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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mujica ensina a mujicar sem bombas

VAMOS "mujicar".
Vamos INVERTER nossos pensamentos e ações
para direções mais eficientes
e com EFICÁCIA sobre nossos problemas mundiais;
problemas humanos.

Com a frase encantadora que o Presidente (com P maiúsculo) uruguaio declarou
para a nova Terceira Guerra Mundial que foi:
"O único bombardeio admissível à Síria seria de leite em pó, bolachas e comida"
de José Mujica.

E ele pensou nas bolachas!! Que doce.

Inverteu completamente nossa atual imagem de bombardeio de sofrimento.
Mujica nos lembrou que podemos bombardear o mundo com amor
e seremos VITORIOSOS
de todos os lados.

Vamos BRIGAR pelo bombardeio do leite, bolacha e comida.
Vamos nos solidarizar com a população que está de joguete nas mãos dos donos do mundo.
NÓS TAMBÉM SOMOS POPULAÇÃO,
e seremos joguetes (já somos) amanhã quando um Brasil decidir
entrar "nas guerras"
que o mundo propõe a todo instante.

Vamos imaginar a PAZ
pois nosso futuro está sendo pensado e construído no que imaginamos hoje.

NOSSA IMAGINAÇÃO É ATIVA!!!!

Somos imaginação de nós mesmos.
Nos criamos e recriamos a todo instante,
como está fazendo o universo.
O princípio é a todo instante;
e é fim também. 

Vamos mujicar e imaginar outras possibilidades para nossas ações.
VAMOS SER FELIZES. TODOS JUNTOS.
Porque enquanto um de nós estiver sofrendo,
todos estaremos.
Sejam eles pessoas
ou
não-pessoas.

Somos o mesmo organismo pulsante.
Unos na pluralidade. Uno nas pluralidades.

Vamos mujicar em nossas vidas
e na imagem que fazemos de nós mesmos.

Vamos nos bombardear com delicadezas,
com solidariedade,
com respeito por cada um.

VAMOS COMPARTILHAR.

Compartilhar o que temos,
mas principalmente o que SOMOS.
Tornando-se mais transparente.

Vamos mujicar sugerindo para o mundo outra ÉTICA humana.
Nós somos a ética humana
e se ela está ameaçada,
desaparecida, esquecida....
Vamos praticá-la.
Sugerí-la.

Sejamos JUNTOS. Só juntos é que seremos DEUS.



segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Pacto de Dilma

Parece que Dilmão matou a cobra e mostrou... a que veio? Sinceramente observando ainda não tivemos nenhum presidente que tivesse feito as propostas que a amarelada fez hoje, inclusive incluindo plebiscito, ou seja, a gente.

Tenho a impressão que a estrutura dos poderes deve ser tão viciada e emaranhada em comportamentos que começam na falta de ética e terminam na roubalheira descarada, comportamentos estes que devem estar tão estabelecidos por décadas de inescrupulosidade e impunidade, que achar as pontas do enorme novelo não deve ser fácil.

Assim como fomos (eu não) às ruas pedir participação nesse barraco, parece que nossa presidenta também está se apoiando no tal "gigante desperto" para tentar fazer faxina. Quer se respaldar nessa força popular que manifesta insatisfação generalizada. 

A reforma política é uma das iniciativas mais difíceis de serem sustentadas pois nosso legislativo e judiciário estão sentados na sombra com água de coco faz tempo. E são eles que comandam, num país democrático, ao ponto da presidenta ficar pedindo repetidamente o dinheiro do petróleo pra educação e a droga do Congresso não dar.

De boa? Tô achando que essa brincadeira tá ficando bem legal. Nossa história está mudando dia-a-dia a olhos vistos. Cada dia nesse Brasil tá sendo um novo dia. Estamos todos despertos, refletindo, discutindo e a Presidente do Brasil parece que topou subir na prancha pra surfar nessa onda que levantamos.

Agora que a Dilma propôs esse pacto ela encurralou todo mundo e as máscaras vão despencar que nem figo podre......... Chamei a fofa de covarde ontem, hoje vou acreditar que o amarelo da pessoa possa ser da luz solar, meio beje, só que menos petista e mais brasileira. É, pode ser.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

CURA GAY

Não pense você meu caro ingênuo amigo, que a Cura Gay tão veementemente proposta pelos evangélicos e correlatos, é uma iniciativa do pensamento conservador que tenta preservar os “bons costumes”; ou uma tentativa de salvaguardar os desígnios divinos de preservar o casal perfeito; ou ainda uma vontade do Feliciânus de demonstrar seu poder impondo a mais surrealista proposta dos últimos tempos. Não, meu amigo você não tá entendendo.

A proposta da Cura Gay nada mais é do que uma nova versão da antiga tática tão desenvolvida pela Indústria Médica e Farmacêutica: cria-se a doença para depois enriquecer vendendo a cura.

Se instituída a Cura Gay fica estabelecido que a homoafetividade É uma doença curável e sendo assim um novo nicho mercadológico vai explodir, principalmente nas igrejas evangélicas e afins. Aliás, parece que essas igrejas dedicam mais tempo criando novos produtos comercializáveis do que orando. Se até o cheiro de Cristo é negociável, que dirá a tua opção sexual. Os feliciânus da vida buscam postos de poder justamente para implantar as facilidades para seu enriquecimento financeiro.

Isso é fichinha perto da megalomaníaca criação que a indústria farmacêutica faz do câncer, que ainda não cria tumores na alma para não contradizer a própria medicina, mas já vendendo tumores futuros; ou a industria alimentícia que incentiva a gente comer plástico achando gostoso pra depois passar o resto da vida tratando o coitado do estomago que não produziu enzimas pra dissolver o que nem a natureza-mãe consegue....

Mas essa tática de criar o problema pra lucrar com a solução foi profundamente, ardilosamente e eficazmente desenvolvida pela Igreja Católica e afins: criou-se o diabo para vender o exorcismo, seja ele com passes ou oração.

Na versão política cria-se o inimigo terrorista pra vender a guerra.

E assim caminha a humanidade. Para trás.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Chão do Brasil vai tremer.

Linda movimentação pelo Brasil todo. Não me emociona mas acho legal, acho importante que a gente sinta o quanto de coisa é possível ser feita em grupo.

O que mais acho legal é como essa onda se estruturou pela internet, pelas ruas, pelas vontades. É assim a democracia: da gente pra gente. Com a soma de tantos corpinhos no espaço das ruas amanhã vamos acordar mais confiantes. E essa confiança é fundamental pra tomar decisões.

20 centavos foram suficientes pra provocar essa união; 20 centavos e muitas balas de borracha foram o estopim contra uma presidenta MUDA, que se movimenta sorrateira e nunca assume publicamente nada. Começamos gritando por nossos índios que continuam abandonados, depois pelos direitos humanos fora das mãos dos reacionários que vem fazendo a festa na política, Belo Monte, Copa do Mundo, e nossa paciência muito esgotada. A turma do oba oba no Congresso, gente condenada assumindo cargos, a ÉTICA no lixo. E a presidenta não fez nada. Ah, fez sim, foi torrar dinheiro público em viagens pessoais. Isso só pra falar dela e não gastar o teclado listando do topo ao chão o bando de políticos inúteis enriquecendo.

Agora estão aí os brasileiros nas ruas como há muito não se via. A política brasileira hoje vai ter pesadelos porque essa onda não termina agora. É uma tsunami que está se formando e o país do futuro está despertando. A kundalini do planeta está debaixo da America Latina e nosso chão vai tremer. Sem guerras.

Amanhã seremos um país diferente. NOVO BRASIL.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

INDIOS BRASILEIROS E A DEFESA DA CULTURA


Quem dá sua vida pra preservar sua Cultura sabe o valor de existir!!! Quem vende sua cultura pra sustentar sua vida não conhece o sentido da sua existência!! Na sociedade de consumo nossa cultura vira produto, e como tal é submetida às regras do mercado; já não é mais cultura, é entretenimento, palhaçada, picaretagem, qualquer outra coisa menos Cultura. Na sociedade de consumo ficamos paralisados, estamos mortos, porque um povo que não pode expressar sua cultura não existe. É disso que os indios estão falando, é contra isso que estão lutando. Podem se adaptar, claro que podem. Mas não podem se desculturalizar, ou percebem que vão morrer. Não estão brigando por "terra" no sentido de propriedade econômica como a vemos hoje. Estão brigando por terra no sentido de propriedade cultural. Os índios brasileiros são hoje a mais contemporânea manifestação social dos conflitos éticos ( e não apenas etnicos) a que a sociedade de consumo chegou!!! Conseguir INCLUIR esses povos nessa sociedade confusa e desorientada em que vivemos é nosso grande desafio. Estar surdos aos seus reclames é infertilizar nosso futuro. PRECISAMOS PERCEBER A GRAVIDADE DO CONFLITO PORQUE NOS AFETA A TODOS DIRETAMENTE. E, PIOR, PRECISAMOS ENFRENTAR NÃO APENAS O AGRO-NEGÓCIO E O GOVERNO MAS O PRECONCEITO CONSERVADOR QUE ESTÁ INFILTRADO ENTRE NÓS. ESCLARECIMENTO É A MELHOR ARMA CONTRA O PRECONCEITO.






quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Disputa pela Presidência em 2014


Briga entre peçonhentas: a bancada evangélica percebeu que tem força política e base econômica suficientes para disputar a presidência do Brasil.

(não acredito que estou tendo que escrever isso!!)

Como em toda disputa pelo poder na democracia imunda de modelo norte americano, uma dança de jorros venenosos tem inicio. A pornografia só não vai ser pior agora porque a dita bancada sabe que só tem força se permanecer unida, então as cobras peçonhentas como esses homens sem escrúpulos que temos visto se apoderando da fama política, vão ter que brigar entre si mantendo sorrisos.

Claro que a falta de escrúpulos é uma tendência na política brasileira independente de credo, mas a bancada evangélica se supera no fundamentalismo religioso dando "valor" a essa inescrupulosidade.

Evangélico brasileiro já está sendo comparado a fundamentalista talibã,
sem exageros.

Só depois de mais poder consolidado é que veremos a verdadeira face dessa onda (que de buena não tem nada) quando os assassinatos, corrupções, golpes e estupros começarem a pular feito telecine pipoca!!!!

Quem tem lido, como a idiota aqui, a imprensa gospel e anti-gospel especializada já assiste a disputa pela representação dessa bancada. Malafaia candidato natural está sendo ameaçado pela súbita fama de Feliciano patrocinada por nós, os anti-anti. O jogo de dossiês é que vai decidir que nome será lançado (como é de praxe no país) com a diferença que nessa disputa veremos um show de retórica (especialidade evangélica) na qual Feliciano saiu em disparada.

Qualquer pessoa que teve um mínimo ímpeto esquerdista
ou humanitário
se arrepia com os discursos infantis e perigosos felicianeses
de quinta categoria lógica.
E se entristece na alma com o empobrecimento humano
inspirado por esses comandos
e reverberados numerosamente
feito funk carioca.

E nesse sistema de democracia burra seremos obrigados a nos "coligar" entre os que sobram pra não afundar o Brasil do futuro na idade média revisitada. Que perspectiva temos de coligação se a promessa de renovação (simbolizada por Marina Silva e sua Rede) já é encabeçada por uma frequentadora do encontro anual da Assembleia de Deus???????????? Que promete separar seu credo da conduta religiosa como se a opção de fé não fosse já uma atitude politica perante a vida??

Não é a Dilma que está sendo engessada, somos nós diversidades desarticuladas.

Como diz o ditado: o ruim sempre pode piorar, mas tenho fé (não em deus mas em Espinoza) que a Natureza encontra sempre um caminho para se auto-regular e TUDO que excede se esgota. À custa da dor, mas se esgota.

Portanto essa corja um dia vai encontrar seu fim (até que outra floresça), mas nosso problema é: o quanto vamos pagar até esse dia chegar!!!
Como um bom sábio chinês não resistir seria a melhor conduta para que se destruam sozinhos, mas haja bambu pra envergar vendo e ouvindo tanta barbaridade!!!

Boa fortuna pra todos!!!





quarta-feira, 27 de março de 2013

A REAL DEMOCRACIA VIRTUAL


Quem acredita que a “vida real” é APENAS aquela que acontece fora do computador perdeu a noção de realidade!!! Quem entende que uma rede social como o Facebook é APENAS um painel de compartilhamento de fofurices não saiu do mundo infantil. A internet transformou todos os conceitos que existiam antes de sua chegada. Eu disse todos. Nossas relações afetivas, econômicas, culturais, geográficas, linguísticas, psicológicas, extratosféricas, todas foram redimensionadas a partir da internet. E quanto mais ela cresce mais transformações somos obrigados a fazer. OBRIGADOS.

A internet não é somente um novo meio de comunicação, tipo um telefone expandido. Ela é um novo meio de comunicação que modificou nossa percepção da realidade.

Para quem insiste que a internet não é vida real e que a vida propriamente dita é a que acontece na rua, exclusivamente, vamos a exemplos.

1.  A mocinha tunisiana, Amina, expôs os seios no seu perfil de facebook, não na rua, nem numa mesquita, nem na festinha de aniversário do primo; apenas no facebook. No momento está foragida, escondida para não ser morta, e por morta quero dizer a perda das funções vitais do seu corpo físico e não a perda do seu perfil no facebook (isso já fizeram os hackers que se sentiram agredidos por suas fotos);

2.  A partir desse evento, ao invés de discutir o assuntos com minhas amigas na balada de sábado, eu passei a discutir o assunto diretamente, a qualquer momento,  com pessoas de todo o mundo: pude refletir sobre argumentos de mulheres e homens muçulmanos contrários a atitude da mocinha, que conversaram comigo, assim como dialogar com pessoas em outras línguas (árabe, basco, italiano, francês e inglês) sobre nossas semelhanças. Ampliei meu espectro de compartilhamento de reflexões do meu bairro pro mundo todo!!! Fui chamada de irmã por uma mulher que nem conheço, que usa véus, fala em árabe mas que traz no seu coração algo muito semelhante ao que trago no meu. Somos a Humanidade;

3.  A escolha do deputado Feliciano para a CDHM antes da internet teria sido uma noticia de jornal. Em casa ficaríamos revoltados com o absurdo, reclamaríamos nas rodas de amigos ou no trabalho. Qualquer movimentação conjunta de protesto dependeria da liderança de uma Ong, um diretório universitário ou um sindicato de qualquer coisa. Decidida a passeata a divulgação seria feita por folhetos impressos a serem distribuídos pessoa a pessoa, e obviamente só meia dúzia ficaria sabendo do evento e muitos dias depois. Pela internet a informação chega na mesma hora em que acontece e em dois dias uma passeata para 2 mil pessoas estava montada em São Paulo e outras tantas em várias capitais.  Essas passeatas deram força popular para que deputados (nossos representantes) gerassem uma frente parlamentar que sem o respaldo social seria uma piada. Essa movimentação pela rede social tornou o assunto internacional trazendo o apoio tanto de entidades ligadas ao tema quanto de cidadãos de outras nacionalidades, brasileiros residentes em outros países e etc. Teve resultado político? Alguns vão dizer que não porque o tal deputado eleito continua no cargo, mas essa visão é imediatista. O resultado é assustador, pois a manutenção do cidadão no cargo tornou-se uma afronta contra a vontade popular, ou seja, anti-democrática, e também ajustou a saia vermelha da Presidência da República; além disso mostrou para o cidadão como é fácil e proveitoso reinvindicar algum direito que antes parecia tão trabalhoso e que, aos poucos, vai ser comum em nossas vidas;

4.  Outro caso marcante foi o movimento em prol da proteção dos índios Guarani-Kaiowás. Índios são mortos e exterminados a pelo menos 500 anos. Todos os governos até então fizeram muito pouco, ou nada, para modificar esse quadro de extermínio. Por causa da internet, os próprios índios tornaram sua causa internacional e passaram a conseguir algum apoio de ONGs especializadas e estrangeiras. No evento em que alguns poucos índios ficaram isolados e ameaçados de morte em defesa de sua terra, uma explosão de manifestações tomou conta do facebook. Nesse caso a passeata de rua nem teve a mesma importância do que a manifestação online pelas próprias características do evento. O mundo olhou para aquele pequeno alqueire de terra e prestou atenção ao que estava acontecendo ali. O mundo se questionou sobre qual é a relação entre o índio e a civilização atual, pois as informações dos livros de historia estavam desatualizadas. O Brasil pode conhecer em que condições os proprietários de terra vem crescendo seu patrimônio; descobrimos de quem são as terras do Brasil e o quanto dezenas de deputados vem investindo nessas terras colaborando para esse extermínio;

5.  Através da internet passamos a ter acesso (ou a possibilidade de) a todas as informações que antes ficavam escondidas do conhecimento público: quanto ganham e o que ganham nossos deputados, como é distribuída a renda do país, enfim todo o esquema que sustenta a sociedade de consumo, a política econômica e social, falcatruas, mensalões,  subornos de políticos e juízes, etc, etc, etc, todas essas informações são distribuídas como rastilho de pólvora entre cidadãos. Tornamo-nos jornalistas (assim como nos tornamos cantores, modelos, atores, produtores musicais, advogados, políticos...);

6.  Pelas redes sociais temos servido eficazmente para encontrar pessoas desaparecidas, animais desaparecidos, encontrar criminosos de vários tipos, a ponto de que todos os sistemas de investigação e policiamento já estarem presentes e atuantes nas redes. Se antes podíamos ler o caso do rapaz que saiu de casa para ir ao cursinho e desapareceu, nos jornais e lamentarmos em casa, hoje colaboramos na procura e, como nesse caso que terminou com o falecimento do menino, pudemos ir diretamente dar nossos pêsames à família. O irmão do rapaz (assim como tantos outros casos) deu um belíssimo depoimento no seu perfil de facebook dizendo o quanto estava sofrendo com a perda do seu irmão, mas o quanto a presença de tantos desconhecidos tinha sido reconfortante para sua dor: “perdi um pedaço de mim, mas ganhei muito amigos”.

Poderia lista centenas de fatos que vem acontecendo desde em proporções tão particulares como em extensões políticas como greves gerais ou rebeliões civis em outros países.

E para citar talvez o mais significativo exemplo do quanto a internet É A VIDA REAL, hoje se sabe que acontece (há décadas) uma guerra fria entre países, de proporções catastróficas. Se vivemos o século passado sob a ameaça das bombas atômicas, hoje elas estão obsoletas; a indústria bélica é menos uma necessidade bélica e mais um sistema econômico. A guerra mesmo, com alcances sem precedentes, é pela internet. Os principais países do mundo estão investindo trilhões no desenvolvimento de tecnologias de proteção e ataque informatizado. O poder de entrar em todo sistema informatizado de um país inimigo possibilita o desligamento (por exemplo) de equipamentos de vários setores que colocariam um pais num caos autodestrutivo. Toda nossa vida real está associada a maquinas, a softwares, que se hackeados conseguem causar autodestruição em minutos, sem afetar o país vizinho. É só refletir sobre tudo que está associado à tecnologia, a começar pela eletricidade!!! Os prejuízos financeiros e físicos são inestimáveis.

Pierre Levy há 20 anos demonstrou a importância e alcance da internet nos mostrando que a revolução provocada por esse evento não tem precedentes na historia humana e nem retorno. Contudo, mostrou também que é a internet que traz para a humanidade a possibilidade de conhecer a REAL democracia. A internet vai eliminando representantes e intermediários. Hoje não precisamos de sindicatos para promover passeatas, não precisamos de jornais para receber informações e aos poucos iremos eliminar outras mediações podendo expressar nossas opiniões diretamente como prevê a democracia. Levy imagina um momento em que possamos votar leis diretamente prescindindo do poder legislativo e gerando uma gestão mais participativa da comunidade toda. Eliminaremos empregos que podem ser substituídos por softwares e teremos mais tempo para passear nos parques sem precisar cumprir jornadas tão extensas de trabalho. O teórico entende que o desenvolvimento tecnológico não causa dependência, mas liberdade (que causa a dependência e escravidão é a ambição); a distribuição democrática da informação e do poder de decisão vai tornar nossa organização social mais igualitária e libertária. E mesmo que os donos do mundo, donos do poder atual não queiram e resistam fortemente como estão fazendo, a velocidade com que a informação está circulando e modificando mentes e comportamentos, está fora do controle de qualquer estrutura. Estamos pensando e agindo cada vez mais democraticamente, com uma visão globalizada e humana do mundo. Não tem volta.






segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Internação Compulsoria um jogo de marketing da administração pública

Essa palhaçada de internação compulsória não tem nenhuma intenção de ajudar viciados e familiares na sua desgraça. O objetivo é fazer uma faxina do tipo lixo pra debaixo do tapete: vc não vê o lixo e acha que tá limpo.... mas nada que vc joga pra debaixo do tapete fica ali paradinho.

O dinheiro aplicado nesse tipo de projeto é pensado como um gasto de marketing e não uma solução de saúde pública. E a sociedade desinformada, bem intencionada e incomodada com as cracolândias se multiplicando, alimenta a polemica sobre essa iniciativa.

A internação com aceite do paciente já não consegue resolver muito o problema; na marra transforma o problema interno, que é onde interessa, num monstro de mil tentáculos. Fora todas as implicações para executar o projeto: amanhã vão querer me internar contra minha vontade por vício em Facebook!!!!! Apesar da tragédia do crack ser muito maior que a minha ainda assim os princípios de respeito não se diferenciam.

É bem mais demorado e bem mais caro tratar o vicio como se deve, portanto se houvesse real interesse em curar as pessoas tecnicamente prender não seria o caminho.

NÃO HÁ INTERESSE NA CURA!!

A internação compulsória é uma prisão justificada de pessoas que estão incomodando e gerando pequenos e grandes crimes. é um sistema de isolamento social e não de tratamento.

Hipocrisia nunca foi um bom remédio pra nada!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Genocídio dos Guarani Kaiowás


É A LUTA DOS GUARANI-KAIOWÁ UMA GUERRA PERDIDA?




A questão da distribuição de terras (propriedades) no país é um emaranhado bem difícil de desembaraçar, e não só no Brasil, pois é uma crise óbvia na pós-modernidade capitalista (nome bonito hein!!).

De um lado um país no seu momento top, que passou de devedor para exportador; agora é o Brasil com pinta de super potência vendendo caninha pra americano ver, quem diria....

Não éramos o país do futuro? Pois o futuro chegou!!! Somos a galinha dos ovos de ouro!!! Teremos Copa, Olimpíadas, todo mundo quer vir pra cá, todo mundo quer investir aqui, o paraíso dos recursos naturais e de coração (e pernas) aberto!!! Um povo simpático que vive em festa, música de primeira....... axé!!!

Seria uma bela historia se nela não houvesse uma rede exploratória da terra, completamente atrelada ao poder político, com direito até a mecanismos de lavagem de dinheiro, e todas as maracutaias que nosso cérebro tupiniquim (que de tupi não tem mais nada!!) é capaz de inventar, porque brasileiro é um povo beeeeem criativo mesmo!!! Já vinham, os estrangeiros, nos explorando desde sempre: tem planta encontrada na Amazônia que foi catalogada por japonês como descoberta medicinal deles.....

Ao invés de nos libertamos dessa exploração das nossas riquezas e distribuir entre nós nossos ganhos, resolvemos nos auto explorar; os que estão no poder, é claro.

O livro “O partido da Terra”, de Alceu Castilho nos entristece com tanta verdade; chega a ser um catálogo de falta de caráter pior que o enlouquecedor “Privataria Tucana”. Na nossa ingenuidade pós ditadura nos fizeram acreditar que a causa da nossa desgraça era a superpotência americana, que já superamos; depois nos ensinaram a ter raiva dos industriais exploradores de mão de obra e recursos naturais, poluidores, devastadores, exploradores.... mas de fato, atualmente, os exploradores, poluidores e devastadores do nosso país são também os próprios brasileiros; mais do que isso: nossos politicos!!! São nossos legisladores que criam as leis que protegem seus próprios bens, nossos governos criando incentivos para suas próprias produções agrícolas. Agora podemos entender que o governo de oposição que tanto prometeu a reforma agrária, deixou de fazê-la não para tentar soluções menos radicais na sua governança, mas porque não é de seu interesse uma vez que é dono de boa parte das terras.... dá pra entender agora toda a questão da Petrobrás.... toda dificuldade do governo em resolver o Código Florestal, Belo Monte, etc....

Tá dominado, tá tudo dominado!!!

E do outro lado dessa corda estão etnias perdidas na pós-modernidade: querem manter a cultura, mas já estão "desculturalizados", conversam com árvores e com celulares, usam cocares com calça jeans... não deve ser nada fácil preservar aspectos arcaicos e sagrados nos fins dos tempos..... tantos se perderam nesses limites que os jovens, sim os jovens, vem se matando, o que seria compreensível entre os mais antigos; não é o medo de perder a cultura, mas é a dificuldade de vislumbrar o futuro.....

Todos precisamos repensar essa convivência.

O que é um índio em 2012???

Temos visto, na imensa diversidade indígena do nosso país, diferentes soluções para essa reestruturação que a cultura da terra deve passar nesses tempos de agora. Alguns não se esquivaram em adquirir bens de consumo, com carros, celulares, computadores, roupas, cobram pedágios nas estradas que cortam suas reservas, consomem drogas, comidas e bebidas de branco. Bobagem dizer que o alcoolismo está afetando nossos índios agora pois nos relatos do tempo do Império já se debatia essa questão. O índio sempre demonstrou curiosidade no conhecimento de nossa cultura, o que revela inteligência. Lidam com tecnologia sem maiores problemas.

Jogados em reservas inadequadas para sua sobrevivência, são obrigados a ganhar dinheiro para pagar a comida: viram pedreiros, pintores, ou escravos do plantio. Subempregos que perfazem a mesma trajetória dos negros quando foram libertos. Libertos do que, se jogados na miséria? Velha discussão, porém atual situação.

Talvez alguns consigam vislumbrar uma hibridização cultural que não destrua elementos essenciais da sua cosmologia, da sua “estrutura psicoafetiva”, talvez. Mas vários estão embaralhados nesse processo e muito por causa da violência com que a civilização se impõe a eles.

O processo civilizatório é devastador em qualquer ser humano: o que passa um índio nessa adaptação é o que cada branco vive ao nascer, obrigado a formatação de comportamentos contra sua natureza humana. E daí todas as nossas neuroses, doenças físicas, psíquicas e espirituais. Já sabemos disso. Mas alguns povos, nessa gama gigantesca que é a humanidade, escolheram por preservar a relação essencial com a natureza, manter sua psique num estágio mais simbólico (se posso reduzir nessa palavra), preservar culturas contrárias à devastação causada pela racionalidade e pela civilização. Escolhas.

Escolhas?

Nosso capitalismo não se restringe à parte, ele quer o todo. Ele pretende submeter não só todos os povos do planeta, mas todos os povos dos sistemas (talvez por isso ET não dá as caras por aqui!!!). Nossa total incapacidade de lidar com a potência que somos, com a infinitude que sentimos, nossa grandeza divina, nos leva a processos megalomaníacos: sentimos nossa potência e nos iludimos com nosso poder!!!

O ser humano é um só. Seja índio ou branco, civilizado ou não, estamos todos perdidos. Não sabemos mais onde estão os limites, vivemos em guerra o tempo todo, com tudo. Ou porque tem Deus ou porque não tem, ou porque tem terra ou porque não tem, ou porque pensa ou porque não pensa... Apenas MEDO. Medo de reconhecer sua força de brilhar e ser livre.

Os episódios da guerra contra os índios, que há anos são lamentáveis, com criminosos nunca responsabilizados, devem ser combatidos com toda a força que a nação puder concentrar. Lutar pelos direitos desses índios é lutar por nossa democracia, é lutar pelos direitos humanos, por nossa constituição, é lutar por cada um de nós.

Muitos não percebem a relação entre a causa indígena e suas vidas civilizadas e, pelo contrário, acham que os índios são um estorvo, são vagabundos, porque não produzem, não pagam impostos. Muitas pessoas, cidadãos sem cargos de poder, e que lutam todos os dias para sustentar suas vidas simples, veem nos índios uma afronta à sua batalha diária, ao seu esforço para sobreviver. É compreensível porque estas pessoas estão em condições ainda piores que os índios, pois além de serem igualmente exploradas, estão ainda desacreditadas da sua própria natureza interna, perderam a capacidade de sentir essa integração entre todos os seres da terra e perceber que a violência contra um é a violência contra todos.

Não são apenas os índios guarani-kaiowá que estão sofrendo no nosso país, as mesmas violências e desumanidades. Não, não são. Todos os que sofrem preconceitos raciais e sociais vivem situações basicamente semelhantes. Mas esses 170 índios que gritaram por suas vidas, que manifestaram extrema força na sua fragilidade máxima, inspiraram uma corrente de vitalidade que há muito não unia tantas pessoas pelo Brasil. A vontade de que sobrevivam nesse fim do mundo, que sejam salvos, que recebam o que merecem, que tenham paz e dignidade, que sejam ouvidos... são todas vontades que temos sobre nossas próprias vidas esvaziadas, esfomeadas, desterradas..... precisamos salvar esses índios, e todos os índios, e os humilhados e excluídos, para que tenhamos um mínimo de motivos para buscar o que perdemos a muito tempo: O AMOR PRÓPRIO!!! 




PARTICIPE DOS MOVIMENTOS NO FACEBOOK:

EVENTO "Sobre os nossos parentes guarani kaiowás": 

GRUPO DE DISCUSSÃO-ATO NACIONAL EM APOIO AOS GUARANI KAIOWÁS:


Em quase todos os Estados e em muitas cidades do país estão sendo organizadas passeatas em apoio à causa: informe-se pelo facebook a data, horário e ponto de encontro decididos em sua cidade. E caso ainda não tenha uma passeata programada, dê inicio à programação de uma pois esse movimento é nacional mas descentralizado e espontâneo.



EM SÃO PAULO:
 DIA 09 DE NOVEMBRO
ÀS 17 HORAS
EM FRENTE AO MASP
NA AV. PAULISTA



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Julgamento do Mensalão: a dança dos xerifes

Quem foi que distinguiu justiça de política? Platão???

Não sei, deve ter sido algum maluco da história e que já foi corrigido na modernidade com certeza. Mas parece que não adiantou nada..... desde quando algum juíz, humano, consegue ser apolítico??? Não existe essa possibilidade, ela é suposta apenas para o Supremo, não o Tribunal Federal, o Supremo mesmo, aquele no trono celeste.

Por favor!!!!!

Eu como atriz estou triste porque estou ficando desempregada desde que a realidade virou um teatro de melhor qualidade do que qualquer Shakespeare!!! Mas estou aplaudindo essa dramaturgia em que fica revelado que não há distinção entre ato político e julgamento. Em todo o tempo sempre um juíz está baseado em sua ideologia que lhe permite interpretar a Lei.

O julgamento do mensalão está apenas colocando em rede nacional o que é a justiça em qualquer instância; está derrubando essa máscara ancestral de que um juíz detém a capacidade de julgar a verdade, a exemplo do modelo do "Grande Juíz". Nem um conjunto de juízes consegue isso.

O que são provas???? Não é só corrupto que não deixa rastros, vários tipos de criminosos não deixam rastros, principalmente onde houver muito dinheiro (*) para apagá-los; ou os rastros são aceitáveis pela própria sociedade e se tornam "invisíveis".

Houve um tempo (se é que existiu) em que a PALAVRA era prova!!! Hoje nem pegando a pessoa no pulo, no ato, vc consegue garantir uma penalidade, * (principalmente onde houver muito dinheiro....).

Está ficando óbvio que essa distinção é hipócrita e que vai ser inútil votar no executivo e no legislativo, sem acessar democraticamente o judiciário. Nossa historia vem mostrando cada exemplo de juíz vergonhoso, corrupção em massa no judiciário.

Estamos assistindo de camarote o comportamento desses profissionais com a questão indígena, protegendo interesses econômicos....

Ao invés de usar o julgamento para esclarecer a população quanto as dinâmicas envolvidas na política brasileira, ultrapassaram suas instâncias para discutir como atuar politicamente, como deve se comportar um partido????

ARROGÂNCIA comum aos profissionais da Lei, com ambições a xerifes americanos. 

Poupe-me.

Não avançamos em nada na consciência com o balé de péssima qualidade desses egocêntricos de capa preta.

É hora de rever como delegamos poderes a esses profissionais. É hora de dar ao cidadão a possibilidade de escolher seus juízes, ou toda nossa estrutura política vai virar teatro de marionetes.

Quero o direito de votar também no judiciário!!!

E ainda mais reivindico meu direito de profissional do teatro de recuperar meu lugar como artista sendo a única apta a encenar comédias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Por que o Governo Federal não ajuda os Guarani- Kaiowás




ENTENDEU??


A CARTA DO CACIQUE SEATTLE, em 1855

Mais atual do que nunca e em clamor à tragédia que se abate sobre todos os índios brasileiros e nesse momento mais urgentemente à etnia dos guarani-kaiowá no Mato Grosso do Sul, segue esta carta.

Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:



"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.

Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."





A seguir o corajoso discurso do Deputado Marcelo Freixo em protesto a falta de iniciativa do Governo Federal na urgência da questão indígena.






Um dos inúmeros filmes-documentários esclarecendo os motivos da guerra no Mato Grosso do Sul.





ESTOU SOLIDÁRIA COM OS GUARANI-KAIOWÁ E TODAS AS ETNIAS MASSACRADAS PELA HIPOCRISIA E PELO PODER ECONÔMICO. SOMOS TODOS UM!!!