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sábado, 21 de julho de 2018

A CULPA É DO MONOTEÍSMO

A maior descoberta dos séculos que nos antecendem é observar a importância das narrativas na vida humana. Freud deu início a um processo de utilização das narrativas para a cura da neurose humana.

E também temos visto que são as narrativas que nos adoecem.

Portanto, se narrativas curam e adoecem, cabe a nós escolhermos narrativas curativas. Ou estamos gostando de estar doentes?

Ou as narrativas estão tão intencionalmente construídas, para controle, que nem percebemos que estamos doentes. Só vemos a doença do outro. No outro.

Temos que aprender a viver sem intencionalidade nas ações. Eliminar os julgamentos. Discernir sobre uma realidade não necessita de julgamento aobre ela. O bem e o mal estão nas narrativas, não na realidade.

O homem se sente tão onipotente que se acha capaz de saber o que é Deus.

Quanta arrogância!

Biblias e narrativas  de revelações de experiências proféticas.

Vamos parar com esse história de mito??

Só os que falaram com Deus conhecem a verdade.

O problema é que Deus disses coisas diferentes para cada um. E agora?

Se tem uma coisa que a experiência religiosa não é, é coletiva. Massificada.

Deveria ser uma experiência singular.

O ocidente precisa para de acreditar que sua existência começa na Grécia.

Precisamos ressaltar que quando os colonizadores chegaram nas Américas, Áfricas e Índias, havia muito povos, com suas maneiras de vida.

A NARRATIVA de que eram terras com meia dúzia de primitivos, era para esconder uma realidade cruel de extermínios.

Narrativas políticas, religiosas e científicas nos convenceram de que somos um lixo diante de Deus. Incompletos.

Ajudando você a esquecer que somos atributos do próprio Deus.

Não há nada de negativo, triste e impotente, nada de mal na “natureza” do ser humano.

Só sob uma realidade triste e impotente, da economia de opressão e poder, nos tornamos violentos, cultivamos ódios, destruimos os outros, também atributos de Deus.

Que heresia!!

Havia uma sabedoria da vida que foi dizimada para porque se fundava em outras perspectivas.

O monoteísmo tornou-se instrumento de massificação da experiência religiosa para cooptação das potencias dessas massas. Rouba nossas potências para si. Deixa-nos com o mínimo para sobreviver e continuar ofertando potencia.

Deus não pode ser reduzido a uma unidade!!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O FIM DO MUNDO e as informações de Drunvalo Merchizedek

Não sou nada adepta das filosofias "new age" que fica distribuindo kilos de supostas canalizações nos explicando situações que não temos como conhecer, ou experimentar. Acho linda a ideia da Fraternidade Branca e seus Mestres Ascensionados, mas que estão completamente fora da minha experiência individual. Não que eu seja devota da ciência e precise de exames de laboratório pra saber que o santo sudário é uma palhaçada.... Sou mais adepta dos estudos antropológicos e psico-socias: prefiro saber como o homem se organiza e se organizou, como se expressa individual e coletivamente, sua arte e sua Cultura. Sou devota da CULTURA no sentido profundo do termo e não nesse que usamos na "virada cultural", por exemplo, como se cultura fosse um amontoado de atividades artísticas, artesanais e similares. 

Cultura são os elementos objetivos e subjetivos que abarcam tudo que produzimos material, intelectual ou espiritualmente. Não pretendo definir cultura agora, mas apenas localizar que os pensamentos plausíveis, para mim, são aqueles que investigam os fatores culturais: o que um aborígene me diz ser verdade é para mim mais plausível do que um resultado de exame laboratorial.

As informações explicitadas nessa sequencia de vídeos, produzidos por esse homem que acabo de conhecer, Drunvalo Merchizedek, vem sendo divulgadas por várias fontes diferentes: as explicações sobre que momento é esse, que estamos chamando de fim do mundo, quais suas implicações e em que contexto ele se insere. Graças ao desenvolvimento criativo da criminalidade acabamos aprendendo a nos defender e duvidar dos outros: qualquer pessoa pode se sentar diante de uma câmera e dizer o que quiser; e existem várias técnicas de discurso para nos convencer do que se quer existe.

Quando não me importo com a verdade e deixo de me importar com a mentira. Não assumindo nada como verdade absoluta, as possibilidades são sempre possibilidades.

Assisti o discurso desse pesquisador e gostei das possibilidades que ele apresenta, de como organiza algumas informações, e acho realmente muito inteligente e pertinente a tese apresentada por ele. Não fui verificar os dados porque me pareceram bem óbvios já que nada depende de informações que só ele recebeu ou canalizou, e sim da sua pesquisa e contato com a realidade.

Aceito em minha consciência que este momento é único e transformador, pois é dessa forma que estou experimentando minha própria vida: tenho vivido uma aceleração no processo de contato com minhas dimensões mais profundas, um desapego também acelerado de padrões de comportamento e relacionamento, um maior comprometimento com objetivos menos materiais e um aumento de interesse sobre minha Kundalini (assunto sobre o qual sempre tive algum tipo de estudo disperso). Isso tudo para mim é evidente e achei que fosse totalmente pessoal, porém ouvindo esse tipo de reflexão percebo a extensão da minha experiência e confirmo algo que tenho plena confiança: somos uma coletividade totalmente interligada e comprometida com um “plano” mais amplo do que a terceira dimensão nos permite perceber.

É então baseada e tudo isso que proponho o contato com esses vídeos desejando que alguma das possibilidades faça sentido para outros também. Não tenho nenhuma intenção de levantar bandeiras apoiando este ou outro pesquisador qualquer porque tudo vira comércio e muito pouco é útil.

Mas se estas experiências forem reais, temos muito o que comemorar e nos responsabilizar com os próximos momentos da humanidade. Assim seja. Luz e Paz.














segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O que realmente querem os mestres?


Recebi esse texto abaixo que gostei muito.....

ACORRENTADO ÀS CANALIZAÇÕES
Por M Victoria Malvar, publicado em 29/08/2012

Pessoas que estão fazendo uma viagem interior de evolução e que têm conexão à Internet, às vezes estão recebendo em sua caixa de correio um monte de informações que outros canalizam para contar-nos como vai o mundo e onde dar o próximo passo, o que vai acontecer num futuro próximo ou nas proximidades, por que isso aconteceu e quem é o mensageiro que os usa para falar ao mundo.

São os poderosos do mundo espiritual, vestidos amistosamente, com rostos e vozes delicadas, com mensagens aparentemente bonitas, talvez, mas nem sempre com mensagens limpas; mostram uma intenção clara de gerenciar e controlar as massas, à maneira antiga.
Não há diferença entre assistir TV, ler o jornal local e acreditar no que nos dizem esses falsos deuses dos meios de comunicação ou esses outros poderosos das transmissões ou canalizações espirituais. 

Na verdade, em ambos os casos, as pessoas que ouvem, leem e dependem de seus conteúdos, estão desprezando seu poder e se entregando à manipulação do que os outros dizem está acontecendo, enquanto a nossa vida e nossa oportunidade de olhar com nosso sábio e meditativo olhar ainda está adiada para outro dia.

O tempo em que você assumirá o seu poder nunca chegará se você continuar ouvindo “canalizações” ou lendo jornais, e o mundo continuará a perder sua contribuição sagrada e única, porque você ainda está ouvindo o mestre não sei quem que canaliza fulaninho de tal ...

Isto é evolução pessoal e espiritual ou é sempre o mesmo jogo, de mente, de poder, de vítima, de adiamento?

Eu sempre fui muito relutante em acreditar em qualquer coisa das que contam os jornais ou das que contam os canalizadores, quaisquer que sejam, e tenham a fama que tenham.
O pouco que eu li deste tipo de informação, eu passei por meu filtro, por minha voz interior. 

É verdade que algumas vezes o que eu leio e o que eu mesmo recebo trazem a mesma mensagem.

Em outros muitos casos, eu discordo.

E na grande maioria dessas canalizações, o que eu leio é apenas informação completamente vazia e inútil para mim nesse momento, cheia de uma linguagem repetitiva e enfadonha, de mensagens que são copias mal feitas umas das outras, e também má cópia de si mesma.

Não é o meu trabalho saber se quem canalizou diz ou não a "verdade". Minha tarefa é canalizar para mim mesma minha própria verdade e agir de acordo com ela, sem necessidade de dar nome a essa voz interior que não vem de fora, mas do lado de dentro. 

Assim como é acima, assim é abaixo.

Basta olhar em meu coração e encontrarei todas as respostas que eu preciso para minhas próprias perguntas, eu não preciso perder meu tempo com as perguntas dos outros e com as respostas de outras pessoas que ainda estão procurando fora a aprovação e controle. 

Basta perguntar a mim mesma, seguir minha intuição e já estarei no lugar certo, recebendo o que preciso em cada momento para a minha viagem, compartilhando o que eu tenho em cada momento deste belo trajeto através da vida, livre para expandir meu próprio olhar consciente sobre a realidade em que vivo, aqui e agora, e de convertê-lo em ação livre quando a vida assim exigir.

Livre me quero. Livre te quero.

e quero acrescentar, ou reafirmar o que penso sobre isso e como foi minha experiência nesse sentido.

Percebi que de tudo que eu lia na minha vida, onde buscava respostas para meus interesses, dúvidas, ou para adquirir mesmo novos conhecimentos, tudo isso foi de extrema importância para mim, mas NADA do que li me deu ou trouxe consciência, apenas me provocou. Embora a gente leia reflexões e saberes incríveis que parecem "derrubar fichas" ou traduzir nosso coração, enquanto forem palavras externas a nossa própria experiência, de pouco servirão. E quando digo externa à experiência, a reflexão é também uma experiência, como é o sentimento, como é a ação.

Ficar repetindo regras e leis maravilhosas indicadas pelos grandes sábios faz com que vc formate seus sentimentos em padrões que não são os seus e MESMO QUE VC SE ESFORCE PARA AGIR CONFORME ESSES PADRÕES, não significa que vc adquiriu aquela consciência.

E só o que precisamos "desenvolver" ou aprofundar é nossa consciência.

Se manuais provocassem iluminação era fácil.

Cada vez que vc chega sozinho, pelos próprios caminhos, em algum conhecimento, ele se torna um saber, ai sim, um quantum de luz se soma a vc. Se passar 100 anos em lótus dizendo OM sem que tenha passado pelo SI MESMO, nenhuma miligrama de luz terá se somado à sua.

Desconfie de quem lhe traz soluções, de quem lhe propõe caminhos determinados. Essa pessoa não te quer livre. Desconfie de quem aceita o título de mestre, pois só existe um mestre na sua vida, vc mesmo, dentro de vc. Qualquer outro mestre é um engodo. Claro que podemos chamar de mestres aqueles que nos dão importantes orientações, pois na comunidade humana o trabalho é coletivo e compartilhado, porém individual; sendo assim, nossos mestres são temporários e devemos ter essa perspectiva sobre eles todo o tempo para que não internalizemos as verdades deles. Uma boa orientação é aquela que faz a afirmação mas não a torna verdade, e há uma enorme diferença entre afirmação e verdade. A verdade é individual, absoluta para o SI MESMO, mas relativa para a coletividade.

Esse paradoxo entre individualidade e coletividade é que permite o embaraçamento dos limites e acabamos por tornar coletivo o que é individual e vice versa. E como o PODER parece ser a maior delicia do Diabo (J) os seres humanos tornam coletivo o que é individual e assim criam a chamada “massa de manobra” tão útil.

Com certeza o Outro, que pode ser traduzido por dúvida porque é o não eu, é fundamental para a busca de si mesmo; poderia ser o mundo uma infinidade de montanhas himalaicas e cada um de nós sentados sobre elas, mas não é. Vivemos juntos.

Por outro lado, já que vivemos juntos poderíamos ser todos iguais a ponto de buscarmos a mesma coisa da mesma forma. Mas não somos. Somos tão diferentes quanto são os caminhos para chegar na mesma coisa; mesma coisa essa que é o SI MESMO, que é diferente em cada um.

Portanto essa infinidade de verdades que se distribuem, ao meu ver, invertem a intenção que dizem ter como tão bem indicou Victoria Malvar, gera mais massa de manobra. NÃO QUEREM RESPOSTAS INDIVIDUAIS PORQUE ISSO IMPEDE O CONTROLE DE UM GRUPO GRANDE DE PESSOAS. Se todos dermos as mesmas respostas para as mesmas perguntas, nos tornamos um grupo homogêneo.

Mas não somos um grupo homogêneo  Só que nos fazem crer que somos quando seguimos juntos um único mestre seja ele qual for. Não importa o tema com que se criem as dependências, nem em nome de DEUS!!!

Esse é o segredo milhões de vezes apregoado por Krishnamurti: não queria seguidores porque queria pessoas livres; não queria fazer afirmações porque elas são prisões.

As perguntas nos libertam porque nos proporcionam a individualidade. Os caminhos são essencialmente individuais.

Não repita saberes, crie os seus. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Deliciosas entrevistas com Zygmunt Bauman


Um renomado periódico espanhol referiu-se recentemente a Zygmunt Bauman como um dos poucos sociólogos contemporâneos "nos quais ainda se encontram idéias". Opinião semelhante é freqüentemente exposta por críticos de várias partes do mundo quando refletem sobre o pensamento desse intelectual polonês radicado na Inglaterra desde 1971 e empenhado há meio século em "traduzir o mundo em textos", como diz um deles. Indiferente às fronteiras disciplinares, Bauman é um dos líderes da chamada "sociologia humanística", ao lado de Peter Berger, Thomas Luckmann e John O'Neill, entre outros. De um lado, não se encontram em suas obras abstrações ou análises e levantamentos estatísticos; de outro, são ali aproveitadas quaisquer idéias e abordagens que possam ajudá-lo na tarefa de compreender a complexidade e a diversidade da vida humana. Essa é uma das razões pelas quais Bauman tem muito a dizer para uma gama de leitores muito maior do que normalmente se espera de um trabalho de sociologia mais convencional, o que condiz com suas próprias ambições de atingir um público composto de pessoas comuns "esforçando-se para ser humanas" num mundo mais e mais desumano. Como ele gosta de insistir, seu objetivo é mostrar a seus leitores que o mundo pode ser diferente e melhor do que é.

Autor prolífico e de renome internacional, pode-se dizer que sua fama e prolixidade aumentaram significativamente após a aposentadoria, em 1990: 16 de seus 25 livros foram publicados após essa data e cinco obras dedicadas ao estudo de seu pensamento foram escritas nos últimos anos.

Descrito certa vez como "profeta da pós-modernidade" (com o que não concorda), por suas reflexões sobre as condições do mundo da "modernidade líquida", os temas abordados por Bauman tendem a ser amplos, variados e especialmente focalizados na vida cotidiana de homens e mulheres comuns. Holocausto, globalização, sociedade de consumo, amor, comunidade, individualidade são algumas das questões de que trata, sempre salientando a dimensão ética e humanitária que deve nortear tudo o que diz respeito à condição humana. Preocupado com a sina dos oprimidos, Bauman é uma das vozes a permanentemente questionar a ação dos governos neoliberais que promovem e estimulam as chamadas forças do mercado, ao mesmo tempo em que abdicam da responsabilidade de promover a justiça social. "Hoje em dia", lamenta ele, "os maiores obstáculos para a justiça social não são as intenções... invasivas do Estado, mas sua crescente impotência, ajudada e apoiada todos os dias pelo credo que oficialmente adota: o de que 'não há alternativa'". É nesse quadro que se pode entender sua afirmação de que "esse nosso mundo" precisa do socialismo como nunca antes. Mas o socialismo de que Bauman fala, como insiste em esclarecer, não se opõe "a nenhum modelo de sociedade, sob a condição de que essa sociedade teste permanentemente sua habilidade de corrigir as injustiças e de aliviar os sofrimentos que ela própria causou". É nesse sentido que ele define o socialismo como "uma faca afiada prensada contra as flagrantes injustiças da sociedade".

Por Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke 
texto completo clique aqui




Entrevistas com Zygmunt Bauman 








domingo, 1 de abril de 2012

Do EGO ao ECO

Assim fica bem traduzida a questão.

Para nós, seres humanos,
nossa consciência "despertante"
talvez tenha sido necessária
a construção da pirâmide.

Mas agora que já entendemos isso
(né?)
já podemos perceber
como realmente participamos do Universo.

No futuro ainda teremos um nova figura.....
mas, um passo de cada vez!!





domingo, 11 de dezembro de 2011

Deus criou o mundo para Se conhecer


Se tem uma iniciativa que acho importantíssima no discurso do Krishnamurti é a de se opor às verdades absolutas, ou às afirmações em palestras. Aliás, ele nem chama de palestra seus encontros públicos porque não tem a pretensão (embora absolutamente qualificado para ter) de proferir verdades. Não porque seja modelo de humildade, até é, mas porque é modelo de sabedoria. Ele sabe, e este foi seu diferencial, que não há um caminho comum aos seres humanos. O que podemos fazer juntos é trocar experiências, refletirmos juntos, mas nunca podemos estabelecer caminhos únicos para a diversidade.
Deus criou o mundo para se conhecer, e exige isso de cada um de nós, a seu modo. Quer tantas respostas quantos seres criou. Se quisesse uma única e mesma opinião ou teria criado apenas um ser, ou teria criado seres idênticos. O fato de não sermos idênticos não é um erro de fabricação; é uma opção. Para que cada um crie um caminho único. Responda ao Criador sobre Sua primeira inquisição: QUEM SOU EU? Com uma resposta exclusiva, diferente de todas as outras. E a resposta é sua própria vida.
Sendo assim os gurus, pastores, padres, sacerdotes, filósofos, teóricos, etc... que derem respostas definitivas à qualquer pergunta, estarão indo contra a Verdade!!
Desconfie, crie a dúvida. Não a discórdia, mas a dúvida. Reconhecendo o movimento natural dos opostos, das complementaridades. Nossa ansiedade vem da tentativa de finalizar as perguntas, encontrar as respostas....
Como quem tem sede ou como quem tem fome devora o prato que lhe for oferecido, nós que procuramos as respostas sobre quem somos e o que é o mundo, aceitamos famintos qualquer amontoado de verdades e afirmações. E assim paramos de perguntar, de refletir.
Um homem como Krishnamurti poderia passar horas nos explicando o que são as coisas e como alcançar isto ou aquilo.... mas não o faz, porque respeita o ser humano, respeita a Criação, respeita a liberdade, que é o caminho para o auto conhecimento. Estar livre das afirmações, dos padrões, dos dogmas. Reconhecer que seu caminho é único, só vc pode saber a resposta para a sua pergunta. Não é isso afinal que Jesus quis dizer com: Deus está dentro de nós?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

INTELIGÊNCIA COLETIVA

Sabe-se que os sistemas de comunicação vem interferindo diretamente, ou até determinando, mudanças nas organizações sociais.

Na era da comunicação exclusivamente oral, as informações, histórias, conhecimentos, experiências e sabedoria, eram passados de pais para filhos, de sacerdotes para a comunidade, de mestres para discípulos; de pessoa para pessoa, de 1 pra 1. Embora o alcance fosse pequeno, não havia necessidade de intermediações (humanas ou não) nessa comunicação e a respiração, o laço afetivo, tinham valor essencial.

Nessa comunicação de pequeno alcance, questões particulares são levadas em conta: quando uma avó vai passar um conhecimento para seu neto, ela utiliza no seu discurso exemplos particulares da vida dela ou do neto, conhecidos pelos dois; se utiliza de imagens e informações que sabe serem de conhecimento do seu ouvinte.

Os grupos sociais cresceram quantitativamente, surgiu a escrita que foi substituindo a comunicação oral, e, apesar de perder suas particularidades as informações passaram a atingir um maior número de pessoas; a invenção da prensa e a multiplicação dos impressos tirou o conhecimento das mãos de poucos, ampliando o acesso a informação. Contudo, ainda aqui, a informação pertencia a um grupo que selecionava (e ainda seleciona) o conteúdo a ser distribuído e a forma desta distribuição. Tecnologias de comunicação em massa foram sendo criadas (TV, radio, etc) para o desenvolvimento dessa comunicação de 1 para muitos. Hoje um pastor de Igreja precisa de alta tecnologia de som para comunicar-se com um estádio de futebol apinhado de pessoas. E com isso os discursos tiveram que mudar de roupagem, mudar de linguagem, pois comunicar para o particular e comunicar para a massa, para o público mostrou-se totalmente diferente. Na comunicação em massa não se pode particularizar as informações, pelo contrário, há que globalizá-las para satisfazer ao maior numero possível de ouvintes, porém mantendo a "impressão" de serem personalizadas. Mentir ficou mais fácil.

Com a invenção do personal computer (PC) e da internet (e mais tarde dos smarthfones), cada pessoa passou a ter acesso às informações e a trocá-las conforme seu próprio critério e, numa velocidade real. Entramos numa nova era da comunicação de muitos para muitos, onde a idéia de compartilhamento virou a chave de toda comunicação.

Cada vez menos são necessários representantes e mediadores para distribuição das informações, e cada vez menos os limites territoriais, lingüísticos, etários, raciais, são significativos nessa troca de informações.

Embora muitas críticas apontem para a tecnologização dos relacionamentos humanos, é fato que nunca houve tanta integração e compartilhamento nas relações sociais. O desaparecimento do laço social que veio com a comunicação em massa, está ressurgindo e criando novas formas de relacionamento humano. Nunca as pessoas se deslocaram tanto, se comunicaram tanto, criaram tantas novas e ampliadas relações.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

VISÃO DE MUNDO

experimento da fenda dupla na física quântica em versão animada


Vc age conforme a visão que tem do mundo; se puder modificar como pensa, como entende o mundo, externo e interno, então agirá de outra forma, sentirá de outra forma e será, portanto, outra pessoa, já que somos como agimos. 

Se seu pensamento, seu entendimento do movimento das coisas é linear, ou seja, se vc entende que para cada causa há um efeito, e que para sua situação atual existe uma causa alojada em seu passado, em suas experiências vividas, e de preferência, nos sofrimentos, então, não há saída para vc; seu presente estará sempre aprisionado em causas fora do seu controle e vc passará sua vida tentando corrigir falhas vividas.



Mas será que funcionamos assim mesmo? Como será que funcionamos? Será que funcionamos dessa forma porque entendemos que as coisas acontecem assim e, talvez, se entendermos as coisas de outro jeito funcionaremos de outro jeito?

Não podemos dizer com isso que somos máquinas programáveis onde basta mudar o software que se comporta de outra forma. Não somos máquinas, criamos máquinas. Não temos software, criamos os programas. Somos os deuses e não as criaturas, como querem que acreditemos. 


Não estamos com essa afirmação tentando gerar uma discussão teosófica, mas apenas deslocar nosso lugar na ordem das coisas. O único grande mal (único é um exagero poético) é não estarmos no comando de nós mesmos.



Então um modelo de comportamento é inventado e passamos nossa vida tentando nos adequar a ele. E nunca conseguimos porque é apenas um modelo e a vida é feita de exceções.


Somos todos e cada um, exceções. Não há nada que funcione ou aconteça IGUAL entre nenhum de nós. Nem em nós mesmos. Muitas experiências se repetem, muitas vezes temos a sensação de que estamos passando pelas MESMAS situações, sofrimentos, mas não são as mesmas; são outras, novas, embora parecidas, semelhantes, mas nunca as mesmas porque “não se cruza o mesmo rio duas vezes” NUNCA. E somos um fluxo continuo como um rio.

É certo que fazemos enorme esforço (inconsciente) para repetir ações e reviver situações, mas não podemos.



Então por que continuar se esforçando pelo impossível?


E se a cada situação pudermos olhar como nova, diferente, talvez encontremos outras possibilidades, outras soluções. Porque enquanto olharmos para aquela experiência achando que está se repetindo, então teremos sempre as mesmas conclusões, as mesmas soluções; e aí tudo parece acontecer outra e outra vez. Mas o que está se repetindo não é a situação, mas nosso olhar sobre ela.

E como estamos correndo atrás de um modelo, pré-estabelecido, criado para um super-ser não existente, mas apenas teórico, não mudamos nosso olhar. Apenas acreditamos que estamos errados, sempre errados e, portanto culpados pela incapacidade de corresponder ao modelo. Infelicidade infinita!!! Frustração e destruição completa da auto estima.


Damos ao modelo/DEUS, o valor supremo, absoluto, de acerto e perfeição; e como devemos ser à Sua imagem e semelhança não conseguimos nunca ser droga nenhuma: nem o modelo nem nós mesmos. Ficamos no limbo, porque não sabemos quem somos e não tomamos as rédeas de nossas vidas. As determinações do que devemos fazer ou sentir ou ser todos os dias estão num manual que não foi escrito para nós, para nenhum de nós. E mesmo quando nos rebelamos e criamos fugas desse modelo, estamos ainda dentro dele.


Não existem duas amebas que se comportem exatamente da mesma forma; mas existe um padrão de comportamento para amebas. Claro que as amebas não estão nem aí para esse padrão de comportamento, e caso uma delas saia desse padrão, ou um monte delas, então um novo padrão de comportamento amebístico terá de ser criado. E os padrões devem ser categorizações amplas para servirem, pois se tentar padronizar particularidades fica impossível. 


No nosso caso ficamos correndo atrás dos padrões estabelecidos para nós, para nossas categorias: se vc for mulher tem alguns padrões, para homens outros, para crianças homens outros, para velhos mulheres outros e assim vai. E quanto mais damos importância as particularidades, às diversidades, mais padrões temos que ficar criando pra ninguém ficar “desencaixado”... Nesse caso as amebas parecem mais inteligentes quando não se importam com seus padrões de comportamento....


Parece pouco, mas é muito. 


A questão é: como é que esse negócio de padrão entra na gente e determina tanto nossa vida? Será que sua experiência dos acontecimentos da sua vida teria sido diferente se vc não estivesse adaptado a uma categoria? Será que nossos sentimentos são espontâneos e nascemos com uma “natureza” tal que independe de tudo e de todos? 


Bom, aí vem o padrão genético pra calar nossa boca!!!! 


Tem gente que pensa que por ser materialmente auto suficiente é dono do seu nariz, tem as rédeas da própria vida, o poder sobre si mesmo! Esse é o pensamento mais comum afinal o poder hoje é econômico.