IRMÃO, pra vc que está cansado de dar 10% do seu salário todo mês pra igreja e só ver pastor comprando mansão; pra vc que está cansado de pagar anos e anos de dízimo e ver templos gigantes construídos para Jesus e sua casa continuar com parede rachada; pra vc que está cansado de ver pastor sonegando imposto enquanto vc paga o seu direitinho; pra vc que está cansado de controlar a sexualidade do seu filho neurotizando ele contra a homoafetividade enquanto o padre molesta ele na sacristia desde pequeno; pra vc que está cansado de ser ungido com óleo sagrado e continua afundado em dívidas; pra vc que está cansado de meditar com música, sem música, olhando pra parede, olhando pra vela, em nome de Ganesha, ou Om Mani padme hum e continua ansioso e histerico, fingindo estar zen; pra vc que tá cansado de ouvir música gospel pra encher de grana a industria fonográfica gospel proibido de ouvir outro tipo de música que vc adora; pra vc que está cansado de comprar livros de auto ajuda, ler, montar cartazes sobre seu futuro, pendurar bolinhas de cristal nas portas e depois a vida continuar identicamente banal; pra vc que está cansado de pensar em Jesus na hora que o desejo por outras pessoas fora do seu casamento te atormenta e ter que engolir um parceiro que não ama mais só porque divórcio é do demo; pra vc que está cansado de frequentar os cultos pra se livrar do álcool e encher cada vez mais a cara pra esquecer o discurso do pastor ou do guru; pra vc que está cansado de agradecer a Jesus todos os dias a vida medíocre que tem; pra vc que está cansado de ouvir a palavra AMÉN no final de cada frase todos os dias; pra vc que tá cansado de procurar o diabo em todos os cantos da sua casa e da sua vida; pra vc que está cansado de explicar cada situação da vida com um salmo bíblico e se interessa por outros assuntos do conhecimento humano; pra vc que está cansado das frases afirmativas dos gurus sobre a verdade que te deixam cada vez mais abobado e inativo; pra vc que tá cansado de se fazer de bonzinho enquanto o pastor ou guru conversa maliciosamente com sua filha, esposa, irmã, e até vovozinha; pra vc que continua com a mesma vida de merda de antes só que agora entupida de produtos gospel, estátuas de buda ou cds de mantra, EU TENHO A SOLUÇÃO PRA VC: TERAPIA PARA CURA DA GOSPELIDADE CRÔNICA. Em pouquíssimas sessões curamos vc definitivamente de doenças como: Síndrome do Jesus Obsessivo, Síndrome de Hoponopono Infinita, Sindrome de Zen Charlatanismo Cronico, Sindrome de Espiritualidade de Nova Era, e etc. Depois de curado vc vai poder ouvir a música que quiser, ir aos lugares que quiser, comer o que quiser, conversar e ler sobre os assuntos que quiser, amar e se relacionar com as pessoas que quiser, parar de encher o saco dos seus filhos e vizinhos com regras e dogmas. Com um tratamento mais longo vc conseguirá: rasgar a bíblia, os livros do Osho, quebras as estátuas de buda e os CDs de mantra, aceitar o demônio do seu coração e finalmente TOMAR SUA VIDA EM SUAS MÃOS, tirando das mãos de Jesus que deve ter mais o que fazer, tipo, descansar em paz.
sábado, 22 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
O FIM DO MUNDO e as informações de Drunvalo Merchizedek
Não sou
nada adepta das filosofias "new age" que fica distribuindo kilos de
supostas canalizações nos explicando situações que não temos como conhecer, ou
experimentar. Acho linda a ideia da Fraternidade Branca e seus Mestres Ascensionados,
mas que estão completamente fora da minha experiência individual. Não que eu
seja devota da ciência e precise de exames de laboratório pra saber que o santo
sudário é uma palhaçada.... Sou mais adepta dos estudos antropológicos e
psico-socias: prefiro saber como o homem se organiza e se organizou, como se
expressa individual e coletivamente, sua arte e sua Cultura. Sou devota da
CULTURA no sentido profundo do termo e não nesse que usamos na "virada
cultural", por exemplo, como se cultura fosse um amontoado de atividades artísticas,
artesanais e similares.
Cultura são os elementos objetivos e subjetivos que abarcam tudo
que produzimos material, intelectual ou espiritualmente. Não pretendo definir
cultura agora, mas apenas localizar que os pensamentos plausíveis, para mim,
são aqueles que investigam os fatores culturais: o que um aborígene me diz ser
verdade é para mim mais plausível do que um resultado de exame laboratorial.
As
informações explicitadas nessa sequencia de vídeos, produzidos por esse homem
que acabo de conhecer, Drunvalo Merchizedek, vem sendo divulgadas por várias
fontes diferentes: as explicações sobre que momento é esse, que estamos
chamando de fim do mundo, quais suas implicações e em que contexto ele se
insere. Graças ao desenvolvimento criativo da criminalidade acabamos aprendendo
a nos defender e duvidar dos outros: qualquer pessoa pode se sentar diante de
uma câmera e dizer o que quiser; e existem várias técnicas de discurso para nos
convencer do que se quer existe.
Quando não me importo com a verdade e deixo de me importar com a
mentira. Não assumindo nada como verdade absoluta, as possibilidades são sempre
possibilidades.
Assisti o discurso desse pesquisador e gostei das
possibilidades que ele apresenta, de como organiza algumas informações, e acho
realmente muito inteligente e pertinente a tese apresentada por ele. Não fui
verificar os dados porque me pareceram bem óbvios já que nada depende de
informações que só ele recebeu ou canalizou, e sim da sua pesquisa e contato
com a realidade.
Aceito em minha consciência que este momento é único e
transformador, pois é dessa forma que estou experimentando minha própria vida:
tenho vivido uma aceleração no processo de contato com minhas dimensões mais
profundas, um desapego também acelerado de padrões de comportamento e
relacionamento, um maior comprometimento com objetivos menos materiais e um
aumento de interesse sobre minha Kundalini (assunto sobre o qual sempre tive
algum tipo de estudo disperso). Isso tudo para mim é evidente e achei que fosse
totalmente pessoal, porém ouvindo esse tipo de reflexão percebo a extensão da
minha experiência e confirmo algo que tenho plena confiança: somos uma
coletividade totalmente interligada e comprometida com um “plano” mais amplo do
que a terceira dimensão nos permite perceber.
É então baseada e tudo isso que proponho o contato com esses vídeos
desejando que alguma das possibilidades faça sentido para outros também. Não
tenho nenhuma intenção de levantar bandeiras apoiando este ou outro pesquisador
qualquer porque tudo vira comércio e muito pouco é útil.
Mas se
estas experiências forem reais, temos muito o que comemorar e nos
responsabilizar com os próximos momentos da humanidade. Assim seja. Luz e Paz.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Feelings - NINA SIMONE
Sentimentos
Sentimentos
Nada mais que sentimentos
Estou tentando esquecer os meus
Sentimentos de amor
Lágrimas
Estão rolando em meu rosto
E estou tentando esquecer os meus
Sentimentos de amor
Sentimentos,
Que vou sentir por toda minha vida
Eu queria nunca Ter te encontrado, garota
Você não voltará jamais
Sentimentos,
Oh, sentimentos
Queria te sentir novamente em meus braços
Sentimentos
Me sinto como se nunca te perdi
E também me sinto como se nunca te terei
Novamente em meu coração
Sentimentos
Que terei por toda minha vida
Eu queria nunca Ter te conhecido, garota
Você nunca mais voltará
Sentimentos,
Me sinto como se nunca te perdi
E sinto como se jamais te terei
Novamente me minha vida
Sentimentos,
Oh, sentimentos
Oh, te sentindo novamente em meus braços
Sentimentos...
terça-feira, 30 de outubro de 2012
O Genocídio dos Guarani Kaiowás
É A LUTA DOS GUARANI-KAIOWÁ UMA GUERRA PERDIDA?
A questão da distribuição de terras (propriedades)
no país é um emaranhado bem difícil de desembaraçar, e não só no Brasil, pois é
uma crise óbvia na pós-modernidade capitalista (nome bonito hein!!).
De um lado um país no seu momento top, que passou
de devedor para exportador; agora é o Brasil com pinta de super potência
vendendo caninha pra americano ver, quem diria....
Não éramos o país do futuro? Pois o futuro
chegou!!! Somos a galinha dos ovos de ouro!!! Teremos Copa, Olimpíadas, todo
mundo quer vir pra cá, todo mundo quer investir aqui, o paraíso dos recursos
naturais e de coração (e pernas) aberto!!! Um povo simpático que vive em festa,
música de primeira....... axé!!!
Seria uma bela historia se nela não houvesse uma
rede exploratória da terra, completamente atrelada ao poder político, com
direito até a mecanismos de lavagem de dinheiro, e todas as maracutaias que
nosso cérebro tupiniquim (que de tupi não tem mais nada!!) é capaz de inventar,
porque brasileiro é um povo beeeeem criativo mesmo!!! Já vinham, os
estrangeiros, nos explorando desde sempre: tem planta encontrada na Amazônia
que foi catalogada por japonês como descoberta medicinal deles.....
Ao invés de nos libertamos dessa exploração das
nossas riquezas e distribuir entre nós nossos ganhos, resolvemos nos auto
explorar; os que estão no poder, é claro.
O livro “O partido da Terra”, de Alceu Castilho nos
entristece com tanta verdade; chega a ser um catálogo de falta de caráter pior
que o enlouquecedor “Privataria Tucana”. Na nossa ingenuidade pós ditadura nos
fizeram acreditar que a causa da nossa desgraça era a superpotência americana,
que já superamos; depois nos ensinaram a ter raiva dos industriais exploradores
de mão de obra e recursos naturais, poluidores, devastadores, exploradores....
mas de fato, atualmente, os exploradores, poluidores e devastadores do nosso
país são também os próprios brasileiros; mais do que isso: nossos politicos!!!
São nossos legisladores que criam as leis que protegem seus próprios bens,
nossos governos criando incentivos para suas próprias produções agrícolas.
Agora podemos entender que o governo de oposição que tanto prometeu a reforma
agrária, deixou de fazê-la não para tentar soluções menos radicais na sua governança,
mas porque não é de seu interesse uma vez que é dono de boa parte das
terras.... dá pra entender agora toda a questão da Petrobrás.... toda dificuldade
do governo em resolver o Código Florestal, Belo Monte, etc....
Tá dominado, tá tudo dominado!!!
E do outro lado dessa corda estão etnias perdidas
na pós-modernidade: querem manter a cultura, mas já estão
"desculturalizados", conversam com árvores e com celulares, usam
cocares com calça jeans... não deve ser nada fácil preservar aspectos arcaicos
e sagrados nos fins dos tempos..... tantos se perderam nesses limites que os
jovens, sim os jovens, vem se matando, o que seria compreensível entre os mais
antigos; não é o medo de perder a cultura, mas é a dificuldade de vislumbrar o
futuro.....
Todos precisamos repensar essa convivência.
O que é um índio em 2012???
Temos visto, na imensa diversidade indígena do
nosso país, diferentes soluções para essa reestruturação que a cultura da terra
deve passar nesses tempos de agora. Alguns não se esquivaram em adquirir bens
de consumo, com carros, celulares, computadores, roupas, cobram pedágios nas
estradas que cortam suas reservas, consomem drogas, comidas e bebidas de
branco. Bobagem dizer que o alcoolismo está afetando nossos índios agora pois
nos relatos do tempo do Império já se debatia essa questão. O índio sempre demonstrou
curiosidade no conhecimento de nossa cultura, o que revela inteligência. Lidam
com tecnologia sem maiores problemas.
Jogados em reservas inadequadas para sua
sobrevivência, são obrigados a ganhar dinheiro para pagar a comida: viram
pedreiros, pintores, ou escravos do plantio. Subempregos que perfazem a mesma
trajetória dos negros quando foram libertos. Libertos do que, se jogados na
miséria? Velha discussão, porém atual situação.
Talvez alguns consigam vislumbrar uma hibridização
cultural que não destrua elementos essenciais da sua cosmologia, da sua “estrutura
psicoafetiva”, talvez. Mas vários estão embaralhados nesse processo e muito por
causa da violência com que a civilização se impõe a eles.
O processo civilizatório é devastador em qualquer
ser humano: o que passa um índio nessa adaptação é o que cada branco vive ao
nascer, obrigado a formatação de comportamentos contra sua natureza humana. E
daí todas as nossas neuroses, doenças físicas, psíquicas e espirituais. Já
sabemos disso. Mas alguns povos, nessa gama gigantesca que é a humanidade,
escolheram por preservar a relação essencial com a natureza, manter sua psique
num estágio mais simbólico (se posso reduzir nessa palavra), preservar culturas
contrárias à devastação causada pela racionalidade e pela civilização.
Escolhas.
Escolhas?
Nosso capitalismo não se restringe à parte, ele
quer o todo. Ele pretende submeter não só todos os povos do planeta, mas todos
os povos dos sistemas (talvez por isso ET não dá as caras por aqui!!!). Nossa
total incapacidade de lidar com a potência que somos, com a infinitude que
sentimos, nossa grandeza divina, nos leva a processos megalomaníacos: sentimos
nossa potência e nos iludimos com nosso poder!!!
O ser humano é um só. Seja índio ou branco,
civilizado ou não, estamos todos perdidos. Não sabemos mais onde estão os
limites, vivemos em guerra o tempo todo, com tudo. Ou porque tem Deus ou porque
não tem, ou porque tem terra ou porque não tem, ou porque pensa ou porque não
pensa... Apenas MEDO. Medo de reconhecer sua força de brilhar e ser livre.
Os episódios da guerra contra os índios, que há
anos são lamentáveis, com criminosos nunca responsabilizados, devem ser
combatidos com toda a força que a nação puder concentrar. Lutar pelos direitos
desses índios é lutar por nossa democracia, é lutar pelos direitos humanos, por
nossa constituição, é lutar por cada um de nós.
Muitos não percebem a relação entre a causa
indígena e suas vidas civilizadas e, pelo contrário, acham que os índios são um
estorvo, são vagabundos, porque não produzem, não pagam impostos. Muitas
pessoas, cidadãos sem cargos de poder, e que lutam todos os dias para sustentar
suas vidas simples, veem nos índios uma afronta à sua batalha diária, ao seu
esforço para sobreviver. É compreensível porque estas pessoas estão em
condições ainda piores que os índios, pois além de serem igualmente exploradas,
estão ainda desacreditadas da sua própria natureza interna, perderam a
capacidade de sentir essa integração entre todos os seres da terra e perceber
que a violência contra um é a violência contra todos.
Não são apenas os índios guarani-kaiowá que estão
sofrendo no nosso país, as mesmas violências e desumanidades. Não, não são.
Todos os que sofrem preconceitos raciais e sociais vivem situações basicamente
semelhantes. Mas esses 170 índios que gritaram por suas vidas, que manifestaram
extrema força na sua fragilidade máxima, inspiraram uma corrente de vitalidade
que há muito não unia tantas pessoas pelo Brasil. A vontade de que sobrevivam
nesse fim do mundo, que sejam salvos, que recebam o que merecem, que tenham paz
e dignidade, que sejam ouvidos... são todas vontades que temos sobre nossas
próprias vidas esvaziadas, esfomeadas, desterradas..... precisamos salvar esses
índios, e todos os índios, e os humilhados e excluídos, para que tenhamos um
mínimo de motivos para buscar o que perdemos a muito tempo: O AMOR PRÓPRIO!!!
PARTICIPE DOS MOVIMENTOS NO FACEBOOK:
EVENTO "Sobre os nossos parentes guarani kaiowás":
GRUPO DE DISCUSSÃO-ATO NACIONAL EM APOIO AOS GUARANI KAIOWÁS:
Em quase todos os Estados e em muitas cidades do país estão sendo organizadas passeatas em apoio à causa: informe-se pelo facebook a data, horário e ponto de encontro decididos em sua cidade. E caso ainda não tenha uma passeata programada, dê inicio à programação de uma pois esse movimento é nacional mas descentralizado e espontâneo.
EM SÃO PAULO:
DIA 09 DE NOVEMBRO
ÀS 17 HORAS
EM FRENTE AO MASP
NA AV. PAULISTA
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O Julgamento do Mensalão: a dança dos xerifes
Quem foi que distinguiu justiça de política? Platão???
Não sei, deve ter sido algum maluco da história e que já foi corrigido na modernidade com certeza. Mas parece que não adiantou nada..... desde quando algum juíz, humano, consegue ser apolítico??? Não existe essa possibilidade, ela é suposta apenas para o Supremo, não o Tribunal Federal, o Supremo mesmo, aquele no trono celeste.
Por favor!!!!!
Eu como atriz estou triste porque estou ficando desempregada desde que a realidade virou um teatro de melhor qualidade do que qualquer Shakespeare!!! Mas estou aplaudindo essa dramaturgia em que fica revelado que não há distinção entre ato político e julgamento. Em todo o tempo sempre um juíz está baseado em sua ideologia que lhe permite interpretar a Lei.
O julgamento do mensalão está apenas colocando em rede nacional o que é a justiça em qualquer instância; está derrubando essa máscara ancestral de que um juíz detém a capacidade de julgar a verdade, a exemplo do modelo do "Grande Juíz". Nem um conjunto de juízes consegue isso.
O que são provas???? Não é só corrupto que não deixa rastros, vários tipos de criminosos não deixam rastros, principalmente onde houver muito dinheiro (*) para apagá-los; ou os rastros são aceitáveis pela própria sociedade e se tornam "invisíveis".
Houve um tempo (se é que existiu) em que a PALAVRA era prova!!! Hoje nem pegando a pessoa no pulo, no ato, vc consegue garantir uma penalidade, * (principalmente onde houver muito dinheiro....).
Está ficando óbvio que essa distinção é hipócrita e que vai ser inútil votar no executivo e no legislativo, sem acessar democraticamente o judiciário. Nossa historia vem mostrando cada exemplo de juíz vergonhoso, corrupção em massa no judiciário.
Estamos assistindo de camarote o comportamento desses profissionais com a questão indígena, protegendo interesses econômicos....
Ao invés de usar o julgamento para esclarecer a população quanto as dinâmicas envolvidas na política brasileira, ultrapassaram suas instâncias para discutir como atuar politicamente, como deve se comportar um partido????
ARROGÂNCIA comum aos profissionais da Lei, com ambições a xerifes americanos.
Poupe-me.
Não avançamos em nada na consciência com o balé de péssima qualidade desses egocêntricos de capa preta.
É hora de rever como delegamos poderes a esses profissionais. É hora de dar ao cidadão a possibilidade de escolher seus juízes, ou toda nossa estrutura política vai virar teatro de marionetes.
Quero o direito de votar também no judiciário!!!
E ainda mais reivindico meu direito de profissional do teatro de recuperar meu lugar como artista sendo a única apta a encenar comédias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não sei, deve ter sido algum maluco da história e que já foi corrigido na modernidade com certeza. Mas parece que não adiantou nada..... desde quando algum juíz, humano, consegue ser apolítico??? Não existe essa possibilidade, ela é suposta apenas para o Supremo, não o Tribunal Federal, o Supremo mesmo, aquele no trono celeste.
Por favor!!!!!
Eu como atriz estou triste porque estou ficando desempregada desde que a realidade virou um teatro de melhor qualidade do que qualquer Shakespeare!!! Mas estou aplaudindo essa dramaturgia em que fica revelado que não há distinção entre ato político e julgamento. Em todo o tempo sempre um juíz está baseado em sua ideologia que lhe permite interpretar a Lei.
O julgamento do mensalão está apenas colocando em rede nacional o que é a justiça em qualquer instância; está derrubando essa máscara ancestral de que um juíz detém a capacidade de julgar a verdade, a exemplo do modelo do "Grande Juíz". Nem um conjunto de juízes consegue isso.
O que são provas???? Não é só corrupto que não deixa rastros, vários tipos de criminosos não deixam rastros, principalmente onde houver muito dinheiro (*) para apagá-los; ou os rastros são aceitáveis pela própria sociedade e se tornam "invisíveis".
Houve um tempo (se é que existiu) em que a PALAVRA era prova!!! Hoje nem pegando a pessoa no pulo, no ato, vc consegue garantir uma penalidade, * (principalmente onde houver muito dinheiro....).
Está ficando óbvio que essa distinção é hipócrita e que vai ser inútil votar no executivo e no legislativo, sem acessar democraticamente o judiciário. Nossa historia vem mostrando cada exemplo de juíz vergonhoso, corrupção em massa no judiciário.
Estamos assistindo de camarote o comportamento desses profissionais com a questão indígena, protegendo interesses econômicos....
Ao invés de usar o julgamento para esclarecer a população quanto as dinâmicas envolvidas na política brasileira, ultrapassaram suas instâncias para discutir como atuar politicamente, como deve se comportar um partido????
ARROGÂNCIA comum aos profissionais da Lei, com ambições a xerifes americanos.
Poupe-me.
Não avançamos em nada na consciência com o balé de péssima qualidade desses egocêntricos de capa preta.
É hora de rever como delegamos poderes a esses profissionais. É hora de dar ao cidadão a possibilidade de escolher seus juízes, ou toda nossa estrutura política vai virar teatro de marionetes.
Quero o direito de votar também no judiciário!!!
E ainda mais reivindico meu direito de profissional do teatro de recuperar meu lugar como artista sendo a única apta a encenar comédias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
A CARTA DO CACIQUE SEATTLE, em 1855
Mais atual do que nunca e em clamor à tragédia que se abate sobre todos os índios brasileiros e nesse momento mais urgentemente à etnia dos guarani-kaiowá no Mato Grosso do Sul, segue esta carta.
Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:
"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."
Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:
"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."
A seguir o corajoso discurso do Deputado Marcelo Freixo em protesto a falta de iniciativa do Governo Federal na urgência da questão indígena.
Um dos inúmeros filmes-documentários esclarecendo os motivos da guerra no Mato Grosso do Sul.
ESTOU SOLIDÁRIA COM OS GUARANI-KAIOWÁ E TODAS AS ETNIAS MASSACRADAS PELA HIPOCRISIA E PELO PODER ECONÔMICO. SOMOS TODOS UM!!!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
O que realmente querem os mestres?
Recebi esse texto abaixo que gostei
muito.....
ACORRENTADO ÀS CANALIZAÇÕES
Por M Victoria Malvar, publicado em 29/08/2012
Pessoas que estão fazendo uma viagem
interior de evolução e que têm conexão à Internet, às vezes estão recebendo em
sua caixa de correio um monte de informações que outros canalizam para
contar-nos como vai o mundo e onde dar o próximo passo, o que vai acontecer num
futuro próximo ou nas proximidades, por que isso aconteceu e quem é o
mensageiro que os usa para falar ao mundo.
São os poderosos do mundo espiritual, vestidos amistosamente, com rostos e vozes delicadas, com mensagens aparentemente bonitas, talvez, mas nem sempre com mensagens limpas; mostram uma intenção clara de gerenciar e controlar as massas, à maneira antiga.
Não há diferença entre assistir TV,
ler o jornal local e acreditar no que nos dizem esses falsos deuses dos meios
de comunicação ou esses outros poderosos das transmissões ou canalizações
espirituais.
Na verdade, em ambos os casos, as pessoas que ouvem, leem e dependem de seus conteúdos, estão desprezando seu poder e se entregando à manipulação do que os outros dizem está acontecendo, enquanto a nossa vida e nossa oportunidade de olhar com nosso sábio e meditativo olhar ainda está adiada para outro dia.
O tempo em que você assumirá o seu poder nunca chegará se você continuar ouvindo “canalizações” ou lendo jornais, e o mundo continuará a perder sua contribuição sagrada e única, porque você ainda está ouvindo o mestre não sei quem que canaliza fulaninho de tal ...
Isto é evolução pessoal e espiritual ou é sempre o mesmo jogo, de mente, de poder, de vítima, de adiamento?
Eu sempre fui muito relutante em acreditar em qualquer coisa das que contam os jornais ou das que contam os canalizadores, quaisquer que sejam, e tenham a fama que tenham.
O pouco que eu li deste tipo de informação, eu passei por meu filtro, por minha voz interior.
É verdade que algumas vezes o que eu leio e o que eu mesmo recebo trazem a mesma mensagem.
Em outros muitos casos, eu discordo.
E na grande maioria dessas canalizações, o que eu leio é apenas informação completamente vazia e inútil para mim nesse momento, cheia de uma linguagem repetitiva e enfadonha, de mensagens que são copias mal feitas umas das outras, e também má cópia de si mesma.
Não é o meu trabalho saber se quem canalizou diz ou não a "verdade". Minha tarefa é canalizar para mim mesma minha própria verdade e agir de acordo com ela, sem necessidade de dar nome a essa voz interior que não vem de fora, mas do lado de dentro.
Assim como é acima, assim é abaixo.
Basta olhar em meu coração e encontrarei todas as respostas que eu preciso para minhas próprias perguntas, eu não preciso perder meu tempo com as perguntas dos outros e com as respostas de outras pessoas que ainda estão procurando fora a aprovação e controle.
Basta perguntar a mim mesma, seguir minha intuição e já estarei no lugar certo, recebendo o que preciso em cada momento para a minha viagem, compartilhando o que eu tenho em cada momento deste belo trajeto através da vida, livre para expandir meu próprio olhar consciente sobre a realidade em que vivo, aqui e agora, e de convertê-lo em ação livre quando a vida assim exigir.
Livre me quero. Livre te quero.
e quero acrescentar, ou reafirmar o que
penso sobre isso e como foi minha experiência nesse sentido.
Percebi que de tudo que eu lia na minha
vida, onde buscava respostas para meus interesses, dúvidas, ou para adquirir
mesmo novos conhecimentos, tudo isso foi de extrema importância para mim, mas
NADA do que li me deu ou trouxe consciência, apenas me provocou. Embora a gente
leia reflexões e saberes incríveis que parecem "derrubar fichas" ou
traduzir nosso coração, enquanto forem palavras externas a nossa própria experiência,
de pouco servirão. E quando digo externa à experiência, a reflexão é também uma
experiência, como é o sentimento, como é a ação.
Ficar repetindo regras e leis
maravilhosas indicadas pelos grandes sábios faz com que vc formate seus sentimentos em padrões que não são os seus e MESMO QUE
VC SE ESFORCE PARA AGIR CONFORME ESSES PADRÕES, não significa que vc adquiriu
aquela consciência.
E só o que precisamos
"desenvolver" ou aprofundar é nossa consciência.
Se manuais provocassem iluminação era
fácil.
Cada vez que vc chega sozinho, pelos
próprios caminhos, em algum conhecimento, ele se torna um saber, ai sim, um
quantum de luz se soma a vc. Se passar 100 anos em lótus dizendo OM sem que
tenha passado pelo SI MESMO, nenhuma miligrama de luz terá se somado à sua.
Desconfie de quem lhe traz soluções, de
quem lhe propõe caminhos determinados. Essa pessoa não te quer livre. Desconfie
de quem aceita o título de mestre, pois só existe um mestre na sua vida, vc
mesmo, dentro de vc. Qualquer outro mestre é um engodo. Claro que podemos
chamar de mestres aqueles que nos dão importantes orientações, pois na
comunidade humana o trabalho é coletivo e compartilhado, porém individual;
sendo assim, nossos mestres são temporários e devemos ter essa perspectiva
sobre eles todo o tempo para que não internalizemos as verdades deles. Uma boa
orientação é aquela que faz a afirmação mas não a torna verdade, e há uma
enorme diferença entre afirmação e verdade. A verdade é individual, absoluta
para o SI MESMO, mas relativa para a coletividade.
Esse paradoxo entre individualidade e
coletividade é que permite o embaraçamento dos limites e acabamos por tornar
coletivo o que é individual e vice versa. E como o PODER parece ser a maior
delicia do Diabo (J) os seres humanos tornam coletivo o que é
individual e assim criam a chamada “massa de manobra” tão útil.
Com certeza o Outro, que pode ser
traduzido por dúvida porque é o não eu, é fundamental para a busca de si mesmo;
poderia ser o mundo uma infinidade de montanhas himalaicas e cada um de nós
sentados sobre elas, mas não é. Vivemos juntos.
Por outro lado, já que vivemos juntos poderíamos
ser todos iguais a ponto de buscarmos a mesma coisa da mesma forma. Mas não
somos. Somos tão diferentes quanto são os caminhos para chegar na mesma coisa;
mesma coisa essa que é o SI MESMO, que é diferente em cada um.
Portanto essa infinidade de verdades
que se distribuem, ao meu ver, invertem a intenção que dizem ter como tão bem
indicou Victoria Malvar, gera mais massa de manobra. NÃO QUEREM RESPOSTAS
INDIVIDUAIS PORQUE ISSO IMPEDE O CONTROLE DE UM GRUPO GRANDE DE PESSOAS. Se
todos dermos as mesmas respostas para as mesmas perguntas, nos tornamos um grupo homogêneo.
Mas não somos um grupo homogêneo Só que nos fazem crer que somos
quando seguimos juntos um único mestre seja ele qual for. Não importa o tema com
que se criem as dependências, nem em nome de DEUS!!!
Esse é o segredo milhões de vezes
apregoado por Krishnamurti: não queria seguidores porque queria pessoas livres;
não queria fazer afirmações porque elas são prisões.
As perguntas nos libertam porque nos
proporcionam a individualidade. Os caminhos são essencialmente individuais.
Não repita saberes, crie os seus.
A Democracia na Islândia
Aconteceu na Islândia!!!
Sabe
o que? Não, talvez vc não saiba porque não foi amplamente divulgado. Todos nós
vimos e vemos as desgraças na Síria, os abusos dos policiais nas ruas da
Espanha, as dificuldades em Portugal e tantos exemplos. Povos lutando por seu
direito à vida.
Sobre a Islândia não
ouvimos falar e nem sabíamos que algo estaria acontecendo. Imaginamos que se
não repercutiu com tanta veemência é porque não tivesse maior importância, pois
afinal coisas acontecem em todos os lugares o tempo todo e não dá pra gente
ficar sabendo de tudo, claro. Mas nesse caso a mídia não noticoi porque NÃO
PODE NOTICIAR, já que está amordaçada e atrelada ao poder econômico.
Nesse caso a ausência de
noticia e repercussão não diz respeito a relevância do acontecimento pois ele
foi e é de extrema importância.
Vc já ouviu falar em um
país que tenha tomado as ruas e sem derramar uma gota de sangue tenha derrubado
completamente o governo, pacificamente?
Já ouviu falar em um
país em que o povo nacionalizou os bancos (o povo e não uma liderança
proletária) e chutou os traseiros dos banqueiros fazendo-os correr fugidos para
não irem presos?
Ouviu falar de um povo
que provocou novas eleições antecipadamente e colocou no governo uma primeira ministra que além de mulher é homoafetiva declarada??? Um ministério metade de homens e metade de mulheres. E vão refazer toda Constituição???
Que se recusou a pagar a
dívida externa prendendo e responsabilizando os poderes que a criaram???
Parece livro do
Saramago, não parece?
Foi o que aconteceu na
Islândia. Veja esse vídeo curto resumindo essa historia e pense que, apesar da
Islândia ser muito pequena e com pouquíssimos habitantes (sorte dela), a
democracia depende de uma única coisa: A VONTADE DO POVO!!!
COMPARTILHE ESSAS IMAGENS
pois se a mídia não pode,
nós podemos mostrar o caminho das pedras.
"Desde Óscar Wilde que é sabido que um mapa sem a ilha da Utopia é um mapa que não presta." Artigo de Miguel Angel Sanz Loroño, publicado em dezembro de 2011 e traduzido para o português:
Vamos incentivar processos de democratização real
das nossas politicas e economias.
Vamos estimular os agrupamentos,
fora dos partidos, numa única voz,
que é feita de diversidades,
mas que pretende um mesmo bem,
os valores humanistas acima dos capitalistas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A Carta de Miruna Genoíno e o futuro dos nossos josés
Eduardo Suplicy faz uma leitura em plenário
da carta que Miruna Genoíno,
filha de José Genoíno,
escreveu sobre seu pai.
Mais do que um depoimento pessoal
é um documento histórico,
como é histórica a leitura desse documento
por este homem inusitadamente sensível,
disfarçado de político.
Pobres dos nossos
Josés!!!
A luta pela igualdade social não tem fim e quem nasce por uma causa,
vive por ela e por ela pode morrer.
Nossos guerreiros, outrora guerrilheiros,
deram o sangue e viram a anistia chegar, a tortura cessar, a democracia começar
a nascer. Compraram seus ternos para assumir os cargos porque ao invés de
arrancar o poder numa luta sangrenta, escolheram o caminho do diálogo.
Dialogaram com a sociedade e dialogaram com o sistema.
Esses guerreiros, que
não são só o José Dirceu ou o José Genoíno, mas tantos homens e mulheres
simples e honestos, mais ou menos estudados, que vivem mais tempo pro coletivo
do que para o pessoal.
Se Genoíno achou que seu trabalho mais dificil foi ser
torturado, estava enganado: não existe dor maior que servir de bode de
expiação. A luta que este homem terá que travar a partir desse 9 de outubro
será tão importante quanto a que travou na sua juventude. A comprovação de sua
inocência não é uma causa pessoal e a carta de sua filha nos chama para essa
questão: não é o desabafo de um parente desconsolado, mas um depoimento sobre
nossa historia que se faz menos de datas comemorativas e mais de gotinhas de
suor pingadas no dia a dia.
É de pessoas que se faz a historia! De vidas vividas, escolhas feitas, perdas.
Se Genoíno
pensou que a administração pública era seu novo papel, foi inocente: ele tem
papéis mais difíceis para executar e com certeza tem coragem suficiente para
isso.
Enquanto muito molenga, que não suportaria metade do que esse homem
suportou por gente que nem conhecia, hoje aponta o dedinho pro Genoíno, uma
nova etapa da nossa política tem início. Nosso Brasil precisa limpar muita
sujeira da politica, todo mundo sabe, mas os instrumentos de faxina tem que
estar limpos também: está chegando a hora mais dificil para um país que é
quando tem que rever sua justiça e seus juízes.
Embora estejamos tristes hoje,
temos que entender que é apenas um novo começo e torcer para que homens com
Genoíno consigam se manter à frente das novas batalhas!!!
E agora José??
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
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