domingo, 24 de junho de 2018
DEUS SOMOS TODOS
O que me irrita nos religiosos, ou os que se dizem crentes num Deus transcendente à nossa existência, é que não conseguem realmente aceitar que DEUS somos nós.
Uns, os reais cristãos, ainda entendem que Deus está dentro de nós.
Não está.
Nos atravessa. A todo instante. Somos, se somos algo, seus atravessamentos.
Se assim vivêssemos, cessaríamos todas as más atitudes para com qualquer ser deste e de qualquer planeta.
As pessoas querem me fazer acreditar que elas respeitam os próprios dogmas que vomitam.
Mas se comportam como se DEUS não existisse realmente.
Justamente porque o fato de colocarem Deus fora da existência, transcendente à ela, os faz sentir uma infinita frustração nessa existência.
A religião, ou as religiões, são narrativas que desqualificam a existência humana, porque ela não alcança a perfeição divina.
E se não somos perfeitos podemos ser maus. Depois pagamos a dívida.
Pára!
O Poder se alimenta da sua frustração com sua existência.
Ser Potente é um ato revolucionário. Ser nômade no modo de existir. Ser devir.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
SOMOS FICÇÕES
Quando me dou conta de que sou ficções, as coisas passam a mudar de figura.
Mudar suas figuras, deixando de ser fixações do que sou, ou posso ser, ou tenho sido, para se tornarem possibilidades.
Ficções se perpetuam através das narrativas. E essas não podem deixar de variar.
Quando deixam de variar tornam-se dogmas.
E narrativas não são para serem dogmas.
São para serem narrativas. E se narram, narram algo.
Se forem se o algo é fixo, deixam de ser narrativas para virarem normas.
Narrativas são dinâmicas porque narram acontecimentos. Ou deveriam.
Tornemos dinâmicas as narrativas que nos definem.
Isso, em nada diminui tudo que se pode ser.
Não se pode eliminar as ficções. Não agora.
Mas deve começar a criar "espaço", distancia, das ficções que se assumiu como substrato de si.
Chega de Si Mesmo.
O Si é movimento. Não se move. É movimento.
ME CHEGANDO
Eu realmente cheguei no meu limite de relacionamentos pelas redes sociais.
Embora eu saiba que são muito mais ágeis, e até sou defensora dessa ferramenta como arma contra as máquinas de guerra que nos agridem o tempo todo, também percebo que a AUTONOMIA é a palavra de ordem.
Meus textos no meu blog podem sofrer o mesmo controle que sofrem em qualquer instrumento de comunicação, mas aqui TODAS as regras são minhas.
Se aquilo que escrevo faz ou fizer algum sentido para alguém, além de mim mesma (o que já me basta), os alguém se achegarão.
Bora!!
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