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sexta-feira, 16 de março de 2012

ESCRITURAS SAGRADAS: os manuais escritos por Deus

Mas que teimosia essa de ficarem procurando na Bíblia, Torah, Alcorão, Vedas, psicografias new age, mensagens extraterrestres, mestres indianos e escrituras em geral, justificativas e regras para nossas ações!!!!!!! Até quando vamos ficar lendo e relendo esses livros procurando dicas de como guiar nossas vidas? Página tal, parágrafo tal, versículo tal..... Se algum DEUS quisesse esclarecer seus desígnios mandava bilhetinhos, e-mails, torpedos ou escrevia no céu em letras garrafais. Até quando vamos ficar nos convencendo que essas regras vêm do além ao invés de olharmos para nossa realidade e o que estamos fazendo dela, ou, o que estamos fazendo conosco?

Frei Betto fez uma corajosa (para o seu contexto) tentativa de apoiar a questão da homoafetividade com um artigo publicado no jornal O Globo, em 23 de maio de 2011 (link para leitura integral: http://polivocidade.blog.br/2011/05/25/4643/): descreveu várias justificativas no texto bíblico para embasar sua defesa de que os gays devem ser incluídos, pois Jesus ensinou não excluir, e que talvez se possam encontrar atitudes homoafetivas na escritura sagrada, ou seja, a homossexualidade é um fato.

Para pegar carona na fama do Frei, pois político é craque nisso, o vereador João Gustavo da Câmara de Niterói entrou com uma Moção de Repúdio contra o artigo citado, justificando seu argumento em outras partes do mesmo texto bíblico:

Como bem dito pelo Frei em seu artigo, a Igreja Católica não discrimina o homossexual. De acordo com seu Catecismo no parágrafo 2358, estes devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitando-se, assim, todo sinal de discriminação injusta, ainda porque em Jo: 4, 7, nos ensina a amarmos uns aos outros, porque o amor vem de Deus.
Insta dizer, e continuando, nos parágrafos 2357 e 2359 do Catecismo, embora não haja discriminação, apoiando-se na Sagrada escritura e na tradição, sempre declarou que atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Não origina, assim, o dom da vida. Em caso algum podem ser aprovados.
Portanto, embora, todos nós sejamos filhos amados de Deus, a prática da homossexualidade não deixa de ser contrária aos ensinamentos da Sagrada Escritura, por isso, embora amados, os homossexuais são chamados à castidade.
Em Romanos 1, 26 ao 28: “Por isso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Sua mulheres mudaram o uso natural em uso a natureza. Os homens também, abandonaram o uso natural da mulher, arderam em desejos um pelo outro, homem como homem, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a pagar por suas perversões.”

Santa paciência!!!

No texto do Frei, apesar da tentativa de se opor ao conservadorismo homofóbico, que muito agradecemos, há ainda a expressão do preconceito religioso quando cita: Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina”.; a homossexualidade não é opcional e portanto não pode ser considerada como culposa? Por que se fosse opcional seria um desvio de caráter? E quem pode determinar se é opcional ou inata?

É uma pena que tenha colocado a questão nesses termos porque ressalta a permanência do preconceito. O que deve ser respeitado é a diferença em si e não dependendo de como ela surge. Mas nesse caso seria pedir para um Frei deixar de ser Frei já que seu credo permite incluir os excluídos, porém ainda entendendo que são excluíveis. Existe um certo e um errado porém os certos devem ser generosos e aceitar os errados. E é dessa forma que pensa muita gente que vem até defendendo as causas homossexuais ao invés de gastar suas energias lutando contra o próprio preconceito. Seria mais útil.

Pior do que a emenda vem o soneto do senhor vereador que concorda que o supremo ama a todos os seus filhos, mas acha que alguns deles não estão se comportando bem, com atos “desordenados”, contra a “lei natural”; por natural e ordenado entenda-se: procriação. Fora desse contexto as pessoas podem ser amadas POR DEUS, mas por nós não serão, pois não toleraremos seu comportamento. Não vamos matar ninguém (ufa!), mas exigiremos que eliminem sua sexualidade.

E como vão conseguir tal feito se nem dos padres, bispos e arcebispos conseguiram? Será que vão aplicar a técnica da pedofilia para a busca da castidade? Então aí a contradição chega a ser ridícula!

Assim estamos há 2 mil anos nas discussões entre os cristãos e outros tantos anos em outras discussões entre os outros grupos religiosos. Usar o argumento “são contrários à lei natural”, é no mínimo o cúmulo da arrogância, pois se por lei natural entendermos a lei determinada pelo criador do universo seria necessário ter comprovação indiscutível de que o que está escrito na Bíblia, no caso, foi realmente um DEUS quem mandou escrever.... fica difícil provar.

Mas é essa mesma justificativa sem comprovação que os mulçumanos usam para aplicar penas bem mais severas que nas religiões cristãs. Nos países de maioria mulçumana a homoafetividade é um crime pago até com a vida em muitos casos, até hoje!!! Contudo a própria atitude de segregação da mulher acaba incentivando as práticas homossexuais que são absolutamente escondidas.

Porém não só nos países de religião islâmica, na Ásia existem leis de punição ou reconhecimento da prática homoafetiva das mais diversificadas: os países que não castigam com morte ou prisão cobram multas em dinheiro por atos sexuais com o mesmo gênero! Chega a ser cômico imaginar a cobrança, gerando mais constrangimento moral em quem cobra do que em quem é cobrado; pagando pode? As religiões que não penalizam a conduta simplesmente não a comentam.

A prática de ficar alegando o que Deus disse ou deixou de dizer é antiqüíssima. Por um lado é reconhecível a ansiedade que temos de entender o sentido de nossa existência e ficarmos procurando sinais em busca dessa resposta reconfortante. Mas por outro lado transformar esses textos ou até regras estabelecidas oralmente, em leis irrefutáveis, está fazendo nossa humanidade marcar passo ao invés de amadurecer espiritualmente e nos fazendo retroceder eticamente.
O que temos visto parecem muito mais justificativas para condutas violentas e separatistas do que o contrário. E pior ainda, o que temos visto é a utilização dessas escrituras para um único objetivo: PODER. O ser humano mesmo não é valorizado em suas escolhas e religião hoje deixou de ser uma questão espiritual para se tornar uma questão POLITICA. (“hoje” foi bondade nossa). Todas as discussões em torno dos conceitos religiosos tiveram sempre o mesmo objetivo: dominação, manipulação.

Está mais do que na hora de eliminarmos esse véu hipócrita que distingue a religião da política, já que nossas bancadas das câmaras e do senado estão atuando baseadas em leis que não são da nossa Constituição Federal.

A questão da homofobia é apenas um exemplo claro de como as religiões se valem de suas escrituras para perpetuarem seus poderes. Os relacionamentos homoafetivos SEMPRE existiram e sempre existirão, sejam considerados doença ou distúrbio. São um fato tão irrefutável quanto é a heteroafetividade. Não importa se é uma opção racional, voluntária, ou se é programação genética que nos faz desta ou daquela forma.

E não é porque a manutenção da raça humana depende da procriação que está justificada a recusa da homoafetividade. Um assunto não tem nada a ver com o outro; o argumento “se formos todos homoafetivos a humanidade para de crescer” é falso e manipulador. Até que a humanidade parar de crescer um pouco não seria nada mal, mas nunca seremos todos homoafetivos e, portanto argumento desclassificado.

Também não serve mais como argumento a tal “lei natural”, pois a afetividade é natural em qualquer formato. Por natural entendemos aquilo que não foi criado artificialmente e até onde se sabe não existiu nenhum laboratório de criação do vírus da homoafetividade para ser injetado por seringas. É um laço espontâneo da natureza, não só na humana inclusive.

Não existe nenhuma outra justificativa para a homofobia do que o poder, assim como qualquer exclusão de minorias; e às vezes nem são minorias numéricas como no caso da mulher, mas apenas grupos que se diferenciam do modelo de supremacia.

Não importa que grupo esteja sendo excluído, o perigo está no ATO da exclusão. O clássico exemplo oferecido por Adolf Hitler ainda não surtiu o efeito completo.

Toda e qualquer manifestação que gere a diferenciação deve ser evitada.

Não existem DIFERENÇAS entre nós. O que existe é a pluralidade.

Nenhum manual pode ter mais importância ou valor do que nossa humanidade. É ela que devemos preservar, respeitar e amar acima de todas as “coisas”/livros.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIZIMO: pedágio no caminho de DEUS





Não tem nada que deixa o ser humano mais confuso do que religião, no intuito de esclarecer sobre o sentido das coisas, deixa as coisas sem sentido nenhum. Não tem. E quanto mais nova for a dita cuja, mais confusa parece. As bem antigas ainda preservam uma lógica melhor estruturada para sustentar seus conceitos e pré-conceitos, mas as religiões judaico-cristãs são de deixar os cabelos em pé. A confusão que os criadores do cristianismo fizeram nos conceitos judaicos, já muito contraditórios, gerou praticamente uma palhaçada.

Não existe nada mais contraditório, no pior sentido do termo, do que as religiões pós Cristo, com todas suas derivações, até os dias de hoje com essa multiplicidade de salinhas cheias de cadeiras de plástico e pessoas com microfones gritando trechos bíblicos e dando explicações estapafúrdias sobre esses mesmos trechos, tudo pra poder passar o chapéu depois.... na verdade, mudou muito pouco parece, a não ser pelo microfone e as cadeiras de plástico, e pelo chapéu que agora é maquininha de cartão de crédito, mas a prática é antiga; até mais antiga que a própria cristandade.

Seria pertinente fazer uma lista de todos os aspectos “indignatórios” das condutas religiosas em geral, e em particular das condutas religiosas “em nome de Jesus”; não para tirar do foco crítico de todas as outras religiões, de forma nenhuma, mas porque as “em nome de Jesus” estão mais próximas e acessíveis, inclusive devido ao controle midiático que vem adquirindo; e também porque se abre uma portinha dessas salinhas em cada esquina todo dia. Aliás, é bem curioso aproveitar que a figura emblema, no caso Jesus, andou quebrando uns templos em revolta contra a arrogância de suas riquezas e justificar que qualquer lugar é apropriado para um encontro religioso; assim, diferente da montanha na qual o Cristo fez seu belo Sermão, qualquer garagem é passível de ambientar o gritado contato religioso. Que bom. E se mais tarde o ardor da fé crescer e nos tornarmos muitos e passarmos para grandes galpões, e depois comprarmos prédios teatrais sem incentivo cultural para virar igreja e no ápice de nossa conquista construirmos templos que custam R$ 10 milhões, tudo bem.

Ou: ainda bem que Cristo já foi crucificado, pois ele podia ficar invocado com o tamanho da coisa e sair quebrando tudo de novo..... ufa!!!

Como a pretendida listinha de indignação é quase infinita, será feita uma seleção (nossa que difícil escolher o que confunde mais); vamos tentar.

Sem hierarquia na escolha vamos pensar sobre o DIZIMO.
(Antigamente quando a gente queria refletir sobre um conceito começava abrindo o dicionário para partir da etimologia da palavra. Hoje em dia a gente “dá um Google”, colhe umas primeiras informações no Wikipédia e depois tem a liberdade de ler qualquer coisa; aliás o maravilhoso é poder encontrar os prós e contras, os conceitos e pré-conceitos, as verdades e as mentiras, os achismos pra todo lado.... a realidade é múltipla!!!)

Obviamente os dízimos têm o objetivo de colaborar no sustento do templo ou do sacerdócio de determinada religião. Não dá pra generalizar muito, pois existem divergências sobre o assunto, mas o fato é sempre o mesmo: como é que faz pra manter materialmente a vida espiritual?????? Tem um exemplo extremo que estabelece que para se dedicar à vida espiritual tem que abdicar da material e passar a fazer um jejum de tudo, consumindo o mínimo necessário pra ficar em pé, quer dizer, sentado com braço esticado pra pedir esmola. E tem o exemplo do extremo oposto que estabelece templos feitos em ouro, construídos com o sangue de escravos, para dar “valor” à representação e espaço de oferendas à divindade.

Na cultura ocidental, judaica e cristã, vimos a formação de uma cúpula de poder, teoricamente designada pela divindade máxima e devotada ao serviço, que reuniu um tesouro secularmente considerável. A reunião dessa riqueza não se deu só por vontade da população fiel, mas sob tortura, apropriação indevida e etc, etc, etc.

Os conceitos humanos amadureceram e as classes de explorados “reivindicou” algumas mudanças nas distribuições, não tanto das propriedades, mas ainda dos direitos: leis foram criadas e a “festa” da apropriação indevida ficou um pouquinho mais restrita. Com o passar do tempo, guardadas as devidas proporções e considerados os limites das leis que tentam proteger os explorados, a apropriação indevida de antes hoje se chama DÍZIMO.

Conclusão um pouco forçada? Tomara, pois o objetivo é forçar a barra!!!

Antes ainda insistimos em refletir: como podemos fazer para tornar materialmente viável uma atividade religiosa já que deveria, POR NATUREZA, não ser de cunho comercial?

Existem diversas respostas sendo aplicadas a essa pergunta, algumas estão funcionando outras também... porém algumas funcionam para todos os participantes e outras funcionam bem só para alguns. Os velhos probleminhas da distribuição de renda que ainda não solucionamos nos âmbitos sociais, tomam conta dos agrupamentos religiosos: poucos com muito e muitos com pouco, dando o que lhes falta para aqueles que tem sobrando.... uma matemática que a gente já conhece bem. E haja livro de auto ajuda pra socorrer esses que estão sem nada pra ensinar COMO se tornarem os poucos prósperos.... ensinar o impossível que é: muitos serem poucos!! Bom enfim, tem gente cheia da grana e no poder, e gente sem grana nenhuma trabalhando feito camelo e dando uma porcentagem do NADA que ganha para colaborar no sustento da sua igreja.

Falando em camelos, deve ter muito camelo passando em buraco de agulha, pois se antes o céu não era permitido para os ricos, agora eles estão comprando camarote por lá.

Adendo 1 sobre a porcentagem: encontramos nos livros de educação financeira a principal orientação para enriquecer que é aplicar 10% do seu ganho mensal, não importa o quanto seja esse valor. Nos referidos livros o objetivo é o enriquecimento daquele que ganha e aplica seu dinheiro, e por enriquecimento define-se o poder de realizar alguns sonhos materiais da PRÓPRIA pessoa.

Adendo 2 sobre a porcentagem: encontramos em diferentes orientações religiosas e de cunho espiritual que para adquirir bênçãos ou atrair milagres em sua vida é fundamental doar 10% do seu ganho mensal, não importa o quanto seja esse valor, porque é dando que se recebe e compartilhar é a regra principal para receber. Neste caso quem enriquece não é quem ganha e doa, e por enriquecimentos define-se o poder de realizar muitos sonhos materiais de quem recebe a doação.

Não é de se duvidar que haja extrema alegria no fiel que doa parte do seu esforço/sacrifício para a igreja/templo que representa o eixo de vitalidade em sua vida, que concentra o sentido conceitual da sua existência. É sublime e restabelecedor poder participar concretamente de uma obra que tem significado central em sua vida. Não há dúvida nesse sentimento de fé e realização. Essa ideia de que o sacrifício fortalece o pacto entre a pessoa e a divindade é arquetípica e a força desse arquétipo é central na própria religião. Afinal de contas é o SANGUE de Jesus que tem poder, sua parte que foi derramada em sacrifício. Que bom que pudemos trocar a doação de nosso sangue pela doação de algumas moedas... apesar que essas moedas são para a grande maioria o próprio sangue. E os pactos sanguíneos são encontrados em diferentes religiões em todos os tempos.

E então se confundem 2 objetivos diferentes:

*      por um lado o dízimo, essa doação, pretende dar suporte material para que a obra religiosa possa ter continuidade pois afinal NADA em nosso mundo é de graça, nem uma medalhinha de Nossa Senhora!!!

*      por outro lado, para tornar essa doação uma obrigação, apesar de estarem tentando transformar em imposto obrigatório, o argumento que torna o dízimo uma vontade constante do fiel é a crença de que aquele valor trará benefícios particulares ao doador. Nesse segundo caso, aquele que doa não está tão interessado em manter a igreja aberta senão para manter aberto o seu veículo de comunicação com o Supremo.

Daí concluímos que:

1. O fiel não consegue acessar o plano superior sem o auxílio dos templos, sacerdotes, rituais e dízimos, fundamento contra o qual o próprio Jesus de Nazaré se contrapôs e esse foi um dos sentidos principais da sua atitude revolucionária;

2. O fiel não está nem um pouco preocupado com a humanidade em geral, com o enriquecimento coletivo ou seu desenvolvimento espiritual, o que ele pretende é obter milagres e benefícios para si mesmo; se estiver doente ou com parentes doentes pede saúde, desempregado pede emprego, viciado pede cura, solteira pede marido e TODOS pedem dinheiro.

De qualquer forma o tempo todo está se afirmando para o fiel que:

*      ele sozinho não pode contatar a divindade;
*      ele precisa mostrar/provar com dinheiro sua vontade de prosperar;
*      é necessário ir até um “lugar” para orar;
*      a divindade dá mais milagres para quem oferece valores mais altos;
*      ele não é nada diante da divindade;
*      se ele não prosperou é porque ainda não mereceu;
*      quanto maior e mais linda nossa igreja/templo mais feliz ficará a divindade com nosso esforço;
*      “sangue de Jesus” só tem poder através do pastor/sacerdote;
*      etc;
*      etc;
*      etc;

Enfim, o DIZIMO parece ser aquele tipo de pedágio que vc é obrigado a pagar pra seguir pela estrada enquanto na lei está escrito que temos o direito de ir e vir.

Comparações estapafúrdias à parte, tudo na nossa vida custa dinheiro, nossas necessidades/direitos mais básicos como comer, morar, conhecer, se curar, se divertir.... e não bastasse, pagamos pedágio no caminho de Deus...

Até aqui já explicitamos o quão confuso é o mundo religioso, sem sequer termos adentrado em questões do Espírito. A parte do desenvolvimento espiritual fica meio em segundo plano, pois afinal de contas a única coisa que se pode fazer em grupo é a leitura dos textos religiosos, as orações, cantos e rituais, já que o desenvolvimento em si é absolutamente individual e pessoal; não há regras para que aconteça e não se estabelece através de valores materiais.

Então, pra que pagar o pedágio se o caminho pra DEUS seguimos sozinhos, nus, no silêncio?




César e Pedro Mariano em SE EU QUISER FALAR COM DEUS




sábado, 25 de fevereiro de 2012

A fortuna voadora de Edir Macedo

É bom esse Edir Macedo encher todos os buracos dele de dinheiro porque em algum momento o Universo vai cobrar cada centavo....


Todo mundo sabe o sacrifício que é para os doadores, ganhar cada centavo desses que eles doam; tiram da própria miséria apostando numa vida melhor, como se DEUS ou qualquer outra coisa que coordena o mundo pudesse ser comprado; como se DEUS precisasse desses templos gigantes e superfaturados que esses monstros donos das igrejas evangélicas constroem.


Os programas de televisão chegaram ao disparate de vender coisas a cada 15 minutos de pregação; com mocinhas entregando boletos em mãos para vender canais a cabo, tijolos do novo templo, e todos os badulaques possíveis e imagináveis, com que desde o tempo do faraó as religiões já conquistavam seus fiéis.


Pelo jeito muito camelo já está conseguindo passar pelos buracos das agulhas já que ser milionário não é mais um pecado e tem passaporte pro céu.


Que arrogância tem esses pastores de acharem que vão passar ilesos por tantos crimes, não só crimes contra a sociedade mas principalmente contra os princípios de justiça e solidariedade que regem o Universo.


São com certeza homens sem fé, sem crença, em nada, ou não agiriam abertamente contra os princípios que os sustentam.

Receita Federal apreende jatinho de Edir Macedo

Cadeia não seria necessária a não ser para dar limite para outros, mas a paga dos crimes desse homem é outra.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A BOSTA DO DIABO

Grave situação em que vivem os Guaranis no Mato-Grosso do Sul: “A luta dos índios guaranis no Mato Grosso do Sul para preservarem suas tradições religiosas  necesssita de intervenção do governo federal,  suas práticas religiosas estão sendo acintosamente satanizadas pelas seitas pentecostais.”
O 25 mil índios que ainda restam na região em que eles foram donos, estão sendo vítimas no momento de um massacre e genocídio cultural. 36 igrejas pentecostais  concorrem entre si pelas almas indígenas, somente em uma reserva com 12 mil indios em Dourados.
Os indígenas já não podem nem mais usar urucum, pois segundo os pastores das igrejas, a tinta  usada pelos indígenas para cobrir seus corpos, é “bosta” do diabo.
Reportagem de Fábio Pannunzio para a Rede Bandeirantes de Televisão. 
Publicação do blog Mamapress.

Que maravilha!!!!!!!!!! Já não bastasse o que essas igrejas e seitas fazem com o cérebro dos seus fiéis, transformando suas cabeças em vasos sanitários, eliminando suas capacidades de reflexão, motivo pelo qual já deveriam ser presos perpetuamente; já não bastasse essa corja de pastores que prolifera no mundo se utilizando de técnicas piores que as do nazismo para formar um exército de ignorantes violentos e fanáticos (o pior espécime humano possível); já não bastasse esse poder em vertiginoso crescimento das igrejas exploratórias da miséria material e espiritual da nossa humanidade; já não bastasse essa corja que enriquece a olhos vistos, assumindo cada vez mais postos de comando público, ameaçando o futuro da nossa liberdade de expressão; já não bastasse estarmos sob essa crescente ameaça de termos que negociar nossa moral com essa corja imoral, escondida e defendida pelos tapumes apodrecidos da religiosidade; já não bastasse uma lista gigantesca de citações de todos os malefícios causados pelas trocentas seitas e igrejas do INFERNO; agora querem botar fogo na nossa cultura nativa!!!!!!!!!!!!!
Não estão fazendo nada muito diferente do que a civilização já faz contra os povos da terra. Não, não estão. Nossos índios, de ricos senhores da natureza, se tornaram miseráveis, indigentes da nossa civilização, da nossa urbanidade. O que fazemos com nossos índios é o respeito que temos pela Natureza, o respeito que temos pela nossa MÃE, pelas nossas mães, pelos animais, pelo ambiente, nossa água, nossas crianças... todos os símbolos da nossa essência humana, da nossa presença divina, todos estão sendo destruídos com raiva e crueldade. Porque na verdade nos odiamos, não temos amor por nós mesmos. Queimar um índio ou espancar um miserável é voltar-se contra si mesmo. Tentar destruir a cultura alheia é destruir o que alimenta sua própria cultura, que é a multiplicidade. Só DEUS é uno. Todo o resto é múltiplo, multiplicidade dessa unidade. Unidade que está em cada um mas que se expressa através de todos. Por que não vemos que não existe o OUTRO? Que somos todos o mesmo UM? Por que tão cegos? Muito triste.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eu Sou Adão. Eu Sou Eva.

Este vídeo é para ser visto e revisto. É a porta para os Mistérios dada pela Gnose. Não é o Grande Segredo mas abre o caminho para ELE. É um ótimo começo, pronto para ser superado.