sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rio+20 menos 1



Um índio morreu do coração
antecipando a volta dos nativos para suas casas, 
digo, ocas.

TUDO NO MUNDO TRIDIMENSIONAL REFLETE UMA EXPERIÊNCIA POLIDIMENSIONAL

Em outras palavras: NADA É POR ACASO!!

Esse é o primeiro saldo desse lixo de conferência!!!


A RIO+20 nem terminou e o saldo já é menos 1; e que UM!!! Um índio enfarta ainda dentro do evento.




Acho essa conversa de salvar o mundo uma falácia. Não que o mundo não precise realmente ser salvo, mas o caminho de salvação que seria mudança de padrões de comportamentos, não se define numa lista de 30 sugestões........ está óbvio pra todo mundo (menos pra quem não está óbvio) que o problema está na mudança de sistema político-econômico, ou qualquer iniciativa vai morrer na praia........



O mundo chegou ao fim e isso é fato!!! A data de 21 de dezembro de 2012 é real. A Europa está afundando numa gigantesca tsunami econômica e como em catástrofes naturais, os povos estão tendo que se unir pra se ajudarem. Mas os donos do mundo, que está afundando na sua antiga versão, estão fazendo de tudo pra se segurar nas "árvores" que restam e não serem levados pela correnteza. É nesse sentido que essa encenação de conferencia mundial e todo comportamento da ONU na maioria das questões mundiais, são cortinas de fumaça para retardar ao máximo o que realmente tem que ser feito, e que será feito mais cedo ou mais tarde.

E podem fazer as conferencias que quiserem porque as mudanças não vão vir, e nem podem, de cima pra baixo. Quem muda o mundo é a humanidade, a consciência coletiva e não as leis........... e a consciência coletiva está mudando rapidamente.

Nesse momento o melhor a fazer é continuar DISTRIBUINDO os instrumentos, as ferramentas como saúde, comida, casa, INTERNET, educação, possibilidades, alternativas.... e estimular ao máximo as organizações espontâneas e verdadeiramente democráticas entre as pessoas para qualquer objetivo. Grupos, associações, comunidades. Que as pessoas aprendam a resolver as questões mais próximas em grupos e democraticamente. Aos poucos uma nova sociedade vai se estabelecer em bases solidárias, porque solidariedade não se ensina na TV, ou proibindo sacolinha plástica.... solidariedade é um sentimento natural no ser humano que precisa apenas de terreno e condições para ser exercitada. Como foi previsto pelos grandes pensadores socialistas o sistema do consumismo é autofágico, é uma lógica natural... o socialismo não aconteceu porque não pode ser “implantado”, pois se ele se torna SISTEMA deixa de ser socialista.... e foi o que aconteceu: o que deveria ser o melhor exemplo de liberdade se transformou  nos piores modelos de tirania, ao ponto de preferirmos o capitalismo como caminho libertário. Mas o máximo que o capitalismo consegue é ser LIBERAL e isso não tem nada a ver com liberdade.....

Pelos resultados não totalmente consolidados da Conferência, muito pouco se andou. Pela magnitude do evento esperavam-se resultados mais profundos do que apenas a manutenção de uma postura idêntica à de 20 anos.

Parece que o mundo, na mente desses representantes (e de muitos representados) ainda está dividido em nações, ricos e pobres, isso e aquilo. Apenas quando os interesses são de ordem econômica, com possíveis prejuízos explícitos aos “donos do mundo”, é que nos tornamos um único povo da Terra, como tão bem denunciou Cristovam Buarque.

Há anos, quando perguntado nos EUA, sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia; o jovem americano introduziu a pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro:


"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a   internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado

          Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

         Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam  pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

        Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."


Não que não existam as nações e a pobreza, claro que sim; mas pensar o futuro seria pensar num único povo, com interesses únicos, a chamada: HUMANIDADE. Pode ser que o caminho para formar essa unidade seja, hoje, sugerir que os ricos que já exploraram muito, dediquem ajudas aos pobres, como se esse comportamento fosse um início da redistribuição da riqueza. Como seria bom se fosse assim. Mas não é e essa Conferência mais performática do que pragmática, está aí denunciando o quão difícil será um acordo entre povos tão diferentes, culturas tão diferentes, interesses tão distintos (quer dizer, os interesses são comuns: não entrar em acordo nenhum).



"Quando você perceber que, para produzir,
precisa obter a autorização de quem não produz nada;

Quando comprovar que o dinheiro flui
para quem negocia não com bens, mas com favores;

Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência,
mais que pelo trabalho,
e que as leis não nos protegem deles,
mas, pelo contrário,
são eles que estão protegidos de você;

Quando perceber que a corrupção é recompensada,
e a honestidade se converte em auto sacrifício;

Então poderá afirmar,
sem temor de errar,
que sua sociedade está condenada".

AYN RAND - 1920















Pena de Morte - Brasileiro será fuzilado na Indonésia

Que absurdo. Não sei como alguém pode chamar de LEI o assassinato!!! Pra mim é uma controvérsia. NÃO MATARÁS e não matarás porra!!! Essa relatividade para o assassinato é hipócrita: assassinato por castigo, para conquista de terra, disso ou daquilo pode.......... é por isso que bandido continua bandido, não tem diferença. MALDITA MÁXIMA DE QUE OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS. Aí pena de morte pra cá, Maluf pra lá, e todo mundo fingindo que segue algum princípio!!!!!!!!!! Segue sim, o princípio do jardim de infância onde as regras são ditadas pela Vontade....


Folha de São Paulo - Indonésia anuncia que irá fuzilar brasileiro condenado por tráfico

Pois eu te digo que não matarás está na lei universal e quero que se dane a lei cristã e todas as outras. Para mim é óbvio que não se resolve nada com castigos e qualquer tipo de assassinato é assassinato, não adianta mudar o nome para execução, assuntos de guerra.... não vejo qual é a complexidade desse assunto, é simples. Ainda vivemos no mundo do "olho por olho".... precisamos assumir um princípio e ponto final.


Sou absolutamente contra a pena de morte tanto quanto sou contra a guerra. As leis servem para nos organizarmos e ao invés de criarmos leis contra a selvageria, criamos leis para perpetuá-la.


Se for para destruir, eu escolho destruir as religiões que são justificativas para nos manterem nesse inferno da inconsciência.

Hermeto Pascoal e os direitos autorais


 do topo dos seus 76 anos, que completa hoje,
o mestre duende Hermeto faz a liberação total
do direitos autorais sobre suas músicas.

um exemplo de sabedoria, humildade e desapego.
e veja a pureza com que oficializa tal ato.





Pina Baush


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sempre no PRESENTE


Como a vida realmente é.

Esse relógio que parece estranho, errado,
é o melhor representante do tempo.

O outro, que costumamos ver,
representa a irrealidade,
uma quantificação da vida que não existe,
e que tanto determina o que somos, sentimos, pensamos.

Para viver em grupo até podemos usar aquele reloginho,
mas só tem sentido
se nunca esquecermos
que a hora certa está marcada neste.




quarta-feira, 6 de junho de 2012

CIBERDEMOCRACIA




Finalmente estamos (não todos) adaptados aos dois mundos em que vivemos: o virtual e o não virtual, que já não pode mais ser chamado de “real”, de tão real que o virtual já se tornou; tão real que o mundo real agora é chamado de algo referente ao outro mais recente, ou seja, a virtualidade é tão enredadora, por natureza, que se tornou parte indissociável da nossa realidade. Que contrassenso! rs

A resistência para que a virtualidade tomasse conta de nossas experiências de vida foi muita, mas não havia como evitar uma vez que as “vantagens” são necessárias.

Embora importantes experiências da vida não possam ser realizadas/facilitadas pelo computador (alimentar o corpo, respirar o ar, gerar filhos ou defecar) uma infinidade de outras atividades são extremamente facilitadas pela rede.

As atividades mentais são as que mais se beneficiaram com o advento e é inegável. Para fazer uma pesquisa, por exemplo, tínhamos que ir até uma biblioteca, solicitar a entrada, ir até um ficheiro enorme e dedilhar sequencias de fichas para encontrar um dos livros que necessitamos; repetir o procedimento caso quiséssemos pesquisar em vários livros, digamos uns dez. Andar então buscando letras e números para encontrar as diferentes estantes, e diferentes prateleiras, e diferentes sequencias de livros até localizar cada um pretendido, caso estejam na prateleira e não tenham sido utilizados recentemente. Então carregar uma pilha de livros nos braços, procurar um lugar para se sentar e esparramar nossas coisas numa mesa, abrir vários livros e deixá-los abertos ao mesmo tempo, ou ficar procurando em índices e páginas o que pretendemos. E se, lendo um deles houver uma referência a outro autor que não tenhamos escolhido e que for preciso ler naquele instante, então tudo se repete. O material que for necessário ser recolhido para estudo aprofundado, então deve ser solicitada permissão para cópia, levar, copiar, devolver.... A quantidade de tempo gasta nessa atividade, com alcances limitados, e espaço requerido é enorme. Correndo ainda o risco de naquela biblioteca vc ter apenas alguns dos livros necessários.

A transformação que a internet trouxe, só para um exemplo como esse, é incomparável, nos possibilitando pesquisar, refletir, produzir intelectualmente numa velocidade (e profundidade) muito maior, ou talvez, na velocidade da mente mesmo; o mundo virtual tem o alcance e velocidade da mente humana, ou se aproxima dela. Embora para muitos a criação da internet tenha sido inspirada pelo demônio, é possível perceber que ela foi imaginada pela própria necessidade que a mente tem de corresponder à sua natureza ágil, volátil, e que se vê numa matéria lenta e densa. E assim tudo em que a mente está implicada, quase tudo que fazemos Homo Sapiens que somos, a vida da rede colabora a ponto de não podermos mais viver sem ela. Isto porque ainda nem começamos a imaginar o mundo explorando ao máximo essa invenção, pois o que parecia obra do diabo vai ainda parecer criação divina!

O que não quer dizer que nossa vida tridimensional vai desaparecer e todos viveremos colados a computadores indefinidamente: isto é filme de ficção cientifica fundamentalista. Embora realmente passemos muito mais tempo ligados às maquinas, num futuro próximo teremos a possibilidade de realizar tanta coisa pela net que sobrarão para nossa vida material apenas prazeres insubstituíveis como tocar uma flor, molhar os pés num riacho, sentir o vento nos cabelos....

Atualmente nossa vida física, que pareceria mais virtuosa pelo contato real com as coisas, está na verdade nos escravizando. Quem tem tempo de tocar uma flor ou molhar os pés no riacho? A esmagadora maioria de nós vive pressionada pela luta para sobreviver, tendo que cumprir variadas funções totalmente substituíveis. E como vivemos subordinados a essa estrutura consumista, imaginar substituir homens por máquinas é desesperador, pois deve gerar fome e desemprego. Mas ao invés de colocar pessoas em atividades completamente substituíveis por máquinas (que serão sempre ativadas por pessoas em algum ponto, e se não forem melhor ainda) não seria melhor modificar a distribuição material para que todos usufruíssem igualmente das vantagens dessa substituição?

Teremos cada vez mais que nos adaptar à vida nesses dois mundos não como dissociados, mas como complementares porque esta adaptação é a que temos que fazer a respeito de nós mesmos. Somos seres que para tomar um copo de água precisamos nos mover no tempo e no espaço e empreender várias ações despendendo energia interna e externa. Mas para imaginar esse mesmo copo não precisamos nem de tempo nem de espaço nem de recursos externos, gastando uma energia que não se consome.

Embora o humano tenha reduzido ao máximo suas capacidades não físicas (também) pela dificuldade de coordenar experiências tão distintas como entre matéria e não matéria, não há como escapar dessa realidade: somos os extremos simultaneamente, nossos corpos tem velocidade e alcances distintos da nossa mente. Daí, inclusive, deriva a impressão de que nossos corpos aprisionam uma experiência interna mais volátil. E desse sentimento de aprisionamento, do julgamento dele, derivam muitos sofrimentos.

Os opostos (corpo e mente) eram considerados discordantes em outros tempos, agora são entendidos como complementares. E para ser complementar não pode haver nenhum tipo de hierarquia. Podemos enxergar essas diferenças com a complementariedade que percebemos entre os mundos virtuais e não virtuais. Podemos notar que a vida não virtual, apesar de menos apropriada para algumas atividades, é mais apropriada para outras, e para cada coisa a sua qualidade, sem o julgamento de ser bom ou ruim, certo ou errado, penoso ou não.

O que está acontecendo à humanidade é apenas e sempre reflexo de si mesma, sem demandas externas às suas possibilidades.

E não bastasse toda mudança na experiência individual, ainda existe todo reflexo na vida coletiva: nossa organização social vai se modificar total e substancialmente. Problemas que não encontramos soluções até o momento vão se dissolver com o advento e desenvolvimento da rede.

A base da nossa organização social hoje é o trabalho, regido por uma economia de consumo; e quando dizemos trabalho e economia de consumo não estamos nos referido apenas às leis da organização social, mas às leis que regem até nossa estrutura de pensamento e afetividade: trabalho e consumo!

A ideia de trabalho será completamente transformada, no sentido de despender energia para realizar uma ação. Ou, o trabalho é uma relação entre força e deslocamento. A capacidade do humano de modificar a realidade/natureza impondo sua vontade (força) gerando um resultado (deslocamento da condição anterior). O resultado desse deslocamento se tornou bem de consumo. E assim caminhou a humanidade por diversos atalhos.

No mundo virtual a noção de força é totalmente diferente: não servem os músculos, não serve a quantidade de propriedades, os papéis assinados, nem o acúmulo de moedas. Se no mundo real um único homem lidera um exército, esse mesmo homem poderoso, na internet, fica fragilizado em seu poder por um hacker de 15 anos de idade. O medo que o mundo viveu de sucumbir à guerra fria das bombas atômicas, que modificaria fisicamente nossas vidas, hoje ficou irrisório perto da destruição que esse mesmo suposto menino de 15 anos seria capaz de provocar. O poder/força está sendo totalmente deslocado (dando o maior trabalho!).

Portanto o que sustentou todas as teses sócio-políticas das relações entre recursos naturais (pré-deslocamento), trabalho e poder terão que ser revistas completamente, ou já estão sendo, pois o sonho de descentralização virou realidade por causa da rede virtual!

Estamos adentrando num mundo sem territórios delimitados, sem governos isolados, gerado por todos ao mesmo tempo, sem hierarquias, nem bons nem maus, sem raças, línguas, culturas e nosso deus agora (depois de deposto o petróleo) é a ELETRICIDADE!!! (será uma consciência de que nosso sistema é solar?)

Nesse momento nosso território é o planeta todo (já andamos um pouquinho hein!) e passamos a necessitar de uma organização unida das nações que nos impele a eliminar hierarquias e aceitar diferenças.

Com advento da internet está acelerando o processo de surgimento de uma sociedade civil planetária, não mais limitada por territórios. Uma consciência integrada de todo grupo humano está se fazendo presente. Os limites territoriais estão perdendo a importância em muitas instâncias de nossas vidas, afetando inclusive a governabilidade do mundo. A economia, a ciência, a técnica já são áreas vistas como uma unidade mundial. No meio ambiente, por exemplo, percebemos que é necessário um esforço integrado de todos os povos para que nosso planeta sobreviva em condições razoáveis para todos. O que está fazendo o mundo olhar para o Brasil, que há algumas décadas não passava de um país subdesenvolvido, é que o pulmão da terra está situado dentro do nosso território e, portanto, todos os seres humanos sentem-se no direito de opinar pela sua preservação. Isto é apenas um exemplo de como hoje não só percebemos que nossas ações do presente tem importantes consequências para nosso futuro, mas também que nossas ações num espaço tem consequências importantes para o espaço global. Cada parte diz respeito ao todo. Uma bituca de cigarro que jogo na “minha” privada, interfere na vida de dezenas de pessoas que nem conheço. A ideia de rede que foi materializada pela internet (rede de informações) na verdade apenas realizou uma experiência muito mais ampla da existência humana e não humana, que a física quântica já revelou. Vivemos todos numa teia de espaço-tempo nesse Universo e a ação/pensamento de um indivíduo causa uma repercussão em toda a teia que nos une (é nesse sentido que somos todos UM).

O conceito de propriedade que nos afirmou como indivíduo, e ainda afirma, está sendo desmantelado. O humano imaginou a democracia, mas para poder realizá-la precisa poder imaginar-se desapropriado. E a desterritorialização da rede, também provoca essa desapropriação: não somos mais perfis definidos, estabelecidos, nossos perfis são flexíveis.

Embora muitos temam que a criação da internet vá nos jogar num mar infinito de possibilidades, e essas possibilidades “criadas” interfiram negativamente em nosso comportamento nos tornando esquizofrênicos, a verdade é que essas criações só foram possíveis porque de alguma forma já somos assim. Se antes nos pensávamos uma unidade, se nos percebíamos num único EU, não nos sentimos mais assim. O que há um século a psicologia rotulava com esquizofrenia, hoje está diagnosticada de forma diferente porque talvez tenhamos mais Eus do que podíamos supor.... É em verdade um problema teológico em certa instância. Metafísico mais propriamente.

Para nossa estrutura mental atual, tudo isso (que sempre foi deflagrado por filosofias antigas) é ainda uma nova experiência da realidade o que leva muitas pessoas a gerarem muita resistência ao novo entendimento. Mas entendimento esse que de novidade não tem nada, pois o Universo sempre foi assim. Com a realização da internet o que antes era uma bela filosofia, tornou-se fato diário e corriqueiro modificando efetivamente nossas relações em várias instâncias. Os aspectos das relações humanas e organizações humanas que já pertencem a uma categoria mais dinâmica e fluente, como o dinheiro e a informação, foram os primeiros a se adequarem a essa nova estrutura. A economia quebrou significativamente os limites territoriais e o mercado financeiro é um exemplo da fácil adaptação da riqueza material (ouro) em riqueza virtual (já aquém dos papéis). Com a fluência ultra veloz e multidirecional da informação, todas as áreas do conhecimento foram dinamizadas, incrementadas e ampliadas de tal forma que a velocidade da luz não é mais, para nós, inimaginável. Falamos qualquer língua, vemos qualquer região do globo, conhecemos todos os seres humanos!!
Mas outras áreas da vida humana, justamente aquelas que se modificam posteriormente às mudanças de consciência coletiva, a saber, a justiça e a lei, estão em fase primária de adaptação a essa realidade. As leis só são consolidadas depois de muitas vezes a sociedade demonstrar uma conduta, o que demanda tempo; o que significa que as condutas se manifestam primeiro em quantidade significativa para se tornarem padrões e só então exigirem normatizações.

Por exemplo, o ambiente novo da internet vem gerando condutas que não existem na vida não virtual e, portanto não foram normatizadas, trazendo a necessidade de leis específicas para esse ambiente. Esse é um exemplo apenas no que diz respeito direto ao novo ambiente, mas existem outras tantas situações que são consequência do ambiente virtual sobre o ambiente não virtual que também vem solicitando novas regras.

Com a desterritorialização das relações, uma sociedade planetária (termo de Pierre Levy) está se explicitando e gerando necessidades específicas para sua organização. As leis de meio ambiente que servem para um país, as leis de governança que servem para determinado povo, as leis de criminalização ou militarização que servem a determinado país, hoje são questionáveis do ponto de vista global. Já há décadas, talvez desde o fim da guerra fria, ficou muito claro que o planeta, apesar das divisões territoriais, precisava de um “conselho” geral, uma organização das nações unidas, para administrar temas globais. No entanto a cada dia cresce rapidamente a quantidade de “temas globais” e cada vez mais tem sido necessária a criação de leis e uma justiça comum ao planeta.

(texto inspirado em CIBERDEMOCRACIA, livro de Pierre Levy)


Re-nascimento de Vênus


Hoje a Vênus passou diante do Sol
aos olhos da Terra.
Um presente!
Deixar-se ver é re-nascer.
Ela passou para nos lembrar
do que somos feitos.

Para olhá-la
havia que mirar o Sol
e então saber que
a Luz do rei de fogo
nos mantém vivos,
somos seus filhos.
Somos de Luz.

E então delicada ela atravessou
esse horizonte celeste
para reafirmar que
somos feitos de AMOR.

Amor e Luz
são metáforas do mesmo fogo original.

Hoje,
Dia Mundial do Meio Ambiente,
aniversário da Natureza!!

Um belo dia, inundado por águas...
Um belo dia.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

o Canibal de Miami

noticia BBC


Esse acontecimento é absolutamente assustador e demonstra que estamos totalmente sem controle do aumento e diversidade das drogas e das suas consequências.


Se antes nossa preocupação era com jovens depravados, com as consequências violentas do tráfico, os acidentes de transito e criminalidade, agora tudo isso virou "fichinha" perto das possibilidades que vieram à tona com o caso do canibal de Miami.

Um homem nu avança contra um mendigo e come-lhe, sem matar, seus olhos, orelhas e parte do rosto.

Não me lembro de ter visto essa cena num filme, NEM EM FILME, pois nosso canibal cinematográfico é mais comedido. E percebe-se que então é possível que o homem comeu o rosto do outro achando que eram guloseimas??? Agora entendi porque ele devorou os olhos e orelhas.... parecem os docinhos de marzipan que as crianças adoram.

Que legal essa droga "hulk" que criaram: a pessoa alucina, fica com a força de 7 homens e não sente dor!!! Nesse caso o drogado devia estar com fome ou gula e alucinou comida na cara de alguém, mas poderia ter sido qualquer outra coisa.

Imagina se a moda pega e um grupo de 20 pessoas vira rapidamente um exército de 140.

Imagina se esse grupo é de fundamentalistas fortões; ou se o presidente sírio coloca na comida do seu exército. Imagina se um maluco, que não falta no nosso mundo, joga quilos desse sabão não sei das quantas nas águas da Sabesp.....

E eu que perco tanto tempo estudando para aprofundar meu autoconhecimento; gasto tempo refletindo em grupo para buscar soluções mais pacíficas e produtivas de mudança da organização social; que passo tanto tempo dedicada a ensinar meu filho a se tornar um ser humano solidário, fraterno e pacífico. De que vai adiantar buscar caminhos de diálogo para paz se esse tipo de arma ganhar terreno? Porque antigamente para criar uma exército destrutivo eram necessárias propagandas em massa e discursos infinitos de manipulação. Mas com uma arma dessas quem precisa se dar ao trabalho?

A ciência conseguiu o que os filmes imaginaram: já somos capazes de criar monstros!!

Violência contra Mulher

Nossa, esse pessoal atinge um nível de ignorância humana intolerável: a mãe só percebeu que o marido era pirado depois do extremo de cortar a língua, porque quando tacou fogo na filha era uma briga de casal corriqueira.

O que mais me revolta no ser humano é essa capacidade de suportar os extremos dos maus tratos sem reação; uma suportabilidade baseada na crença de merecimento. Essa é a prova de que a fé tem mais força no homo sapiens (burriens) do que condições mínimas de respeito a si mesmo. As regras de conduta são mais valorosas do que as leis da natureza. Isso é reflexo da religião; não desta ou daquela, mas da necessidade humana de se submeter a crenças e se idiotizar.

Essas pessoas se veem como veem os animais: submetidos a leis de ocupação de espaço e mecanismos físicos básicos. Vc fala oque não quero ouvir então eu corto sua língua. Vc rouba o que não pode pegar então corto sua mão. Vc faz uma ação que não pode fazer então jogos pedras em vc. Vc me rejeita, eu taco ácido na sua cara. Vc nasce torto então jogo vc do precipício. Vc é de raça diferente então queimo vc no forno. Vc faz chá de ervas contra minha religião então jogo vc na fogueira.

Agem como crianças más: infantis no sentido de responderem imediatamente ao desejo como crianças de até 1 ano fazem; e  as mal educadas que não são orientadas ao respeito, ao carinho e ao amor.

A dificuldade de amar a si mesmo e ao outro. Essa ausência de amor é assustadora!!! Não me venham com carmas, demônios e o caramba: é falta de AMOR que se perpetua, ignorância afetiva e, portanto, esse ódio descontrolado pelo feminino.

Cortem quantas linguas (flores) quiserem, não vão impedir a primavera!!! Sinto muitíssimo pela moça e seu filho.






Dinheiro não mata a fome

"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro"

provérbio indígena