família. O irmão do rapaz (assim como tantos outros casos) deu um belíssimo depoimento no seu perfil de facebook dizendo o quanto estava sofrendo com a perda do seu irmão, mas o quanto a presença de tantos desconhecidos tinha sido reconfortante para sua dor: “perdi um pedaço de mim, mas ganhei muito amigos”.

Poderia lista centenas de fatos que vem acontecendo desde em proporções tão particulares como em extensões políticas como greves gerais ou rebeliões civis em outros países.

E para citar talvez o mais significativo exemplo do quanto a internet É A VIDA REAL, hoje se sabe que acontece (há décadas) uma guerra fria entre países, de proporções catastróficas. Se vivemos o século passado sob a ameaça das bombas atômicas, hoje elas estão obsoletas; a indústria bélica é menos uma necessidade bélica e mais um sistema econômico. A guerra mesmo, com alcances sem precedentes, é pela internet. Os principais países do mundo estão investindo trilhões no desenvolvimento de tecnologias de proteção e ataque informatizado. O poder de entrar em todo sistema informatizado de um país inimigo possibilita o desligamento (por exemplo) de equipamentos de vários setores que colocariam um pais num caos autodestrutivo. Toda nossa vida real está associada a maquinas, a softwares, que se hackeados conseguem causar autodestruição em minutos, sem afetar o país vizinho. É só refletir sobre tudo que está associado à tecnologia, a começar pela eletricidade!!! Os prejuízos financeiros e físicos são inestimáveis.

Pierre Levy há 20 anos demonstrou a importância e alcance da internet nos mostrando que a revolução provocada por esse evento não tem precedentes na historia humana e nem retorno. Contudo, mostrou também que é a internet que traz para a humanidade a possibilidade de conhecer a REAL democracia. A internet vai eliminando representantes e intermediários. Hoje não precisamos de sindicatos para promover passeatas, não precisamos de jornais para receber informações e aos poucos iremos eliminar outras mediações podendo expressar nossas opiniões diretamente como prevê a democracia. Levy imagina um momento em que possamos votar leis diretamente prescindindo do poder legislativo e gerando uma gestão mais participativa da comunidade toda. Eliminaremos empregos que podem ser substituídos por softwares e teremos mais tempo para passear nos parques sem precisar cumprir jornadas tão extensas de trabalho. O teórico entende que o desenvolvimento tecnológico não causa dependência, mas liberdade (que causa a dependência e escravidão é a ambição); a distribuição democrática da informação e do poder de decisão vai tornar nossa organização social mais igualitária e libertária. E mesmo que os donos do mundo, donos do poder atual não queiram e resistam fortemente como estão fazendo, a velocidade com que a informação está circulando e modificando mentes e comportamentos, está fora do controle de qualquer estrutura. Estamos pensando e agindo cada vez mais democraticamente, com uma visão globalizada e humana do mundo. Não tem volta.






quinta-feira, 14 de março de 2013

de PEIXES para o AQUÁRIO


Antes estávamos peixes. Agora seremos O aquário. Menos focados no que somos e mais onde estamos contidos. Mais Meio Ambiente. Menos focados NA PARTE, como se fosse à parte do todo; o todo se torna visível: a era da transparência.  Do ponto para a onda. Sem centro, plural. Do apreensível para o "experenciável". Menos controle e mais fluidez. Não mais a multiplicação dos peixes, a luta pela sobrevivência; e sim a multiplicação das consciências, sem luta, apenas fluência. Se peixes, ficamos presos às redes.... Quando aquários, oceanos, somos livres ainda que interligados. Quando não existe fundo sem superfície nem superfície sem fundo. Entre peixes importa o forte e o fraco; no oceano isso não faz diferença. Peixe fora d'água é peixe morto, portanto a convivência é obrigatória e a responsabilidade está distribuída: uma casa só para todos. Compartilhar é sinônimo de existir. Agora o foco é no conjunto. Com e junto. Antes peixes, remar contra a maré fazia sentido quando era individual o sentido do coletivo; agora aquários o sentido está NA maré e quem rema contra se perde do coletivo; impede o coletivo. Sempre cada um por si porque somos afinal peixes, mas visto agora a partir do aquário. O fluído transmuta a ação, trans forma, constante e infinito. Agora é sendo.



quinta-feira, 7 de março de 2013

Peça é proibida em São Paulo

Sobre a proibição do espetáculo LONDON, do grupo Satyros em São Paulo, devido a um pedido feito pela mãe da menina Isabella Nardoni, após várias manifestações que já publiquei no meu facebook, venho destacar essa; o texto abaixo é uma resposta a publicação de Paulo Santoro em seu blog onde coloca que toda questão é uma discussão juridica entre os direitos das partes.


Arte não se enquadra em "liberdade de expressão", a não ser para os juristas claro.

O direito à liberdade de expressão é aquele que qualquer cidadão tem de se manifestar, de manifestar suas opiniões. O que o artista faz numa obra não se limita a isso!!!

Não estamos apenas reclamando o direito de um se defender contra o do outro de se expressar, como querem os advogados, que seria um problema juridico, como se pretende apontar.

Não. A arte não se enquadra no âmbito juridico da livre expressão, por favor!!!! Isso a gente gritava no tempo da ditadura quando dizer "merda" já era uma conquista.

Não se pode relacionar juridicamente um direito pessoal (como o tem a mãe da Isabella, e isso ninguém nega) contra o âmbito da criatividade na qual a arte se insere.

Não podemos normatizar a criatividade sem consequências desastrosas para sociedade.

Sentados na platéia do teatro ninguém pode gritar "fogo" se o teatro não estiver se incendiando (como argumenta em seu blog Paulo Santoro justificando os limites da liberdade de expressão, ao qual estou respondendo com este texto).

NO PALCO PODE!!!!!! Dentro do mesmo teatro onde a sociedade tem que restringir sua "liberdade de expressão" em prol da coletividade, no palco o artista pode gritar fogo desesperadamente e se descabelar. Pode esfaquear uma bonequinha chamada Isabella sem ir pro sanatório, pode ter uma personagem que diga que a raça negra é imunda, sem ir preso por dar esse texto. OU NÃO????? qual é a diferença entre a arte e a liberdade de expressão de um cidadão???? Vamos normatizar as obras??? A partir de quais conceitos??? DAS LEIS???? Essa diferença fundamental muitas pessoas estão negando!! É o fim do conceito de arte!!!!








SE ISSO NÃO É CENSURA ENTÃO TEATRO TAMBÉM MUDOU DE NOME!!!