quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Por que o Brasil é o país do futuro - Discurso de Dilma na ONU

DOU MÃO À PALMATÓRIA (embora eu seja contra a violência) apesar das possíveis críticas que faça à Dilma Roussef, seu discurso à ONU é, em minha opinião, excelente expressão de um Brasil pacífico e democrático.

As opções de críticas e defesas que fez demonstram sua coragem, suas escolhas ideológicas e sua qualidade como economista. Dilma (muito além de Lula) é uma importante síntese das qualidades do nosso país.

Discurso emocionante, pertinente e maduro, demonstra que não temos uma marionete à frente do país, nem uma egocêntrica dirigente, mas uma Mulher objetiva, combativa e generosa.

Quem quiser conhecer sua presidenta tem essa oportunidade direta, sem mediações, de sentí-la e refletir com autonomia sobre suas escolhas
(tuas e dela).

TEM QUE ASSISTIR!!!




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Madrid e sua democracia

Tristes imagens revelando a forma de governabilidade da Espanha, o respeito por seus cidadãos, e o despreparo absurdo da sua polícia dando cacetada em gente desarmada e desligada até da manifestação. Como se manifestante fosse bandido ou criança. Imagens de um tempo que já devia ter terminado e que não cabe mais na nova civilização que estamos construindo. Que o povo espanhol não perca a força e a coragem de vencer essa arbitrariedade e não desista de mostrar que sempre, em qualquer tempo, em qualquer lugar, demore o quanto for, custe o que custar, é o cidadão que manda em seu país, em seus representantes, e não o contrário. É a força de trabalho que dá vida a qualquer nação!!



sábado, 22 de setembro de 2012

REDES SOCIAIS – os novos jornais


Sou de um tempo em que toda a informação sobre os acontecimentos fora da minha casa, escola, trabalho e proximidades, vinha da TV e dos jornais, as comunicações de massa.

Sou de um tempo em que as notícias vindas dos meios de comunicações eram assimiladas como verdades. FATOS REAIS.

Muita coisa mudou. Einstein me jogou num tempo que era também espaço e flutuando comecei a me dar conta do movimento constante das coisas e logo Shiva assumiu meu altar. Tudo é movimento, fluxo constante.

Além da relatividade sobre a verdade, que me parecia tão bem empacotada e segura, o mundo deixou de ser um quadro bidimensional: comecei a aprender que em toda realidade havia camadas dela mesma; tanto no sentido metafísico, quanto no quântico, mas ainda além nas relações humanas. Comecei a aprender que por detrás das atitudes explicitadas das pessoas, haviam atitudes não reveladas. E que o PODER, é desejável não apenas por alguns, mas por todos os seres humanos em diferentes escalas. Temos uma incontrolável necessidade de controlar os outros e a nós mesmos; de controlar esse fluxo constante que é o Universo. E dessa angústia por portos seguros, inflamos essa ambição por poderes, cada um a seu modo, cada um na sua instância.

Agora sou de um tempo novo e muito diferente daquele que eu achava pertencer. Todas as referências estão mudando e muito rapidamente, pois até a noção de tempo não é a mesma.

Então, toda a confiança depositada fora de mim, nos poderes, nas informações que recebia daqueles que pareciam conhecer as verdades dos fatos mais do que eu, começou a se relativizar. Comecei a perceber que uma verdade sobre os fatos que nem eu mesma presenciei, brotavam de dentro de mim, meu poder. Comecei a perceber que quanto mais eu despertava uma “capacidade” de relacionar experiências, mais conhecimentos profundos brotavam de mim, mais eu percebia a realidade externa com uma amplitude além daquela oferecida por quem conhecia os fatos melhor do que eu.

Isso passou a me fortalecer obviamente, pois percebi que eu era realmente fonte de verdades; comecei a entender o que era a “iluminação” tão invejada nos budas. Não mais um estado extra-real, um Nirvana fora do mundo; não um estado sem paradoxos, sem contradições de bem sem mal, de paz sem guerra. A iluminação pareceu-me apenas essa possibilidade de apreender a realidade COM e ATRAVÉS DE seus paradoxos. Permanecer em meditação no Himalaia de mim mesma, enquanto me movimento na violência das paixões, sem eliminá-las. E dessa forma posso ver o mundo ao meu redor em todas suas camadas, e relações, e resistências.

Passei a conhecer meus poderes. Da coragem de acreditar em mim mesma passei a olhar os mestres com os olhos que olho para mim, ou olhar para mim com os mesmos olhos que olho os mestres. E ficou mais fácil olhar os donos do mundo, os donos das filosofias, os donos das descobertas, os donos disso e daquilo, do mesmo lugar de onde me vejo. Conhecer nossas diferenças, mas reconhecer nossas semelhanças. Percebi que nem todos os mestres eram mestres, que nem todos os donos do mundo eram donos do mundo, que nem tudo em mim era eu.

Nesse tempo de hoje sabemos que a informação, a notícia e até mesmo o conhecimento que nos ensinam nas escolas, são escolhas, discursos intencionados. Não inúteis por completo, mas parcialidades.

Nesse tempo de hoje o compartilhamento crescentemente veloz da informação, do conhecimento, da noticia, nos colocou sob a mesma responsabilidade de escolha.

Hoje, em minha página de facebook, de uns mil acessos, ou no meu blog, tenho a mesma responsabilidade de transmitir informações e recebê-las que tinha os donos dos meios de comunicação.

Hoje sou o jornal e a televisão. Embora o alcance imediato não seja de massa, já está comprovado que a rede social ou blog, acessa mais gente do que qualquer outro meio. Os limites entre nações que aprisionam jornais e televisões são invadidos pela internet e redes sociais. Tenho amigos em Israel, Cuba ou entre os índios kayapo, sem a barreira das línguas, podendo trocar até imagens da minha intimidade!

Hoje ninguém mais acredita nos jornais e revistas, tão desmoralizados com a exposição de suas escolhas. Hoje podemos nos movimentar pela internet e ler diferentes opiniões, reflexões, participar de discussões e juntos criar a realidade.

Hoje prefiro ler as “noticias” do mundo pelo facebook do que abrir esses portais de informações que me servem apenas para... informações. Pela rede social, além da informação, recebo links de reflexões nacionais e internacionais que vem em formatos não só de textos como de vídeos e fotos. Notícias das ruas embaralhadas por notícias das pessoas em suas casas, das imagens de suas vidas, coloridas por obras de artes, poemas, fotos da natureza; informativos de peças, filmes e eventos, sem ter que engolir propagandas (nem percebo as propagandas do facebook). Se precisar de um serviço do encanador à compra de uma placa de vídeo, se está chovendo ou está trânsito...tenho tudo que qualquer meio de comunicação pode me dar e muito mais porque tenho contato com pessoas!!!

É preciso dizer que ainda estamos submetidos às estruturas dessas redes que decidem muita coisa por nós, mas em futuro próximo saberemos operar a internet diretamente entre nós sem mediadores; saberemos operar a sociedade sem representantes. A internet não criou um novo conceito de democracia, ela trouxe e real possibilidade de nos relacionarmos democraticamente, com todas as vantagens e perigos dessa relação.

Agora sim temos a chance de nos libertarmos do sistema patriarcal e nos tornarmos adultos de verdade, com responsabilidade sobre nossos comportamentos e escolhas, com autonomia e liberdade. É só uma questão de tempo, do novo tempo.



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SANTA AQUISIÇÃO, sobre as dollys disfarçadas de patrícias


SANTA AQUISIÇÃO foi o nome que dei para essa pequena crônica da vida real criada pela Bia Dias e postada no facebook pela incrível Heloisa Paternostro.

A triste e decadente vida dos sem cérebro!!

"Eu fico cada vez mais estarrecida com a classe média alta do interior e de São Paulo. É uma atmosfera de futilidade absurda, um vazio existencial, um bando de pobres meninas ricas a desfilar suas bolsas que custam um apartamento e sem nenhum investimento num curso de português básico, num aprimoramento qualquer. Hoje ouvi uma conversa alheia e vi uma patricinha terrivelmente arrumadinha comemorar a vinda da Daslu para Ribeirão e dizer: " Esse pessoal fica recriminando a Daslu, mas é outro nível. Lá tem vestido de até dez mil reais. A gente vive na ditadura e não pode gostar de nada que é melhor do que dos outros? Estamos vivendo na época da SANTA AQUISIÇÃO! " (A anta humana, desavisadamente, cometeu um erro bem ilustrativo e definidor da estupidez capitalista onde ela vive mergulhada!) Não me agüentando, soltei uma imensa gargalhada e a pobre coitada que se diz injustiçada por gostar de coisas "melhores" olhou com aquela carinha de nojinho para uma criatura que dormiu mal, não tem tempo sobrando para acordar, maquiar e fazer escova e muito menos de ficar dando "diquinhas" de " creminhos" para as "coleguinhas". (sim, porque o mundo delas acontece no diminutivo) Eu toda suada, cansada, com um nó no cabelo, tive pena foi dela. Ô vida de butique, ô mundo onde o outro não é ninguém. Lá vai ela, toda alienada, em seu carro conversível, votar no Serra e cia, e desfilar seu preconceito e sua burrice pelo mundo, cansando nossa beleza de olheiras e cheia de vida de verdade."

Bia Dias.


O que me pergunto diariamente é: do que são feitas essas pessoas??? Será que os filmes de ficção científica não são ficção e, realmente, alguns laboratórios de pesquisa americana ou alemã, ultrassecretos andaram fazendo testes para recriação de humanos??? É, porque na verdade a gente sabe que vários países vem pesquisando a bomba atômica há décadas, mas nunca ninguém divulga as pesquisas científicas sobre a clonagem humana. Depois da coitadinha da Dolly ficar famosa, com cara de ovelha mas sem alma, a gente só escuta falar das pesquisas em plantas, bactérias, virus, enfim, em tudo que não é humano.

É compreensível que não saiam por aí falando na criação dos Franksteins para o Papa não encher o saco, mas é também imaginável que estejam fazendo pesquisas e mais pesquisas dessa natureza.

E como toda pesquisa dá mais errado do que certo até chegar a algum modelo, o que estão fazendo com os erros????

E se esses erros não forem tão errados assim, ou seja, falam, andam e se reproduzem, mas apenas NÃO PENSAM? O que para alguns poderosos não é um erro: como nos filmes de ficção ainda (e os artistas estão aí inventando futuros), um exército de seres humanos clonados não pensantes pode estar entre nós, sem nos darmos conta.

Oh meu deus!!! Ou melhor, estamos nos dando conta: essas mocinhas que frequentam a Daslu e pagam fortunas por calças, sapatos e bolsas só podem ser resultados dessas pesquisas!!! Claro!!!

1.    Nenhum ser humano com alma, não clonado, gastaria 2 mil reais numa calça jeans numa época em que o mundo está tendo tanta dificuldade em alimentar 7 milhões de pessoas!!

2.    Nenhum ser humano com ALMA ou não clonado gastaria outras dezenas de “mil” reais para comprar bolsas, sapatos, anéis, ou comidas, bebidas, sabendo que tem TANTA GENTE MORANDO NA RUA, PERDENDO SUAS CASAS, etc, etc, etc, e ainda se acharia no direito de continuar gastando!!!

3.    (a lista é infinita)

Com certeza essas dollys disfarçadas de patrícias são resultados de experimentos de clonagem MAL SUCEDIDOS, pois vieram sem sensibilidade, sem curvas cerebrais, com pouquíssimas conexões neuronais e, claro, destituídas de ALMA, pois a alma é inclonável.





Urnas eletrônicas e fraudes

Esses dias eu explicava para meu filho como o Brasil era desenvolvido tecnologicamente, até mais que outros países, pois era um dos únicos a utilizar a urna eletrônica e que esse sistema era o melhor contra fraudes.

Vou ajoelhar aos pés do 
meu menino e pedir perdão por sua mãe ser uma vaca de presépio e não saber nada sobre fraudes e tecnologia nas eleições; ela só repete o discurso que mandam ela repetir............ 





Urnas eletrônicas também são corruptíveis

Incêndios nas favelas

A maldade que envolve os incendios nas favelas paulista é impensável: cada incendio desabriga por volta de 1.000 pessoas que vão para as ruas sob o choque da perda de tudo que possuem e sem a chance de recuperação ou defesa. Pessoas sem poder aquisitivo, sem proteção, tornadas indigentes de um dia para o outro. É dessa forma que os especuladores enriquecem? Vale à pena comer brioches a essas custas? O humano é igual em qualquer lugar. Aquele que acredita estar se dando bem sobre o sofrimento alheio está apenas ignorante de si mesmo e da unidade entre todos nós; está apenas ignorante de que o sofrimento que aplica no outro aplica sobre si mesmo, e sem metáforas!! Paga na alma. Não pelo castigo de deus nenhum, apenas porque a alma do mundo é uma só e mesma anima mundi.

Russomano sobe

E Russomano só sobe, 35% já, esfregando na nossa cara que blá blá blá não serve pra nada, quer dizer, serve pra quem tem poderes midiáticos; mas para nós que o máximo de mídia que detemos é uma página de facebook, esse número mostra a inutilidade de nossas indagações, a inutilidade de nossas indignações. Esse número, somado ao Serra resultando em 56%, mostra que São Paulo tem uma maioria totalmente despreocupada com o semelhante e quer mesmo é garantir a manutenção do seu status. Mostra que nas escolas paulistanas o que se aprende é a permanecer na ignorância do conhecimento alienado da realidade, se aprende a ficar iludido com a virtualidade do consumismo. Esse número mostra que não teremos liberdade de pensamento e comportamento, que gays, pobres e negros continuarão a ser perseguidos porque a exclusão é a base do pensamento conservador burguês. Esse número mostra que teremos muitos incentivos para o entretenimento e nenhum avanço para a cultura porque o neo liberalismo entende por cultura dar dinheiro pra fazer pecinha.... Esse número mostra que essa corja vai se juntar com a corja do governo do Estado e vão continuar enchendo seus bolsos e dos especuladores, de dinheiro e jogando gente na rua. Mostra como a mente do paulistano é limitada e o máximo que consegue projetar de futuro é final de semana em Miami..... e não percebe que o futuro desse tipo de escolha é 1 só.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O neo liberalismo paulistano


Debate ocorrido na USP sob o tema da Ascensão Conservadora na política paulista com os debatedores: Marilena Chauí, André Singer e Vladimir Safatle.

Importante reflexão que portanto fiz questão de compartilhar.

André Singer
O neo-liberalismo crescendo no Brasil, trazendo consigo o pensamento conservador e de direita, religioso, e com reflexo significativo na classe média. André Singer sintetiza o neo-liberalismo em individualismo feroz, mercantilismo generalizado e a privatização como solução.

O perigo do neo-liberalismo é gerar um avanço do pensamento conservador porém de forma subliminar; o discurso nessa fase deve parecer de esquerda mas em realidade sustenta um comportamento de direita, conservador e, finalmente, capitalista.




Marilena Chauí
A classe média paulistana proto-ditadora.




Vladimir Safatle
Os evangélicos na politica e o conservadorismo dentro da esquerda.



Complemento dos discursos a partir de perguntas do público


PARA REFLETIR


As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche