segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Receita de bomba: misture HIPOCRISIA com IGNORÂNCIA

Um assunto está movimentando os defensores da arte livre: EU. Uma exposição da Nan Goldin, fotógrafa polêmica, estava sendo preparada há 2 anos, com grana da empresa OI, no seu projeto cultural OI Futuros, mas parece que a empresa se candidatou para patrocinar a arrojada exposição sem conhecer o trabalho da fotógrafa em questão. Por esses dias, pertinho da chegada da própria artista e com todo o circo armado, a empresa cancela a exposição. Começou solicitando a retirada de algumas fotos, depois de outras, e no final de TODAS.....

Parece uma piada, tanto pela incompetência da empresa que nem se preocupa com o produto que patrocina, quanto pela mentalidade retrógrada de não querer associar sua imagem ao trabalho polêmico. Claro que toda empresa tem a liberdade de escolher ao que quer se associar, mas o que ficou ridículo foi justamente o fato desta empresa pretender construir uma imagem “modernosa”, a OI FUTUROS, e não conseguir se vincular a uma artista absolutamente irreverente.

Que futuro hipócrita é esse que o neo-liberalismo pretende? Um futuro sem liberdade? Sem diversidade? Mas aí não é o futuro, já vivemos assim. Já fingimos todos os dias que vivemos no comercial da margarina, que aliás faz muito mal à saúde.

O mundo quase despenca com provocações tão simples como as da Benetton na campanha UNHATE, que além de divertida e surpreendente, propõe um lindo futuro.
A criança quando aprende a andar não anda pra trás, anda pra frente. Medo do que tem a sociedade? De "desandar" a humanidade??? Mais desandada e pervertida, violenta e burra? Não fica não. Do chão nunca passa.

Tanto fizeram os moralistas contra os que tentavam viver conforme sua própria ordem, que no final das contas os casos de pedofilia mais escrotos são praticados pelos homens modelares da super Igreja, os velhos babões vestidos de saias, gemendo em latim......
O que vai destruir o mundo não são as catástrofes naturais, nem as bombinhas atômicas. Vamos sucumbir à mistura de HIPOCRISIA com IGNORANCIA.


sábado, 26 de novembro de 2011

Arvore da Vida

Pensar em Deus é desobedecer a Deus, Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou... Sejamos simples e calmos, Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós Belos como as árvores e os regatos, E dar-nos-á verdor na sua primavera, E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
 

 Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eu Sou Adão. Eu Sou Eva.

Este vídeo é para ser visto e revisto. É a porta para os Mistérios dada pela Gnose. Não é o Grande Segredo mas abre o caminho para ELE. É um ótimo começo, pronto para ser superado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O que será dos jornais impressos?



Será que ainda tem gente pagando anuidades para jogarem jornais nas soleiras das suas portas? A não ser quem adora ficar dobrando e desdobrando aquelas incômodas folhas gigantes, que vc nunca mais acha a capa e que deixam sua mão imunda, é mais rápido, simples e higiênico ver as mesmas notícias pela internet.

Claro que ainda se paga para ler alguns jornais, mesmo virtuais, mas o rendimento dos donos das notícias deve ter caído significativamente. Assim como muita gente deve ter perdido o emprego, tipo aqueles lançadores de jornais na madrugada!

Além disso, pela internet é possível saber qualquer coisa sem pagar jornal nenhum, com tantos portais gratuitos e com tanto compartilhamento de informações pelas redes sociais. Ou seja, caso esses controladores de informações não tenham diversificado muito bem seus ganhos, ou explorações da vida alheia, chamadas de jornalismo, vão ficar a ver navios, quer dizer, barquinhos...


Há quem diga que os jornais vão virar organizações sem fins lucrativos; tomara!! Assim é bem possível que a qualidade dos serviços, ou seja, compartilhar informações, acontecimentos e reflexões, aumente significativamente.

De qualquer forma, há que se concordar que a invenção da prensa foi maravilhosa e a criação dos jornais absolutamente democrática; contudo há que se concordar também que com a ampliação do acesso à internet, podemos nos desapegar desse hábito, no que muito as árvores vão agradecer!

FALANDO EM ÁRVORES VC JÁ ASSINOU O ABAIXO-ASSINADO PARA O CODIGO FLORESTAL BRASILEIRO?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TEATRO DA DOR - Parateatro n.4



Gostamos da Dor não podemos negar. Entendemos a Vida pela limitação e agimos pela Resistência. Para a Luz devemos integrar a Sombra. Encontramos a Vida quando morremos. A Cultura da Guerra, da Perda, da Imperfeição.

Com nossas TRAGÉDIAS perpetuamos a Dor. Não foi à toa que essas propostas catárticas nasceram onde também nasceram nossas dúvidas. Dúvidas Ocidentais. (rs) Mas com respostas alquímicas.

Parece que se não houver CONFLITO, não tem graça. Com certeza, porque não tem Graça. “A Gravidade e a Graça”.

Podemos lidar com a Gravidade sem precisar experimentar o conflito; ainda entendemos a força gravitacional de uma perspectiva de Anjos: a impossibilidade de voar. Mas não somos anjos, não somos seres alados. Nossas asas não são físicas, são as Asas da Imaginação. É assim que voamos: num estado imaginal. Que não é transe.

Chega de recontar a história de vidas frustradas, a história de traumas; não somos formados de traumas, somos formados de AMOR. Essa é nossa natureza. Não podemos sucumbir à ortodoxia dos DNAs.

O Ator É um atleta afetivo, sim. Quer dizer, atleta talvez não, mas é afetivo com certeza.

Criamos o Mundo. E por que o criamos tão triste? Desesperador? Porque gostamos de tragédias, dramas, novelas.

Se trocarmos o entendimento quanto à força da gravidade, perceberemos sua faceta de atratividade. A força gravitacional é uma atração recíproca entre corpos, massas pulsantes. A Terra nos ama e não nos aprisiona. Somos livres.

Um Ator sem Centro de Gravidade nunca entra em cena. Perambula pelo palco, mas não o notamos, pois não existe, ele nega a si mesmo. Foi nesse quesito a “forcinha” que as culturas do corpo orientais nos deram, nos dão.

O primeiro quesito no teatro, de qualquer lado do mundo, é saber ANDAR em cena. O Ator deve aprender a andar. Seja deslizando seus pés no solo, seja batendo vigorosamente contra ele, seja apenas caminhando, simplesmente, o teatro EXIGE que se saiba andar. Andar em cena.

Mas andar não num plano linear. Podemos ficar completamente parados em cena e andar por todo o mundo. É o andar da Alma, que anima o corpo. Não precisamos de movimentos físicos para nos mover. Disto sabe bem a Yoga. Precisamos apenas estar PRESENTES e o movimento se torna infinito.

A Dor está no passado e no futuro, pois podemos criar o Presente sem ela. Agora. O Teatro Feliz. (rs)

A SAÚDE É UM DIREITO

Até hoje nossa noção de saúde só é percebida depois de uma doença, ou seja, pensamos a saúde como ausência de doença e não como um estado de direito que deve ser preservado.

Talvez porque tendemos a considerar a saúde algo que nasce com a gente “de graça”, inerente a nossa existência, e que recebe as interferências da doença ao longo da vida, ou seja, achamos que nascemos saudáveis e assim vamos viver a vida toda, então algumas vezes a doença aparece como pedras num caminho a serem retiradas.

Até poderia ser assim, a saúde ser “de graça”, se vivêssemos totalmente integrados às leis da natureza. As leis da natureza são, simplesmente, processos de auto-regulação e equilíbrio, inerentes a qualquer ser vivo; sendo assim, quando o ser vivo está em conformidade com esses princípios, seu organismo sempre busca uma auto-regulação para qualquer desequilíbrio que possa sofrer no movimento natural da vida, que é inconstante. Temos a ilusão de que a natureza é estável e fixa e que, portanto se estivéssemos perfeitamente integrados a ela nunca nos desequilibraríamos, nunca ficaríamos doentes. Mas a natureza é justamente um movimento constante de mortes e renascimentos, perdas e recuperações, infinitos paradoxos que se auto-regulam. A idéia de equilíbrio não é estática, mas, ao contrario, corresponde a toda essa dinâmica.

O que o desenvolvimento civilizatório e o afastamento das leis da natureza causaram ao ser humano, não foi simplesmente provocar desequilíbrios aos organismos, causar doenças, mas, pior do que isso foi impedir sua auto-regulação.

Com o passar do tempo o ser humano deixou de se dedicar a integração com essa dinâmica sistêmica e focalizou sua preocupação em livrar-se das conseqüências do problema: a doença. Ao invés de recuperar a capacidade de auto-regulação o ser humano entrou numa guerra contra as doenças, que nada mais são do que os sintomas e não as causas da falta de saúde.

E assim, um conceito de medicina foi se impondo, estabelecendo as doenças como vilãs da falta de saúde, e os médicos tornaram-se os guerreiros dessa batalha contra o mal: a exemplo da LUTA contra o câncer..... uma luta, uma verdadeira guerra contra um corpo estranho e ameaçador, que supostamente a ciência não descobre “como” surge, e criou contra ela uma arma tão arrebatadora que quase destrói o próprio corpo que abriga a doença!

Essa perspectiva da medicina nos tornou dependentes, submeteu nossa vida à tecnologia: passamos a depender das descobertas de remédios, aparelhos, vacinas, cirurgias, para continuarmos vivos. Passamos a depender de algo fora do organismo para salvá-lo. As bactérias, os vírus, o mal vem de fora do organismo (mesmo quando vem de dentro como o câncer é considerado alienígena e deve ser extirpado), e as soluções também são externas a todo sistema. No final das contas fica o organismo ali no meio de tudo: de um lado a doença malvada que veio de fora dele para destruí-lo e do outro lado a medicina salvadora, também externa a ele. O organismo mesmo não tem responsabilidade nem pela doença e muito menos pela cura de si mesmo.

A essa altura do desenvolvimento civilizatório, ou seja, comendo comidas vazias de alimento nutritivo, respirando ares cheios de venenos, numa dinâmica de estresse emocional, psicológico e físico, dependentes químicos de tantas drogas para sobreviver, enfim, tão emaranhados que ficamos nesse conceito de vida doente, que se tornou muito difícil sugerir ao nosso organismo que tente se auto-regular, ficou impossível entender o que é SAÚDE. Nossa vida passou a ser um caminho cheio de doenças, com alguns momentos entre uma e outra que chamamos de saúde.

Então somos forçados a tomar atitudes pra não ficarmos doentes: exercícios físicos, comidas sem colesterol, alimentos integrais, sucos milagrosos, cápsulas de todos os tipos, complexos vitamínicos, até amarrar um pedaço do estomago amarramos para não adoecer, nos mutilando o tempo todo.

Porém nem todo desenvolvimento civilizatório seguiu o mesmo rumo. Todas as culturas que preservaram ou recuperaram fundamentos alquímicos na sua medicina, desenvolveram o que hoje conhecemos como SAÚDE PREVENTIVA.

A medicina chinesa, a medicina ayurvédica, a medicina indígena, a medicina popular, a homeopatia, os diversos tipos de massagens, fitoterapias, etc, são exemplos de terapias que preservaram seus fundamentos na saúde e não na doença.

Esse conhecimento tem ganhado terreno por um simples motivo: a medicina tradicional entrou em colapso; por um lado porque transformando a doença em vilã tornou a saúde o produto mais caro do mercado, e por outro lado porque tendo seu fundamento contrário às leis da natureza, acabaria se enforcando na própria corda da dependência química/tecnológica.

A saúde, que era "de graça", tornou-se um problema econômico significativo: é fato que o sistema de saúde pública não tem conseguido corresponder à demanda das populações que tem sido atacadas por epidemias não só viróticas e bacterianas, mas também psicossomáticas; epidemias de câncer, de diabetes, obesidades, síndromes de pânico, depressões, alzheimers, etc.... E os sistemas de saúde privados tornaram-se economicamente inacessíveis, causando colapsos inclusive nos seguros e planos de saúde.

Ainda com a mudança de perfil das sociedades aumentando avassaladoramente a quantidade de indivíduos acima dos 60 anos, o aumento das populações infantis com as quedas nas taxas de mortalidade específica, a sobrevida de pacientes de diversos tipos de doenças que eram antes terminais (como aidéticos por exemplo), enfim, a questão do sistema de saúde tornou-se muito mais complexa e exigiu uma reestruturação.

Essa reestruturação acabou nos fazendo refletir da necessidade de evitar a doença e não apenas tratá-la. A partir de então a discussão sobre os sistemas de prevenção virou pauta principal.

Hoje estamos assim, em meio a um sistema de saúde colapsado, mas que ainda garante muita atividade econômica, com uma indústria farmacêutica poderosíssima que luta para manter o monopólio.

Como diz Sonia Hirsh: A SAÚDE É SUBVERSIVA PORQUE NÃO DÁ LUCRO A NINGUÉM.

A SAÚDE PREVENTIVA, ou apenas, SAÚDE, é a capacidade do organismo de se auto-regular. Para tanto é necessário tirar o organismo do lugar de passividade e inatividade em que foi colocado pelo sistema de saúde, ou sistema de doença, predatório.

Para ter SAÚDE é necessário assumir a responsabilidade sobre o organismo e restabelecer as condições para sua auto-regulação. O individuo não pode mais excluir-se da responsabilidade sobre a doença, e deve entendê-la como um sintoma do qual a causa deve ser localizada, o desequilíbrio identificado.

Assim como, pode se responsabilizar pela cura, que não está na recusa do profissional de medicina ou no medicamento, mas em participar pro-ativamente do processo curativo em parceria com o profissional habilitado para o procedimento.


Saúde é um direito. Não dado pelo Governo da Terra, mas um direito dado pelo Governo do Universo!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

INTELIGÊNCIA COLETIVA

Sabe-se que os sistemas de comunicação vem interferindo diretamente, ou até determinando, mudanças nas organizações sociais.

Na era da comunicação exclusivamente oral, as informações, histórias, conhecimentos, experiências e sabedoria, eram passados de pais para filhos, de sacerdotes para a comunidade, de mestres para discípulos; de pessoa para pessoa, de 1 pra 1. Embora o alcance fosse pequeno, não havia necessidade de intermediações (humanas ou não) nessa comunicação e a respiração, o laço afetivo, tinham valor essencial.

Nessa comunicação de pequeno alcance, questões particulares são levadas em conta: quando uma avó vai passar um conhecimento para seu neto, ela utiliza no seu discurso exemplos particulares da vida dela ou do neto, conhecidos pelos dois; se utiliza de imagens e informações que sabe serem de conhecimento do seu ouvinte.

Os grupos sociais cresceram quantitativamente, surgiu a escrita que foi substituindo a comunicação oral, e, apesar de perder suas particularidades as informações passaram a atingir um maior número de pessoas; a invenção da prensa e a multiplicação dos impressos tirou o conhecimento das mãos de poucos, ampliando o acesso a informação. Contudo, ainda aqui, a informação pertencia a um grupo que selecionava (e ainda seleciona) o conteúdo a ser distribuído e a forma desta distribuição. Tecnologias de comunicação em massa foram sendo criadas (TV, radio, etc) para o desenvolvimento dessa comunicação de 1 para muitos. Hoje um pastor de Igreja precisa de alta tecnologia de som para comunicar-se com um estádio de futebol apinhado de pessoas. E com isso os discursos tiveram que mudar de roupagem, mudar de linguagem, pois comunicar para o particular e comunicar para a massa, para o público mostrou-se totalmente diferente. Na comunicação em massa não se pode particularizar as informações, pelo contrário, há que globalizá-las para satisfazer ao maior numero possível de ouvintes, porém mantendo a "impressão" de serem personalizadas. Mentir ficou mais fácil.

Com a invenção do personal computer (PC) e da internet (e mais tarde dos smarthfones), cada pessoa passou a ter acesso às informações e a trocá-las conforme seu próprio critério e, numa velocidade real. Entramos numa nova era da comunicação de muitos para muitos, onde a idéia de compartilhamento virou a chave de toda comunicação.

Cada vez menos são necessários representantes e mediadores para distribuição das informações, e cada vez menos os limites territoriais, lingüísticos, etários, raciais, são significativos nessa troca de informações.

Embora muitas críticas apontem para a tecnologização dos relacionamentos humanos, é fato que nunca houve tanta integração e compartilhamento nas relações sociais. O desaparecimento do laço social que veio com a comunicação em massa, está ressurgindo e criando novas formas de relacionamento humano. Nunca as pessoas se deslocaram tanto, se comunicaram tanto, criaram tantas novas e ampliadas relações.