terça-feira, 5 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
o Canibal de Miami
noticia BBC
Esse acontecimento
é absolutamente assustador e demonstra que estamos totalmente sem controle do
aumento e diversidade das drogas e das suas consequências.
Se antes nossa preocupação era com
jovens depravados, com as consequências violentas do tráfico, os
acidentes de transito e criminalidade, agora tudo isso virou
"fichinha" perto das possibilidades que vieram à tona com o caso do
canibal de Miami.
Um homem nu avança contra um mendigo e
come-lhe, sem matar, seus olhos, orelhas e parte do rosto.
Não me lembro de ter visto essa cena num
filme, NEM EM FILME, pois nosso canibal cinematográfico é mais comedido. E
percebe-se que então é possível que o homem comeu o rosto do outro achando que
eram guloseimas??? Agora entendi porque ele devorou os olhos e orelhas....
parecem os docinhos de marzipan que as crianças adoram.
Que legal essa droga "hulk"
que criaram: a pessoa alucina, fica com a força de 7 homens e não sente dor!!!
Nesse caso o drogado devia estar com fome ou gula e alucinou comida na cara de
alguém, mas poderia ter sido qualquer outra coisa.
Imagina se a moda pega e um grupo de 20
pessoas vira rapidamente um exército de 140.
Imagina se esse grupo é de
fundamentalistas fortões; ou se o presidente sírio coloca na comida do seu
exército. Imagina se um maluco, que não falta no nosso mundo, joga quilos desse
sabão não sei das quantas nas águas da Sabesp.....
E eu que perco tanto tempo estudando
para aprofundar meu autoconhecimento; gasto tempo refletindo em grupo para
buscar soluções mais pacíficas e produtivas de mudança da organização social;
que passo tanto tempo dedicada a ensinar meu filho a se tornar um ser humano
solidário, fraterno e pacífico. De que vai adiantar buscar caminhos de diálogo
para paz se esse tipo de arma ganhar terreno? Porque antigamente para criar uma
exército destrutivo eram necessárias propagandas em massa e discursos infinitos
de manipulação. Mas com uma arma dessas quem precisa se dar ao trabalho?
A ciência conseguiu o que os
filmes imaginaram: já somos capazes de criar monstros!!
Violência contra Mulher
Nossa, esse pessoal atinge um nível de ignorância humana intolerável: a mãe só percebeu que o marido era pirado depois do extremo de cortar a língua, porque quando tacou fogo na filha era uma briga de casal corriqueira.
O que mais me revolta no ser humano é essa capacidade de suportar os extremos dos maus tratos sem reação; uma suportabilidade baseada na crença de merecimento. Essa é a prova de que a fé tem mais força no homo sapiens (burriens) do que condições mínimas de respeito a si mesmo. As regras de conduta são mais valorosas do que as leis da natureza. Isso é reflexo da religião; não desta ou daquela, mas da necessidade humana de se submeter a crenças e se idiotizar.
Essas pessoas se veem como veem os animais: submetidos a leis de ocupação de espaço e mecanismos físicos básicos. Vc fala oque não quero ouvir então eu corto sua língua. Vc rouba o que não pode pegar então corto sua mão. Vc faz uma ação que não pode fazer então jogos pedras em vc. Vc me rejeita, eu taco ácido na sua cara. Vc nasce torto então jogo vc do precipício. Vc é de raça diferente então queimo vc no forno. Vc faz chá de ervas contra minha religião então jogo vc na fogueira.
Agem como crianças más: infantis no sentido de responderem imediatamente ao desejo como crianças de até 1 ano fazem; e as mal educadas que não são orientadas ao respeito, ao carinho e ao amor.
A dificuldade de amar a si mesmo e ao outro. Essa ausência de amor é assustadora!!! Não me venham com carmas, demônios e o caramba: é falta de AMOR que se perpetua, ignorância afetiva e, portanto, esse ódio descontrolado pelo feminino.
Cortem quantas linguas (flores) quiserem, não vão impedir a primavera!!! Sinto muitíssimo pela moça e seu filho.
O que mais me revolta no ser humano é essa capacidade de suportar os extremos dos maus tratos sem reação; uma suportabilidade baseada na crença de merecimento. Essa é a prova de que a fé tem mais força no homo sapiens (burriens) do que condições mínimas de respeito a si mesmo. As regras de conduta são mais valorosas do que as leis da natureza. Isso é reflexo da religião; não desta ou daquela, mas da necessidade humana de se submeter a crenças e se idiotizar.
Essas pessoas se veem como veem os animais: submetidos a leis de ocupação de espaço e mecanismos físicos básicos. Vc fala oque não quero ouvir então eu corto sua língua. Vc rouba o que não pode pegar então corto sua mão. Vc faz uma ação que não pode fazer então jogos pedras em vc. Vc me rejeita, eu taco ácido na sua cara. Vc nasce torto então jogo vc do precipício. Vc é de raça diferente então queimo vc no forno. Vc faz chá de ervas contra minha religião então jogo vc na fogueira.
Agem como crianças más: infantis no sentido de responderem imediatamente ao desejo como crianças de até 1 ano fazem; e as mal educadas que não são orientadas ao respeito, ao carinho e ao amor.
A dificuldade de amar a si mesmo e ao outro. Essa ausência de amor é assustadora!!! Não me venham com carmas, demônios e o caramba: é falta de AMOR que se perpetua, ignorância afetiva e, portanto, esse ódio descontrolado pelo feminino.
Cortem quantas linguas (flores) quiserem, não vão impedir a primavera!!! Sinto muitíssimo pela moça e seu filho.
Dinheiro não mata a fome
"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro"
provérbio indígena
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Descentralização da Cultura
A solução SEMPRE é a descentralização e não o contrário, e na Cultura não pode ser diferente; aliás centralizar cultura já é contrassenso, já é desconfiável por natureza. Na real, não deveria nem existir MINISTÉRIO DA CULTURA, pra que? A ação cultural não vem de cima e se vem é porque não está existindo liberdade para que venha de onde é sua origem: PESSOAS. Cultura é a própria forma de respirar do povo, com suas diversidades. E quando falo "povo" falo todos nós, artistas e não artistas. É tão absurdo "dar" cultura quanto "dar" saúde.... isso não se dá a ninguém. O que um governo deve fazer é disponibilizar as condições para que seu povo pratique a cultura que já expressa, para que pratique saúde. É totalmente diferente de ficar dando remédio pra doença, ficar dando espetáculo pra falta de manifestação..... o conceito tá invertido porque vem emprestado da ditadura. Saímos da ditadura mas continuamos raciocinando como se estivéssemos nela!!!!!!!!!
Contra as leis de incentivo à cultura de Zé Rodrix
Há quem tenha se espantado com minha posição contraria às leis de incentivo, Rouanet, etc..., me pedindo explciações de forma muito intensa. Explico, mas devo começar dizendo que a minha atitude anti-Lei Rouanet é uma atitude pessoal, fundamentada na Ética mais comezinha, que tem me guiado na maior parte da minha vida adulta, e sem nenhuma ligação com qualquer movimento partidário, ideológico, político ou mesmo cansado. Também nunca fiz uso de nenhum privilégio, lei ou verba pública, por ser um crente absoluto que a minha arte é problema meu e, se eu não estiver disposto a empenhar a minha própria alma na sua realização, ninguém poderá fazê-lo por mim. Da mesma forma, não pretendo em hipótese nenhuma fazer uso de dinheiro público no financiamento daquilo que é minha responsabilidade pessoal.
Durante toda a minha vida acreditei, como acredito até hoje, que o dinheiro de TODOS não pode e não deve ser usado no financiamento da aventura pessoal de alguns, a não ser que o resultado do uso deste dinheiro seja devolvido gratuitamente para o proprietário do dinheiro, o povo, na sua totalidade. A crueldade política que leva o Estado brasileiro a repassar para o mercado a responsabilidade sobre o uso dos impostos é extremamente daninha, a meu ver, e o próprio mercado tem-se visto em palpos de aranha para não apenas realizar mas também justificar o seu papel de substituto do Estado, este Leviatã que apenas chancela as escolhas que o mercado fizer sobre o uso do dinheiro público, dando seu aval para a renúncia fiscal que está no fundo de tudo isso.
A renúncia fiscal começou na Inglaterra vitoriana, quando o Imposto de Renda começou a ser cobrado dos mais ricos, e estes, insatisfeitos com isto, propuseram que o dinheiro que deviam fosse usado no erguimento de necessidades culturais para o povo inglês. O governo, ele mesmo formado por muitos desses abonados, encampou a proposta, e o dinheiro dos impostos, através da renúncia fiscal que o governo aceitou, começou a ser usado para erguer monumentos e financiar eventos culturais. O mais estranho é que estes monumentos culturais só serviam aos donos do dinheiro, isto é, aos mais abonados, para quem o dinheiro dos impostos passou a erguer museus, teatros, universidades, sem que o povo, depositário legal do dinheiro devido, tivesse nisto qualquer vantagem. Esta crueldade fiscal se espalhou pelo mundo, por interessar profundamente às classes dominantes, e no Brasil, a partir dos contubérnios inexplicáveis entre Estado e artistas iniciados durante a DItadura Militar, foi-se criando entre nós a crença inabalável de que o dever do Estado é sustentar a Cultura. Sendo isto verdade, pergunto se a Cultura tem mesmo sido sustentada, ou o que o Estado sustenta são manifestações artísticas que, como bem o diz Luis Carlos Barreto, "são formas artísticas e comerciais de usar aspectos da cultura nacional, coisa bem diferente da Cultura".
Baseando-se nisso, hoje tudo corre o risco de ser sustentado pelas verbas públicas, bastando para isso pespegar-se-lhe o carimbo de "Manifestação Cultural" e correr atrás de um patrocínio. Não tem havido muito cultura nestas realizações, mas sim uma maior ou menor qualidade artística, que pode ou não dar lucro, na exata medida do interesse que desperte em seu público. A distorção que nos leva a chamar de Cultura qualquer ação artística, tenha ela ou não fundamento e/ou valor cultural, é o que sustenta este financiamento ( a meu ver ) desonesto a que alguns têm acesso, em detrimento de todos, até porque raréssmos são os que conseguem ter acesso às verbas ou ao resultado de sua aplicação.
O sistema de renúncia fiscal que está por trás das Leis de Incentivo Cultural, portanto, é incorreto em vários sentidos, não apenas no privilégio que cria, dividindo os brasileiros entre merecedores e não-merecedores de financiamento público, mas também na forma como inverte os papéis do Estado e do mercado, transformando o mercado em distribuidor de dinheiro público e o Estado em financiador de empreendimentos particulares. Houvesse seriedade de propósitos, cada parte estaria fazendo seu verdadeiro papel, e não se substituindo no processo, gerando incompetência, privilégio, mal-estar e perpetuação de uma classe específica no acesso ao dinheiro público.
Na verdade, todos se privilegiam deste projeto: os artistas, que conseguem financiamento sem custo para suas obras, realizando-as sem que tenham necessidade do aval do público, já que nascem completamente pagos e ainda podem, graças às bilheterias, maximizar seu lucro pessoal a partir do dinheiro público que lhes foi doado: o mercado, que em vez de investir dinheiro verdadeiro, se privilegia do imposto que deveria pagar, direcionando-o às obras artísticas que melhor retorno mercadológico lhe derem e usando-o como se fosse investimento em si mesmo: e o Estado, que se faz de mecenas para os que lhe interessam pelos mais diversos motivos, usando para isso o dinheiro público, sem determinar com clareza quem é o dono das verbas investidas, mas permitindo que os que chancela a partir da escolha do mercado se tornem depositários do direito de ganhar sem investir.
Hoje em dia os produtores"culturais" não são verdadeiramente pessoas ou empresas que invistam de si ou do seu na realização de obras artísticas, mas sim aqueles que, conhecendo os meandros das leis de incentivo e sabendo de onde tirar dinheiro e a quem oferecer seus produtos, têm acesso a este tipo de dinheiro público como forma de iniciar uma atividade sem custo, tornando-se daí em diante os donos dos lucros que este investimento lhes der. O mais interessante é que todas as partes do processo, Estado, mercado e artistas, fazem questão de nos informar o quanto conseguiram e de que maneira este dinheiro está sendo gasto, MAS NUNCA NOS INFORMAM O QUANTO LUCRARAM COM ELE. Da mesma forma, mesmo tendo lucrado o suficiente para justificar uma nova produção, desta vez com seu próprio dinheiro, acostumam-se ao jogo e em breve novamente recorrem ao dinheiro de renúncia fiscal para um novo "investimento" sem ônus, lucrando ainda mais com ele. Ou seja: socialismo de Estado na hora do investimento, capitalismo selvagem na hora do lucro.
Ou isto se torna passível de ser praticado por TODOS, que são os donos do dinheiro publico, ou permaneceremos perpetuando este privilégio sem qualquer sentido ético: quando determinamos fontes de dinheiro exclusivas para investimento nestes produtos ditos "culturais", também estamos determinando um grupo específico de agentes que farão uso dele, exatamente aqueles que, graças a seus nomes e talentos, darão ao mercado o melhor retorno possível. Ora, havendo possibilidade de retorno por parte destes nomes e talentos, deve existir público suficiente para, por sua própria vontade, sustentar-lhes as ações e artes: se não existe este publico, seus nomes e talentos decerto não são suficientes para merecer os financiamentos a que tem feito jus, privilegiando-se do acesso ao dinheiro público mas nunca revelando o quanto ele rende quando se torna privado.
Um contra-senso, um paradoxo, um Catch 22. Os que defendem a continuidade desta política de investimento público para gerar lucro privado, sempre serão os que, graças a seu nome e talento, ocupam hoje a posição de determinadores de objetivo, ou seja, tornaram-se aqueles que dizem para quem o dinheiro deve ser dado. Interessante posição, mas a meu ver indigna, porque serve apenas para perpetuar o uso incorreto do dinheiro público, tornando-se plataforma de poder pessoal na distribuição das verbas e na definição do que seja ou não "cultura". Em países mais civilizados o subsídio a estas formas de arte sempre inclui sua distribuição gratuita para o público, porque no investimento existe a exigência de devolução do que é publico a seu verdadeiro dono: ninguém cobra entrada em espetáculos publicamente patrocinados. Aqui, tudo se cobra, e nada se devolve.
Esta, a meu ver, seria a única justificativa para o investimento de renúncia fiscal nas artes: que seus resultados fossem devolvidos ao público ( seu financiador ) de forma gratuita, ampliando o acesso a elas em vez de privilegiar este acesso apenas aos que, estando em classes melhor aquinhoadas financeiramente, possam pagar novamente por um produto artístico que já financiaram com o dinheiro de seus impostos. O público que não dispõe de dinheiro para pagar a entrada, e que é a grande maioria, já pagou antecipadamente, através de seu imposto, mas nunca terá acesso aos produtos que seu dinheiro financiou. Crueldade fiscal e ( aí sim) cultural, porque quem verdadeiramente necessita e merece arte é exatamente quem não tem acesso a ela, e o dinheiro público, por definição, deve ser usado primordialmente na satisfação desta necessidade absoluta.
Paulo Autran sempre dizia ter saudade do tempo em que o investimento numa produção teatral era feito a partir de dinheiro real levantado em um banco, como empréstimo, e pago com os frutos da bilheteria, da qual todos dependiam. Hoje em dia, graças a Leis de Incentivo, o resultado de qualquer produção não tem mais importância: na maior parte das vezes, o lucro dos "produtores" já está garantido pelo investimento público, e o resultado da bilheteria, se houver, só serve como "plus', nunca sendo usado nem no ressarcimento público ao verdadeiro dono do dinheiro, nem no reinvestimento na própria obra.
Explicar o uso de leis de incentivo pela necessidade, sinto muito, não me convence: quem quer abrir um circo precisa pelo menos comprar a lona. Se não tiver lona, não tem circo. Da mesma forma a arte brasileira; se não existe por parte dos artistas a capacidade de realizar suas obras, que não as realizem. Assim é a vida, e cada um deve se responsabilizar pela sua própria, sem impor esta responsabilidade sobre nada nem ninguém. Hoje em dia, não satisfeitos com a compra da lona, já pedem que o governo compre as entradas, para que não apenas o investimento mas até o lucro de bilheteria seja certo e seguro, como se o risco da arte não fosse mais um ingrediente essencial para a sua existência. A desculpa? " Precisamos criar mercado e público...". Não vão consegui-lo assim: só terão cada vez mais obras sem interesse público sendo pagas com dinheiro estatal, todos felizes, mas sem nenhum resquício de arte.
Como em qualquer país civilizado, existem a arte subsidiada, com objetivos culturais específicos, e a arte privada, nascida de investimentos privados e com o objetivo claro do lucro honesto que conseguir ter: no Brasil, graças a esta prática da confusão entre mercado e Estado, e ao privilégio dos que nela se perpetuam, as duas se confundem, havendo cada vez menos investimento real em arte, já que todos preferem ganhar sem investir. Ah! se os que hoje distribuem dinheiro público através de suas empresas soubessem do lucro possível que uma produção artística pode gerar! É certamente um mercado tão arriscado quanto a Bolsa de Valores, mas quando rende, rende muito mais que esta, sendo este lucro o único motivo possível para que tantos profisisonais da área nela permaneçam, mesmo repetindo o tempo todo que seu oficio é mau em termos de retorno financeiro.
O Brasil tornou-se, nos últimos anos, uma meca para investidores artísticos dos mais diversos tipos, que reconhecem em nosso público um mercado de imenso potencial para seus produtos, e tanto que a cada dia mais e mais empresas estrangeiras se fixam em nosso país para investir e ganhar dinheiro com suas produções artísticas em todos os níveis, sem precisar se privilegiar de incentivos culturais nem renúncias fiscais, reconhecendo o potencial comercial da arte em nosso país. Porque isso é impossível para investidores nacionais? Simplesmente porque estes investidores não tomam conhecimento das possibilidades de lucro que um investimento em produtos artísticos pode dar, que costuma ser tão bom ou melhor que o investimento em produtos industriais ou no mercado de capitais. Se soubessem, haveria, como em qualquer parte do mundo, inúmeros investidores dispostos a colocar dinheiro REAL em produtos artísticos e até mesmo culturais, correndo com eles o mesmíssimo risco que correm com seus outros investimentos.
O equívoco, se houver, começa por nós, a classe artística, permanentemente dispostos a nos vender como mendigos inconscientes e irresponsáveis, exigindo de quem tem a esmola que nos sustentaria em indignidade e privilégio, arrastando pelo mundo nossas patéticas figuras de pobrezinhos, pedindo a qualquer momento "me dá um dinheiro aí". A meu ver, como tenho praticado durante toda a minha vida artística, nada melhor que um sócio financeiro que acredite em nosso projeto e o sonhe conosco, participando dele em todos os sentidos, tornando-se responsável não apenas pelos resultados mas também pela sua continuidade.
O que o Brasil precisa hoje, nas artes e na cultura, é de investidores conscientes, para gerar público consciente, o que gerará uma arte cada vez mais consciente por parte dos artistas. Não existe nada melhor que a realidade dos fatos para gerar consciência e responsabilidade, e um mercado artístico verdadeiramente existente liberaria o dinheiro público para ser aplicado em áreas de importância cada vez maior: Educação, Saúde, Infra-estrutura, etc..
O que advogo é uma responsabilidade pessoal e de classe cada vez maiores: se não formos competentes o suficiente para sustentar nosso ofício de artistas, aglutinando em torno dele não apenas investidores que acreditem na sua realização mas também público que o sustente, nosso oficio nada vale, e seremos os eternos mendigos da Cultura, como temos sido, pedindo uma verbinha aqui, um patrociniozinho ali, um subsidiozinho acolá, exibindo nossa incompetência empresarial, esta que certamente prejudica em muito a nossa excelência artística, e sendo cada vez menos livres, porque as leis que estabelecem o uso de dinheiro público para a realização de obras artísticas acabam privilegiando apenas os interesses do Estado e do mercado, e nunca os verdadeiros interesses da arte e dos artistas.
Toda consciência significa liberdade, e a minha em nenhum momento, neste caso específico, tem o poder de mudar o sistema pelo qual os artistas tem conseguido suas verbas: eu inclusive, com minha recusa de participar simplifico-lhes a vida, porque sou menos um a tentar pegar a graninha da renúncia fiscal como investimento inicial em minha própria aventura. Da minha parte estarei sempre em busca de investidores reais e tão conscientes quanto eu, a partir dos quais se possa criar um verdadeiro mercado artístico nacional, como já houve, servindo ao público, como já servimos, e finalmente acrescentando à Cultura ( agora, sim!) a nossa contribuição claramente reconhecida e honestamente gerada, sem privilégios de classe nem uso indevido de dinheiro público.
Zé Rodrix
(texto escrito em 2007, autor falecido em 2009)
Durante toda a minha vida acreditei, como acredito até hoje, que o dinheiro de TODOS não pode e não deve ser usado no financiamento da aventura pessoal de alguns, a não ser que o resultado do uso deste dinheiro seja devolvido gratuitamente para o proprietário do dinheiro, o povo, na sua totalidade. A crueldade política que leva o Estado brasileiro a repassar para o mercado a responsabilidade sobre o uso dos impostos é extremamente daninha, a meu ver, e o próprio mercado tem-se visto em palpos de aranha para não apenas realizar mas também justificar o seu papel de substituto do Estado, este Leviatã que apenas chancela as escolhas que o mercado fizer sobre o uso do dinheiro público, dando seu aval para a renúncia fiscal que está no fundo de tudo isso.
A renúncia fiscal começou na Inglaterra vitoriana, quando o Imposto de Renda começou a ser cobrado dos mais ricos, e estes, insatisfeitos com isto, propuseram que o dinheiro que deviam fosse usado no erguimento de necessidades culturais para o povo inglês. O governo, ele mesmo formado por muitos desses abonados, encampou a proposta, e o dinheiro dos impostos, através da renúncia fiscal que o governo aceitou, começou a ser usado para erguer monumentos e financiar eventos culturais. O mais estranho é que estes monumentos culturais só serviam aos donos do dinheiro, isto é, aos mais abonados, para quem o dinheiro dos impostos passou a erguer museus, teatros, universidades, sem que o povo, depositário legal do dinheiro devido, tivesse nisto qualquer vantagem. Esta crueldade fiscal se espalhou pelo mundo, por interessar profundamente às classes dominantes, e no Brasil, a partir dos contubérnios inexplicáveis entre Estado e artistas iniciados durante a DItadura Militar, foi-se criando entre nós a crença inabalável de que o dever do Estado é sustentar a Cultura. Sendo isto verdade, pergunto se a Cultura tem mesmo sido sustentada, ou o que o Estado sustenta são manifestações artísticas que, como bem o diz Luis Carlos Barreto, "são formas artísticas e comerciais de usar aspectos da cultura nacional, coisa bem diferente da Cultura".
Baseando-se nisso, hoje tudo corre o risco de ser sustentado pelas verbas públicas, bastando para isso pespegar-se-lhe o carimbo de "Manifestação Cultural" e correr atrás de um patrocínio. Não tem havido muito cultura nestas realizações, mas sim uma maior ou menor qualidade artística, que pode ou não dar lucro, na exata medida do interesse que desperte em seu público. A distorção que nos leva a chamar de Cultura qualquer ação artística, tenha ela ou não fundamento e/ou valor cultural, é o que sustenta este financiamento ( a meu ver ) desonesto a que alguns têm acesso, em detrimento de todos, até porque raréssmos são os que conseguem ter acesso às verbas ou ao resultado de sua aplicação.
O sistema de renúncia fiscal que está por trás das Leis de Incentivo Cultural, portanto, é incorreto em vários sentidos, não apenas no privilégio que cria, dividindo os brasileiros entre merecedores e não-merecedores de financiamento público, mas também na forma como inverte os papéis do Estado e do mercado, transformando o mercado em distribuidor de dinheiro público e o Estado em financiador de empreendimentos particulares. Houvesse seriedade de propósitos, cada parte estaria fazendo seu verdadeiro papel, e não se substituindo no processo, gerando incompetência, privilégio, mal-estar e perpetuação de uma classe específica no acesso ao dinheiro público.
Na verdade, todos se privilegiam deste projeto: os artistas, que conseguem financiamento sem custo para suas obras, realizando-as sem que tenham necessidade do aval do público, já que nascem completamente pagos e ainda podem, graças às bilheterias, maximizar seu lucro pessoal a partir do dinheiro público que lhes foi doado: o mercado, que em vez de investir dinheiro verdadeiro, se privilegia do imposto que deveria pagar, direcionando-o às obras artísticas que melhor retorno mercadológico lhe derem e usando-o como se fosse investimento em si mesmo: e o Estado, que se faz de mecenas para os que lhe interessam pelos mais diversos motivos, usando para isso o dinheiro público, sem determinar com clareza quem é o dono das verbas investidas, mas permitindo que os que chancela a partir da escolha do mercado se tornem depositários do direito de ganhar sem investir.
Hoje em dia os produtores"culturais" não são verdadeiramente pessoas ou empresas que invistam de si ou do seu na realização de obras artísticas, mas sim aqueles que, conhecendo os meandros das leis de incentivo e sabendo de onde tirar dinheiro e a quem oferecer seus produtos, têm acesso a este tipo de dinheiro público como forma de iniciar uma atividade sem custo, tornando-se daí em diante os donos dos lucros que este investimento lhes der. O mais interessante é que todas as partes do processo, Estado, mercado e artistas, fazem questão de nos informar o quanto conseguiram e de que maneira este dinheiro está sendo gasto, MAS NUNCA NOS INFORMAM O QUANTO LUCRARAM COM ELE. Da mesma forma, mesmo tendo lucrado o suficiente para justificar uma nova produção, desta vez com seu próprio dinheiro, acostumam-se ao jogo e em breve novamente recorrem ao dinheiro de renúncia fiscal para um novo "investimento" sem ônus, lucrando ainda mais com ele. Ou seja: socialismo de Estado na hora do investimento, capitalismo selvagem na hora do lucro.
Ou isto se torna passível de ser praticado por TODOS, que são os donos do dinheiro publico, ou permaneceremos perpetuando este privilégio sem qualquer sentido ético: quando determinamos fontes de dinheiro exclusivas para investimento nestes produtos ditos "culturais", também estamos determinando um grupo específico de agentes que farão uso dele, exatamente aqueles que, graças a seus nomes e talentos, darão ao mercado o melhor retorno possível. Ora, havendo possibilidade de retorno por parte destes nomes e talentos, deve existir público suficiente para, por sua própria vontade, sustentar-lhes as ações e artes: se não existe este publico, seus nomes e talentos decerto não são suficientes para merecer os financiamentos a que tem feito jus, privilegiando-se do acesso ao dinheiro público mas nunca revelando o quanto ele rende quando se torna privado.
Um contra-senso, um paradoxo, um Catch 22. Os que defendem a continuidade desta política de investimento público para gerar lucro privado, sempre serão os que, graças a seu nome e talento, ocupam hoje a posição de determinadores de objetivo, ou seja, tornaram-se aqueles que dizem para quem o dinheiro deve ser dado. Interessante posição, mas a meu ver indigna, porque serve apenas para perpetuar o uso incorreto do dinheiro público, tornando-se plataforma de poder pessoal na distribuição das verbas e na definição do que seja ou não "cultura". Em países mais civilizados o subsídio a estas formas de arte sempre inclui sua distribuição gratuita para o público, porque no investimento existe a exigência de devolução do que é publico a seu verdadeiro dono: ninguém cobra entrada em espetáculos publicamente patrocinados. Aqui, tudo se cobra, e nada se devolve.
Esta, a meu ver, seria a única justificativa para o investimento de renúncia fiscal nas artes: que seus resultados fossem devolvidos ao público ( seu financiador ) de forma gratuita, ampliando o acesso a elas em vez de privilegiar este acesso apenas aos que, estando em classes melhor aquinhoadas financeiramente, possam pagar novamente por um produto artístico que já financiaram com o dinheiro de seus impostos. O público que não dispõe de dinheiro para pagar a entrada, e que é a grande maioria, já pagou antecipadamente, através de seu imposto, mas nunca terá acesso aos produtos que seu dinheiro financiou. Crueldade fiscal e ( aí sim) cultural, porque quem verdadeiramente necessita e merece arte é exatamente quem não tem acesso a ela, e o dinheiro público, por definição, deve ser usado primordialmente na satisfação desta necessidade absoluta.
Paulo Autran sempre dizia ter saudade do tempo em que o investimento numa produção teatral era feito a partir de dinheiro real levantado em um banco, como empréstimo, e pago com os frutos da bilheteria, da qual todos dependiam. Hoje em dia, graças a Leis de Incentivo, o resultado de qualquer produção não tem mais importância: na maior parte das vezes, o lucro dos "produtores" já está garantido pelo investimento público, e o resultado da bilheteria, se houver, só serve como "plus', nunca sendo usado nem no ressarcimento público ao verdadeiro dono do dinheiro, nem no reinvestimento na própria obra.
Explicar o uso de leis de incentivo pela necessidade, sinto muito, não me convence: quem quer abrir um circo precisa pelo menos comprar a lona. Se não tiver lona, não tem circo. Da mesma forma a arte brasileira; se não existe por parte dos artistas a capacidade de realizar suas obras, que não as realizem. Assim é a vida, e cada um deve se responsabilizar pela sua própria, sem impor esta responsabilidade sobre nada nem ninguém. Hoje em dia, não satisfeitos com a compra da lona, já pedem que o governo compre as entradas, para que não apenas o investimento mas até o lucro de bilheteria seja certo e seguro, como se o risco da arte não fosse mais um ingrediente essencial para a sua existência. A desculpa? " Precisamos criar mercado e público...". Não vão consegui-lo assim: só terão cada vez mais obras sem interesse público sendo pagas com dinheiro estatal, todos felizes, mas sem nenhum resquício de arte.
Como em qualquer país civilizado, existem a arte subsidiada, com objetivos culturais específicos, e a arte privada, nascida de investimentos privados e com o objetivo claro do lucro honesto que conseguir ter: no Brasil, graças a esta prática da confusão entre mercado e Estado, e ao privilégio dos que nela se perpetuam, as duas se confundem, havendo cada vez menos investimento real em arte, já que todos preferem ganhar sem investir. Ah! se os que hoje distribuem dinheiro público através de suas empresas soubessem do lucro possível que uma produção artística pode gerar! É certamente um mercado tão arriscado quanto a Bolsa de Valores, mas quando rende, rende muito mais que esta, sendo este lucro o único motivo possível para que tantos profisisonais da área nela permaneçam, mesmo repetindo o tempo todo que seu oficio é mau em termos de retorno financeiro.
O Brasil tornou-se, nos últimos anos, uma meca para investidores artísticos dos mais diversos tipos, que reconhecem em nosso público um mercado de imenso potencial para seus produtos, e tanto que a cada dia mais e mais empresas estrangeiras se fixam em nosso país para investir e ganhar dinheiro com suas produções artísticas em todos os níveis, sem precisar se privilegiar de incentivos culturais nem renúncias fiscais, reconhecendo o potencial comercial da arte em nosso país. Porque isso é impossível para investidores nacionais? Simplesmente porque estes investidores não tomam conhecimento das possibilidades de lucro que um investimento em produtos artísticos pode dar, que costuma ser tão bom ou melhor que o investimento em produtos industriais ou no mercado de capitais. Se soubessem, haveria, como em qualquer parte do mundo, inúmeros investidores dispostos a colocar dinheiro REAL em produtos artísticos e até mesmo culturais, correndo com eles o mesmíssimo risco que correm com seus outros investimentos.
O equívoco, se houver, começa por nós, a classe artística, permanentemente dispostos a nos vender como mendigos inconscientes e irresponsáveis, exigindo de quem tem a esmola que nos sustentaria em indignidade e privilégio, arrastando pelo mundo nossas patéticas figuras de pobrezinhos, pedindo a qualquer momento "me dá um dinheiro aí". A meu ver, como tenho praticado durante toda a minha vida artística, nada melhor que um sócio financeiro que acredite em nosso projeto e o sonhe conosco, participando dele em todos os sentidos, tornando-se responsável não apenas pelos resultados mas também pela sua continuidade.
O que o Brasil precisa hoje, nas artes e na cultura, é de investidores conscientes, para gerar público consciente, o que gerará uma arte cada vez mais consciente por parte dos artistas. Não existe nada melhor que a realidade dos fatos para gerar consciência e responsabilidade, e um mercado artístico verdadeiramente existente liberaria o dinheiro público para ser aplicado em áreas de importância cada vez maior: Educação, Saúde, Infra-estrutura, etc..
O que advogo é uma responsabilidade pessoal e de classe cada vez maiores: se não formos competentes o suficiente para sustentar nosso ofício de artistas, aglutinando em torno dele não apenas investidores que acreditem na sua realização mas também público que o sustente, nosso oficio nada vale, e seremos os eternos mendigos da Cultura, como temos sido, pedindo uma verbinha aqui, um patrociniozinho ali, um subsidiozinho acolá, exibindo nossa incompetência empresarial, esta que certamente prejudica em muito a nossa excelência artística, e sendo cada vez menos livres, porque as leis que estabelecem o uso de dinheiro público para a realização de obras artísticas acabam privilegiando apenas os interesses do Estado e do mercado, e nunca os verdadeiros interesses da arte e dos artistas.
Toda consciência significa liberdade, e a minha em nenhum momento, neste caso específico, tem o poder de mudar o sistema pelo qual os artistas tem conseguido suas verbas: eu inclusive, com minha recusa de participar simplifico-lhes a vida, porque sou menos um a tentar pegar a graninha da renúncia fiscal como investimento inicial em minha própria aventura. Da minha parte estarei sempre em busca de investidores reais e tão conscientes quanto eu, a partir dos quais se possa criar um verdadeiro mercado artístico nacional, como já houve, servindo ao público, como já servimos, e finalmente acrescentando à Cultura ( agora, sim!) a nossa contribuição claramente reconhecida e honestamente gerada, sem privilégios de classe nem uso indevido de dinheiro público.
Zé Rodrix
(texto escrito em 2007, autor falecido em 2009)
e nada mais.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O Pecado Original
Parece
que não tem jeito, somos assim movidos a mártires, só o sofrimento nos
desperta. Acostumamo-nos à crucificação, ao castigo. E não que o castigo nos
ensine alguma coisa, não; aprendemos a suportá-lo porque acreditamos que somos
merecedores e incapazes de mudar. Quando fomos expulsos do paraíso,
envergonhados com nosso pecado e castigados, entendemos que ficaríamos para
sempre nesses castigos. Para sempre as mulheres hão de menstruar, para sempre
os homens hão de trabalhar. Não nos deram uma segunda chance a não ser, após
muito sofrimento, tentar voltar, resgatar o merecimento.
Acostumamo-nos
a controlar nossas ações a partir de multas e condenações, o que não é uma
correção. Mas sabemos que depois de um castigo, virá outro, e outro, e assim,
muitos de nós, não controlam mais nada, pois o castigo nem faz mais diferença.
Ser castigado não evita o crime. Nunca evitou. Nossos pais originais foram
avisados das conseqüências de certas ações e mesmo assim optaram por realizar seus desejos e enfrentar essas conseqüências. Como um homem que deseja uma
criança e a pega pra si sem se preocupar com a conseqüência? E assim seguimos todos os dias.
Então
algumas almas/anjos, em corpos inocentes, se prestam ao serviço de nos mostrar
o que estamos fazendo. Há quem diga que as vítimas dos crimes com suas dívidas
pendentes se dispõem ao sofrimento, mas a matemática do Universo usa infinitas
variáveis; inclusive os criminosos são vítimas dessa ausência de visão
coletiva.
Será
que tudo deve ser assim mesmo? As regras foram estabelecidas, e a nós cabe
apenas cumpri-las?
Não
acredito nisso. Não acredito nas regras. Acredito no Humano. Acredito na nossa
infinita capacidade (das variáveis infinitas dentro de nós) de transformação.
Acredito que estamos adormecidos e somos gigantes. Acredito que a vida é constituída
pela dor, mas não pelo sofrimento e que nossas ações não tem nada a ver com
culpa nem vergonha. Não acredito no castigo de nenhuma espécie. Não acredito
que nossos pais originais erraram. Eles escolheram. Escolheram discernir para
reconquistar o entendimento. O que nossos pais nos deram não foi uma herança de
castigos, mas de oportunidades. A Consciência Suprema não disse: NÃO FAÇA!! Mas
disse: FAÇA ASSIM E ACONTECERÁ ASSADO. E o “assado” não é castigo porque o “assim”
não foi pecado. A Consciência Suprema apenas nos diz, a todo instante, que
somos responsáveis por nossas ações e que devemos entendê-la como uma única
ação contínua, sem causa ou efeito, mas conseqüente e interligada a todo
Universo.
Enquanto
ficarmos entendendo tudo, desde a Primeira Ação, até cada ação desse instante,
como crimes e castigos, causas e efeitos, erros e concertos, estaremos assim: Sísifos.
Se
estamos errando em algo é no entendimento do ato original, no entendimento de
cada ato, no entendimento de nós mesmos, no entendimento do Universo. Temos que
desintender todas essas regras, todas essas culpas e esvaziar nossa mochila,
torná-la leve.
As
ações serão sempre as mesmas: ficaremos menstruados, trabalharemos, morreremos,
suaremos e cagaremos (pelo menos por enquanto). Então rolaremos sim a pedra
morro acima e ela cairá do outro lado onde vamos buscá-la para rolar novamente.
Tanto faz se rolamos pedras ou comemos capim. Nosso sentido não está preso à
ação, não depende dela, mas está integrada nela.
A
maça foi comida e é diariamente por mim e por vc. A diferença está o que faço
disso. Eu como digiro e cago. Mas vc se culpa e se envergonha disso.
(agora a notícia que inspirou o texto)
Desenvolvimento a qualquer custo?? Se derrubar árvore, alagar florestas e expulsar índio não eram motivos para evitar esse Monte Horrível, será que o impacto social também vai ser desprezado? O antigo problema da prostituição infantil do Pará está aumentando descaradamente, a criminalidade e o aumento dos preços de imóveis da região que já é pobre. Como sempre só depois de muita desgraça e almas que se dispõem como mártires da nossa história é que tem chance de algo acontecer........ eita mundinho SEM PORTEIRA!!!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Aprovada a Criminalização da Homofobia
Foi aprovada a proposta de criminalizar a homofobia, o preconceito contra mulheres, preconceito regional (contra nordestinos por exemplo) entre outras determinações. Essa aprovação é apenas o primeiro passo pois é de ordem jurídica e agora será encaminhada ao Congresso para ser transformada em Lei.
Claro que não vai ser um mar de rosas e a notícia ficou abafada pelo evento do dia dos "vetos" da presidente para o Código Florestal. Embora ambos assuntos de extrema importância, toda discussão do Código PENAL está ficando muito à margem da sociedade e diz respeito diretamente ás nossas vidas. Mas com certeza a votação do Congresso na questão vai movimentar a sociedade que aos poucos está se acostumando a participar das decisões de seu país. Nunca fomos tão partícipes e interessados na administração pública como foi profetizado por Pierre Levy, depois da explosão "internética" em nossas vidas. Nunca debatemos e nos informamos tanto, sobre diferentes assuntos, em diferentes idades, cidades e países, na velocidade do real.
Aos poucos estamos nos acostumando a fazer escolhas sem deixar tudo nas mãos dos representantes. Agora queremos que nos escutem e votem no que escolhemos. Estamos ainda aprendendo a reivindicar mas em tempo acelerado estamos acreditando na nossa capacidade de união, aprendendo a usar as redes sociais que criadas para nos distrair, nos atraem, a grupos, causas, discussões.
Essa proposta do Código Penal é de extrema importância para mudanças profundas de comportamento social. Não são apenas reivindicações de grupos isolados, excluídos, marginalizados. São o reflexo de um novo pensamento mais abrangente do que é humano e social. Qual o sentido de coletividade que estamos criando e formatando para nós mesmos. Não é para o futuro, é para o agora.
Estamos nos aproximando de um mundo de respeito, onde essas leis não vão ser mais necessárias. Por agora estamos ainda na "era do castigo", e na base da punição vamos reestruturar condutas, modificar comportamentos e adquirir novos hábitos. O hábito de ser gentil com o outro e admirar o diferente agradecendo a oportunidade de conhecer o novo através dele.
Estamos conseguindo IMAGINAR um mundo bem melhor. É um esforço individual e coletivo.
O dia de hoje foi feliz em muitas conquistas!!
noticia Folha de SP
Claro que não vai ser um mar de rosas e a notícia ficou abafada pelo evento do dia dos "vetos" da presidente para o Código Florestal. Embora ambos assuntos de extrema importância, toda discussão do Código PENAL está ficando muito à margem da sociedade e diz respeito diretamente ás nossas vidas. Mas com certeza a votação do Congresso na questão vai movimentar a sociedade que aos poucos está se acostumando a participar das decisões de seu país. Nunca fomos tão partícipes e interessados na administração pública como foi profetizado por Pierre Levy, depois da explosão "internética" em nossas vidas. Nunca debatemos e nos informamos tanto, sobre diferentes assuntos, em diferentes idades, cidades e países, na velocidade do real.
Aos poucos estamos nos acostumando a fazer escolhas sem deixar tudo nas mãos dos representantes. Agora queremos que nos escutem e votem no que escolhemos. Estamos ainda aprendendo a reivindicar mas em tempo acelerado estamos acreditando na nossa capacidade de união, aprendendo a usar as redes sociais que criadas para nos distrair, nos atraem, a grupos, causas, discussões.
Essa proposta do Código Penal é de extrema importância para mudanças profundas de comportamento social. Não são apenas reivindicações de grupos isolados, excluídos, marginalizados. São o reflexo de um novo pensamento mais abrangente do que é humano e social. Qual o sentido de coletividade que estamos criando e formatando para nós mesmos. Não é para o futuro, é para o agora.
Estamos nos aproximando de um mundo de respeito, onde essas leis não vão ser mais necessárias. Por agora estamos ainda na "era do castigo", e na base da punição vamos reestruturar condutas, modificar comportamentos e adquirir novos hábitos. O hábito de ser gentil com o outro e admirar o diferente agradecendo a oportunidade de conhecer o novo através dele.
Estamos conseguindo IMAGINAR um mundo bem melhor. É um esforço individual e coletivo.
O dia de hoje foi feliz em muitas conquistas!!
noticia Folha de SP
Dilma veta parcialmente: o poder feminino da conciliação
Dilma vetou parcialmente
o Código Florestal. Um alívio pra sociedade já que nem um lado nem o outro, a
favor ou contra, terá que pegar nos paus e pedras.
Uma saída inteligente. Nenhum veto ou um veto irrisório levaria uma multidão para as ruas, que vê nessa decisão quanto ao Código nem tanto o detalhamento dele em si (que muita gente desconhece), mas o símbolo de um pensamento sustentável e pró-ambientalista, um signo de respeito à natureza, ao humano e, principalmente, uma resistência ao predatismo do poder econômico. E quando se fala em opiniões coletivas importa menos a verdade dos fatos, importa menos o quanto é sustentável o novo Código, mas o mito em torno do assunto. A coletividade necessita de mitos para se expressar e isso não é bom nem ruim, apenas é assim. Temos uma psique que é coletiva e não se comporta de forma diferente da individual, aliás muito pelo contrário. Portanto decisões coletivas tem um importância, significado e dimensão muito além da política tecnicamente falando. Por isso precisamos de sabedoria no governo e não conhecimento.
Pelo outro lado, da saia
justa de nossa presidenta fêmea (primeira grande demonstração da capacidade
feminina de conciliação), o veto total traria um desequilíbrio político
totalmente inadequado para esse momento interno e externo ao país.
Na verdade um desconforto político foi causado, pois vemos agora uma disputa de poder! Em nome da DEMOCRACIA não será novidade o Poder Legislativo reivindicar seu poder representativo; o que representa mais a opinião pública: o legislativo ou o executivo? Embora ambos sejam resultado de votação democrática, nosso sistema dá a UM representante mais poder do que a um enorme grupo formado por diferentes forças da sociedade..... herança dos reis?
Mas foi dado o primeiro passo (demorô) para o
aprofundamento da discussão. Dilma veta 12, altera outros, elimina, muda,
propõe (pelo menos justifica tanto tempo debruçada sobre o tema). Agora para
discutir vamos ter que ler e reler em detalhes e parar com as generalidades
(nós sociedade leiga). Dilma satisfez (mesmo que em parte) o sentimento
coletivo e mostra que não está brincando de governar, que não é um joguete
político como gostam de acusar, mas representa um conceito de governabilidade
bem diferente do que conhecemos em tanto tempo de ditadura e algum tempo já de
neo liberalismo. Se o "serrismo" tivesse ganhado as eleições estaríamos numa
discussão bem diferente nesse dia de hoje.
E quanto mais detalhada for a discussão
mais claro ficarão os interesses de todas as partes. Então vejamos as partes.
Reinaldo Azevedo, jornalista vejano escreveu:
“Não há, e eu vou repetir isso quantas vezes se fizer necessário porque é
verdade, nada de “ambientalmente incorreto” no novo Código Florestal. A
afirmação é coisa dos cavaleiros do apocalipse de Marina Silva e de ongueiros
em geral, financiados por um setor muito atuante do novo capitalismo: o das
chamadas energias alternativas.”
Puxa vida fico besta quando leio um troço desses! Quer dizer que as “chamadas energias alternativas” são apenas um setor atuante no novo capitalismo e que a defesa dessas energias é nada menos do que interesse econômico? Esse tipo de análise só confirma a velha teoria de que “vc olha o mundo conforme os olhos que tem”. Claro, porque uma pessoa que entende a iniciativa de construir um mundo totalmente diferente, com a economia baseada em pilares totalmente diversos do que está hoje, como um interesse econômico, é porque só enxerga interesse econômico no que olha. E nesse caso não temos como ajudar, pois infelizmente nem óculos 3D vai fazer essa pessoa enxergar além disso.
Tudo o que decidimos hoje, seja em nossa vida privada ou em nossa vida social, não determina apenas o presente, mas orienta nosso caminho. Em outras palavras: o caminho não existe e é criado a cada instante com o que imaginamos/agimos.
Que existam interesses escusos em alguns que defendem o veto total não há dúvida. Tem sempre alguém “aproveitando” alguma coisa em todos os lugares. Seria muito mais fácil se pudéssemos dividir o mundo em esquerda e direita, entre bons e maus, mas já tá meio “clarinho” que não funciona assim; entre maus existem bons, dentro do próprio ser mau existe um ser bom e o próprio mal quando acontece sempre traz um lado bom.... uma paixão sem fim, uma coisa não vive sem a outra.
Todo ongueiro é legal? Nããããããão
Puxa vida fico besta quando leio um troço desses! Quer dizer que as “chamadas energias alternativas” são apenas um setor atuante no novo capitalismo e que a defesa dessas energias é nada menos do que interesse econômico? Esse tipo de análise só confirma a velha teoria de que “vc olha o mundo conforme os olhos que tem”. Claro, porque uma pessoa que entende a iniciativa de construir um mundo totalmente diferente, com a economia baseada em pilares totalmente diversos do que está hoje, como um interesse econômico, é porque só enxerga interesse econômico no que olha. E nesse caso não temos como ajudar, pois infelizmente nem óculos 3D vai fazer essa pessoa enxergar além disso.
Tudo o que decidimos hoje, seja em nossa vida privada ou em nossa vida social, não determina apenas o presente, mas orienta nosso caminho. Em outras palavras: o caminho não existe e é criado a cada instante com o que imaginamos/agimos.
Que existam interesses escusos em alguns que defendem o veto total não há dúvida. Tem sempre alguém “aproveitando” alguma coisa em todos os lugares. Seria muito mais fácil se pudéssemos dividir o mundo em esquerda e direita, entre bons e maus, mas já tá meio “clarinho” que não funciona assim; entre maus existem bons, dentro do próprio ser mau existe um ser bom e o próprio mal quando acontece sempre traz um lado bom.... uma paixão sem fim, uma coisa não vive sem a outra.
Todo ongueiro é legal? Nããããããão
O Reinaldo Azevedo é totalmente conservador neo liberal preconceituoso e totalmente descartável? Não, deve ter alguma coisa útil na pessoa. Escrevi pra ele (caso o blog dele deixe ser publicado): Puxa Reinaldo vc deve estar tristinho com os vetos da Dilma né? Quem sabe não seja a hora de vc pensar melhor sobre a importância das energias alternativas? E também refletir sobre o fato de que vc analisa a realidade conforme seus conceitos e preconceitos e por isso vê interesse econômico em tudo. Embora vc preferisse que todos pensassem como vc, o mundo é feito de diversidades e apoiar a economia criativa é uma forma de sair desse sistema predatório. Não Reinaldo a economia criativa e energias alternativas não fazem parte do NOVO CAPITALISMO como vc observa. São bases de uma forma de organização totalmente diferente do capitalismo. Vamos andar pra frente???
Mas independente do ser que escreveu, representa uma faceta dessa discussão sobre o futuro que queremos e que caminho pretendemos criar até esse futuro. Sou romântica o suficiente para acreditar que quando alguém não vê uma solução obviamente melhor (aquela que preserva a natureza, a afetividade, a humanidade contra o poder econômico predatório) não é porque seja uma pessoa ruim, mas apenas um problema de VISÃO mesmo. Eu mesma sou míope e preciso de óculos para enxergar letrinhas miúdas à distância. No caso da “visão de mundo” ainda não temos um óculos possível de comprar e na verdade, como dizem os sábios, para ver a Realidade há que FECHAR os olhos e olhar para dentro. Por que? Porque o Universo está lá, inteirinho, dentro de nós. O passado, presente e futuro.
Entendo que um ser que não tenta fortemente, intensamente, colaborar para um mundo mais simples, honesto, fraterno, gentil, alegre, respeitoso, só não olhou pra dentro.
O que quero expressar com esse lenga lenga é que precisamos criar o hábito de transitar do interno para o externo, da psique individual para a coletiva, da realidade subjetiva para a objetiva, com mais freqüência e consciência, tanto para decisões privadas quanto sociais.
A vida, a chave, o Segredo não está nem dentro nem fora, mas no TRANSITO.
E como podemos ver claramente sem óculos, nosso trânsito está empacado, abarrotado de meios de transporte pouco úteis à sociedade, mas muito úteis ao poder econômico..... é um transitar violento, intolerante.
A Dilma está dirigindo bem o país? E vc está dirigindo bem sua vida?
Nossa, do Código Florestal eu vim parar
aqui no Detran? Ah deve ser porque troquei minha carteira de motorista essa
semana.........
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Grupo Corpo
PARABELO - 1997
Coreografia: Rodrigo Pederneiras
Música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik
Cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras
Figurino: Freusa Zechmeister
Iluminação: Paulo Pederneiras
NAZARETH 1993
Coreografia: Rodrigo Pederneiras
Música: José Miguel Wisnik (sobre obra de Ernesto Nazareth)
Cenografia: Fernando Velloso
Figurinos: Freusa Zechmeister
Iluminação: Paulo Pederneiras
Música: José Miguel Wisnik (sobre obra de Ernesto Nazareth)
Cenografia: Fernando Velloso
Figurinos: Freusa Zechmeister
Iluminação: Paulo Pederneiras
ALQUIMISTAS
Todos SOMOS alquimistas em busca do OURO
Apesar de a
ALQUIMIA ser muito antiga, a imagem que temos dela é aquela
herdada da Idade Média: nosso pensamento obstinadamente químico nos estimula a
imaginar aqueles Homens, nunca mulheres ou seriam BRUXAS, que tentavam transformar metais
comuns em metais nobres, especificamente em Ouro. Apesar do estudo da Alquimia
ser muito mais amplo, essa noção que temos dela nos serve como METÁFORA.
Os
alquimistas eram então pré-químicos, enfiados em LABORATÓRIOS manipulando a matéria; e para poder
transformar a matéria é necessário conhecer suas propriedades, suas
possibilidades.
O que não
sabemos é: qual objetivo OCULTO nesse trabalho? Embora não se possa
conhecer o Grande Mistério, alguns caminhos os alquimistas, que são muito mais
do que pré-químicos, nos deixaram:
. o Grande Laboratório das
transformações é o próprio Ser Humano: nosso corpo, nossa mente, nossa vida,
nossas expressões, nossas relações, enfim, nossas oportunidades/possibilidades de
TRANSFORMAÇÃO;
. os metais mundanos que devem ser
transformados são nossos
processos
psico-físicos, nossas “doenças”; E
. que o ouro a ser atingido, é a
Pedra Filosofal, o Nirvana, D’us, ou seja, NÓS MESMOS.
E como para
transformar a matéria há que conhecê-la, e a matéria somos nós (muito mais que
materiais), nosso estudo é o AUTOCONHECIMENTO.
Como um ARTISTA,
o alquimista pari a sua OBRA
do encontro consigo mesmo.
domingo, 20 de maio de 2012
Duende Flamenco
ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA AMIGOS DE ANDALUCIA
José Mª Parra
ARTÍCULOS DE FLAMENCO
¿Qué es...el duende flamenco?
En muchas ocasiones hemos leído u oído decir definiciones acerca de ese sentimiento o emoción interna que los intérpretes flamencos albergan –aunque no con la frecuencia deseada- cuando interpretan el flamenco.

Algunos estudiosos de la teoría flamenca han configurado denominaciones entorno a este fenómeno. Este es el caso de Carlos Almendros que afirmó que el duende es "una fuerza y misterio que adquiere una manifestación artística, cuando ésta capta el espíritu, produciéndose un particular estremecemiento", Anselmo González Climent dijo "es el momento en el que se percibe la pureza escénica que se desea, es estar en trance, en desborde confesional, es el momento de la perfección artística y de la plenitud humana del cantaor y, por ende, del cante flamenco", Domingo Manfredi Cano escribió, "el duende es una situación en la que el cantaor alcanza los límites del trance y transmite a sus oyentes una carga emocional de tal naturaleza que los arrastra al paroxismo, límite con la locura, es cuando los oyentes se rasgan la camisa a tirones y los hombres más enteros, se secan los lagrimones a manotazos", otra definición fue la de Emilio García Gómez que lo llamó situación-límite o situación psíquica que traducida mediante el tárab, palabra árabe, significa entusiasmo, éxtasis, enajenación, para Alicia Mederos el duende "es algo así como escuchar el rumor del mar en una caracola y sentir que todos los océanos caben en ese espacio mágico de viejísimas melodías".
En mi opinión, el duende es un estado de ánimo en el que el intérprete flamenco se siente como si casi no existiera, es un momento en el que la mente se encuentra despojada de ataduras y vacía de contenido, unos instantes en los que uno no tiene nada que ver con lo que ocurre alrededor y en los que simplemente se contempla de forma maravillada y respetuosa todo lo que sucede, es algo que fluye por si mismo.
El duende es un estado de gracia, en el que la excelencia se produce sin el menor esfuerzo, un estado en el que el intérprete está absorbido por el presente y en el que sus emociones están exentas de represión alguna, más al contrario, estas se activan de forma positiva y se alinean con la actividad que se esta llevando a cabo, bien sea cante, toque o baile.
Abundando un poco más en la definición de este fenómeno, se puede decir que, el rasgo característico de esta experiencia extraordinaria es una sensación de alegría espontánea en la que se produce un cierto rapto de nuestro consciente. Son momentos en los que uno se siente tan bien que resulta intrínsecamente recompensable, un estado en el que el artista se absorbe por completo y presta una atención indivisa a lo que está haciendo.
Cuando se alcanza esta situación la atención se focaliza tanto, que la persona pierde la noción del tiempo y del espacio, es un estado de olvido de uno mismo, una forma de estar en la que uno se encuentra tan absorto en la tarea, que desaparece por completo toda consciencia de sí mismo y en el que se abandonan hasta las más pequeñas preocupaciones de la vida cotidiana.
Los momentos del duende son momentos en los que el ego se halla completamente ausente y en los que el rendimiento es extraordinario, aunque paradójicamente, la persona está completamente despreocupada de lo que hace y su única motivación descansa en el mero gusto de hacer lo que se está haciendo ... cantar, tocar o bailar.
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