quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O que será dos jornais impressos?



Será que ainda tem gente pagando anuidades para jogarem jornais nas soleiras das suas portas? A não ser quem adora ficar dobrando e desdobrando aquelas incômodas folhas gigantes, que vc nunca mais acha a capa e que deixam sua mão imunda, é mais rápido, simples e higiênico ver as mesmas notícias pela internet.

Claro que ainda se paga para ler alguns jornais, mesmo virtuais, mas o rendimento dos donos das notícias deve ter caído significativamente. Assim como muita gente deve ter perdido o emprego, tipo aqueles lançadores de jornais na madrugada!

Além disso, pela internet é possível saber qualquer coisa sem pagar jornal nenhum, com tantos portais gratuitos e com tanto compartilhamento de informações pelas redes sociais. Ou seja, caso esses controladores de informações não tenham diversificado muito bem seus ganhos, ou explorações da vida alheia, chamadas de jornalismo, vão ficar a ver navios, quer dizer, barquinhos...


Há quem diga que os jornais vão virar organizações sem fins lucrativos; tomara!! Assim é bem possível que a qualidade dos serviços, ou seja, compartilhar informações, acontecimentos e reflexões, aumente significativamente.

De qualquer forma, há que se concordar que a invenção da prensa foi maravilhosa e a criação dos jornais absolutamente democrática; contudo há que se concordar também que com a ampliação do acesso à internet, podemos nos desapegar desse hábito, no que muito as árvores vão agradecer!

FALANDO EM ÁRVORES VC JÁ ASSINOU O ABAIXO-ASSINADO PARA O CODIGO FLORESTAL BRASILEIRO?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TEATRO DA DOR - Parateatro n.4



Gostamos da Dor não podemos negar. Entendemos a Vida pela limitação e agimos pela Resistência. Para a Luz devemos integrar a Sombra. Encontramos a Vida quando morremos. A Cultura da Guerra, da Perda, da Imperfeição.

Com nossas TRAGÉDIAS perpetuamos a Dor. Não foi à toa que essas propostas catárticas nasceram onde também nasceram nossas dúvidas. Dúvidas Ocidentais. (rs) Mas com respostas alquímicas.

Parece que se não houver CONFLITO, não tem graça. Com certeza, porque não tem Graça. “A Gravidade e a Graça”.

Podemos lidar com a Gravidade sem precisar experimentar o conflito; ainda entendemos a força gravitacional de uma perspectiva de Anjos: a impossibilidade de voar. Mas não somos anjos, não somos seres alados. Nossas asas não são físicas, são as Asas da Imaginação. É assim que voamos: num estado imaginal. Que não é transe.

Chega de recontar a história de vidas frustradas, a história de traumas; não somos formados de traumas, somos formados de AMOR. Essa é nossa natureza. Não podemos sucumbir à ortodoxia dos DNAs.

O Ator É um atleta afetivo, sim. Quer dizer, atleta talvez não, mas é afetivo com certeza.

Criamos o Mundo. E por que o criamos tão triste? Desesperador? Porque gostamos de tragédias, dramas, novelas.

Se trocarmos o entendimento quanto à força da gravidade, perceberemos sua faceta de atratividade. A força gravitacional é uma atração recíproca entre corpos, massas pulsantes. A Terra nos ama e não nos aprisiona. Somos livres.

Um Ator sem Centro de Gravidade nunca entra em cena. Perambula pelo palco, mas não o notamos, pois não existe, ele nega a si mesmo. Foi nesse quesito a “forcinha” que as culturas do corpo orientais nos deram, nos dão.

O primeiro quesito no teatro, de qualquer lado do mundo, é saber ANDAR em cena. O Ator deve aprender a andar. Seja deslizando seus pés no solo, seja batendo vigorosamente contra ele, seja apenas caminhando, simplesmente, o teatro EXIGE que se saiba andar. Andar em cena.

Mas andar não num plano linear. Podemos ficar completamente parados em cena e andar por todo o mundo. É o andar da Alma, que anima o corpo. Não precisamos de movimentos físicos para nos mover. Disto sabe bem a Yoga. Precisamos apenas estar PRESENTES e o movimento se torna infinito.

A Dor está no passado e no futuro, pois podemos criar o Presente sem ela. Agora. O Teatro Feliz. (rs)

A SAÚDE É UM DIREITO

Até hoje nossa noção de saúde só é percebida depois de uma doença, ou seja, pensamos a saúde como ausência de doença e não como um estado de direito que deve ser preservado.

Talvez porque tendemos a considerar a saúde algo que nasce com a gente “de graça”, inerente a nossa existência, e que recebe as interferências da doença ao longo da vida, ou seja, achamos que nascemos saudáveis e assim vamos viver a vida toda, então algumas vezes a doença aparece como pedras num caminho a serem retiradas.

Até poderia ser assim, a saúde ser “de graça”, se vivêssemos totalmente integrados às leis da natureza. As leis da natureza são, simplesmente, processos de auto-regulação e equilíbrio, inerentes a qualquer ser vivo; sendo assim, quando o ser vivo está em conformidade com esses princípios, seu organismo sempre busca uma auto-regulação para qualquer desequilíbrio que possa sofrer no movimento natural da vida, que é inconstante. Temos a ilusão de que a natureza é estável e fixa e que, portanto se estivéssemos perfeitamente integrados a ela nunca nos desequilibraríamos, nunca ficaríamos doentes. Mas a natureza é justamente um movimento constante de mortes e renascimentos, perdas e recuperações, infinitos paradoxos que se auto-regulam. A idéia de equilíbrio não é estática, mas, ao contrario, corresponde a toda essa dinâmica.

O que o desenvolvimento civilizatório e o afastamento das leis da natureza causaram ao ser humano, não foi simplesmente provocar desequilíbrios aos organismos, causar doenças, mas, pior do que isso foi impedir sua auto-regulação.

Com o passar do tempo o ser humano deixou de se dedicar a integração com essa dinâmica sistêmica e focalizou sua preocupação em livrar-se das conseqüências do problema: a doença. Ao invés de recuperar a capacidade de auto-regulação o ser humano entrou numa guerra contra as doenças, que nada mais são do que os sintomas e não as causas da falta de saúde.

E assim, um conceito de medicina foi se impondo, estabelecendo as doenças como vilãs da falta de saúde, e os médicos tornaram-se os guerreiros dessa batalha contra o mal: a exemplo da LUTA contra o câncer..... uma luta, uma verdadeira guerra contra um corpo estranho e ameaçador, que supostamente a ciência não descobre “como” surge, e criou contra ela uma arma tão arrebatadora que quase destrói o próprio corpo que abriga a doença!

Essa perspectiva da medicina nos tornou dependentes, submeteu nossa vida à tecnologia: passamos a depender das descobertas de remédios, aparelhos, vacinas, cirurgias, para continuarmos vivos. Passamos a depender de algo fora do organismo para salvá-lo. As bactérias, os vírus, o mal vem de fora do organismo (mesmo quando vem de dentro como o câncer é considerado alienígena e deve ser extirpado), e as soluções também são externas a todo sistema. No final das contas fica o organismo ali no meio de tudo: de um lado a doença malvada que veio de fora dele para destruí-lo e do outro lado a medicina salvadora, também externa a ele. O organismo mesmo não tem responsabilidade nem pela doença e muito menos pela cura de si mesmo.

A essa altura do desenvolvimento civilizatório, ou seja, comendo comidas vazias de alimento nutritivo, respirando ares cheios de venenos, numa dinâmica de estresse emocional, psicológico e físico, dependentes químicos de tantas drogas para sobreviver, enfim, tão emaranhados que ficamos nesse conceito de vida doente, que se tornou muito difícil sugerir ao nosso organismo que tente se auto-regular, ficou impossível entender o que é SAÚDE. Nossa vida passou a ser um caminho cheio de doenças, com alguns momentos entre uma e outra que chamamos de saúde.

Então somos forçados a tomar atitudes pra não ficarmos doentes: exercícios físicos, comidas sem colesterol, alimentos integrais, sucos milagrosos, cápsulas de todos os tipos, complexos vitamínicos, até amarrar um pedaço do estomago amarramos para não adoecer, nos mutilando o tempo todo.

Porém nem todo desenvolvimento civilizatório seguiu o mesmo rumo. Todas as culturas que preservaram ou recuperaram fundamentos alquímicos na sua medicina, desenvolveram o que hoje conhecemos como SAÚDE PREVENTIVA.

A medicina chinesa, a medicina ayurvédica, a medicina indígena, a medicina popular, a homeopatia, os diversos tipos de massagens, fitoterapias, etc, são exemplos de terapias que preservaram seus fundamentos na saúde e não na doença.

Esse conhecimento tem ganhado terreno por um simples motivo: a medicina tradicional entrou em colapso; por um lado porque transformando a doença em vilã tornou a saúde o produto mais caro do mercado, e por outro lado porque tendo seu fundamento contrário às leis da natureza, acabaria se enforcando na própria corda da dependência química/tecnológica.

A saúde, que era "de graça", tornou-se um problema econômico significativo: é fato que o sistema de saúde pública não tem conseguido corresponder à demanda das populações que tem sido atacadas por epidemias não só viróticas e bacterianas, mas também psicossomáticas; epidemias de câncer, de diabetes, obesidades, síndromes de pânico, depressões, alzheimers, etc.... E os sistemas de saúde privados tornaram-se economicamente inacessíveis, causando colapsos inclusive nos seguros e planos de saúde.

Ainda com a mudança de perfil das sociedades aumentando avassaladoramente a quantidade de indivíduos acima dos 60 anos, o aumento das populações infantis com as quedas nas taxas de mortalidade específica, a sobrevida de pacientes de diversos tipos de doenças que eram antes terminais (como aidéticos por exemplo), enfim, a questão do sistema de saúde tornou-se muito mais complexa e exigiu uma reestruturação.

Essa reestruturação acabou nos fazendo refletir da necessidade de evitar a doença e não apenas tratá-la. A partir de então a discussão sobre os sistemas de prevenção virou pauta principal.

Hoje estamos assim, em meio a um sistema de saúde colapsado, mas que ainda garante muita atividade econômica, com uma indústria farmacêutica poderosíssima que luta para manter o monopólio.

Como diz Sonia Hirsh: A SAÚDE É SUBVERSIVA PORQUE NÃO DÁ LUCRO A NINGUÉM.

A SAÚDE PREVENTIVA, ou apenas, SAÚDE, é a capacidade do organismo de se auto-regular. Para tanto é necessário tirar o organismo do lugar de passividade e inatividade em que foi colocado pelo sistema de saúde, ou sistema de doença, predatório.

Para ter SAÚDE é necessário assumir a responsabilidade sobre o organismo e restabelecer as condições para sua auto-regulação. O individuo não pode mais excluir-se da responsabilidade sobre a doença, e deve entendê-la como um sintoma do qual a causa deve ser localizada, o desequilíbrio identificado.

Assim como, pode se responsabilizar pela cura, que não está na recusa do profissional de medicina ou no medicamento, mas em participar pro-ativamente do processo curativo em parceria com o profissional habilitado para o procedimento.


Saúde é um direito. Não dado pelo Governo da Terra, mas um direito dado pelo Governo do Universo!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

INTELIGÊNCIA COLETIVA

Sabe-se que os sistemas de comunicação vem interferindo diretamente, ou até determinando, mudanças nas organizações sociais.

Na era da comunicação exclusivamente oral, as informações, histórias, conhecimentos, experiências e sabedoria, eram passados de pais para filhos, de sacerdotes para a comunidade, de mestres para discípulos; de pessoa para pessoa, de 1 pra 1. Embora o alcance fosse pequeno, não havia necessidade de intermediações (humanas ou não) nessa comunicação e a respiração, o laço afetivo, tinham valor essencial.

Nessa comunicação de pequeno alcance, questões particulares são levadas em conta: quando uma avó vai passar um conhecimento para seu neto, ela utiliza no seu discurso exemplos particulares da vida dela ou do neto, conhecidos pelos dois; se utiliza de imagens e informações que sabe serem de conhecimento do seu ouvinte.

Os grupos sociais cresceram quantitativamente, surgiu a escrita que foi substituindo a comunicação oral, e, apesar de perder suas particularidades as informações passaram a atingir um maior número de pessoas; a invenção da prensa e a multiplicação dos impressos tirou o conhecimento das mãos de poucos, ampliando o acesso a informação. Contudo, ainda aqui, a informação pertencia a um grupo que selecionava (e ainda seleciona) o conteúdo a ser distribuído e a forma desta distribuição. Tecnologias de comunicação em massa foram sendo criadas (TV, radio, etc) para o desenvolvimento dessa comunicação de 1 para muitos. Hoje um pastor de Igreja precisa de alta tecnologia de som para comunicar-se com um estádio de futebol apinhado de pessoas. E com isso os discursos tiveram que mudar de roupagem, mudar de linguagem, pois comunicar para o particular e comunicar para a massa, para o público mostrou-se totalmente diferente. Na comunicação em massa não se pode particularizar as informações, pelo contrário, há que globalizá-las para satisfazer ao maior numero possível de ouvintes, porém mantendo a "impressão" de serem personalizadas. Mentir ficou mais fácil.

Com a invenção do personal computer (PC) e da internet (e mais tarde dos smarthfones), cada pessoa passou a ter acesso às informações e a trocá-las conforme seu próprio critério e, numa velocidade real. Entramos numa nova era da comunicação de muitos para muitos, onde a idéia de compartilhamento virou a chave de toda comunicação.

Cada vez menos são necessários representantes e mediadores para distribuição das informações, e cada vez menos os limites territoriais, lingüísticos, etários, raciais, são significativos nessa troca de informações.

Embora muitas críticas apontem para a tecnologização dos relacionamentos humanos, é fato que nunca houve tanta integração e compartilhamento nas relações sociais. O desaparecimento do laço social que veio com a comunicação em massa, está ressurgindo e criando novas formas de relacionamento humano. Nunca as pessoas se deslocaram tanto, se comunicaram tanto, criaram tantas novas e ampliadas relações.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TEATRO DE CURA - Parateatro n.1


Artaud, Antonin, foi talvez o último visionário das questões relativas ao Teatro. Pelo menos o último reconhecido e respeitado (o que já é um crédito significativo para um visionário).

Na sua suposta doença-loucura prenunciou uma não-suposta doença-loucura devorando a Cultura, relíquia da humanidade. No papel, imposto, de doente, Artaud reclamou a Cura; devolveu aos seus inquisidores, a sociedade, o mesmo rótulo, bárbaro. Artaud foi aquele que sob o diagnóstico de doente mental trouxe à luz uma sabedoria a respeito do Teatro que ainda não fomos insanos o suficiente para exercitá-la.

Poucos entre nós, seres comuns, discordam desse diagnóstico dado à sociedade: infectada, carregada de tumores, esquizofrênica. Mas quase nenhum de nós aceita a responsabilidade sobre as causas de tanta doença. Só um entre nós, Artaud, nomeadamente compreendeu que a Doença Humana, que o vírus, o tumor ou a esquizofrenia, são perpetuados pela Cultura, que nós perpetuamos.

A Cultura, se não é o remédio, torna-se o próprio mal, porque toda doença é sempre de ordem espiritual. A Cultura é o único bem humano eterno. O único bem que nunca é propriedade. O único fruto imperecível da humanidade.

Curar o ser, os seres, é medicar sua Cultura. É experimentar o próprio futuro. Uma cura espiritual.

Dessa medicina trata a Arte!

De tantas estatísticas sobre quantas curas a ciência computou, nenhuma especifica quantos tumores deixaram de progredir, ou psiques deixaram de cindir por causa da Arte: homeopática, holística, gestáltica, profunda.

Porque a cura espiritual - expansão da Consciência - não é quantitativa, transformando a qualidade do Ser; e doença é a má-qualidade de vida.

Na sociedade tiranizada pela Ciência o artista produz entretenimento.

Na sociedade fragilizada pela Doença o artista é curandeiro.

É a função de Cura Espiritual que retorna às mãos do Artista, já que os médicos estão à base de morfina!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O ETERNO DEUS DA MUDANÇA

É assustador o momento mundial, mas o medo é nosso pior inimigo porque nos torna surdos, nos paralisa. Precisamos, cada vez mais, ouvir nossa sabedoria, que brota como luz/insight, nos direcionando para os novos caminhos. É hora de confiar no “eterno deus da mudança” e ficar atento para captar os sinais, traduzir as mensagens e construir os novos caminhos. As cidades não terão mais as mesmas geografias, talvez nem os corpos as mesmas anatomias, mas isto não é o fim; o que estamos vendo não é o fim, mas o começo. Esta é a fé. As estátuas se quebram, as casas ruem, os corpos se desfazem porque o universo pertence a ele: o eterno deus da mudança!!!

CRIME E CASTIGO

Por esses dias a mídia apresentou uma matéria informando que um site de conteúdo racista tinha sido retirado da net e os criadores condenados a pagarem uma multa.

Que conteúdos racistas devam ser excluídos da net, tendemos a concordar, mas podemos pensar de que, realmente,  adiantou essa decisão da justiça. Os criadores do site deixaram de ser racistas? Claro que não. Multa? Esse sistema de castigo para as más condutas não nos leva a nada. Lotamos as penitenciárias com culpados ou os cofres do governo com multas e não resolvemos nada; assim só precisamos cada vez mais de prisões. Se a idéia de solução é castigar então parece melhor cortar a mão do ladrão ou matar o assassino, ou quem sabe queimar na fogueira e retornamos aos absurdos da Idade Média, se é que já saímos dela.


Quando surge um crime, temos na verdade a oportunidade de ajudar o criminoso a modificar sua atitude, ou melhor, a oportunidade de ajudar o criminoso a sair da sua ignorância, da ignorância sobre sua ação. No caso do site racista talvez o melhor fosse localizar aquelas pessoas e multá-las não com dinheiro, mas com educação..... Talvez fosse melhor criar sistemas de recuperação inteligentes que colocassem o “ignorante” diante da situação de forma que ele tivesse a chance de conhecer o conteúdo da sua reatividade mais profundamente..... Radicalizando, um racista contra negros deveria passar meses obrigado a conviver com negros em circunstâncias que o fizessem depender dessas pessoas que ele abomina; ou obrigado a cuidar de crianças negras com câncer para fazê-lo sentir que não existe diferença entre ele e aquelas crianças, pois são todos humanos que nascem e morrem; ou ser obrigado a estudar física quântica numa sala só com negros geniais para ele perceber que não é superior por causa da sua cor.... alguma iniciativa que interferisse no preconceito diretamente. Uma multa em dinheiro vai inibir seu comportamento até que ponto??? Talvez ao invés de colocar um site racista na net ele passe a socar negros nas ruas para evitar ser repreendido.


Assim como, a penitência para quem provoca acidente no transito por embriaguês: quando não há vitimas fatais a pessoa nem perde a carta de motorista (o que não a impediria de dirigir) e tem apenas que ir uma vez a cada 3 meses assinar um livro, numa data marcada, pra provar que não sumiu da cidade e que não bebeu nada naquele dia!!!!!!!!!! Inútil. Ao invés de assinar o livro seria melhor que a pessoa comprovasse por documento a freqüência semanal num grupo de Alcoólatras Anônimos que tem conseguido resultados surpreendentes para o vicio.


Enfim é fundamental que mudemos, avancemos para outras formas de lidar com os crimes que cometemos. Sem castigos, mas com educação, buscando ampliar nossas consciências e responsabilidades sobre nossos atos. Pagar multa não gera responsabilidade nenhuma, gera prejuízo econômico, e nossos problemas são da ordem das relações humanas.  O dinheiro não deve mais mediar essas relações, não evita o ato criminoso e, o pior, não modifica a mentalidade.


VISÃO DE MUNDO

experimento da fenda dupla na física quântica em versão animada


Vc age conforme a visão que tem do mundo; se puder modificar como pensa, como entende o mundo, externo e interno, então agirá de outra forma, sentirá de outra forma e será, portanto, outra pessoa, já que somos como agimos. 

Se seu pensamento, seu entendimento do movimento das coisas é linear, ou seja, se vc entende que para cada causa há um efeito, e que para sua situação atual existe uma causa alojada em seu passado, em suas experiências vividas, e de preferência, nos sofrimentos, então, não há saída para vc; seu presente estará sempre aprisionado em causas fora do seu controle e vc passará sua vida tentando corrigir falhas vividas.



Mas será que funcionamos assim mesmo? Como será que funcionamos? Será que funcionamos dessa forma porque entendemos que as coisas acontecem assim e, talvez, se entendermos as coisas de outro jeito funcionaremos de outro jeito?

Não podemos dizer com isso que somos máquinas programáveis onde basta mudar o software que se comporta de outra forma. Não somos máquinas, criamos máquinas. Não temos software, criamos os programas. Somos os deuses e não as criaturas, como querem que acreditemos. 


Não estamos com essa afirmação tentando gerar uma discussão teosófica, mas apenas deslocar nosso lugar na ordem das coisas. O único grande mal (único é um exagero poético) é não estarmos no comando de nós mesmos.



Então um modelo de comportamento é inventado e passamos nossa vida tentando nos adequar a ele. E nunca conseguimos porque é apenas um modelo e a vida é feita de exceções.


Somos todos e cada um, exceções. Não há nada que funcione ou aconteça IGUAL entre nenhum de nós. Nem em nós mesmos. Muitas experiências se repetem, muitas vezes temos a sensação de que estamos passando pelas MESMAS situações, sofrimentos, mas não são as mesmas; são outras, novas, embora parecidas, semelhantes, mas nunca as mesmas porque “não se cruza o mesmo rio duas vezes” NUNCA. E somos um fluxo continuo como um rio.

É certo que fazemos enorme esforço (inconsciente) para repetir ações e reviver situações, mas não podemos.



Então por que continuar se esforçando pelo impossível?


E se a cada situação pudermos olhar como nova, diferente, talvez encontremos outras possibilidades, outras soluções. Porque enquanto olharmos para aquela experiência achando que está se repetindo, então teremos sempre as mesmas conclusões, as mesmas soluções; e aí tudo parece acontecer outra e outra vez. Mas o que está se repetindo não é a situação, mas nosso olhar sobre ela.

E como estamos correndo atrás de um modelo, pré-estabelecido, criado para um super-ser não existente, mas apenas teórico, não mudamos nosso olhar. Apenas acreditamos que estamos errados, sempre errados e, portanto culpados pela incapacidade de corresponder ao modelo. Infelicidade infinita!!! Frustração e destruição completa da auto estima.


Damos ao modelo/DEUS, o valor supremo, absoluto, de acerto e perfeição; e como devemos ser à Sua imagem e semelhança não conseguimos nunca ser droga nenhuma: nem o modelo nem nós mesmos. Ficamos no limbo, porque não sabemos quem somos e não tomamos as rédeas de nossas vidas. As determinações do que devemos fazer ou sentir ou ser todos os dias estão num manual que não foi escrito para nós, para nenhum de nós. E mesmo quando nos rebelamos e criamos fugas desse modelo, estamos ainda dentro dele.


Não existem duas amebas que se comportem exatamente da mesma forma; mas existe um padrão de comportamento para amebas. Claro que as amebas não estão nem aí para esse padrão de comportamento, e caso uma delas saia desse padrão, ou um monte delas, então um novo padrão de comportamento amebístico terá de ser criado. E os padrões devem ser categorizações amplas para servirem, pois se tentar padronizar particularidades fica impossível. 


No nosso caso ficamos correndo atrás dos padrões estabelecidos para nós, para nossas categorias: se vc for mulher tem alguns padrões, para homens outros, para crianças homens outros, para velhos mulheres outros e assim vai. E quanto mais damos importância as particularidades, às diversidades, mais padrões temos que ficar criando pra ninguém ficar “desencaixado”... Nesse caso as amebas parecem mais inteligentes quando não se importam com seus padrões de comportamento....


Parece pouco, mas é muito. 


A questão é: como é que esse negócio de padrão entra na gente e determina tanto nossa vida? Será que sua experiência dos acontecimentos da sua vida teria sido diferente se vc não estivesse adaptado a uma categoria? Será que nossos sentimentos são espontâneos e nascemos com uma “natureza” tal que independe de tudo e de todos? 


Bom, aí vem o padrão genético pra calar nossa boca!!!! 


Tem gente que pensa que por ser materialmente auto suficiente é dono do seu nariz, tem as rédeas da própria vida, o poder sobre si mesmo! Esse é o pensamento mais comum afinal o poder hoje é econômico.