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domingo, 24 de junho de 2018

DEUS SOMOS TODOS


O que me irrita nos religiosos, ou os que se dizem crentes num Deus transcendente à nossa existência, é que não conseguem realmente aceitar que DEUS somos nós.

Uns, os reais cristãos, ainda entendem que Deus está dentro de nós.

Não está.

Nos atravessa. A todo instante. Somos, se somos algo, seus atravessamentos.

Se assim vivêssemos, cessaríamos todas as más atitudes para com qualquer ser deste e de qualquer planeta.

As pessoas querem me fazer acreditar que elas respeitam os próprios dogmas que vomitam.

Mas se comportam como se DEUS não existisse realmente.

Justamente porque o fato de colocarem Deus fora da existência, transcendente à ela, os faz sentir uma infinita frustração nessa existência.

A religião, ou as religiões, são narrativas que desqualificam a existência humana, porque ela não alcança  a perfeição divina.

E se não somos perfeitos podemos ser maus. Depois pagamos a dívida.

Pára!

O Poder se alimenta da sua frustração com sua existência.

Ser Potente é um ato revolucionário. Ser nômade no modo de existir. Ser devir.

quinta-feira, 14 de março de 2013

de PEIXES para o AQUÁRIO


Antes estávamos peixes. Agora seremos O aquário. Menos focados no que somos e mais onde estamos contidos. Mais Meio Ambiente. Menos focados NA PARTE, como se fosse à parte do todo; o todo se torna visível: a era da transparência.  Do ponto para a onda. Sem centro, plural. Do apreensível para o "experenciável". Menos controle e mais fluidez. Não mais a multiplicação dos peixes, a luta pela sobrevivência; e sim a multiplicação das consciências, sem luta, apenas fluência. Se peixes, ficamos presos às redes.... Quando aquários, oceanos, somos livres ainda que interligados. Quando não existe fundo sem superfície nem superfície sem fundo. Entre peixes importa o forte e o fraco; no oceano isso não faz diferença. Peixe fora d'água é peixe morto, portanto a convivência é obrigatória e a responsabilidade está distribuída: uma casa só para todos. Compartilhar é sinônimo de existir. Agora o foco é no conjunto. Com e junto. Antes peixes, remar contra a maré fazia sentido quando era individual o sentido do coletivo; agora aquários o sentido está NA maré e quem rema contra se perde do coletivo; impede o coletivo. Sempre cada um por si porque somos afinal peixes, mas visto agora a partir do aquário. O fluído transmuta a ação, trans forma, constante e infinito. Agora é sendo.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sempre no PRESENTE


Como a vida realmente é.

Esse relógio que parece estranho, errado,
é o melhor representante do tempo.

O outro, que costumamos ver,
representa a irrealidade,
uma quantificação da vida que não existe,
e que tanto determina o que somos, sentimos, pensamos.

Para viver em grupo até podemos usar aquele reloginho,
mas só tem sentido
se nunca esquecermos
que a hora certa está marcada neste.




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Re-nascimento de Vênus


Hoje a Vênus passou diante do Sol
aos olhos da Terra.
Um presente!
Deixar-se ver é re-nascer.
Ela passou para nos lembrar
do que somos feitos.

Para olhá-la
havia que mirar o Sol
e então saber que
a Luz do rei de fogo
nos mantém vivos,
somos seus filhos.
Somos de Luz.

E então delicada ela atravessou
esse horizonte celeste
para reafirmar que
somos feitos de AMOR.

Amor e Luz
são metáforas do mesmo fogo original.

Hoje,
Dia Mundial do Meio Ambiente,
aniversário da Natureza!!

Um belo dia, inundado por águas...
Um belo dia.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

ALQUIMISTAS



Todos SOMOS alquimistas em busca do OURO

Apesar de a ALQUIMIA ser muito antiga, a imagem que temos dela é aquela herdada da Idade Média: nosso pensamento obstinadamente químico nos estimula a imaginar aqueles Homens, nunca mulheres ou seriam BRUXAS, que tentavam transformar metais comuns em metais nobres, especificamente em Ouro. Apesar do estudo da Alquimia ser muito mais amplo, essa noção que temos dela nos serve como METÁFORA.

Os alquimistas eram então pré-químicos, enfiados em LABORATÓRIOS manipulando a matéria; e para poder transformar a matéria é necessário conhecer suas propriedades, suas possibilidades.

O que não sabemos é: qual objetivo OCULTO nesse trabalho? Embora não se possa conhecer o Grande Mistério, alguns caminhos os alquimistas, que são muito mais do que pré-químicos, nos deixaram:

. o Grande Laboratório das transformações é o próprio Ser Humano: nosso corpo, nossa mente, nossa vida, nossas expressões, nossas relações, enfim, nossas oportunidades/possibilidades de TRANSFORMAÇÃO;
. os metais mundanos que devem ser transformados são nossos
processos psico-físicos, nossas “doenças”; E
. que o ouro a ser atingido, é a Pedra Filosofal, o Nirvana, D’us, ou seja, NÓS MESMOS.

E como para transformar a matéria há que conhecê-la, e a matéria somos nós (muito mais que materiais), nosso estudo é o AUTOCONHECIMENTO.


Como um ARTISTA,
o alquimista pari a sua OBRA
do encontro consigo mesmo.