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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

FILÓSOFOS PRÁTICOS

O que alguns filósofos práticos, chamados nomades, vem dizendo por aí é que os deuses nao param de morrer e mesmo assim ninguém quer mudar.
Há uma falencia dessa vida dedicada aos ideiais platonicos, aos conceitos universais, aos absolutos fora da existencia, e todo mundo tá afundando junto, com medo do singular e do comum.
Certas narrativas sobre a humanidade estão destruindo a humanidade e a culpa ainda recai sobre os demonios, nunca sobre os próprios deuses.
Esquecemos que narrativas são narrativas. Inclusive sobre os deuses.
As pessoas estão de tal forma submetidas a teses, a teorias, a narrativas, a ideologias, enfim, crenças, que abandonaram completamente a vida em nome de algo fora dela, acima, transcendente.
Da vida como existencia pura, sem tese, imediata, foi tirado o valor, por um único motivo: é a vida real, a vida potente.
Fica essa luta insana para enfiar na vida uma tese da vida, enfiar na vida um conjunto de normas de como a vida deve ser. Quanta arrogância!
E a vida passa livre porque é informatável.
Mas os humanos viram esses miseráveis, separados do que são, separados do que podem, desesperados por poder, atormentados por sua pior criação: o juízo.
Enquanto houver julgamento sobre a existência, juizo de valor e intencionalidade nas ações, ficaremos assim: famintos de vida, pedintes de amor, doentes por saúde, vazios de desejo, movidos pelo ressentimento e pela culpa ( má consciência).

Farrapos humanos.

sábado, 21 de julho de 2018

A CULPA É DO MONOTEÍSMO

A maior descoberta dos séculos que nos antecendem é observar a importância das narrativas na vida humana. Freud deu início a um processo de utilização das narrativas para a cura da neurose humana.

E também temos visto que são as narrativas que nos adoecem.

Portanto, se narrativas curam e adoecem, cabe a nós escolhermos narrativas curativas. Ou estamos gostando de estar doentes?

Ou as narrativas estão tão intencionalmente construídas, para controle, que nem percebemos que estamos doentes. Só vemos a doença do outro. No outro.

Temos que aprender a viver sem intencionalidade nas ações. Eliminar os julgamentos. Discernir sobre uma realidade não necessita de julgamento aobre ela. O bem e o mal estão nas narrativas, não na realidade.

O homem se sente tão onipotente que se acha capaz de saber o que é Deus.

Quanta arrogância!

Biblias e narrativas  de revelações de experiências proféticas.

Vamos parar com esse história de mito??

Só os que falaram com Deus conhecem a verdade.

O problema é que Deus disses coisas diferentes para cada um. E agora?

Se tem uma coisa que a experiência religiosa não é, é coletiva. Massificada.

Deveria ser uma experiência singular.

O ocidente precisa para de acreditar que sua existência começa na Grécia.

Precisamos ressaltar que quando os colonizadores chegaram nas Américas, Áfricas e Índias, havia muito povos, com suas maneiras de vida.

A NARRATIVA de que eram terras com meia dúzia de primitivos, era para esconder uma realidade cruel de extermínios.

Narrativas políticas, religiosas e científicas nos convenceram de que somos um lixo diante de Deus. Incompletos.

Ajudando você a esquecer que somos atributos do próprio Deus.

Não há nada de negativo, triste e impotente, nada de mal na “natureza” do ser humano.

Só sob uma realidade triste e impotente, da economia de opressão e poder, nos tornamos violentos, cultivamos ódios, destruimos os outros, também atributos de Deus.

Que heresia!!

Havia uma sabedoria da vida que foi dizimada para porque se fundava em outras perspectivas.

O monoteísmo tornou-se instrumento de massificação da experiência religiosa para cooptação das potencias dessas massas. Rouba nossas potências para si. Deixa-nos com o mínimo para sobreviver e continuar ofertando potencia.

Deus não pode ser reduzido a uma unidade!!!

domingo, 24 de junho de 2018

DEUS SOMOS TODOS


O que me irrita nos religiosos, ou os que se dizem crentes num Deus transcendente à nossa existência, é que não conseguem realmente aceitar que DEUS somos nós.

Uns, os reais cristãos, ainda entendem que Deus está dentro de nós.

Não está.

Nos atravessa. A todo instante. Somos, se somos algo, seus atravessamentos.

Se assim vivêssemos, cessaríamos todas as más atitudes para com qualquer ser deste e de qualquer planeta.

As pessoas querem me fazer acreditar que elas respeitam os próprios dogmas que vomitam.

Mas se comportam como se DEUS não existisse realmente.

Justamente porque o fato de colocarem Deus fora da existência, transcendente à ela, os faz sentir uma infinita frustração nessa existência.

A religião, ou as religiões, são narrativas que desqualificam a existência humana, porque ela não alcança  a perfeição divina.

E se não somos perfeitos podemos ser maus. Depois pagamos a dívida.

Pára!

O Poder se alimenta da sua frustração com sua existência.

Ser Potente é um ato revolucionário. Ser nômade no modo de existir. Ser devir.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Que "cara" o Brasil quer ter? ou A Indústria da Religião


Cada um de nós cria aos olhos dos outros uma “cara”, uma personalidade, na forma como nos vestimos mostramos nossas escolhas de comportamento; nas nossas atitudes revelam-se como pensamos o mundo. E assim, que nos vê e se relaciona conosco adquire uma imagem de nós, a partir da qual vai se relacionar. Mais ou menos assim.

Uma nação, também tem sua “cara”: há um conjunto de características que diferencia o povo americano do povo alemão. E para além do “povo” existe uma “entidade” que é o próprio país: a partir daquilo que produz, planta, comercializa, etc, ele estabelece um perfil de si mesmo. Essa resposta não é nada simples e envolve as muitas facetas que formam o perfil de uma nação.

O Brasil vem se dedicando à venda da imagem de “paraíso tropical” mais do que nunca; nem tanto pelas bananeiras e praias maravilhosas, que vão sempre atrair turismo (já mais caro para brasileiros do que viajar até Paris), mas por se mostrar o “mundo das oportunidades”. Aqui pode tudo!!! E, para o Capitalismo, paraíso é sinônimo de oportunidade. A faceta liberal, principalmente no quesito econômico, só falta atrair os magnatas de Dubai com seus castelos de ouro.

Aparentemente essa abertura foi excelente alavancando nossa economia; agora já aponta que para toda ação do presente há uma responsabilidade futura.

A indústria automobilística é o exemplo mais característico dessa liberalidade que rende muitos frutos para cofres atuais, construindo a olhos vistos um futuro catastrófico em médio prazo.

Quem vai estabelecer os limites para nossa vida?
Quem vai escolher até onde vale à pena
sofrer determinadas consequências
para adquirir certos lucros?

Já tem país por aí em que as pessoas usam máscaras, tamanha a poluição em que vivem, e com taxas elevadas de mortes decorrentes dessa poluição. Vale à pena? Quem faz essa escolha? E se no certo país conseguem viver assim, então nós que não usamos máscara (ainda) podemos continuar com a desenfreada venda de automóveis, certo? Puf. Essa problemática que envolve a indústria automobilística é tão ridícula e conhecida que nem merece desenvolvimento, se não, comprar máscaras antes que subam os preços....

Mas o que pretendo destacar no momento é o crescimento avassalador da “indústria da religião”, que vou nomear “indústria” pela forma como vem se estruturando o setor e pelo alcance econômico que atingiu. A matéria-prima é a fé, ou algo que leva esse nome, e a partir dela são criados um número cada vez maior de produtos; e pela natureza própria o potencial é infinito!!!

Em várias civilizações aparece a comercialização da fé, talvez desde que o comércio foi criado, justamente por ser uma exploração fácil, com um investimento econômico inicial zero e ganhos imediatos, no mínimo. Hoje com o desenvolvimento da complexidade do setor, mega investimentos são feitos com ultra mega lucros garantidos.



Porém, alguns países, coincidentemente de perfil liberalista, estão se destacando no desenvolvimento desse setor econômico, principalmente Brasil e EUA.

De todos os comércios religiosos que são encontrados praticamente em todas as manifestações religiosas, aquele ligado às igrejas ditas evangélicas teve o avassalador crescimento acima referido.

Embora encontremos a exploração comercial da fé desde os tempos primórdios e em diferentes culturas, a relação interna entre os princípios religiosos específicos e o comercio de artefatos ou da própria fé, era, digamos, causal: primeiro se estabelecia o legado religioso, normalmente em torno de uma literatura religiosa original, um livro sagrado e normativo, para posteriormente serem estabelecidas formas de exploração comercial da participação dos fiéis. A Igreja Católica é um dos muitos exemplos, o mais glamouroso, do desenvolvimento estratégico dessa exploração.

Dessa hipocrisia católica cultivada por séculos foi gerada uma cria, ainda cristã, que se converteria na própria derrocada da fonte procriadora. A igreja evangélica aprendeu profundamente as lições de exploração comercial ditadas pela igreja católica, se rebelou contra seus dogmas recriando toda a estratégia de exploração com novas tecnologias.

Há que se observar já passado tantos anos, que a própria rebeldia supostamente ideológica era a melhor estratégia de crescimento da "marca", já que o fiel católico insatisfeito e frustrado pelos antigos dogmas era o campo mais fértil para conversão a uma nova proposta de leitura DA MESMA BÍBLIA, o melhor consumidor.

Uma estratégia inteligente e eficaz, que exigiu pouco esforço além da paciência, desembocou numa das mais promissoras oportunidades econômicas do mercado médio brasileiro atual.

E o Brasil foi excelente terreno para esse crescimento já que possuía as principais facilidades para a atividade: país (apesar de laico) numerosamente católico, liberalidade econômica, inteligência nata para golpes, legislação elástica e justiça punitiva zero.

Assim floresce uma nova relação entre religião e atividade econômica, já não tão causal: hoje a abertura de uma igreja evangélica não é apenas uma iniciativa religiosa e sim vista como uma atividade empresarial competitiva; uma "marca" com direito ao sistema de franquias.

Assim como há algumas décadas víamos cursos para formação de empresários deste ou daquele setor, hoje temos cursos lotados, palestras com 5 mil espectadores à preços “de coaching”, para a “formação” de pastores, os novos empresários da industria da religião.

A figura do líder religioso se fundiu a do empresário do setor. O pastor não precisa ter formação religiosa específica para fundar uma igreja, mas sim formação empresarial especializada no setor para abrir sua empresa evangélica. Os confinamentos prolongados nos seminários católicos e promíscuos foram eliminados e a reflexão profunda e pessoal quanto aos dogmas também são desnecessários: há um discurso já estruturado e repetido por todos aqueles que entrarem nesse tipo de negócio. Assim como se treinava vendedores de bigmac com sorrisos e perguntas formatadas, criam-se agora pastores com cultos completos vendidos em apostilas!!!! E raciocínios tão óbvios e repetitivos que até crianças conseguem repetir em palavras e tonalidades, sequencias completas de pregação, vendidas como bençãos de Jesus.

O fenômeno evangélico é um resultado óbvio do capitalismo que esvazia os conteúdos humanos e transforma em mercadoria até a mãe!!! Apoiado nas tecnologias mais avançadas de marketing a industria do evangelismo nem esconde sua estratégia que apesar de vergonhosamente explícita só cresce. É como o refrigerante coca-cola que todo mundo sabe que é veneno desentupidor de pia, mas continua bebendo cada vez mais e colocando na mamadeira de crianças menores de 1 anos, ou o sanduíche macdonalds que é feito de minhocas plásticas!!!

Nesse caso o sucesso é ainda mais garantido e a um prazo bem mais longo, indeterminável pois a matéria prima coincide com a própria existência humana. Não existe melhor negócio do que a exploração do imaterial humano. Assim como uma nova economia, chamada criativa, está se projetando a partir da matéria prima imaterial, prometendo novas relações de trabalho, o capitalismo, na desesperada tentativa de sobreviver, apelou pras mesmas bases.

(Alias é o maior segredo esse da sobrevivência do sistema capitalista: ir se adaptando constantemente até se fundindo ao que lhe parece contrário; qualquer iniciativa de fugir à sua estrutura é rapidamente transformada em nova possibilidade estrutural....)

O setor evangélico está conseguindo se transformar e se adaptar rapidamente com extrema agilidade em todos os setores; localiza com perspicácia nas promessas de naufrágio do sistema, sua própria recuperação. A industria fonográfica é ótimo exemplo: destruído o império pela promiscuidade cibernética, essa industria foi salva por Jesus, resgatando significativos lucros, pelo setor da industria evangélica. Como faz para sustentar o sucesso do seu marketing a estratégia evangélica baseia a atividade econômica nos princípios da fé: é pecado piratear música!! Pronto, para louvar seu deus o dia inteiro a industria fonográfica volta a sua bela arrecadação no mercado da música gospel.

Tivesse a pequena e média empresa brasileira o tipo de incentivo fiscal dado a industria religiosa e teríamos um crescimento enorme dessa economia. Assim sendo, por dedução, entende-se que o país está incentivando o crescimento da indústria evangelica. Talvez não ganhe os impostos diretos das aberturas dos templos, mas com a explosão comercial do entorno, deve estar sendo lucrativo para os cofres públicos permitir tal crescimento.

E aqui não pretendo discutir se este ou aquele setor deve crescer mas apenas sublinhar qual setor está sendo incentivado, a partir de qual matéria prima?

Sob a proteção do título "religião" os mais perversos golpes vem sendo aplicados do Oiapoque ao Chuí, com pouquissimas criminalizações. As vergonhosas impunidades aos processos contra Edir Macedo, familia Hernandes, etc, encorajam até estupros cometidos por pastores pelo país todo.

Essa é a cara que o Brasil está construindo:

Deitando e rolando no Congresso Nacional, até cantando música de louvor na tribuna, a industria religiosa está confortável no trânsito dos poderes legislativo e executivo. E para se fortalecer definitivamente como Quarto Poder já deu seu próximo passo: quer reinvindicar "liberdade de expressão" nos cultos, mesmo que se colocando acima das Leis do país. Um projeto que pretende liberar pastores do crime de homofobia durante cultos, está para ser votado. Fingindo defender a expressão de seus dogmas o que realmente pretendem é provar que estão acima até do judiciário e criar suas próprias leis. Já não submeteram o Conselho de Psicologia???

Da porta pra fora do templo a lei é uma, da porta pra dentro é outra. Isso mostra a profunda confusão entre dogmas e leis, entre poder público e religioso em que vivemos. E mostra que nosso país já está sendo subjugado ao poder econômico dessa indústria, ou nem haveria espaço para tal discussão.

Se for aberto esse precedente, quanto tempo vai demorar para sentirem-se livres dentro dos templos, pra queimar pessoas?







O Quarto Poder Brasileiro


As igrejas estão fazendo de tudo para fortalecer o QUARTO PODER.

Este projeto de liberar líderes religiosos dos crimes de homofobia não é uma questão dos direitos LGBT como parece. Pleiteando “liberdade de expressão” nos cultos eles estão sugerindo que haja uma Lei no país que não funciona dentro de suas igrejas: o que é crime da porta pra fora não é crime da porta pra dentro de seus templos. O que estão chamando de respeito a seus dogmas é na verdade imposição de poder onde suas leis estão acima das leis do país!!!!

Feitos de vitimas estão semeando o fortalecimento desse Quarto Poder, que tantos exemplos catastróficos temos na historia humana.

Além da isenção dos impostos financeiros querem agora isenção das responsabilidades legais.

Se esse precedente for aberto quanto tempo vai demorar pra começarem a queimar pessoas dentro dos templos protegidos por essa isenção legal?



sábado, 22 de dezembro de 2012

VOTOS DE FELIZ NATAL

IRMÃO, pra vc que está cansado de dar 10% do seu salário todo mês pra igreja e só ver pastor comprando mansão; pra vc que está cansado de pagar anos e anos de dízimo e ver templos gigantes construídos para Jesus e sua casa continuar com parede rachada; pra vc que está cansado de ver pastor sonegando imposto enquanto vc paga o seu direitinho; pra vc que está cansado de controlar a sexualidade do seu filho neurotizando ele contra a homoafetividade enquanto o padre molesta ele na sacristia desde pequeno; pra vc que está cansado de ser ungido com óleo sagrado e continua afundado em dívidas; pra vc que está cansado de meditar com música, sem música, olhando pra parede, olhando pra vela, em nome de Ganesha, ou Om Mani padme hum e continua ansioso e histerico, fingindo estar zen; pra vc que tá cansado de ouvir música gospel pra encher de grana a industria fonográfica gospel proibido de ouvir outro tipo de música que vc adora; pra vc que está cansado de comprar livros de auto ajuda, ler, montar cartazes sobre seu futuro, pendurar bolinhas de cristal nas portas e depois a vida continuar identicamente banal; pra vc que está cansado de pensar em Jesus na hora que o desejo por outras pessoas fora do seu casamento te atormenta e ter que engolir um parceiro que não ama mais só porque divórcio é do demo; pra vc que está cansado de frequentar os cultos pra se livrar do álcool e encher cada vez mais a cara pra esquecer o discurso do pastor ou do guru; pra vc que está cansado de agradecer a Jesus todos os dias a vida medíocre que tem; pra vc que está cansado de ouvir a palavra AMÉN no final de cada frase todos os dias; pra vc que tá cansado de procurar o diabo em todos os cantos da sua casa e da sua vida; pra vc que está cansado de explicar cada situação da vida com um salmo bíblico e se interessa por outros assuntos do conhecimento humano; pra vc que está cansado das frases afirmativas dos gurus sobre a verdade que te deixam cada vez mais abobado e inativo; pra vc que tá cansado de se fazer de bonzinho enquanto o pastor ou guru conversa maliciosamente com sua filha, esposa, irmã, e até vovozinha; pra vc que continua com a mesma vida de merda de antes só que agora entupida de produtos gospel, estátuas de buda ou cds de mantra, EU TENHO A SOLUÇÃO PRA VC: TERAPIA PARA CURA DA GOSPELIDADE CRÔNICA. Em pouquíssimas sessões curamos vc definitivamente de doenças como: Síndrome do Jesus Obsessivo, Síndrome de Hoponopono Infinita, Sindrome de Zen Charlatanismo Cronico, Sindrome de Espiritualidade de Nova Era, e etc. Depois de curado vc vai poder ouvir a música que quiser, ir aos lugares que quiser, comer o que quiser, conversar e ler sobre os assuntos que quiser, amar e se relacionar com as pessoas que quiser, parar de encher o saco dos seus filhos e vizinhos com regras e dogmas. Com um tratamento mais longo vc conseguirá: rasgar a bíblia, os livros do Osho, quebras as estátuas de buda e os CDs de mantra, aceitar o demônio do seu coração e finalmente TOMAR SUA VIDA EM SUAS MÃOS, tirando das mãos de Jesus que deve ter mais o que fazer, tipo, descansar em paz.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O que realmente querem os mestres?


Recebi esse texto abaixo que gostei muito.....

ACORRENTADO ÀS CANALIZAÇÕES
Por M Victoria Malvar, publicado em 29/08/2012

Pessoas que estão fazendo uma viagem interior de evolução e que têm conexão à Internet, às vezes estão recebendo em sua caixa de correio um monte de informações que outros canalizam para contar-nos como vai o mundo e onde dar o próximo passo, o que vai acontecer num futuro próximo ou nas proximidades, por que isso aconteceu e quem é o mensageiro que os usa para falar ao mundo.

São os poderosos do mundo espiritual, vestidos amistosamente, com rostos e vozes delicadas, com mensagens aparentemente bonitas, talvez, mas nem sempre com mensagens limpas; mostram uma intenção clara de gerenciar e controlar as massas, à maneira antiga.
Não há diferença entre assistir TV, ler o jornal local e acreditar no que nos dizem esses falsos deuses dos meios de comunicação ou esses outros poderosos das transmissões ou canalizações espirituais. 

Na verdade, em ambos os casos, as pessoas que ouvem, leem e dependem de seus conteúdos, estão desprezando seu poder e se entregando à manipulação do que os outros dizem está acontecendo, enquanto a nossa vida e nossa oportunidade de olhar com nosso sábio e meditativo olhar ainda está adiada para outro dia.

O tempo em que você assumirá o seu poder nunca chegará se você continuar ouvindo “canalizações” ou lendo jornais, e o mundo continuará a perder sua contribuição sagrada e única, porque você ainda está ouvindo o mestre não sei quem que canaliza fulaninho de tal ...

Isto é evolução pessoal e espiritual ou é sempre o mesmo jogo, de mente, de poder, de vítima, de adiamento?

Eu sempre fui muito relutante em acreditar em qualquer coisa das que contam os jornais ou das que contam os canalizadores, quaisquer que sejam, e tenham a fama que tenham.
O pouco que eu li deste tipo de informação, eu passei por meu filtro, por minha voz interior. 

É verdade que algumas vezes o que eu leio e o que eu mesmo recebo trazem a mesma mensagem.

Em outros muitos casos, eu discordo.

E na grande maioria dessas canalizações, o que eu leio é apenas informação completamente vazia e inútil para mim nesse momento, cheia de uma linguagem repetitiva e enfadonha, de mensagens que são copias mal feitas umas das outras, e também má cópia de si mesma.

Não é o meu trabalho saber se quem canalizou diz ou não a "verdade". Minha tarefa é canalizar para mim mesma minha própria verdade e agir de acordo com ela, sem necessidade de dar nome a essa voz interior que não vem de fora, mas do lado de dentro. 

Assim como é acima, assim é abaixo.

Basta olhar em meu coração e encontrarei todas as respostas que eu preciso para minhas próprias perguntas, eu não preciso perder meu tempo com as perguntas dos outros e com as respostas de outras pessoas que ainda estão procurando fora a aprovação e controle. 

Basta perguntar a mim mesma, seguir minha intuição e já estarei no lugar certo, recebendo o que preciso em cada momento para a minha viagem, compartilhando o que eu tenho em cada momento deste belo trajeto através da vida, livre para expandir meu próprio olhar consciente sobre a realidade em que vivo, aqui e agora, e de convertê-lo em ação livre quando a vida assim exigir.

Livre me quero. Livre te quero.

e quero acrescentar, ou reafirmar o que penso sobre isso e como foi minha experiência nesse sentido.

Percebi que de tudo que eu lia na minha vida, onde buscava respostas para meus interesses, dúvidas, ou para adquirir mesmo novos conhecimentos, tudo isso foi de extrema importância para mim, mas NADA do que li me deu ou trouxe consciência, apenas me provocou. Embora a gente leia reflexões e saberes incríveis que parecem "derrubar fichas" ou traduzir nosso coração, enquanto forem palavras externas a nossa própria experiência, de pouco servirão. E quando digo externa à experiência, a reflexão é também uma experiência, como é o sentimento, como é a ação.

Ficar repetindo regras e leis maravilhosas indicadas pelos grandes sábios faz com que vc formate seus sentimentos em padrões que não são os seus e MESMO QUE VC SE ESFORCE PARA AGIR CONFORME ESSES PADRÕES, não significa que vc adquiriu aquela consciência.

E só o que precisamos "desenvolver" ou aprofundar é nossa consciência.

Se manuais provocassem iluminação era fácil.

Cada vez que vc chega sozinho, pelos próprios caminhos, em algum conhecimento, ele se torna um saber, ai sim, um quantum de luz se soma a vc. Se passar 100 anos em lótus dizendo OM sem que tenha passado pelo SI MESMO, nenhuma miligrama de luz terá se somado à sua.

Desconfie de quem lhe traz soluções, de quem lhe propõe caminhos determinados. Essa pessoa não te quer livre. Desconfie de quem aceita o título de mestre, pois só existe um mestre na sua vida, vc mesmo, dentro de vc. Qualquer outro mestre é um engodo. Claro que podemos chamar de mestres aqueles que nos dão importantes orientações, pois na comunidade humana o trabalho é coletivo e compartilhado, porém individual; sendo assim, nossos mestres são temporários e devemos ter essa perspectiva sobre eles todo o tempo para que não internalizemos as verdades deles. Uma boa orientação é aquela que faz a afirmação mas não a torna verdade, e há uma enorme diferença entre afirmação e verdade. A verdade é individual, absoluta para o SI MESMO, mas relativa para a coletividade.

Esse paradoxo entre individualidade e coletividade é que permite o embaraçamento dos limites e acabamos por tornar coletivo o que é individual e vice versa. E como o PODER parece ser a maior delicia do Diabo (J) os seres humanos tornam coletivo o que é individual e assim criam a chamada “massa de manobra” tão útil.

Com certeza o Outro, que pode ser traduzido por dúvida porque é o não eu, é fundamental para a busca de si mesmo; poderia ser o mundo uma infinidade de montanhas himalaicas e cada um de nós sentados sobre elas, mas não é. Vivemos juntos.

Por outro lado, já que vivemos juntos poderíamos ser todos iguais a ponto de buscarmos a mesma coisa da mesma forma. Mas não somos. Somos tão diferentes quanto são os caminhos para chegar na mesma coisa; mesma coisa essa que é o SI MESMO, que é diferente em cada um.

Portanto essa infinidade de verdades que se distribuem, ao meu ver, invertem a intenção que dizem ter como tão bem indicou Victoria Malvar, gera mais massa de manobra. NÃO QUEREM RESPOSTAS INDIVIDUAIS PORQUE ISSO IMPEDE O CONTROLE DE UM GRUPO GRANDE DE PESSOAS. Se todos dermos as mesmas respostas para as mesmas perguntas, nos tornamos um grupo homogêneo.

Mas não somos um grupo homogêneo  Só que nos fazem crer que somos quando seguimos juntos um único mestre seja ele qual for. Não importa o tema com que se criem as dependências, nem em nome de DEUS!!!

Esse é o segredo milhões de vezes apregoado por Krishnamurti: não queria seguidores porque queria pessoas livres; não queria fazer afirmações porque elas são prisões.

As perguntas nos libertam porque nos proporcionam a individualidade. Os caminhos são essencialmente individuais.

Não repita saberes, crie os seus. 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Síria ameaça usar armas químicas


Opa, que notícia maravilhosa!!! Parece que estamos à beira de uma Terceira Guerra Mundial. Enfim, pois esperamos por ela há décadas. E valeu à pena esperar porque será uma guerra em estilo bem tecnológico e futurista: nada de aviõezinhos atirando mísseis, nada de explosões de casas civis, de cogumelos gigantes, kamikazes, nada daqueles antiquados e paralíticos tanques de guerra... isso tudo é passado. Até o tal botão da bomba atômica é passado.

O barato mesmo é a química (cada vez mais)... uma guerra química. Não é a tecnologia de ponta como a guerra possibilitada pela internet, mas essa a gente vai deixar pra Quarta Guerra Mundial, se tivermos chance disso.

Já não bastasse a guerra química civil que vivemos atolados de fármacos pra todos os lados; não bastasse a diária intoxicação com doses elevadas de agrotóxicos na nossa alimentação; não bastasse o indescritível consumo de gases da poluição; não bastasse os psiquiatras estarem tentando viciar metade da população com os ansiolíticos e seus correlatos; ou os gastroenterologistas com seus Omeoprazóis e correlatos; ou os pediatras e seus infinitos antibióticos. (e etceteras sem fim). Agora o governo Sírio faz essa ameaça aterrorizante de ataque químico.

O que é o mais legal das armas químicas???? Elas só afetam os seres vivos. Olha que legal!! Não cai casa, não estoura bomba, fica tudo intacto bonitinho. Só destrói o que está realmente atrapalhando: as pessoas!!! Uma guerra "limpa".

Não é bem “só as pessoas” né, os bichinhos e plantinhas se fodem junto, mas isso não faz nenhuma diferença.

Os países donos do mundo, na sua infinita campanha de denegrir a imagem do inimigo, já saíram divulgando que o governo Sírio quer lançar essas armas contra seu próprio povo..... que monstro!!!

Mas apesar de já ter exterminado mais de 17 mil pessoas desde o começo dessa tragédia no ano passado, o famoso governo Sírio diz não pretender destilar seu veneno contra seu povo; ao povo só os fuzis..... as armas químicas serão aplicadas contra aqueles estrangeiros que tentarem intervir na nossa técnica de organização social........




Bashar al-Assad 
acho que já vi esse bigodinho antes......

As armas químicas já são utilizadas desde a Primeira Guerra com gases venenosos usados nas trincheiras e que mataram mais de 800 mil pessoas. Os que não morriam ficavam queimados e com graves problemas no pulmão. Os governantes, garanto que não sentiram nada...

Na Segunda Guerra, a mais aterrorizante que se podia imaginar, gerou um enorme desenvolvimento nessas armas de torturas. O exercito japonês, por exemplo, fez várias experiências com os prisioneiros australianos (publicadas em estudo), para testar o poder de armas químicas e biológicas. Tipo experimentos que as empresas de shampoos, sabonetes, remédios, cremes, etc, fazem em ratinhos...

As mais temidas, que se conhece (pois muitas são desenvolvidas longe dos anais da ciência, tipo filme do Capitão América e experimentos secretos) são os Agentes Organofosforados que agem sobre o sistema nervoso levando a pessoa a convulsões e morte rápida, com doses bem pequenas. Uau!!!

E nessa lista, claro, entram como utilizadores de armas químicas em várias guerras os EUA, Iraque e Irã.

Então se criou uma Convenção de Armas Químicas proibindo o uso de gases tóxicos e métodos biológicos para fins bélicos........ 

Vc está imaginando que foi criada recentemente certo? Errado. A Convenção foi criada e assinada por vários países ANTES da Segunda Guerra quando ficou suspensa, por motivos óbvios, e só recuperou valor após o fim da Guerra Fria. Mas só em 1997 entrou em vigor possibilitando medidas restritivas, PRA QUEM ASSINOU, é claro. Ficando então liberado apenas o gás lacrimogêneo que é considerado “medida pacificadora”.

Entendi.

Mas um monte de produtos químicos com fins militares ficou de fora da lista incluída na Convenção, como o Napalm, por exemplo, usado pelos EUA no Vietnã, e que a gente lembra tão bem dos efeitos.

Portanto com tamanha hipocrisia e ineficiência, muito países nem deram atenção a essa piada.

Já os vírus e bactérias são considerados armas biológicas e essas ninguém quis fazer convenção porque são usadas diariamente na produção de fármacos.....

"Qualquer guerra é um espetáculo sangrento e abominável. Mas até para matar há limites: as armas não devem causar ferimentos supérfluos, cruéis, desumanos ou degradantes. Isso em teoria. Pois o homem inventa, produz, armazena e está pronto para usar um arsenal tão perverso que até a tênue ética da mortandade fica manchada. São as armas químicas, chamadas "bomba atômica dos pobres", pois podem ser preparadas em qualquer país que disponha de uma indústria de fertilizantes químicos ou pesticidas medianamente desenvolvida."  Superinteressante




Realmente a única vantagem das armas químicas seria acabar com as baratas!!!


SERÁ?

Infelizmente não existem mocinhos e bandidos nessa história, não entre os governantes. O conceito de guerra em si nunca foi ético, como pretendia a teoria. E os seres humanos são as tais massas de manobra.

Se o governo Sírio insistir na ditadura não vai haver outra solução se não a chegada dos SuperAmigos... e aí se as ameaças forem sérias vai sobrar pra quem???

Nem vamos responder.

De qualquer forma é de extrema arrogância essa ameaça porque evidencia o real interesse do Poder que é submeter a população.

Não existe nenhuma saída melhor para essa situação do que a penosa luta civil que os sírios estão enfrentando. Os ditadores devem ser retirados pela população e não há como fazê-lo se não regado à sangue... violência gera violência.

Embora a história tenha nos dado exemplos maravilhosos de guerras sem armas com organizações pacifistas, temos visto também o massacre de monges à luz do dia.

É em momentos como esse que precisamos refletir muito seriamente sobre nossas responsabilidades, sobre as responsabilidades de nossas ações.

Por que esse homem foi eleito com 97% dos votos?

Porque não havia outro candidato.

E por que não havia outro candidato, se este único, mesmo que num discurso liberal, era herança viva de outra ditadura?

Por que nos deixamos levar por discursos falsos?

Por que repetimos erros mesmo diante das evidências?

Ignorância? Inconsciência? Preguiça?

Por que o ser humano se adapta às piores situações só colocando limites quando fica encurralado?

Será que esse comportamento não é resultado dessa “cultura de violência” de só reagir quando já não suporta mais sofrer?

E de onde vem essa tolerância SACRIFICIAL???

Essa baixa auto estima em que acreditamos que merecemos o sofrimento e a desgraça, e nunca a felicidade?

Será que não é porque acreditamos que a felicidade não está aqui, mas num outro lugar: no céu, no paraíso, depois da morte, no nirvana, enfim, em qualquer hora ou lugar que não aqui e agora?











quarta-feira, 18 de julho de 2012

Intolerância Religiosa dos evangélicos

E mais uma vez os evangélicos dão show de intolerância religiosa e fundamentalismo.


Matéria sobre invasão dos evangélicos em terreiro

Na sua completa ignorância a cerca do respeito e da religiosidade, esses grupos de gente recalcada, infeliz e inconsciente, inventam motivos para atormentar os outros. Aliás a obsessão doentia com SATANÁS já demonstra a atração, quase erótica, que alimentam em relação a tudo que consideram demoníaco. Algumas dessas igrejas evangélicas chegam a ser o próprio CULTO AO DIABO, pois passam 90% de seu tempo emanando sobre o assunto. O coitado do Jesus fica em segundo plano.


Essa gente é perigosa e não estou exagerando. O fundamentalismo já demonstrou e ainda demonstra seus métodos violentos e intolerantes de eliminar o tal demônio. A psicologia já cansou de descrever esse tipo de perturbação e apontar tragédias da humanidade baseadas na intolerância religiosa.


É caso de segurança pública controlar o que esses líderes endemoniados fazem em seus "cultos ao demônio", que vem criando massas de manobras.






Essas pessoas INVENTAM motivos para exercitar o poder sobre outras e impor regras ao mundo não estimuladas por crenças, mas apenas alimentadas pelos próprios medos e frustrações. 


Esse é o perfil do criminoso, e do tipo mais perigoso porque manipula não só sua frustração e medo, mas a de muitos, que em grupo, ganham um força descontrolada.


Cada um de nós, independente de crença ou religião, deve SEMPRE se manifestar contrário a esse tipo de manifestação seja na área da religião, da política ou até no futebol, para impedir que se criem exércitos de mentes vazias.


E sobretudo na área religiosa onde o campo é subjetivo e fértil para manipulação. Costumamos a reclamar diariamente da política e de políticos, mas estamos sofrendo um tipo de manipulação muito mais profunda e silenciosa.




LIBERDADE PRA DENTRO DA CABEÇA!!!



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Irmãos gêmeos confundidos com homossexuais são agredidos e um deles é morto



Reportagem publicada pela Folha de São Paulo em 28/06/2012 sobre o assassinato de um rapaz, por espancamento, por ter abraço publicamente seu irmão gêmeo, inspira nosso artigo de hoje.


(matéria da Folha de São Paulo)

E ainda destaquei dois comentários, do site do mesmo jornal

Mirella comentou em 27/06/12 at 17:17
Como é que uns e outros dizem?
“Não existe homofobia, isso é invenção dos gayzistas, seus pecadores!”.

 Rogério comentou em 27/06/12 at 17:33
Pobre humanidade essa que se ofende com demonstrações de afeto, seja entre irmãos, seja entre casais héteros ou gays! E ainda tem gente desse tipo que usa a Biblia para justificar tais atos covardes, como se Deus renegasse algum de seus filhos por causa de sua orientação sexual… Pura ignorância!



E mais uma vez estamos aqui repetindo pacientemente o que parece ser tão óbvio: a defesa de direitos à liberdade de expressão, opinião e escolha; a defesa à diversidade sexual.


Antes de qualquer palavra gostaria de agradecer à ALMA desse rapaz que se “ofereceu” como vítima desse crime, e a essa família, esposa e filho ainda em gestação, mãe e irmão, que apesar de seus sofrimentos incalculáveis, vão colaborar em mais um tijolinho no gigantesco muro que estamos construindo contra a violência!! Obrigada!


A notícia publicada pela Folha de São Paulo é chocante!! Enquanto estavam assassinando homoafetivos, a sociedade ainda fingia que o problema era controverso, polêmico, mas esses crimes vem acontecendo diariamente, como um massacre, e pouquíssimo tem sido feito para proteger as vítimas potenciais. Muita gente, muita mesmo, ainda é capaz de manifestar essa frase que a comentarista Mirella fez no site da Folha de São Paulo, sobre a hipocrisia alheia: “não existe homofobia, isso é invenção dos gayzistas...”. Obviamente a sociedade com sua maior riqueza, a hipocrisia, inventa o que for necessário para continuar sustentando sua moralidade perversa. A sexualidade social está num nível bastante problemático, já tão diagnosticado: essa mistura de grupos excessivamente pudicos por um lado, com grupos excessivamente pervertidos de outro, e um grupo mediano de gente perdida procurando ser feliz, faz de nós uma sociedade gravemente doente na sua fonte primária de vitalidade que é a sexualidade.

É forçoso e urgente compreender a relação direta entre as crenças religiosas e essa violência contra liberdade sexual: seja na diversidade de opções seja na própria liberdade de expressão da sexualidade feminina, que também é alvo dessa violência.

Não há como nossa consciência não entrar em parafuso se por um lado somos catequizados por religiões que reprimem perversamente a energia sexual, necessária a nossa expressão humana, e, por outro lado, somos massacrados por um jogo também perverso, do poder econômico, expondo uma imagem completamente desorientada do que seria essa expressão natural.

O comportamento pudico e o comportamento pervertido são o mesmo comportamento!

Já foi tantas vezes explorado o entendimento de que através dessa sexualidade pervertida que os sistemas de poder (religioso e político, enfim ideológico) nos impõem seu comando, somos alvos fáceis de manipulação; a energia sexual, que não é a vontade de praticar sexo, mas uma capacidade humana profunda, uma energia mesmo que nos mantém vivos e criativos (em todos os sentidos), é nossa expressão humana básica. Em outras palavras, se eu cortar a energia elétrica, vc não consegue ligar seu abajur!!! Se eu impedir que sua energia vital circule, vc funciona mal (que não é dificuldade de ereção, mas dificuldade de vencer na vida em todos os sentidos), adoece e se sente sempre pior do que realmente é. E funcionando mal vc se torna facilmente controlado, manipulável, porque "perdendo" seu poder vc delega poder ao externo!!! Se sentindo um lixo, fraco, vc delega ao externo (seu pai, o governo, seu partido, seu patrão, Cristo, Buda, o terapeuta, o médico, DEUS) as forças para melhorar, o poder para vencer. Essa ideia foi inspirada por William Reich, NO SÉCULO PASSADO, mas outras linhas filosóficas (das quais provavelmente ele partiu), antigas, já nos revelavam um pouco desses mistérios. A energia sexual se não for aplicada na sua qualidade criativa e libertária (e não cabe a esse artigo o desenvolvimento do assunto), será, necessariamente aplicada na sua qualidade perversa e repressora.

O que interessa aqui não é o desenvolvimento das teorias da sexualidade como força vital, mas a reflexão sobre: como nossos comportamentos e padrões de pensamento, e sistemas de crenças estão colaborando para esses acontecimentos horrorosos?

Insisto que enquanto o extermínio de pessoas se restringiu a grupos minoritários, ou seja, enquanto estavam matando gays, só os gays e simpatizantes vinham reclamando e se organizando para garantir segurança. Mas como são grupos MINORITÁRIOS, a velocidade com que conseguem resultados legais e policiais é menor do que a velocidade com que os crimes vem crescendo nos últimos anos, em vários estados brasileiros (o país com os maiores índices de assassinatos homofóbicos). Essa violência vem sendo cultivada há séculos, alimentada diariamente, de forma explicita e também sub-reptícia, no nosso cotidiano. No entanto, os gays são seres humanos e portanto o índice de assassinato aos seres humanos veio aumentando no nosso país, por motivos TORPES. Assassinatos injustificáveis, apesar de ainda haver, em algumas culturas, leis que proíbam a homoafetividade com pena de morte.

É isso que está acontecendo no Brasil: pena de morte para a homoafetividade!

Mas como a maioria de nós não é assassina, imaginamos que não somos responsáveis por esses crimes, ou que nosso comportamento não tem vínculo nenhum com esses resultados.
Será? Será que mesmo eu não matando nenhum homoafetivo, o fato de não defender uma lei contra a homofobia não é um tipo de colaboração com o crime? Por exemplo: sou contra abusar sexualmente de crianças; mas, se não houver uma lei que puna a pedofilia, muitas crianças serão abusadas (como a Igreja Católica fez tantos séculos). Portanto é necessário que eu defenda a criação de leis contra a pedofilia porque só com um número grande de defensores dessa possibilidade de lei é que ela se torna Lei efetiva, certo?

O mesmo ocorre contra a homofobia: se não forem criadas leis efetivas de proteção dessa minoria, ela continuará sendo exterminada. E para efetivar essa lei precisamos nos tornar uma MAIORIA defensiva. Deu pra entender o quer que eu desenhe???

A defesa pública desses direitos é só uma atitude de cidadania.

Mas outros comportamentos do cotidiano são importantes para que colaboremos na mudança de padrão mental. Quando incentivamos o respeito às diferenças estamos fazendo essa colaboração. E não precisa ser só em situações ligadas diretamente ao assunto: defendendo um grupo minoritário qualquer, eu estou defendendo TODOS os grupos minoritários indiretamente, pois estou construindo comportamentos de tolerância à diferença.

Mas como a sociedade é preguiçosa no quesito mudança de comportamento, são necessárias várias barbaridades para que algum nível de consciência desperte coletivamente. E, infelizmente, mais uma barbaridade aconteceu e veio de forma inusitada e cruel para que ficássemos bastante decepcionados com nossos semelhantes. Pois é, porque não ficamos suficientemente decepcionados com o assassinato de pessoas que são classificáveis como fora do padrão estabelecido de comportamento, mas quando matam alguém dentro dos padrões, nos assustamos, nos espelhamos. (como se algum de nós conseguisse ser padrão de alguma coisa!!)

Um pai de família, com um filho sendo gerado, foi assassinado por estar praticando o mais belo ato da humanidade!!! Sim¸ a fraternidade é de todos os amores o mais elevado, acima mesmo da maternidade. Em todas as culturas existe o princípio básico de que somos todos irmãos; nesse caso, não só irmãos de sangue, mas para que o ato de torne ainda mais cruel, eram irmãos de célula que estavam se abraçando. Pessoas que foram geradas assim, com corpos unidos, dividindo o espaço sagrado do útero, abraçados pelo afeto fundamental de compartilhar a própria vitalidade......

(silêncio)

Chego então ao segundo comentarista do site onde foi publicada a matéria: pobre da humanidade que se ofende com atos de afeto....

Rapazes que não tem 25 anos, ou seja, jovens, assassinando com pedras duas pessoas que estavam se abraçando, apenas porque eram do mesmo sexo, apenas porque eram ambas do sexo masculino e, provavelmente, se abraçavam com muito amor.

Agora mudamos de patamar. Agora estamos TODOS envolvidos. Embora todos os dias aconteçam assassinatos que assustam nossa sociedade, estamos aqui falando de um tipo de assassinato diferenciado; sim, porque os crimes são diferenciados pelos seus motivos. A senhora que matou o ladrão em legitima defesa é diferente do pai que jogou a filha pela janela, ou do senhorzinho que matou a vizinha pra fazer churrasco, ou do assaltante que arrastou o garoto que ficou preso no cinto, ou do soldado que atirou no inimigo, etc... Esses jovens mataram porque dois homens estavam se abraçando no meio da rua. Agora um pai tem que tomar cuidado ao abraçar seu filho adulto, um amigo ao outro, dois parentes.... agora, homens não homoafetivos vão começar a sentir na pele “parte” do medo, do receio, da inibição que um casal homoafetivo masculino sente quando quer manifestar carinho em público. Todos os homens deveriam se sentir violentados com essa notícia porque todos tiveram seu direito de expressão afetiva assassinado.

É por isso que comecei agradecendo ao rapaz que doou sua vida, porque essa vida pode tirar do anonimato social, tantas mortes de homoafetivos que não foram dignificadas porque não pertenciam à categoria dos “aceitos”. Apesar de que ainda vivemos num sistema de crucificações, de sacrifícios expiatórios, temos condições de recuperar nossas vidas, nossa liberdade de pensamento contra padrões impostos, liberdade de sentimento, contra crenças infligidas, resgatar nossa energia vital e criatividade para imaginar um mundo bem melhor.
Fica aqui o manifesto da minha indignação, pois me indignar ainda é meu sinal de insurgência. Tomara esse caso seja único. Para que não se repita, depende de uma escolha coletiva.