terça-feira, 2 de outubro de 2012

Hebe Camargo, o ícone multifacetado


O texto a seguir de Paulo Sérgio de Moraes, em seu blog na internet O Palpiteiro (http://opalpiteiro.blogspot.com.br/2012/09/hebe-camargo-e-o-respeito-vida-ou-falta.html), provocou no facebook uma polemica muito pertinente que levanta desde os impasses políticos atuais, até o papel da mídia de massa.

Eu pessoalmente acho o texto uma belíssima reflexão não sobre a Hebe Camargo; o texto não é sobre a Hebe Camargo!!! E por isso a importância de publica-lo diante da sua morte.

É um apelo não à morte dos conservadores, mas do conservadorismo!!! O texto é sobre nossas escolhas e nossas ilusões, sobre como nos iludimos com o brilho dos diamantes e holofotes da vida das celebridades e nos esquecemos de nós mesmos, esquecemos-nos das nossas dores coletivas. Não cabe, a partir da reflexão política que desvenda, discutir Dilmas e Serras, Malufes ou partidos. A referência que faz a atitude anti humanista de Hebe, não conhecida por muitos, não está colocando em discussão direita ou esquerda!!! Já sabemos onde estava cada lado naquela ocasião; e o que interessa aqui não é uma acusação nostálgica.

O texto está falando sobre o ícone de alegria e de uma sociedade que não acolhe seus próprios sofrimentos. A ditadura não torturou a Dilma ou o Herzog, torturou toda a sociedade em cada corpo, escondeu a memória coletiva em cada corpo desaparecido; são nossos os corpos!!! E enquanto isso damos risadas (e nada contra sorrir) com uma mulher talentosa e carismática, envolvida em peles de animais, ornamentada em ouro e diamantes, propagando pensamentos conservadores e úteis a ela mesma e sua classe social. Ela não estava certa ou errada, pois era o que era e o texto nem pretende julgá-la. Não importa A HEBE!!! Da sua pessoa lamentemos a morte é claro!!!

O texto levanta o que somos e como esquecemos nossos sofrimentos coletivos por tão pouco!!! Como somos cruéis com nossa própria historia e tão pouco afetivos com nossas feridas, mas tão benevolentes com quem não se importa muito com a coletividade!!! É bem mais simples. Uma bela reflexão e muito pertinente.




Hebe Camargo e o respeito à vida (ou a falta dele)

Dou aulas de Geografia há de 19 anos. Talvez poucos nomes foram tão lembrados nas minhas aulas quanto o de Hebe Camargo. E tenho certeza de que jamais disse algo de bom a respeito dela. Muita gente deu risada e, de vez em quando, alguém não se continha e perguntava: "Mas por que você não gosta dela?". Para alguns alunos eu dizia as minhas razões. Na maior parte das vezes respondia com outra pergunta: "Por que deveria gostar dela?", ou ainda, "Dê-me pelo menos 3 razões para gostar dela...". Nunca me disseram uma única razão.  

Ontem Hebe Camargo morreu e não foram poucos os amigos que me avisaram. Mensagens pelo celular, recados em caixa-postal e mais de 60 notificações no Facebook me obrigaram a dizer qualquer coisa. 

A primeira coisa que pensei foi explicar, finalmente, as razões de minha implicância com a falecida. Mas julguei que tão importante quanto isso seria deixar claro que não havia motivo para debochar da sua morte. Quem respeita a vida e luta contra os abusos contra ela não tem o direito de brincar com a morte dos outros. Eventualmente uma piada ou outra acaba saindo, em ambiente privado, descontraído. Publicamente não é bom. E no mundo em que vivemos é preciso cada vez mais separar o que é íntimo, privado, daquilo que pode ser público, aberto. 

E eis que aí procuro me diferenciar de Hebe Camargo. A busca pela correção   naquilo que tornamos público. 

Já disse algumas vezes, para algumas turmas de alunos, que um professor deve ter responsabilidade com aquilo que diz. Brincadeiras à parte, manifestações racistas, preconceituosas ou que preguem qualquer tipo de mal individual ou coletivo, devem ser combatidas, mais do que evitadas. Na minha carreira de professor tive períodos de lecionar, semanalmente, para centenas de alunos. Não tive o direito de pregar ódio. E procurei ser cuidadoso com isso. Sempre, apesar de erros.

Hebe Camargo tinha um alcance maior. Em rede nacional de TV atingia milhões de brasileiros. Era descontraída e tinha uma capacidade de comunicação rara. Reconhecer isso não me traz nenhuma dificuldade. Minha repulsa era justamente o que ela fazia com essa capacidade rara de comunicação. 

Quem ler o livro "Autopsia do medo", de Percival de Souza, ficará sabendo de muitas histórias a respeito do maior torturador do regime militar, Sergio Paranhos Fleury. Nele saberá de ao menos uma das relações entre o delegado torturador e Hebe Carmargo. 

Fleury se notabilizou pela capacidade de combater opositores do regime militar, em especial os guerrilheiros.  Ele era um delegado de péssima reputação na polícia de SP, mas foi útil ao empregar suas "técnicas" para a ditadura. Um promotor público de SP, baixinho e fisicamente frágil, chamado Hélio Bicudo, ousou enfrentar o delegado torturador, assassino e ocultador de cadáveres. 

Hélio Bicudo sabia que não podia enquadrar Fleury por crimes de combate a perseguidos políticos. Usou outra estratégia. Resolveu enquadrar o delegado pelos abusos que cometeu ANTES de ser agente da repressão política. Fleury fazia parte de um esquema de assassinatos conhecido como "Esquadrão da Morte", e por ele foi processado e julgado. 

A estratégia de Hélio Bicudo foi tão engenhosa que a ditadura não tinha como livrá-lo da cadeia. A solução para a ditadura foi mudar a lei. Inventou que réu primário não precisava necessariamente ser preso. A lei ficou conhecida como "Lei Fleury". Criada para livrar a cara de um delegado torturador. 

No processo contra Fleury foram arroladas testemunhas de para a sua defesa. Uma delas foi Hebe Camargo. Fleury agenciava policiais que trabalhavam como seguranças para cantores e gente da televisão. Por isso era bem relacionado com gente da TV. A estratégia da sua  defesa foi impressionar o tribunal com uma figura conhecida e muito influente. 

Muita gente pode ser poupada de críticas pelo que fez ou  deixou de fazer durante a ditadura. Hebe Camargo não. Num dos momentos mais tristes da história do nosso país ela escolheu um lado. No caso, o lado de quem não respeitava a vida e a dignidade. E fez isso conscientemente. 

No período pós ditadura não me impressionou que Hebe apoiasse Paulo Maluf e atacasse uma figura como Dom Paulo Evaristo Arns. Não foram poucas as vezes em que vi Hebe Camargo protestar contra defensores de direitos humanos. 

Também não me causou espanto vê-la no falido movimento "Cansei", aquele que tentou explorar politicamente a dor causada pela queda do avião da TAM. O movimento "Cansei" partiu de uma ação nojenta. Usar a morte e a tristeza para interesses político-eleitorais. Hebe Camargo mais uma vez não respeitou isso. 

Num país que valorizasse a vida humana e o respeito ao direito básicos de TODOS, Hebe Camargo não teria público. Não seria proibida de falar as bobagens e as apologias de violência que tanto apreciava. Num país mais civilizado ela simplesmente seria ignorada.

Entendo que uma figura como Hebe Camargo não aparecerá novamente, pela simples razão de que a televisão já não é a mesma. Até poucos anos atrás uma apresentadora de TV tinha um peso muito grande na opinião das pessoas, pois não havia muitas opções. Fico muito feliz hoje em saber que meus alunos ficam mais tempo da internet do que diante da TV. É cada vez menor o número de pessoas que ainda assistem novela e que levam a sério porcarias de programas como os que são apresentados na TV brasileira. 

O que lamento nessa história toda é que a saída de Hebe Camargo da TV brasileira se tenha dado apenas por conta da sua morte. O país que desejo para o povo seria capaz de se livrar desse tipo de conduta sem a morte. 

O respeito à vida me obriga a continuar lutando e me manifestando nessa direção. O respeito à vida humana  que Hebe Camargo jamais demonstrou ter. 

Morreu Hebe Camargo e espero que um dia morra esse jeito nefasto e desumano de usar a TV no Brasil. 



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Por que o Brasil é o país do futuro - Discurso de Dilma na ONU

DOU MÃO À PALMATÓRIA (embora eu seja contra a violência) apesar das possíveis críticas que faça à Dilma Roussef, seu discurso à ONU é, em minha opinião, excelente expressão de um Brasil pacífico e democrático.

As opções de críticas e defesas que fez demonstram sua coragem, suas escolhas ideológicas e sua qualidade como economista. Dilma (muito além de Lula) é uma importante síntese das qualidades do nosso país.

Discurso emocionante, pertinente e maduro, demonstra que não temos uma marionete à frente do país, nem uma egocêntrica dirigente, mas uma Mulher objetiva, combativa e generosa.

Quem quiser conhecer sua presidenta tem essa oportunidade direta, sem mediações, de sentí-la e refletir com autonomia sobre suas escolhas
(tuas e dela).

TEM QUE ASSISTIR!!!




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Madrid e sua democracia

Tristes imagens revelando a forma de governabilidade da Espanha, o respeito por seus cidadãos, e o despreparo absurdo da sua polícia dando cacetada em gente desarmada e desligada até da manifestação. Como se manifestante fosse bandido ou criança. Imagens de um tempo que já devia ter terminado e que não cabe mais na nova civilização que estamos construindo. Que o povo espanhol não perca a força e a coragem de vencer essa arbitrariedade e não desista de mostrar que sempre, em qualquer tempo, em qualquer lugar, demore o quanto for, custe o que custar, é o cidadão que manda em seu país, em seus representantes, e não o contrário. É a força de trabalho que dá vida a qualquer nação!!



sábado, 22 de setembro de 2012

REDES SOCIAIS – os novos jornais


Sou de um tempo em que toda a informação sobre os acontecimentos fora da minha casa, escola, trabalho e proximidades, vinha da TV e dos jornais, as comunicações de massa.

Sou de um tempo em que as notícias vindas dos meios de comunicações eram assimiladas como verdades. FATOS REAIS.

Muita coisa mudou. Einstein me jogou num tempo que era também espaço e flutuando comecei a me dar conta do movimento constante das coisas e logo Shiva assumiu meu altar. Tudo é movimento, fluxo constante.

Além da relatividade sobre a verdade, que me parecia tão bem empacotada e segura, o mundo deixou de ser um quadro bidimensional: comecei a aprender que em toda realidade havia camadas dela mesma; tanto no sentido metafísico, quanto no quântico, mas ainda além nas relações humanas. Comecei a aprender que por detrás das atitudes explicitadas das pessoas, haviam atitudes não reveladas. E que o PODER, é desejável não apenas por alguns, mas por todos os seres humanos em diferentes escalas. Temos uma incontrolável necessidade de controlar os outros e a nós mesmos; de controlar esse fluxo constante que é o Universo. E dessa angústia por portos seguros, inflamos essa ambição por poderes, cada um a seu modo, cada um na sua instância.

Agora sou de um tempo novo e muito diferente daquele que eu achava pertencer. Todas as referências estão mudando e muito rapidamente, pois até a noção de tempo não é a mesma.

Então, toda a confiança depositada fora de mim, nos poderes, nas informações que recebia daqueles que pareciam conhecer as verdades dos fatos mais do que eu, começou a se relativizar. Comecei a perceber que uma verdade sobre os fatos que nem eu mesma presenciei, brotavam de dentro de mim, meu poder. Comecei a perceber que quanto mais eu despertava uma “capacidade” de relacionar experiências, mais conhecimentos profundos brotavam de mim, mais eu percebia a realidade externa com uma amplitude além daquela oferecida por quem conhecia os fatos melhor do que eu.

Isso passou a me fortalecer obviamente, pois percebi que eu era realmente fonte de verdades; comecei a entender o que era a “iluminação” tão invejada nos budas. Não mais um estado extra-real, um Nirvana fora do mundo; não um estado sem paradoxos, sem contradições de bem sem mal, de paz sem guerra. A iluminação pareceu-me apenas essa possibilidade de apreender a realidade COM e ATRAVÉS DE seus paradoxos. Permanecer em meditação no Himalaia de mim mesma, enquanto me movimento na violência das paixões, sem eliminá-las. E dessa forma posso ver o mundo ao meu redor em todas suas camadas, e relações, e resistências.

Passei a conhecer meus poderes. Da coragem de acreditar em mim mesma passei a olhar os mestres com os olhos que olho para mim, ou olhar para mim com os mesmos olhos que olho os mestres. E ficou mais fácil olhar os donos do mundo, os donos das filosofias, os donos das descobertas, os donos disso e daquilo, do mesmo lugar de onde me vejo. Conhecer nossas diferenças, mas reconhecer nossas semelhanças. Percebi que nem todos os mestres eram mestres, que nem todos os donos do mundo eram donos do mundo, que nem tudo em mim era eu.

Nesse tempo de hoje sabemos que a informação, a notícia e até mesmo o conhecimento que nos ensinam nas escolas, são escolhas, discursos intencionados. Não inúteis por completo, mas parcialidades.

Nesse tempo de hoje o compartilhamento crescentemente veloz da informação, do conhecimento, da noticia, nos colocou sob a mesma responsabilidade de escolha.

Hoje, em minha página de facebook, de uns mil acessos, ou no meu blog, tenho a mesma responsabilidade de transmitir informações e recebê-las que tinha os donos dos meios de comunicação.

Hoje sou o jornal e a televisão. Embora o alcance imediato não seja de massa, já está comprovado que a rede social ou blog, acessa mais gente do que qualquer outro meio. Os limites entre nações que aprisionam jornais e televisões são invadidos pela internet e redes sociais. Tenho amigos em Israel, Cuba ou entre os índios kayapo, sem a barreira das línguas, podendo trocar até imagens da minha intimidade!

Hoje ninguém mais acredita nos jornais e revistas, tão desmoralizados com a exposição de suas escolhas. Hoje podemos nos movimentar pela internet e ler diferentes opiniões, reflexões, participar de discussões e juntos criar a realidade.

Hoje prefiro ler as “noticias” do mundo pelo facebook do que abrir esses portais de informações que me servem apenas para... informações. Pela rede social, além da informação, recebo links de reflexões nacionais e internacionais que vem em formatos não só de textos como de vídeos e fotos. Notícias das ruas embaralhadas por notícias das pessoas em suas casas, das imagens de suas vidas, coloridas por obras de artes, poemas, fotos da natureza; informativos de peças, filmes e eventos, sem ter que engolir propagandas (nem percebo as propagandas do facebook). Se precisar de um serviço do encanador à compra de uma placa de vídeo, se está chovendo ou está trânsito...tenho tudo que qualquer meio de comunicação pode me dar e muito mais porque tenho contato com pessoas!!!

É preciso dizer que ainda estamos submetidos às estruturas dessas redes que decidem muita coisa por nós, mas em futuro próximo saberemos operar a internet diretamente entre nós sem mediadores; saberemos operar a sociedade sem representantes. A internet não criou um novo conceito de democracia, ela trouxe e real possibilidade de nos relacionarmos democraticamente, com todas as vantagens e perigos dessa relação.

Agora sim temos a chance de nos libertarmos do sistema patriarcal e nos tornarmos adultos de verdade, com responsabilidade sobre nossos comportamentos e escolhas, com autonomia e liberdade. É só uma questão de tempo, do novo tempo.



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SANTA AQUISIÇÃO, sobre as dollys disfarçadas de patrícias


SANTA AQUISIÇÃO foi o nome que dei para essa pequena crônica da vida real criada pela Bia Dias e postada no facebook pela incrível Heloisa Paternostro.

A triste e decadente vida dos sem cérebro!!

"Eu fico cada vez mais estarrecida com a classe média alta do interior e de São Paulo. É uma atmosfera de futilidade absurda, um vazio existencial, um bando de pobres meninas ricas a desfilar suas bolsas que custam um apartamento e sem nenhum investimento num curso de português básico, num aprimoramento qualquer. Hoje ouvi uma conversa alheia e vi uma patricinha terrivelmente arrumadinha comemorar a vinda da Daslu para Ribeirão e dizer: " Esse pessoal fica recriminando a Daslu, mas é outro nível. Lá tem vestido de até dez mil reais. A gente vive na ditadura e não pode gostar de nada que é melhor do que dos outros? Estamos vivendo na época da SANTA AQUISIÇÃO! " (A anta humana, desavisadamente, cometeu um erro bem ilustrativo e definidor da estupidez capitalista onde ela vive mergulhada!) Não me agüentando, soltei uma imensa gargalhada e a pobre coitada que se diz injustiçada por gostar de coisas "melhores" olhou com aquela carinha de nojinho para uma criatura que dormiu mal, não tem tempo sobrando para acordar, maquiar e fazer escova e muito menos de ficar dando "diquinhas" de " creminhos" para as "coleguinhas". (sim, porque o mundo delas acontece no diminutivo) Eu toda suada, cansada, com um nó no cabelo, tive pena foi dela. Ô vida de butique, ô mundo onde o outro não é ninguém. Lá vai ela, toda alienada, em seu carro conversível, votar no Serra e cia, e desfilar seu preconceito e sua burrice pelo mundo, cansando nossa beleza de olheiras e cheia de vida de verdade."

Bia Dias.


O que me pergunto diariamente é: do que são feitas essas pessoas??? Será que os filmes de ficção científica não são ficção e, realmente, alguns laboratórios de pesquisa americana ou alemã, ultrassecretos andaram fazendo testes para recriação de humanos??? É, porque na verdade a gente sabe que vários países vem pesquisando a bomba atômica há décadas, mas nunca ninguém divulga as pesquisas científicas sobre a clonagem humana. Depois da coitadinha da Dolly ficar famosa, com cara de ovelha mas sem alma, a gente só escuta falar das pesquisas em plantas, bactérias, virus, enfim, em tudo que não é humano.

É compreensível que não saiam por aí falando na criação dos Franksteins para o Papa não encher o saco, mas é também imaginável que estejam fazendo pesquisas e mais pesquisas dessa natureza.

E como toda pesquisa dá mais errado do que certo até chegar a algum modelo, o que estão fazendo com os erros????

E se esses erros não forem tão errados assim, ou seja, falam, andam e se reproduzem, mas apenas NÃO PENSAM? O que para alguns poderosos não é um erro: como nos filmes de ficção ainda (e os artistas estão aí inventando futuros), um exército de seres humanos clonados não pensantes pode estar entre nós, sem nos darmos conta.

Oh meu deus!!! Ou melhor, estamos nos dando conta: essas mocinhas que frequentam a Daslu e pagam fortunas por calças, sapatos e bolsas só podem ser resultados dessas pesquisas!!! Claro!!!

1.    Nenhum ser humano com alma, não clonado, gastaria 2 mil reais numa calça jeans numa época em que o mundo está tendo tanta dificuldade em alimentar 7 milhões de pessoas!!

2.    Nenhum ser humano com ALMA ou não clonado gastaria outras dezenas de “mil” reais para comprar bolsas, sapatos, anéis, ou comidas, bebidas, sabendo que tem TANTA GENTE MORANDO NA RUA, PERDENDO SUAS CASAS, etc, etc, etc, e ainda se acharia no direito de continuar gastando!!!

3.    (a lista é infinita)

Com certeza essas dollys disfarçadas de patrícias são resultados de experimentos de clonagem MAL SUCEDIDOS, pois vieram sem sensibilidade, sem curvas cerebrais, com pouquíssimas conexões neuronais e, claro, destituídas de ALMA, pois a alma é inclonável.





Urnas eletrônicas e fraudes

Esses dias eu explicava para meu filho como o Brasil era desenvolvido tecnologicamente, até mais que outros países, pois era um dos únicos a utilizar a urna eletrônica e que esse sistema era o melhor contra fraudes.

Vou ajoelhar aos pés do 
meu menino e pedir perdão por sua mãe ser uma vaca de presépio e não saber nada sobre fraudes e tecnologia nas eleições; ela só repete o discurso que mandam ela repetir............ 





Urnas eletrônicas também são corruptíveis

Incêndios nas favelas

A maldade que envolve os incendios nas favelas paulista é impensável: cada incendio desabriga por volta de 1.000 pessoas que vão para as ruas sob o choque da perda de tudo que possuem e sem a chance de recuperação ou defesa. Pessoas sem poder aquisitivo, sem proteção, tornadas indigentes de um dia para o outro. É dessa forma que os especuladores enriquecem? Vale à pena comer brioches a essas custas? O humano é igual em qualquer lugar. Aquele que acredita estar se dando bem sobre o sofrimento alheio está apenas ignorante de si mesmo e da unidade entre todos nós; está apenas ignorante de que o sofrimento que aplica no outro aplica sobre si mesmo, e sem metáforas!! Paga na alma. Não pelo castigo de deus nenhum, apenas porque a alma do mundo é uma só e mesma anima mundi.

Russomano sobe

E Russomano só sobe, 35% já, esfregando na nossa cara que blá blá blá não serve pra nada, quer dizer, serve pra quem tem poderes midiáticos; mas para nós que o máximo de mídia que detemos é uma página de facebook, esse número mostra a inutilidade de nossas indagações, a inutilidade de nossas indignações. Esse número, somado ao Serra resultando em 56%, mostra que São Paulo tem uma maioria totalmente despreocupada com o semelhante e quer mesmo é garantir a manutenção do seu status. Mostra que nas escolas paulistanas o que se aprende é a permanecer na ignorância do conhecimento alienado da realidade, se aprende a ficar iludido com a virtualidade do consumismo. Esse número mostra que não teremos liberdade de pensamento e comportamento, que gays, pobres e negros continuarão a ser perseguidos porque a exclusão é a base do pensamento conservador burguês. Esse número mostra que teremos muitos incentivos para o entretenimento e nenhum avanço para a cultura porque o neo liberalismo entende por cultura dar dinheiro pra fazer pecinha.... Esse número mostra que essa corja vai se juntar com a corja do governo do Estado e vão continuar enchendo seus bolsos e dos especuladores, de dinheiro e jogando gente na rua. Mostra como a mente do paulistano é limitada e o máximo que consegue projetar de futuro é final de semana em Miami..... e não percebe que o futuro desse tipo de escolha é 1 só.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O neo liberalismo paulistano


Debate ocorrido na USP sob o tema da Ascensão Conservadora na política paulista com os debatedores: Marilena Chauí, André Singer e Vladimir Safatle.

Importante reflexão que portanto fiz questão de compartilhar.

André Singer
O neo-liberalismo crescendo no Brasil, trazendo consigo o pensamento conservador e de direita, religioso, e com reflexo significativo na classe média. André Singer sintetiza o neo-liberalismo em individualismo feroz, mercantilismo generalizado e a privatização como solução.

O perigo do neo-liberalismo é gerar um avanço do pensamento conservador porém de forma subliminar; o discurso nessa fase deve parecer de esquerda mas em realidade sustenta um comportamento de direita, conservador e, finalmente, capitalista.




Marilena Chauí
A classe média paulistana proto-ditadora.




Vladimir Safatle
Os evangélicos na politica e o conservadorismo dentro da esquerda.



Complemento dos discursos a partir de perguntas do público


PARA REFLETIR


As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Da Validade do Nulo: porque voto nulo


Essas eleições que chamam de democráticas são coercitivas como sempre: somos obrigados a escolher entre os candidatos oferecidos e a opção "NENHUMA DAS ALTERNATIVAS ANTERIORES" fica excluída da contagem. Não percebem a grave manipulação??? Afinal não estou escolhendo meus funcionários públicos???

Se não gostar de nenhuma opção devo eliminar todas e outros candidatos deveriam se apresentar caramba! Não tenho que ser obrigada a escolher entre tiririca e pururuca!!!!! As pessoas se submetem a tudo!!!

É NOSSO O PODER SOBRE O PAÍS !!!!!!!!!!!!! Ninguém está me fazendo nenhum favor, mas eles invertem as posições!!!

Como somos desarticulados, os governantes do executivo e do legislativo tomam conta do país e fazem dele o que querem: decidem as leis conforme seus próprios interesses e não as necessidades da população. Só que pra não ficar muito ditatorial, afinal estamos numa democracia, eles inventam um planinho aqui pra acabar com a fome, outro planinho ali pra trocar a gororoba das creches por comidinha, outro planinho acolá pra dar uma forcinha pra família dos presos, que afinal são tantas que virou problema social... enfim, vão até que fazendo algumas coisas úteis sim, baseados num discurso de que a democracia se faz aos poucos, com muito esforço e com a organização da coletividade. Enquanto isso eles também fazem milhões de outras coisas inúteis, tipo ficar brigando pela distribuição de verbas e mais verbas para suas contas bancárias. A droga da graninha colocada no projetinho da gororoba não chega à metade da fortuna desviada nisso ou naquilo. Transformações profundas no sistema ninguém faz porque não interessa. Acelerar a realização dos projetinhos ninguém acelera e o país inteiro pára pra julgar esses marmanjos e comprovar se ganhavam mesada ou não ganhavam mesada e quanto roubaram de tempo e dinheiro do país.

Ou seja, quando os gatos não tomam conta das suas casas,
os ratos fazem a festa!!!

É assim que estamos: somos, nós a população, os verdadeiros donos do poder público*

* PÚBLICO
1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. = GERAL ≠ PRIVADO
2. Que serve para uso de todos. = COLECTIVO, COMUM ≠ PARTICULAR, PESSOAL
3. Relativo à governação ou administração de um país. ≠ PARTICULAR, PRIVADO
4. Que é do conhecimento de todos. = MANIFESTO, NOTÓRIO, PATENTE ≠ SECRETO
s. m.
5. A população em geral. = POVO
6. Conjunto de pessoas que assiste a algo, geralmente um espectáculo ou uma emissão.= ASSISTÊNCIA, AUDITÓRIO, PLATEIA
7. Conjunto de pessoas que se interessa por algo ou ao qual se dirige determinada mensagem ou produto. 


pois é, poder público, nosso poder. Aquilo que a coletividade não quiser num país DEMOCRÁTICO, não poderá ser feito.

Nossa democracia, coitada, tem pais na ditadura, ou seja, é uma democracia meia-boca; falta muita coisa pra ser uma democracia plena, mas isso ninguém coloca em pratos limpos: todo mundo finge que a ditadura acabou, que somos um país democrático e que os mecanismos de organização democrática estão todos funcionando, afinal de contas A GENTE VOTA!!!!!!!!!!!!

É, realmente poder votar é um exercício de democracia se vc se comparar às ditaduras onde vc nem tem voto, ou se tem voto só tem UM candidato, ou ainda tem que engolir o rei e sua descendência guela abaixo para a eternidade. É, estamos bem felizes com nosso votinho eletrônico e secreto.

UMA BANANA!!!!!!!!!!!!!!!! Sim, frutas, temos o direito de votar em quem quisermos, CONTANTO QUE TENHA SE CANDIDATADO, óbvio. E aí vc tem como opção mulheres frutas, cantores falidos, palhaços sem graça, ex-jogador, ex-lutador, ex-apresentador, ex-BBB, ex-presidente, ex-corrupto, ex-pastor ... enfim, é de bom tom na democracia que QUALQUER pessoa tenha o direito de se candidatar.

Sou a favor do direito de se candidatar.

Mas nossa democracia termina aí. Não basta ter o direito do voto para que estejamos realmente definindo nossos representantes se temos que escolher entre as opções oferecidas. Não basta ter o direito do voto se durante os 4 anos seguintes não apitamos mais nada.

Ah, apita sim... junta uma associação de bairro, organiza a comunidade, monta uma Ong pra salvar os drogados da sua rua, faz um rodízio entre as amigas para providenciar uma creche entre vcs.... enfim, se vira porque de fato o que funciona na nossa vida é isso: nóis com nóis mesmo. Enquanto nosso dinheiro a gente entrega pra aqueles que a gente votou e até agora não fizeram nada de útil com a grana. Útil pra nós.

Voltando ao nosso poder: ninguém pergunta pra gente coisa nenhuma durante 4 anos e se a gente não gostar de alguma coisa, precisa se juntar em alguns milhões, pintar a cara e ir para as ruas reclamar, pois do contrário não estão nem aí. NÃO EXISTEM MECANISMOS EFETIVOS PARA QUE INTERFIRAMOS NA POLÍTICA A NÃO SER PELO VOTO ou pela mobilização em massa.

Então quando chegam as eleições........................................................ lembram-se de nós!!

Afinal, a casa é nossa, a decisão é nossa, o poder está em nossas mãos. Deveria ser assim. Mas como não temos acesso nenhum ao poder, nem sabemos o que realmente acontece lá na máquina administrativa. Vemos umas confusões explodindo, umas acusações que tomam conta dos jornais, o país pára com umas tais de CPIs e, aqueles que estavam de um lado, outra hora estão de outro. Uns falam isso e outros dizem que é mentira. NEM OS JUÍZES, que supostamente tratam da justiça e da verdade, ENTRAM NUM ACORDO. E, de novo, a gente fica boiando, supondo, achando, brigando, sem na verdade fazer idéia da metade da bagunça. Os meios de comunicação que deveriam nos auxiliar na informação, no final das contas nos tapeiam de verde e amarelo, literalmente.

COMO VOTAR  ????

O que um candidato precisa saber realmente? Pode ser candidato qualquer representante do povo, mas não precisa saber nada de administração, ou economia, ou sofrimento humano, ou falar inglês, ou seca do nordeste, desmatamento da Amazônia, não precisa ser índio, pobre, universitário ....... o que precisa ter/saber? Não temos noção real disso. Então uns de nós vota em quem tem formação disso, outro em quem justamente não tem formação, outro em quem lhe parece confiável, outro em quem lhe parece mais maluco, verde, vermelho, amarelo, 12, 13, 15, 2045, 30978, meu deus!!! É, até votando em líder religioso que devia praticar o sacerdócio e não a política.

E todo ano é a mesma ladainha: todo mundo que a gente coloca lá, no PODER, acaba não fazendo o que prometeu, ou não faz tudo o que prometeu, e de fato, nem sabemos o que faz.

Dizem que a gente pode ir lá cobrar e saber o que estão fazendo..... vc vai? Eu não. Eu olho pro lado e vejo: não adiantou. Olho pro outro lado: não mudou muito. E de fato, nada muda profundamente: uma maioria continua dando o sangue pra trabalhar, ganhar menos do que precisa, não ter educação decente, ser absurdamente explorado pelo sistema de saúde privado porque o público é monstruoso, trabalhando de sol a sol sem prazeres, sem qualidade de vida, afogados numa cidade poluída, doentia e sem futuro. Só com muita cachaça mesmo pra suportar!!!

É, não está adiantando trocar e trocar e trocar e trocar de pessoas no poder. Levamos anos e anos até conseguir colocar a oposição na presidência e o que conseguimos além de ALGUMAS mudanças, foi ficar sem oposição. 

A URGÊNCIA DO SOFRIMENTO
não é levada em conta
nesse processo lento e esforçado
de construção da democracia.

B-A-L-E-L-A. Não precisa ser tão lento nem tão processual coisa nenhuma. Com certeza colocar em concordância uma coletividade é um abacaxi difícil de descascar, mas também tenho certeza que é possível resolver IMEDIATAMENTE os problemas estruturais que tiram a dignidade das pessoas, só com um pouquinho de boa vontade. Uma boa vontade de chutar a bunda das pressões econômicas e políticas e priorizar o humano, o social, o cultural que estão sendo submetidos cada vez mais.

E então chega a hora de ELEGER os próximos mesmos candidatos. E nós, ainda com esperanças imortais, tentamos nos informar, de um jeito ou de outro, para escolher melhor. Sim, porque quando TUDO DÁ ERRADO, A CULPA É NOSSA que escolhemos errado.....

"aprenda a votar", "escolha bem", "não perca seu voto", etc, etc, etc.

Como se depois que damos o voto e elegemos alguém nos perguntam sobre que caminhos tomar ou se queremos uma mesadinha mensalãozinha pra apoiar alguma treta. Nada. Votamos, elegemos e no dia seguinte nossa vida continua a mesma. Trabalhar para sustentar o sistema!!!

Quem se cansa disso tudo, e com razão, ou vai para a praia no dia das eleições e depois justifica a falta, ou vota no Tiririca, na Melancia, etc, ou anula seu voto colocando em branco ou errado.

Por alguma estratégia bem pensada anti-democrática, foi determinado que todos esses cansados e desistentes, não seriam considerados participativos: ou seja, discordar não é aceito como posição.

Uma pessoa inteligente imaginaria que se existem aqueles que não querem participar, e estamos numa democracia, deveria ser criada a possibilidade de não participar. Mas nossa democracia é ditadora e, portanto somos todos obrigados a participar, querendo ou não, porque aqui é OBRIGADO A CONSTRUIR O PROCESSO DEMOCRÁTICO. Já começamos bem nossa democracia.

Além de não termos a possibilidade de não votar, ou seja, VOTO É OBRIGATÓRIO, ainda assim nossas opções são direcionadas.

Sim, existem algumas pessoas que querem participar, que querem votar e escolher seus representantes, mas que não encontram nas opções oferecidas pessoas competentes para isso.

Imagine vc ser obrigado a escolher um presidente e serem oferecidos apenas macacos como candidatos. Vc vai pensar: como vou escolher entre macacos um presidente se eles não falam, não conhecem o dinheiro, não isso nem aquilo que EU julgo necessário para o cargo??? Imagine ser obrigado a fazer essa escolha.

Não estou relacionando, obviamente, nossos candidatos a macacos, pois os macacos não merecem isso, mas apenas desenhei uma situação absurda para me fazer entender que PARA ALGUMAS PESSOAS DESSA COLETIVIDADE BRASILEIRA AS OPÇÕES OFERECIDAS PARA OS CARGOS PRETENDIDOS NÃO CORRESPONDEM AO QUE ESSAS PESSOAS JULGAM NECESSÁRIO PARA ESSES CARGOS.

Como proceder então? Vc colocaria um macaco na presidência mesmo sabendo que ele não vai conseguir governar, ou que não vai conseguir governar COMO VC JULGA QUE DEVA SER FEITO, pois talvez outros achem que só os macacos possam administrar o Brasil; é um direito que lhes cabe.

Mas nossa democracia homosapientiai não dá aos seus eleitores nem a liberdade de não votar, nem a liberdade de RECUSAR os candidatos.

Caso pudéssemos recusar os candidatos, como vamos votar em outros que não se candidataram??? Mas, por que não se candidataram? Será FALTA DE APOIO ECONÔMICO PARA ISSO?  Se for assim, e é, nosso hall de candidatos é determinado pelo apoio econômico.... voltamos a estaca zero, ou seja, ditadura. Só que não é mais militar....

Aí é que está um grave problema na nossa fofíssima democracia: não temos mecanismos estabelecidos para provocar reais modificações no sistema. Somos proibidos de recusar os candidatos. Os votos nulos, justificados e brancos não entram na conta, mas deveriam entrar, pois representam opiniões de cidadãos. E se entrassem muita coisa no sistema de eleições e candidaturas iria ser modificado. Muita coisa.

Assim como, se os cargos pretendidos não tivessem nem salários nem mamatas para enriquecimento ilícito, o número de candidatos seria muito menor, correndo o risco de nem ter candidatos suficientes para os cargos. E então quem se candidatasse o faria por causas realmente interessantes para a sociedade e toda a abordagem da atividade política seria sobre bases completamente diferentes. Se continuarmos votando no que nos oferecem quando não aceitamos as opções, colaboraremos para a continuidade desse ciclo vicioso. E a culpa será sempre nossa.

Agora me responda, vc que leu meu desabafo até aqui: algum candidato vai dar validade para votos nulos e brancos (quando for eleito)? Algum eleito para o legislativo vai propor uma lei de extermínio de seu próprio salário, regalias e etc??? Tem candidato que nas eleições afirma que quando eleito não vai colocar a mãe e o cunhado no gabinete..... quanto tempo isso levou para que parassem de pendurar a familia? E para que criassem uma lei que proibisse isso? Vc acha que essa lei foi criada por que???? E está sendo cumprida? Só pra citar um detalhe da “profissão: político”.

Os votos nulos não serão considerados nas próximas eleições, como sempre; pode ser que não consigam causar nenhuma mudança já que não estão dando ação a nenhum candidato, porém, nesse cenário atual o voto nulo pode mostrar o quanto estamos conseguindo nos organizar. Eu mesma, que pretendo votar nulo, vou ficar no dia da apuração, na expectativa não de saber quem é o próximo prefeito, pois pouca será a diferença na minha opinião, mas de quantos cidadãos vão estar comigo.

Se vc um dia votou num candidato que não tinha nenhuma chance de ganhar, mas que vc sentia que representava seus princípios sabe o gostinho que tem ver a porcentagem subir de eleição para eleição.

Cada "por cento" de votos nulos que eu contar nessas eleições, vou me sentir ligada a outras pessoas que estão tendo o mesmo sonho que eu. Não sonhamos com esse ou aquele partido, essa ou aquela ideologia, sonhamos com recuperar a força da coletividade, cheia de diferenças, mas una, confiante de que a melhor saída para nosso país é mostrarmos que quem manda nessa terra somos nós!!!

Eu só deixaria de votar nulo se fosse para votar num cacique de verdade.
Do contrário, eu voto no povo.


Aos intelectuais, analistas políticos, pessoas inteligentes e participativas, aos conscientes, aos isso ou aquilo que me consideram inocente, apolítica ou ingênua, meu profundo desejo de que votem com convicção do que estão fazendo, que sigam seu coração, pois eu estou seguindo o meu. E se a organização social não deve ser regida pelo coração, eu não sei mais nada sobre a humanidade!!!