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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Morador de Rua devolve dinheiro encontrado


Uma noticia incrível,
que deveria ter tomado a primeira página de todos os portais,
é a comprovação da existência de ETs entre nós !!!!!!!!

Ou será que são os únicos sobreviventes
de seres chamados HUMANOS
que viveram por aqui nesse planeta?
NÃO É POSSÍVEL!!!!


Se ainda fosse gente
que tem casa
e comida
e emprego
eu ia achar lindo....

mas
SEM TETO, 
SEM COMIDA
E SEM EMPREGO???

Justamente as pessoas que mais estão sofrendo
com a desgraça do nosso sistema,
as verdadeiras vítimas de toda corrupção
e safadeza das administrações públicas e privadas....
vítimas de “gente” com o c... cheio de dinheiro,
capazes de roubar as verbas da saúde alheia,
da educação e alimentação de crianças;
que enriquecem
e compram casas,
carros,
joias, iates, ilhas e PESSOAS,
e alimentam um sistema de escravidão e exploração??

SIM.

Muitos vão justificar:
É UM ESPÍRITO DE LUZ

Outros desejar:
ESSE HOMEM VAI PRO CÉU,


NÃO.

É apenas um espécime raro
de um tipo de Gente
que possui a melhor riqueza:
VALORES.

Não toma o que não é seu
mesmo que precise muito
e ainda tem o orgulho de mostrar
para sua MÃE
que o esforço dela valeu à pena,
pois nem toda desgraça do mundo
tirou sua DIGNIDADE.

Nem a humilhação de viver na rua,
de não ter seus direitos garantidos,
fez dele um homem menos honesto.

E nem é honestidade apenas,
pois o achado não é roubado;
foi generoso
com quem seria prejudicado pelo roubo.

Generoso, sem ter NADA!!

(essa madrugada,
devia estar imantada especialmente,
pois até a policia
que não tem se portado como protetora de nada,
nessa oportunidade,
comportou-se como policia)


A mim só cabe REVERENCIAR
e nunca mais esquecer tamanho exemplo
e demonstração

DO QUE SOMOS FEITOS!!!




quinta-feira, 28 de junho de 2012

Irmãos gêmeos confundidos com homossexuais são agredidos e um deles é morto



Reportagem publicada pela Folha de São Paulo em 28/06/2012 sobre o assassinato de um rapaz, por espancamento, por ter abraço publicamente seu irmão gêmeo, inspira nosso artigo de hoje.


(matéria da Folha de São Paulo)

E ainda destaquei dois comentários, do site do mesmo jornal

Mirella comentou em 27/06/12 at 17:17
Como é que uns e outros dizem?
“Não existe homofobia, isso é invenção dos gayzistas, seus pecadores!”.

 Rogério comentou em 27/06/12 at 17:33
Pobre humanidade essa que se ofende com demonstrações de afeto, seja entre irmãos, seja entre casais héteros ou gays! E ainda tem gente desse tipo que usa a Biblia para justificar tais atos covardes, como se Deus renegasse algum de seus filhos por causa de sua orientação sexual… Pura ignorância!



E mais uma vez estamos aqui repetindo pacientemente o que parece ser tão óbvio: a defesa de direitos à liberdade de expressão, opinião e escolha; a defesa à diversidade sexual.


Antes de qualquer palavra gostaria de agradecer à ALMA desse rapaz que se “ofereceu” como vítima desse crime, e a essa família, esposa e filho ainda em gestação, mãe e irmão, que apesar de seus sofrimentos incalculáveis, vão colaborar em mais um tijolinho no gigantesco muro que estamos construindo contra a violência!! Obrigada!


A notícia publicada pela Folha de São Paulo é chocante!! Enquanto estavam assassinando homoafetivos, a sociedade ainda fingia que o problema era controverso, polêmico, mas esses crimes vem acontecendo diariamente, como um massacre, e pouquíssimo tem sido feito para proteger as vítimas potenciais. Muita gente, muita mesmo, ainda é capaz de manifestar essa frase que a comentarista Mirella fez no site da Folha de São Paulo, sobre a hipocrisia alheia: “não existe homofobia, isso é invenção dos gayzistas...”. Obviamente a sociedade com sua maior riqueza, a hipocrisia, inventa o que for necessário para continuar sustentando sua moralidade perversa. A sexualidade social está num nível bastante problemático, já tão diagnosticado: essa mistura de grupos excessivamente pudicos por um lado, com grupos excessivamente pervertidos de outro, e um grupo mediano de gente perdida procurando ser feliz, faz de nós uma sociedade gravemente doente na sua fonte primária de vitalidade que é a sexualidade.

É forçoso e urgente compreender a relação direta entre as crenças religiosas e essa violência contra liberdade sexual: seja na diversidade de opções seja na própria liberdade de expressão da sexualidade feminina, que também é alvo dessa violência.

Não há como nossa consciência não entrar em parafuso se por um lado somos catequizados por religiões que reprimem perversamente a energia sexual, necessária a nossa expressão humana, e, por outro lado, somos massacrados por um jogo também perverso, do poder econômico, expondo uma imagem completamente desorientada do que seria essa expressão natural.

O comportamento pudico e o comportamento pervertido são o mesmo comportamento!

Já foi tantas vezes explorado o entendimento de que através dessa sexualidade pervertida que os sistemas de poder (religioso e político, enfim ideológico) nos impõem seu comando, somos alvos fáceis de manipulação; a energia sexual, que não é a vontade de praticar sexo, mas uma capacidade humana profunda, uma energia mesmo que nos mantém vivos e criativos (em todos os sentidos), é nossa expressão humana básica. Em outras palavras, se eu cortar a energia elétrica, vc não consegue ligar seu abajur!!! Se eu impedir que sua energia vital circule, vc funciona mal (que não é dificuldade de ereção, mas dificuldade de vencer na vida em todos os sentidos), adoece e se sente sempre pior do que realmente é. E funcionando mal vc se torna facilmente controlado, manipulável, porque "perdendo" seu poder vc delega poder ao externo!!! Se sentindo um lixo, fraco, vc delega ao externo (seu pai, o governo, seu partido, seu patrão, Cristo, Buda, o terapeuta, o médico, DEUS) as forças para melhorar, o poder para vencer. Essa ideia foi inspirada por William Reich, NO SÉCULO PASSADO, mas outras linhas filosóficas (das quais provavelmente ele partiu), antigas, já nos revelavam um pouco desses mistérios. A energia sexual se não for aplicada na sua qualidade criativa e libertária (e não cabe a esse artigo o desenvolvimento do assunto), será, necessariamente aplicada na sua qualidade perversa e repressora.

O que interessa aqui não é o desenvolvimento das teorias da sexualidade como força vital, mas a reflexão sobre: como nossos comportamentos e padrões de pensamento, e sistemas de crenças estão colaborando para esses acontecimentos horrorosos?

Insisto que enquanto o extermínio de pessoas se restringiu a grupos minoritários, ou seja, enquanto estavam matando gays, só os gays e simpatizantes vinham reclamando e se organizando para garantir segurança. Mas como são grupos MINORITÁRIOS, a velocidade com que conseguem resultados legais e policiais é menor do que a velocidade com que os crimes vem crescendo nos últimos anos, em vários estados brasileiros (o país com os maiores índices de assassinatos homofóbicos). Essa violência vem sendo cultivada há séculos, alimentada diariamente, de forma explicita e também sub-reptícia, no nosso cotidiano. No entanto, os gays são seres humanos e portanto o índice de assassinato aos seres humanos veio aumentando no nosso país, por motivos TORPES. Assassinatos injustificáveis, apesar de ainda haver, em algumas culturas, leis que proíbam a homoafetividade com pena de morte.

É isso que está acontecendo no Brasil: pena de morte para a homoafetividade!

Mas como a maioria de nós não é assassina, imaginamos que não somos responsáveis por esses crimes, ou que nosso comportamento não tem vínculo nenhum com esses resultados.
Será? Será que mesmo eu não matando nenhum homoafetivo, o fato de não defender uma lei contra a homofobia não é um tipo de colaboração com o crime? Por exemplo: sou contra abusar sexualmente de crianças; mas, se não houver uma lei que puna a pedofilia, muitas crianças serão abusadas (como a Igreja Católica fez tantos séculos). Portanto é necessário que eu defenda a criação de leis contra a pedofilia porque só com um número grande de defensores dessa possibilidade de lei é que ela se torna Lei efetiva, certo?

O mesmo ocorre contra a homofobia: se não forem criadas leis efetivas de proteção dessa minoria, ela continuará sendo exterminada. E para efetivar essa lei precisamos nos tornar uma MAIORIA defensiva. Deu pra entender o quer que eu desenhe???

A defesa pública desses direitos é só uma atitude de cidadania.

Mas outros comportamentos do cotidiano são importantes para que colaboremos na mudança de padrão mental. Quando incentivamos o respeito às diferenças estamos fazendo essa colaboração. E não precisa ser só em situações ligadas diretamente ao assunto: defendendo um grupo minoritário qualquer, eu estou defendendo TODOS os grupos minoritários indiretamente, pois estou construindo comportamentos de tolerância à diferença.

Mas como a sociedade é preguiçosa no quesito mudança de comportamento, são necessárias várias barbaridades para que algum nível de consciência desperte coletivamente. E, infelizmente, mais uma barbaridade aconteceu e veio de forma inusitada e cruel para que ficássemos bastante decepcionados com nossos semelhantes. Pois é, porque não ficamos suficientemente decepcionados com o assassinato de pessoas que são classificáveis como fora do padrão estabelecido de comportamento, mas quando matam alguém dentro dos padrões, nos assustamos, nos espelhamos. (como se algum de nós conseguisse ser padrão de alguma coisa!!)

Um pai de família, com um filho sendo gerado, foi assassinado por estar praticando o mais belo ato da humanidade!!! Sim¸ a fraternidade é de todos os amores o mais elevado, acima mesmo da maternidade. Em todas as culturas existe o princípio básico de que somos todos irmãos; nesse caso, não só irmãos de sangue, mas para que o ato de torne ainda mais cruel, eram irmãos de célula que estavam se abraçando. Pessoas que foram geradas assim, com corpos unidos, dividindo o espaço sagrado do útero, abraçados pelo afeto fundamental de compartilhar a própria vitalidade......

(silêncio)

Chego então ao segundo comentarista do site onde foi publicada a matéria: pobre da humanidade que se ofende com atos de afeto....

Rapazes que não tem 25 anos, ou seja, jovens, assassinando com pedras duas pessoas que estavam se abraçando, apenas porque eram do mesmo sexo, apenas porque eram ambas do sexo masculino e, provavelmente, se abraçavam com muito amor.

Agora mudamos de patamar. Agora estamos TODOS envolvidos. Embora todos os dias aconteçam assassinatos que assustam nossa sociedade, estamos aqui falando de um tipo de assassinato diferenciado; sim, porque os crimes são diferenciados pelos seus motivos. A senhora que matou o ladrão em legitima defesa é diferente do pai que jogou a filha pela janela, ou do senhorzinho que matou a vizinha pra fazer churrasco, ou do assaltante que arrastou o garoto que ficou preso no cinto, ou do soldado que atirou no inimigo, etc... Esses jovens mataram porque dois homens estavam se abraçando no meio da rua. Agora um pai tem que tomar cuidado ao abraçar seu filho adulto, um amigo ao outro, dois parentes.... agora, homens não homoafetivos vão começar a sentir na pele “parte” do medo, do receio, da inibição que um casal homoafetivo masculino sente quando quer manifestar carinho em público. Todos os homens deveriam se sentir violentados com essa notícia porque todos tiveram seu direito de expressão afetiva assassinado.

É por isso que comecei agradecendo ao rapaz que doou sua vida, porque essa vida pode tirar do anonimato social, tantas mortes de homoafetivos que não foram dignificadas porque não pertenciam à categoria dos “aceitos”. Apesar de que ainda vivemos num sistema de crucificações, de sacrifícios expiatórios, temos condições de recuperar nossas vidas, nossa liberdade de pensamento contra padrões impostos, liberdade de sentimento, contra crenças infligidas, resgatar nossa energia vital e criatividade para imaginar um mundo bem melhor.
Fica aqui o manifesto da minha indignação, pois me indignar ainda é meu sinal de insurgência. Tomara esse caso seja único. Para que não se repita, depende de uma escolha coletiva.





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pena de Morte - Brasileiro será fuzilado na Indonésia

Que absurdo. Não sei como alguém pode chamar de LEI o assassinato!!! Pra mim é uma controvérsia. NÃO MATARÁS e não matarás porra!!! Essa relatividade para o assassinato é hipócrita: assassinato por castigo, para conquista de terra, disso ou daquilo pode.......... é por isso que bandido continua bandido, não tem diferença. MALDITA MÁXIMA DE QUE OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS. Aí pena de morte pra cá, Maluf pra lá, e todo mundo fingindo que segue algum princípio!!!!!!!!!! Segue sim, o princípio do jardim de infância onde as regras são ditadas pela Vontade....


Folha de São Paulo - Indonésia anuncia que irá fuzilar brasileiro condenado por tráfico

Pois eu te digo que não matarás está na lei universal e quero que se dane a lei cristã e todas as outras. Para mim é óbvio que não se resolve nada com castigos e qualquer tipo de assassinato é assassinato, não adianta mudar o nome para execução, assuntos de guerra.... não vejo qual é a complexidade desse assunto, é simples. Ainda vivemos no mundo do "olho por olho".... precisamos assumir um princípio e ponto final.


Sou absolutamente contra a pena de morte tanto quanto sou contra a guerra. As leis servem para nos organizarmos e ao invés de criarmos leis contra a selvageria, criamos leis para perpetuá-la.


Se for para destruir, eu escolho destruir as religiões que são justificativas para nos manterem nesse inferno da inconsciência.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CIBERDEMOCRACIA




Finalmente estamos (não todos) adaptados aos dois mundos em que vivemos: o virtual e o não virtual, que já não pode mais ser chamado de “real”, de tão real que o virtual já se tornou; tão real que o mundo real agora é chamado de algo referente ao outro mais recente, ou seja, a virtualidade é tão enredadora, por natureza, que se tornou parte indissociável da nossa realidade. Que contrassenso! rs

A resistência para que a virtualidade tomasse conta de nossas experiências de vida foi muita, mas não havia como evitar uma vez que as “vantagens” são necessárias.

Embora importantes experiências da vida não possam ser realizadas/facilitadas pelo computador (alimentar o corpo, respirar o ar, gerar filhos ou defecar) uma infinidade de outras atividades são extremamente facilitadas pela rede.

As atividades mentais são as que mais se beneficiaram com o advento e é inegável. Para fazer uma pesquisa, por exemplo, tínhamos que ir até uma biblioteca, solicitar a entrada, ir até um ficheiro enorme e dedilhar sequencias de fichas para encontrar um dos livros que necessitamos; repetir o procedimento caso quiséssemos pesquisar em vários livros, digamos uns dez. Andar então buscando letras e números para encontrar as diferentes estantes, e diferentes prateleiras, e diferentes sequencias de livros até localizar cada um pretendido, caso estejam na prateleira e não tenham sido utilizados recentemente. Então carregar uma pilha de livros nos braços, procurar um lugar para se sentar e esparramar nossas coisas numa mesa, abrir vários livros e deixá-los abertos ao mesmo tempo, ou ficar procurando em índices e páginas o que pretendemos. E se, lendo um deles houver uma referência a outro autor que não tenhamos escolhido e que for preciso ler naquele instante, então tudo se repete. O material que for necessário ser recolhido para estudo aprofundado, então deve ser solicitada permissão para cópia, levar, copiar, devolver.... A quantidade de tempo gasta nessa atividade, com alcances limitados, e espaço requerido é enorme. Correndo ainda o risco de naquela biblioteca vc ter apenas alguns dos livros necessários.

A transformação que a internet trouxe, só para um exemplo como esse, é incomparável, nos possibilitando pesquisar, refletir, produzir intelectualmente numa velocidade (e profundidade) muito maior, ou talvez, na velocidade da mente mesmo; o mundo virtual tem o alcance e velocidade da mente humana, ou se aproxima dela. Embora para muitos a criação da internet tenha sido inspirada pelo demônio, é possível perceber que ela foi imaginada pela própria necessidade que a mente tem de corresponder à sua natureza ágil, volátil, e que se vê numa matéria lenta e densa. E assim tudo em que a mente está implicada, quase tudo que fazemos Homo Sapiens que somos, a vida da rede colabora a ponto de não podermos mais viver sem ela. Isto porque ainda nem começamos a imaginar o mundo explorando ao máximo essa invenção, pois o que parecia obra do diabo vai ainda parecer criação divina!

O que não quer dizer que nossa vida tridimensional vai desaparecer e todos viveremos colados a computadores indefinidamente: isto é filme de ficção cientifica fundamentalista. Embora realmente passemos muito mais tempo ligados às maquinas, num futuro próximo teremos a possibilidade de realizar tanta coisa pela net que sobrarão para nossa vida material apenas prazeres insubstituíveis como tocar uma flor, molhar os pés num riacho, sentir o vento nos cabelos....

Atualmente nossa vida física, que pareceria mais virtuosa pelo contato real com as coisas, está na verdade nos escravizando. Quem tem tempo de tocar uma flor ou molhar os pés no riacho? A esmagadora maioria de nós vive pressionada pela luta para sobreviver, tendo que cumprir variadas funções totalmente substituíveis. E como vivemos subordinados a essa estrutura consumista, imaginar substituir homens por máquinas é desesperador, pois deve gerar fome e desemprego. Mas ao invés de colocar pessoas em atividades completamente substituíveis por máquinas (que serão sempre ativadas por pessoas em algum ponto, e se não forem melhor ainda) não seria melhor modificar a distribuição material para que todos usufruíssem igualmente das vantagens dessa substituição?

Teremos cada vez mais que nos adaptar à vida nesses dois mundos não como dissociados, mas como complementares porque esta adaptação é a que temos que fazer a respeito de nós mesmos. Somos seres que para tomar um copo de água precisamos nos mover no tempo e no espaço e empreender várias ações despendendo energia interna e externa. Mas para imaginar esse mesmo copo não precisamos nem de tempo nem de espaço nem de recursos externos, gastando uma energia que não se consome.

Embora o humano tenha reduzido ao máximo suas capacidades não físicas (também) pela dificuldade de coordenar experiências tão distintas como entre matéria e não matéria, não há como escapar dessa realidade: somos os extremos simultaneamente, nossos corpos tem velocidade e alcances distintos da nossa mente. Daí, inclusive, deriva a impressão de que nossos corpos aprisionam uma experiência interna mais volátil. E desse sentimento de aprisionamento, do julgamento dele, derivam muitos sofrimentos.

Os opostos (corpo e mente) eram considerados discordantes em outros tempos, agora são entendidos como complementares. E para ser complementar não pode haver nenhum tipo de hierarquia. Podemos enxergar essas diferenças com a complementariedade que percebemos entre os mundos virtuais e não virtuais. Podemos notar que a vida não virtual, apesar de menos apropriada para algumas atividades, é mais apropriada para outras, e para cada coisa a sua qualidade, sem o julgamento de ser bom ou ruim, certo ou errado, penoso ou não.

O que está acontecendo à humanidade é apenas e sempre reflexo de si mesma, sem demandas externas às suas possibilidades.

E não bastasse toda mudança na experiência individual, ainda existe todo reflexo na vida coletiva: nossa organização social vai se modificar total e substancialmente. Problemas que não encontramos soluções até o momento vão se dissolver com o advento e desenvolvimento da rede.

A base da nossa organização social hoje é o trabalho, regido por uma economia de consumo; e quando dizemos trabalho e economia de consumo não estamos nos referido apenas às leis da organização social, mas às leis que regem até nossa estrutura de pensamento e afetividade: trabalho e consumo!

A ideia de trabalho será completamente transformada, no sentido de despender energia para realizar uma ação. Ou, o trabalho é uma relação entre força e deslocamento. A capacidade do humano de modificar a realidade/natureza impondo sua vontade (força) gerando um resultado (deslocamento da condição anterior). O resultado desse deslocamento se tornou bem de consumo. E assim caminhou a humanidade por diversos atalhos.

No mundo virtual a noção de força é totalmente diferente: não servem os músculos, não serve a quantidade de propriedades, os papéis assinados, nem o acúmulo de moedas. Se no mundo real um único homem lidera um exército, esse mesmo homem poderoso, na internet, fica fragilizado em seu poder por um hacker de 15 anos de idade. O medo que o mundo viveu de sucumbir à guerra fria das bombas atômicas, que modificaria fisicamente nossas vidas, hoje ficou irrisório perto da destruição que esse mesmo suposto menino de 15 anos seria capaz de provocar. O poder/força está sendo totalmente deslocado (dando o maior trabalho!).

Portanto o que sustentou todas as teses sócio-políticas das relações entre recursos naturais (pré-deslocamento), trabalho e poder terão que ser revistas completamente, ou já estão sendo, pois o sonho de descentralização virou realidade por causa da rede virtual!

Estamos adentrando num mundo sem territórios delimitados, sem governos isolados, gerado por todos ao mesmo tempo, sem hierarquias, nem bons nem maus, sem raças, línguas, culturas e nosso deus agora (depois de deposto o petróleo) é a ELETRICIDADE!!! (será uma consciência de que nosso sistema é solar?)

Nesse momento nosso território é o planeta todo (já andamos um pouquinho hein!) e passamos a necessitar de uma organização unida das nações que nos impele a eliminar hierarquias e aceitar diferenças.

Com advento da internet está acelerando o processo de surgimento de uma sociedade civil planetária, não mais limitada por territórios. Uma consciência integrada de todo grupo humano está se fazendo presente. Os limites territoriais estão perdendo a importância em muitas instâncias de nossas vidas, afetando inclusive a governabilidade do mundo. A economia, a ciência, a técnica já são áreas vistas como uma unidade mundial. No meio ambiente, por exemplo, percebemos que é necessário um esforço integrado de todos os povos para que nosso planeta sobreviva em condições razoáveis para todos. O que está fazendo o mundo olhar para o Brasil, que há algumas décadas não passava de um país subdesenvolvido, é que o pulmão da terra está situado dentro do nosso território e, portanto, todos os seres humanos sentem-se no direito de opinar pela sua preservação. Isto é apenas um exemplo de como hoje não só percebemos que nossas ações do presente tem importantes consequências para nosso futuro, mas também que nossas ações num espaço tem consequências importantes para o espaço global. Cada parte diz respeito ao todo. Uma bituca de cigarro que jogo na “minha” privada, interfere na vida de dezenas de pessoas que nem conheço. A ideia de rede que foi materializada pela internet (rede de informações) na verdade apenas realizou uma experiência muito mais ampla da existência humana e não humana, que a física quântica já revelou. Vivemos todos numa teia de espaço-tempo nesse Universo e a ação/pensamento de um indivíduo causa uma repercussão em toda a teia que nos une (é nesse sentido que somos todos UM).

O conceito de propriedade que nos afirmou como indivíduo, e ainda afirma, está sendo desmantelado. O humano imaginou a democracia, mas para poder realizá-la precisa poder imaginar-se desapropriado. E a desterritorialização da rede, também provoca essa desapropriação: não somos mais perfis definidos, estabelecidos, nossos perfis são flexíveis.

Embora muitos temam que a criação da internet vá nos jogar num mar infinito de possibilidades, e essas possibilidades “criadas” interfiram negativamente em nosso comportamento nos tornando esquizofrênicos, a verdade é que essas criações só foram possíveis porque de alguma forma já somos assim. Se antes nos pensávamos uma unidade, se nos percebíamos num único EU, não nos sentimos mais assim. O que há um século a psicologia rotulava com esquizofrenia, hoje está diagnosticada de forma diferente porque talvez tenhamos mais Eus do que podíamos supor.... É em verdade um problema teológico em certa instância. Metafísico mais propriamente.

Para nossa estrutura mental atual, tudo isso (que sempre foi deflagrado por filosofias antigas) é ainda uma nova experiência da realidade o que leva muitas pessoas a gerarem muita resistência ao novo entendimento. Mas entendimento esse que de novidade não tem nada, pois o Universo sempre foi assim. Com a realização da internet o que antes era uma bela filosofia, tornou-se fato diário e corriqueiro modificando efetivamente nossas relações em várias instâncias. Os aspectos das relações humanas e organizações humanas que já pertencem a uma categoria mais dinâmica e fluente, como o dinheiro e a informação, foram os primeiros a se adequarem a essa nova estrutura. A economia quebrou significativamente os limites territoriais e o mercado financeiro é um exemplo da fácil adaptação da riqueza material (ouro) em riqueza virtual (já aquém dos papéis). Com a fluência ultra veloz e multidirecional da informação, todas as áreas do conhecimento foram dinamizadas, incrementadas e ampliadas de tal forma que a velocidade da luz não é mais, para nós, inimaginável. Falamos qualquer língua, vemos qualquer região do globo, conhecemos todos os seres humanos!!
Mas outras áreas da vida humana, justamente aquelas que se modificam posteriormente às mudanças de consciência coletiva, a saber, a justiça e a lei, estão em fase primária de adaptação a essa realidade. As leis só são consolidadas depois de muitas vezes a sociedade demonstrar uma conduta, o que demanda tempo; o que significa que as condutas se manifestam primeiro em quantidade significativa para se tornarem padrões e só então exigirem normatizações.

Por exemplo, o ambiente novo da internet vem gerando condutas que não existem na vida não virtual e, portanto não foram normatizadas, trazendo a necessidade de leis específicas para esse ambiente. Esse é um exemplo apenas no que diz respeito direto ao novo ambiente, mas existem outras tantas situações que são consequência do ambiente virtual sobre o ambiente não virtual que também vem solicitando novas regras.

Com a desterritorialização das relações, uma sociedade planetária (termo de Pierre Levy) está se explicitando e gerando necessidades específicas para sua organização. As leis de meio ambiente que servem para um país, as leis de governança que servem para determinado povo, as leis de criminalização ou militarização que servem a determinado país, hoje são questionáveis do ponto de vista global. Já há décadas, talvez desde o fim da guerra fria, ficou muito claro que o planeta, apesar das divisões territoriais, precisava de um “conselho” geral, uma organização das nações unidas, para administrar temas globais. No entanto a cada dia cresce rapidamente a quantidade de “temas globais” e cada vez mais tem sido necessária a criação de leis e uma justiça comum ao planeta.

(texto inspirado em CIBERDEMOCRACIA, livro de Pierre Levy)


sexta-feira, 1 de junho de 2012

o Canibal de Miami

noticia BBC


Esse acontecimento é absolutamente assustador e demonstra que estamos totalmente sem controle do aumento e diversidade das drogas e das suas consequências.


Se antes nossa preocupação era com jovens depravados, com as consequências violentas do tráfico, os acidentes de transito e criminalidade, agora tudo isso virou "fichinha" perto das possibilidades que vieram à tona com o caso do canibal de Miami.

Um homem nu avança contra um mendigo e come-lhe, sem matar, seus olhos, orelhas e parte do rosto.

Não me lembro de ter visto essa cena num filme, NEM EM FILME, pois nosso canibal cinematográfico é mais comedido. E percebe-se que então é possível que o homem comeu o rosto do outro achando que eram guloseimas??? Agora entendi porque ele devorou os olhos e orelhas.... parecem os docinhos de marzipan que as crianças adoram.

Que legal essa droga "hulk" que criaram: a pessoa alucina, fica com a força de 7 homens e não sente dor!!! Nesse caso o drogado devia estar com fome ou gula e alucinou comida na cara de alguém, mas poderia ter sido qualquer outra coisa.

Imagina se a moda pega e um grupo de 20 pessoas vira rapidamente um exército de 140.

Imagina se esse grupo é de fundamentalistas fortões; ou se o presidente sírio coloca na comida do seu exército. Imagina se um maluco, que não falta no nosso mundo, joga quilos desse sabão não sei das quantas nas águas da Sabesp.....

E eu que perco tanto tempo estudando para aprofundar meu autoconhecimento; gasto tempo refletindo em grupo para buscar soluções mais pacíficas e produtivas de mudança da organização social; que passo tanto tempo dedicada a ensinar meu filho a se tornar um ser humano solidário, fraterno e pacífico. De que vai adiantar buscar caminhos de diálogo para paz se esse tipo de arma ganhar terreno? Porque antigamente para criar uma exército destrutivo eram necessárias propagandas em massa e discursos infinitos de manipulação. Mas com uma arma dessas quem precisa se dar ao trabalho?

A ciência conseguiu o que os filmes imaginaram: já somos capazes de criar monstros!!

Dinheiro não mata a fome

"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro"

provérbio indígena


segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Pecado Original



Parece que não tem jeito, somos assim movidos a mártires, só o sofrimento nos desperta. Acostumamo-nos à crucificação, ao castigo. E não que o castigo nos ensine alguma coisa, não; aprendemos a suportá-lo porque acreditamos que somos merecedores e incapazes de mudar. Quando fomos expulsos do paraíso, envergonhados com nosso pecado e castigados, entendemos que ficaríamos para sempre nesses castigos. Para sempre as mulheres hão de menstruar, para sempre os homens hão de trabalhar. Não nos deram uma segunda chance a não ser, após muito sofrimento, tentar voltar, resgatar o merecimento. 

Acostumamo-nos a controlar nossas ações a partir de multas e condenações, o que não é uma correção. Mas sabemos que depois de um castigo, virá outro, e outro, e assim, muitos de nós, não controlam mais nada, pois o castigo nem faz mais diferença. Ser castigado não evita o crime. Nunca evitou. Nossos pais originais foram avisados das conseqüências de certas ações e mesmo assim optaram por realizar seus desejos e enfrentar essas conseqüências. Como um homem que deseja uma criança e a pega pra si sem se preocupar com a conseqüência? E assim seguimos todos os dias.

Então algumas almas/anjos, em corpos inocentes, se prestam ao serviço de nos mostrar o que estamos fazendo. Há quem diga que as vítimas dos crimes com suas dívidas pendentes se dispõem ao sofrimento, mas a matemática do Universo usa infinitas variáveis; inclusive os criminosos são vítimas dessa ausência de visão coletiva.

Será que tudo deve ser assim mesmo? As regras foram estabelecidas, e a nós cabe apenas cumpri-las?

Não acredito nisso. Não acredito nas regras. Acredito no Humano. Acredito na nossa infinita capacidade (das variáveis infinitas dentro de nós) de transformação. Acredito que estamos adormecidos e somos gigantes. Acredito que a vida é constituída pela dor, mas não pelo sofrimento e que nossas ações não tem nada a ver com culpa nem vergonha. Não acredito no castigo de nenhuma espécie. Não acredito que nossos pais originais erraram. Eles escolheram. Escolheram discernir para reconquistar o entendimento. O que nossos pais nos deram não foi uma herança de castigos, mas de oportunidades. A Consciência Suprema não disse: NÃO FAÇA!! Mas disse: FAÇA ASSIM E ACONTECERÁ ASSADO. E o “assado” não é castigo porque o “assim” não foi pecado. A Consciência Suprema apenas nos diz, a todo instante, que somos responsáveis por nossas ações e que devemos entendê-la como uma única ação contínua, sem causa ou efeito, mas conseqüente e interligada a todo Universo.

Enquanto ficarmos entendendo tudo, desde a Primeira Ação, até cada ação desse instante, como crimes e castigos, causas e efeitos, erros e concertos, estaremos assim: Sísifos.

Se estamos errando em algo é no entendimento do ato original, no entendimento de cada ato, no entendimento de nós mesmos, no entendimento do Universo. Temos que desintender todas essas regras, todas essas culpas e esvaziar nossa mochila, torná-la leve.

As ações serão sempre as mesmas: ficaremos menstruados, trabalharemos, morreremos, suaremos e cagaremos (pelo menos por enquanto). Então rolaremos sim a pedra morro acima e ela cairá do outro lado onde vamos buscá-la para rolar novamente. Tanto faz se rolamos pedras ou comemos capim. Nosso sentido não está preso à ação, não depende dela, mas está integrada nela.

A maça foi comida e é diariamente por mim e por vc. A diferença está o que faço disso. Eu como digiro e cago. Mas vc se culpa e se envergonha disso.




(agora a notícia que inspirou o texto)


Desenvolvimento a qualquer custo?? Se derrubar árvore, alagar florestas e expulsar índio não eram motivos para evitar esse Monte Horrível, será que o impacto social também vai ser desprezado? O antigo problema da prostituição infantil do Pará está aumentando descaradamente, a criminalidade e o aumento dos preços de imóveis da região que já é pobre. Como sempre só depois de muita desgraça e almas que se dispõem como mártires da nossa história é que tem chance de algo acontecer........ eita mundinho SEM PORTEIRA!!!






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ética na internet e a falsificação das imagens


A internet mudou a vida e isso é fato. Estamos ainda no meio desse reboliço, aliás nem no meio, no começo mesmo pois tudo vai ser reformulado. Nossos padrões de comportamento estão sendo forçosamente modificados, nossa compreensão de nós mesmos e das coisas.

Não acredito que os movimentos funcionem por causa e efeito: nasceu a internet e o mundo mudou. Claro que não, é um constante jogo de relações onde a internet nasceu porque mudamos e mudamos porque a internet nasceu. Mas o fato é que ela já está aí e seu movimento é:
  • rápido
  • plural
  • democrático
  • impalpável


e tantos atributos mais. Uma nova ética de comportamento há que se formar, pois apesar do bom senso ainda ser o mesmo e educação a gente aprender em casa, só com esses atributos listados já somos obrigados a mudar muita coisa.

A verdade dos fatos por exemplo. Já faz tempo que no mundo não virtual a gente vem percebendo que a verdade ficou relativa e que os fatos, que eram provas da realidade, talvez nem existam. A ciência que era o mito da comprovação do real, virou estatística, sugestão de probabilidades.

No mundo "virtual" a verdade nem existe, ou se movimenta com muito mais velocidade e a realidade se transforma muito facilmente. Para lidar com essa dinâmica sem que o mundo vire um amontoado de psicóticos e esquisofrênicos, acho importante irmos criando algumas referências e alguns padrões de conduta, flexíveis claro.

A fotografia já foi documento e prova dos fatos. Já era. Qualquer um faz o que quiser com uma foto: pessoas que nunca se viram aparecem juntas tocando violão, gente que andava junta desaparece e, o mais comum, dizer que na foto está fulano mas é cicrano.

Um artigo muito bem escrito e exemplificado é o que vou postar aqui e sugiro que seja lido pois como a internet está democratizando as informações, está também democratizando as responsabilidades e cada um de nós passou a ser responsável pelas informações que compartilha e o mundo que sugere formar a partir delas. Assuma a sua parte nisso!!



Responsabilize-se



Mapa da Violência 2012


Para vc que acredita que as guerras estão acontecendo lá do outro lado do mundo.
Para vc que acredita que os grandes conflitos que resultam nas mortes em massa.
Para vc que acredita que a violência homicida está longe de vc.

Aqui está o Mapa da Violência no Brasil calcula até 2011 nossa situação. Um trabalho detalhadíssimo por região, por tipo de homicídio, comparando com os conflitos no mundo. São dados que revelam como vem se modificando o comportamento da nossa população, nosso comportamento.

Faz ainda um relatório específico para a violência contra a mulher e dos acidentes de trânsito.

O relatório pode ser observado neste link: Mapa da Violência


Um resumo em formato de palestra pode ser visto neste vídeo:




Não deixe de ver ou ler este material pois nossa situação é alarmante. Todos nós sabemos que é, mas não sabemos exatamente como é. Vc pode achar que saber esses detalhes não faz diferença pois basta saber que não temos segurança, mas não acredite nisso. A informação mais detalhada ajuda vc (a todos nós) a refletir sobre nossos comportamentos. Por exemplo: nas armas utilizadas para homicídios contra mulheres, os números revelam que os homens morrem muito mais por armas de fogo do que qualquer outra arma, mas as mulheres apesar de morrerem mais por armas de fogo morrem muito também por outros tipos de armas, como facas, objetos pontiagudos e até enforcamento (quase inexistente entre homens). Esses dados nos alertam não só quanto a violência doméstica contra a mulher, como para que observemos que mesmo quando não adquirimos armas de fogo, ainda sim não estamos livres de instrumentos de violência em nossa casa. Vc acha isso óbvio? Todo mundo sabe que uma faca de cozinha mata? Sim, todo mundo sabe, mas nem todo mundo tem consciência do QUANTO um faca de cozinha tem matado.

Assim como compreender de que forma nos últimos anos a violência vem se deslocando em nosso país; a oscilação de índices entre os Estados revelam nitidamente nossas políticas públicas, nossos preconceitos, nossa distribuição de renda, a circulação dos diferentes tipos de tráficos e, de extrema importância, o que está acontecendo com nossos jovens.

Perca seu tempo e ganhe consciência para pensar num mundo melhor!!!




terça-feira, 8 de maio de 2012

Alexandre Pires: racismo é veneno pernicioso

Alexandre Pires acusado de racismo

Mais uma polêmica sobre os limites do racismo: Alexandre Pires defensor dos negros canta música acusada de racismo.

Muita gente acha excesso de controle do movimento negro. Quem fala esse tipo de coisa com certeza não conhece e nem quer conhecer o sofrimento dos negros. Dá uma olhadinha em documentários do Apartheid e depois volta aqui pra repetir essa idéia de que o movimento negro é oportunista (acusação que também é feita atualmente ao movimento LGBT). E espero que a pessoa  que acusa nunca sofra preconceito de nenhuma espécie pra entender na pele o que é ser subjugado, humilhado e diferenciado por quem tem poder.

Defender o humano sempre, porque esse é um valor maior.
Se tiver gente sofrendo, defenda ao invés de ridicularizar.
Se há excesso no movimento negro, aponte como quem participa.

O preconceito é um veneno sorrateiro e pernicioso que está em toda sociedade, nos comportamentos mais abstratos. Acredito que o movimento negro passou muitos anos estudando como e onde atacar, com qual estratégia derrubar esse mal que domina o mundo com várias facetas; e o que parece um pequeno detalhe sem maldade, sem intenção, carrega as gotinhas desse veneno. Não precisa de muito para instalar um preconceito, a gotinha se espalha sozinha virando uma grande mancha. Vimos como Hitler construiu um preconceito tão profundo a ponto de tornar pessoas de bem em assassinas. Viramos monstros tomados pelo preconceito, nos tornamos a própria imagem do diabólico.

Nenhuma ação é inútil. Temos que erradicar qualquer conteúdo que denigra (palavra bem perniciosa no momento hein!) a imagem do humano seja ele negro, gordo, vesgo.

E fora isso, "pegada de gorila" é ofensivo pra negros, brancos, elefantes e qualquer outro ser que não seja o próprio gorila.

Racista sim, inadequado e deve ser excluído.

Delet na música Alexandre!!! Grava coisinha melhor.



domingo, 6 de maio de 2012

Dez empresas controlam sua vida



Pode ser óbvio que tanto o Corn Flakes quanto o Frosted Flakes são produzidos pela Kellogg's, mas vc sabia que a L'Oreal e a Hot Pockets compraram uma patente da Nestlé?


Um grande número de marcas são controladas por apenas 10 multinacionais segundo um estudo incrível do blog francês Convergence Alimentaire.




Não se trata apenas de industrias de bens de consumo que foram consolidadas. Empresas de comunicação, bancos, etc. também vem se coligando formando monopólios.


Enquanto vc pensa que está fazendo escolhas, o capital continua se concentrando nas mãos dos mesmos poucos. Centenas de marcas que encontramos nas prateleiras dos supermercados dão a impressão de que o nosso dinheiro vai para tantas empresas diferentes. mas isso não é verdade: a grande maioria das marcas são de propriedade de poucas empresas.


Os perigos decorrentes dessa concentração são muitos pois a concentração financeira leva a concentração política, controle sobre os alimentos leva ao controle sobre nossa saúde, dos empregos e desempregos...


A historia do capitalismo possibilitar uma disputa no mercado é conversa pra boi dormir e micro empresário falir. Mas o mundo anda pra frente e enquanto esses donos do mercado se entopem de poder, a gente inventa as economias criativas que em alguns anos vão derrubar essa estrutura e modificar a forma de se pensar economia, produção, distribuição e RESPEITO.


QUEM VIVER VERÁ!!!!!!!!!!!