A maior descoberta dos séculos que nos antecendem é observar a importância das narrativas na vida humana. Freud deu início a um processo de utilização das narrativas para a cura da neurose humana.
E também temos visto que são as narrativas que nos adoecem.
Portanto, se narrativas curam e adoecem, cabe a nós escolhermos narrativas curativas. Ou estamos gostando de estar doentes?
Ou as narrativas estão tão intencionalmente construídas, para controle, que nem percebemos que estamos doentes. Só vemos a doença do outro. No outro.
Temos que aprender a viver sem intencionalidade nas ações. Eliminar os julgamentos. Discernir sobre uma realidade não necessita de julgamento aobre ela. O bem e o mal estão nas narrativas, não na realidade.
O homem se sente tão onipotente que se acha capaz de saber o que é Deus.
Quanta arrogância!
Biblias e narrativas de revelações de experiências proféticas.
Vamos parar com esse história de mito??
Só os que falaram com Deus conhecem a verdade.
O problema é que Deus disses coisas diferentes para cada um. E agora?
Se tem uma coisa que a experiência religiosa não é, é coletiva. Massificada.
Deveria ser uma experiência singular.
O ocidente precisa para de acreditar que sua existência começa na Grécia.
Precisamos ressaltar que quando os colonizadores chegaram nas Américas, Áfricas e Índias, havia muito povos, com suas maneiras de vida.
A NARRATIVA de que eram terras com meia dúzia de primitivos, era para esconder uma realidade cruel de extermínios.
Narrativas políticas, religiosas e científicas nos convenceram de que somos um lixo diante de Deus. Incompletos.
Ajudando você a esquecer que somos atributos do próprio Deus.
Não há nada de negativo, triste e impotente, nada de mal na “natureza” do ser humano.
Só sob uma realidade triste e impotente, da economia de opressão e poder, nos tornamos violentos, cultivamos ódios, destruimos os outros, também atributos de Deus.
Que heresia!!
Havia uma sabedoria da vida que foi dizimada para porque se fundava em outras perspectivas.
O monoteísmo tornou-se instrumento de massificação da experiência religiosa para cooptação das potencias dessas massas. Rouba nossas potências para si. Deixa-nos com o mínimo para sobreviver e continuar ofertando potencia.
Deus não pode ser reduzido a uma unidade!!!
sábado, 21 de julho de 2018
terça-feira, 17 de julho de 2018
Hakim Bey e as Comunidades de Resistência
segunda-feira, 16 de julho de 2018
VONTADE DE ESTADO
O Estado não existe. É um nome.
O nome que damos a uma
instituição que inventamos, mas ele em si não existe. Pelo menos não sem nós
para inventá-lo.
Poderia se dizer que uma vez inventado ele passa a existir
por si.
Mas não existe nada que exista por si se não em existência. Potência em ato.
Portanto, voltando, o Estado precisa de nós para existir.
Sendo assim, poder-se-ia supor que ele deixaria de existir
se nós não o fizéssemos existir.
Mas para se desinvestir na existência de um Estado, de um
tutor, de um legislador que, lembro, nós inventamos para nos tutelar, normatizar, normalizar, precisaríamos
crer que não necessitamos de tutela, de norma, de normalidade.
E nos vemos tão pobres de potencia, de forças para a
alegria, de capacidade de autonomia, que temos Vontade de Estado.
Aí não tem Cristo que dê jeito.
NATUREZA MORTA
A arte morreu?
Não, não temos o poder de eliminar nem a arte, nem a
natureza, nem o devir, nem o desejo, nem a realidade.
Mas temos nos exercitado muito no desenvolvimento de um
poder, ressentido, de sufocar a arte naquilo que ela tem de intensivo, fingindo
que ela é extensiva.
A arte continua brotando porque ela é quase como o ar de sobrevivência
do ser humano. Ou ela é o próprio ar que depois que se inspira se expira.
Mas assim como o desejo que não cessa de se criar, a arte também
é cooptada a todo instante. Está cada vez mais difícil produzir fora do alcance
da cooptação do poder. No mundo em que estamos inseridos, na loucura da maquina
destrutiva de vida do capitalismo, assim que algo se cria imediatamente se
torna produto. No mal sentido desse sentido.
Aliás, antes mesmo de ser criada, a criação já está
capturada porque os meios de produção estão sob controle. Materiais e
imateriais.
E se algum respiro fora do esperado eclode, um pernicioso
processo se instaura imediatamente para esvaziar a intensidade da criação
tornando-a apenas mais uma forma. E glorificamos a forma como se ela fosse o sinônimo
do ato criativo, sendo que esse já não se faz mais presente. No instante em que
glorificamos a forma estamos justamente a esvaziando de sua intensidade.
Estamos muito bem treinados para colaborar com nossa própria escravatura.
A única possibilidade de sobrevivência de uma zona de criação
é desinformar a forma antes dela ser esvaziada, para que ela não se separe, não
se distinga da intensidade da qual participa. Ou antes, percebe-la como
intensidade. Não separar mais a forma do seu conteúdo, o corpo do seu espírito,
o acontecimento do seu devir, o desejo do seu sujeito, Deus da existência.
E o que o artista de hoje não sabe é justamente ver a forma
de forma indistinta da intensidade, já que ele se tornou, justamente, o criador
de formas. O reprodutor de ideais, quando não das convenções e dos hábitos,
reprodutor dos ideais esvaziados de existência, carregados de verdades, mais
socialistas, mas ainda verdades.
Nem a performance, o eventual, mantém sua eventualidade
porque o próprio artista já é o passado do que deveria ser. Por mais que ele
acredite estar criando no momento presente, e está, ele cria a partir das suas
marcas, das marcas e ressentimentos coletivos. É um reprodutor, muito longe de
ser um criador.
Nem o teatro, a arte do presente por excelência, da
efemeridade, encontrou sua desterritorialização, trancado nas salas de espetáculo,
amarrado aos textos, às convenções do existir de pessoas impotentes.
E mesmo se toma as ruas, se se entrega aos improvisos, se
tenta imaginar novas existências, perde o único instrumento de que se valeria
para ser teatro: o acontecimento. E por acontecimento não podemos nos iludir em
encontros e diálogos vestidos pela hipocrisia da qual sequer conseguimos nos
despir.
Carregada de sentido, significados e intencionalidade a
arte se afoga em seus lamentos, evapora no fogo de suas reatividades e se
perpetua, inevitavelmente, impotente.
Não à toa ainda se vê arte justamente nos pontos mais distantes das galerias, das academias, das livrarias, das cidadanias...
A lógica é simples: não tem como a arte ser viva onde a natureza está morta.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
terça-feira, 3 de julho de 2018
Sem Redes
Cansada do contato humano medíocre, fechei meu facebook e instagram. Porém resolvi manter meu twitter já que minha profissão é pública e julgava necessário manter contato público.
No entanto, me envolvi numa discussão com eleitores do Bolsonaro e eles se agruparam para denunciar minhas postagens ao twitter, que acatou as denuncias me bloqueando por 24 horas.
Eu que abomino castigos e abomino ainda mais bolsominios, fechei minha conta do twitter.
Ou seja, agora caminho sem redes. E, sinceramente, é a única forma que vejo como possibilidade de me preservar do vírus de ignorância que está atacando o planeta.
Estou de tal maneira enojada com a mediocridade que assola a maioria da humanidade que a solidão tem sido mais alegre.
No entanto, me envolvi numa discussão com eleitores do Bolsonaro e eles se agruparam para denunciar minhas postagens ao twitter, que acatou as denuncias me bloqueando por 24 horas.
Eu que abomino castigos e abomino ainda mais bolsominios, fechei minha conta do twitter.
Ou seja, agora caminho sem redes. E, sinceramente, é a única forma que vejo como possibilidade de me preservar do vírus de ignorância que está atacando o planeta.
Estou de tal maneira enojada com a mediocridade que assola a maioria da humanidade que a solidão tem sido mais alegre.
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